Saltar para o conteúdo

Apeadeiro de Cabeção

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cabeção
Apeadeiro de Cabeção, na Década de 1980.
Apeadeiro de Cabeção, na Década de 1980.
Linha(s): Ramal de Mora (PK 167,580)
Coordenadas: 38° 55′ 05,9″ N, 8° 05′ 14,63″ O
Município: Mora
Serviços: Encerrada
Website:

O Apeadeiro de Cabeção é uma interface encerrada do Ramal de Mora, que servia a vila de Cabeção, no concelho de Mora, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Horários do Ramal de Mora em 1913, onde esta gare aparece com a categoria de estação.

Na década de 1850, o engenheiro Thomaz Rumball foi encarregado de estudar vários possíveis traçados para uma linha férrea entre Lisboa e Elvas, sendo um deles pelo Carregado, Benavente, Coruche, Couço e Mora, seguindo depois pelo pinhal a Sul de Cabeção ou pela zona de Buraco, e continuando por Pavia e Estremoz.[1] Este traçado era mais curto e encontrava depois um bom caminho até Estremoz, passando a Sul de Pavia perto da Ribeira de Tera.[1] Rumball avançou a hipótese de construir um túnel de 1 Km para atravessar o Pinhal de Cabeção, evitando desta forma o terreno mais áspero ao Sul de Pavia.[1] Esta proposta não foi utilizada, tendo a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses escolhido um traçado diferente para a Linha do Leste, por Santarém, Abrantes e Crato.[2]

Posteriormente, nesta zona foi construído o Ramal de Mora, cujo lanço entre Pavia e Mora foi aberto à exploração em 11 de Julho de 1908.[3] Nos horários de Julho de 1913, esta interface aparecia com a classificação de estação, sendo utilizada pelos comboios entre Évora e Mora.[4]

Em 13 de Outubro de 2023 o governo abriu o concurso para a exploração turística do Apeadeiro de Cabeção, como parte do programa Fundo Revive Natureza.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre o apeadeiro de Cabeção

Referências

  1. a b c ABRAGÃO, Frederico de Quadros (1 de Abril de 1956). «No Centenário dos Caminhos de Ferro em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1639). p. 172-177. Consultado em 19 de Julho de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 28 de Outubro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  3. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 10 de Janeiro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  4. «Móra - Evora a Móra e vice-versa». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. Ano 39 (168). Outubro de 1913. p. 100. Consultado em 10 de Janeiro de 2014 – via Biblioteca Digital de Portugal 
  5. Agência Lusa (16 de Outubro de 2023). «Estações de comboio no Alentejo vão ser requalificadas para turismo». Idealista. Consultado em 11 de Novembro de 2023 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



Ícone de esboço Este artigo sobre uma estação, apeadeiro ou paragem ferroviária é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.