Apeadeiro de Dagorda - Peniche

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Dagorda - Peniche IPcomboio2.jpg
IPestacao.jpg
Linha(s) Linha do Oeste (PK 97,033)
Coordenadas 39° 20′ 40,2″ N, 9° 10′ 20,74″ O
Concelho Óbidos
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgR
Horários em tempo real
Serviços Acesso para pessoas de mobilidade reduzida


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgÓbidos (Sentido Figueira da Foz)
BSicon HST grey.svgDagorda - Peniche
BSicon HST grey.svgSão Mamede (Sentido Cacém)
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O Apeadeiro de Dagorda - Peniche, originalmente denominado de Dagorda, é uma gare da Linha do Oeste, que serve as localidades de A-da-Gorda e Peniche, no Distrito de Leiria, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Vista geral de de A-da-Gorda.

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Este apeadeiro situa-se no troço entre as Estações de Torres Vedras e Leiria, que abriu à exploração em 1 de Agosto de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[1]

Ligação a Peniche e à Linha do Norte[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ramal de Rio Maior

Devido à evolução da rede ferroviária portuguesa, verificou-se que as ligações entre as Linhas do Oeste e do Norte ficaram muito deficitárias, sendo possíveis apenas em Alfarelos e por Lisboa.[2] Desta forma, desde cedo que se procurou construir uma ligação transversal entre as duas linhas, com origem na zona de Santarém e término em Peniche, servindo obrigatoriamente Rio Maior.[2] Por outro lado, esta linha viria aliviar os problemas de comunicações que esta região sofria, não obstante a sua riqueza agrícola e mineral, e o importante centro piscatório em Peniche.[2] O primeiro caminho de ferro a ser estudado com este propósito foi uma linha de via estreita entre Santana e Caldas da Rainha, tendo este projecto voltado a ser estudado vários anos depois, em 1905, por uma comissão encarregada de delinear a rede ferroviária do Centro; assim, neste plano, aprovado por um decreto de 19 de Agosto de 1907, estava incluída a Linha de Peniche, do Setil a Peniche, passando, entre outras localidades, por Óbidos, Amoreira e Atouguia da Baleia.[2] No entanto, apesar de várias vantagens oferecidas pela lei, a linha não chegou a ser construída, tendo um concurso realizado em 11 de Novembro de 1920 ficado vazio; assim, a Lei n.º 1550, de 27 de Fevereiro de 1924, autorizou as autarquias de Alenquer, Cadaval, Bombarral, Lourinhã, Peniche e Vila Franca de Xira a construir um caminho de ferro de via estreita ou larga, que não teve resultado.[2] Algum tempo depois, a câmara de Peniche pediu autorização para construir um ramal a partir de Dagorda, para ultrapassar as graves dificuldades de comunicação que se faziam sentir; no entanto, a autarquia não dispunha de bases financeiras para executar este projecto, nem legais, uma vez que o ponto de origem situava-se no concelho de Óbidos.[2]

Já quando se esteve a planear a linha, em 1907, um parecer da Associação dos Engenheiros Civis sobre este projecto considerou a passagem pelas Caldas da Rainha em vez de Óbidos, uma vez que assim a linha serviria aquela importante localidade, embora tivesse de atravessar uma região mais pobre e menos povoada até Peniche.[2] Assim, considerou-se que parte do traçado da nova linha deveria ser comum à Linha do Oeste, com o ponto de entroncamento do ramal para Peniche em Óbidos.[2] Caso a estação de Óbidos não se revelasse conveniente para esta função, então devia ser passado para o então Apeadeiro de Dagorda, que seria promovido a estação.[2] Esta nova directriz foi estabelecida pelo Decreto n.º 12524, de 22 de Outubro de 1926, que também autorizou o próprio governo a estudar e a construir o novo troço, denominado de Ramal de Peniche, que ficaria sobre a gestão da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[2] A Gazeta dos Caminhos de Ferro de 16 de Outubro desse ano noticiou que iria ser elaborado o estudo definitivo para o ramal entre Dagorda e Peniche.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 28 de Maio de 2014 
  2. a b c d e f g h i j PORTUGAL. Decreto n.º 12524, de 22 de Outubro de 1926. Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos, Paços do Governo da República. Publicado no Diário do Governo n.º 236, Série I, de 22 de Outubro de 1926.
  3. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1235). 1 de Junho de 1939. p. 281-284. Consultado em 23 de Janeiro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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