Aparelho fonador

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Sistema fonador integrado ao sistema respiratório.

É denominada aparelho fonador o conjunto de órgãos responsáveis pela fonação humana, são eles os seguintes:[1]

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

O ar é expelido dos pulmões por via dos brônquios, penetra na traquéia e chega à laringe. É a abertura entre duas pregas musculares das paredes superiores da laringe, conhecidas com o nome de cordas vocais. O fluxo de ar pode encontrá-la aberta ou fechada. Se estiver aberta, o ar força a passagem através das cordas vocais retesadas, fazendo-as vibrar e produzir o som musical característico das articulações sonoras.

Se estiver fechada, relaxada as cordas vocais, o ar se escapa sem vibrações da laringe e as articulações produzidas, denominam-se surdas.O fluxo de ar pode encontrá-la fechada ou aberta, em virtude de estarem aproximados ou afastados os bordos das pregas vocais.

No primeiro caso, o ar força a passagem através das pregas vocais retesadas, fazendo-as vibrar e produzir o som musical característico das articulações sonoras. No segundo caso, relaxadas as pregas vocais, o ar se escapa sem vibrações laríngeas. As articulações produzidas denominam-se surdas. A distinção entre sonora e surda pode ser claramente percebida na pronúncia de duas consoantes que no mais se identificam; B (sonoro) P (surdo). Ao sair da laringe, a corrente expiratória entra na cavidade faríngea, uma encruzilhada, que lhe oferece duas vias de acesso ao exterior: o canal bucal e o nasal. Suspenso ao entrecruzar desses dois canais fica o véu palatino, órgão dotado de mobilidade capaz de obstruir ou não o ingresso do ar na cavidade nasal e, conseqüentemente, de determinar a natureza oral ou nasal de um som. Quando levantado, o véu palatino cola-se à parede posterior da faringe, deixando livre apenas o conduto bucal. As articulações assim obtidas denominam-se orais. Quando abaixado, o véu palatino deixa ambas as passagens livres. A corrente expiratória então divide-se, e uma parte dela escoa-se pelas fossas nasais, onde adquire a ressonância característica das articulações."

A distinção entre surda e sonora pode ser muito bem percebida na pronúncia de duas consoantes que no mais se identificam. Assim:

  • /p/ pê ( = surdo); /b/ bê ( = sonoro)
  • /t/ tê ( = surdo); /d/ dê ( = sonoro)
  • /k/ que ( = surdo); /g/ gue ( = sonoro)

A corrente expiratória, ao sair da laringe, entra na cavidade da faringe que lhe oferece duas vias de acesso ao exterior o canal bucal e o nasal com a finalidade de determinar o som oral (= bucal) e o som nasal (= nasal). Veja a pronúncia das vogais:

  • /a/ (oral), /ã/ (nasal)

Conforme as palavras:

  • /a/ lá (oral), /ã/ lã (nasal)
  • /a/ mato (oral), /ã/ manto (nasal)

Referências

  1. Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra, 2ª ed. Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1984, p.26-28
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