Direito da concorrência

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O direito de concorrência engloba a totalidade de contornos jurídicos de relações empresariais; assim também denominado como antitrustre, tem como intuito garantir a liberdade do comércio e sua livre concorrência empresarial, versando a respeito do aspecto concorrencial quanto aos consumidores, fatores tais que contribuem diretamente para a obtenção maximizada de lucros mediante a participação no mercado. A livre iniciativa fundamenta a ordem social econômica, a qual tem por estrutura basilar a concorrência, de acordo com o artigo constitucional 170.

A livre-iniciativa permite que a preferência do consumidor seja o princípio norteador da disputa entre os concorrentes dentro do mercado de bens e serviços. No processo de conquista do mercado, não poucas vezes, estratégias são empregadas em detrimento da ética profissional, sendo abusivos ou ilegais se o

agente for detentor de todo poder de mercado (monopólio). A proibição legal às empresas detentoras de dominância mercadológica quanto a qualidade, quantidade e preço dos produtos e serviços por ela lançados; a legislação caracteriza como defesos certos comportamentos eivados de abuso concorrencial ou de poder econômico, que prejudicam a concorrência saudável.

A obtenção do poder econômico é feita a partir da tomada de posição privilegiada pelo agente empreendedor, adotando comportamento marcado por autonomia mediante seus concorrentes e consumidores, sem que no entanto, haja retaliação. O comportamento eivado de abuso de poder no contexto de mercado é elemento destrutivo para a garantia concorrencial e sua existência demanda que haja regulamentação estatal com a finalidade de preservar a concorrência justa por meio da livre iniciativa garantida constitucionalmente.
A disputa pelo mercado consumidor influencia a busca de vantagens competitivas entre empresas, chamadas de eficiência econômica.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No contexto jurídico brasileiro, a concorrência recebe a classificação de bem imaterial e coletivo, cujo encarregado da aplicação é a própria máquina estatal e suas empresas (estatais e de economia mista – art. 31, LDC). A legislação referente à defesa concorrencial aplica-se a práticas cometidas em território nacional, ainda que em parte, ou que aqui surtam efeitos, ainda que cometidas em outra jurisdição. Medidas adotadas pelos órgões estatais em defesa da política econômica, dentre outras, estão: redução de tarifas alfandegárias, eliminação de cotas e licenças e privatização, reduzindo óbices para ingresso nos mercados. A dominação do mercado não é dita ilícita, desde que haja eficiência econômica. O emprego de instrumentos analíticos da estrutura econômica e jurídica dos agentes do mercado é feito com o objetivo de determinar o alcance do poder de mercado para determinar a legalidade de uma conduta, sujeitando-se à investigação e sanção, fato este que encontra-se na Lei n 12.529/11, em seu artigo 36 exposto. Os instrumentos de aplicação da política concorrencial devem ser utilizados pró-ativamente e também de modo reativo e sancionador, mediante as exigências do livre-mercado.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira legislação acerca da concorrência teve início no século XIX, por meio do Act for the prevention and supression of combinations formed in restraint of trade, (atuar para a prevenção e supressão de combinações formadas em restrição de comércio) canadense, anterior ao Sherman Act estadunidense, país responsável por cunhar a expressão antitrust, que equivale ao direito concorrencial, devido à grande parte das empresas norteamericanas valia-se dessa estratégia para ocultar a natureza de seu empreendimento; tornaram-se então, grandes monopólios, – ameaças à democracia e ao livre mercado.

De acordo com o liberalismo clássico, o modelo teórico da concorrência perfeita, o aumento da produção de uma empresa compensaria a diminuição da produtividade de uma empresa rival de maneira imediata. A suscetibilidade do capitalismo a crises cíclicas e demais falhas existentes no mercado, as quais não são solucionadas pela chamada “mão invisível”, justificam necessidade da intervenção estatal e o antitruste no âmbito econômico.

referência[editar | editar código-fonte]

BRASIL. República Federativa do. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

BRASIL, República Federativa do. Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011.


leitura adicional

BAGNOLI, Vicente. Introdução ao Direito da Concorrência. São Paulo: Singular, 2005 . BUCHAIN, Luiz Carlos. Os objetivos do direito da concorrência em face da ordem econômica nacional. Cadernos do programa de Pós-graduação. UFRGS. v. 09, n. 01. 2014

NUSDEO, Ana Maria de Oliveira. Defesa da Concorrência e Globalização Econômica. O contrato da concentração de empresas. São Paulo: Editora Malheiros, 2002

SALOMÃO FILHO, Calixto. Regulação da Atividade Econômica.(princípios e fundamentos jurídicos). 2ª ed. São Paulo: Malheiros Editora, 2001.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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