Apitoxina

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Apitoxina é o veneno encontrado nos ferrões das abelhas do gênero Apis que tem como função afastar predadores dos mais variados tipos, protegendo assim a colônia. O veneno é produzido no interior do abdômen das abelhas operárias e é descrita como uma substância de pH ácido, incolor, transparente e com um forte odor que se assemelha ao do mel, em sua composição encontra-se aminoácidos, enzimas, substâncias voláteis e uma grade quantidade de água, cerca de 88%.

Embora historicamente a apitoxina tenha sido usada com fins medicinais, evidências mostram uso do veneno para tal fim com datação de cerca de 5.000 anos na China e de 200 anos na Europa, sua eficácia como fármaco ainda não foi efetivamente comprovada, ainda que alguns pacientes relatem melhora em quadros de artrites e reumatismos. A apiterapia, método de medicina natural que utiliza-se de compostos derivados das abelhas para fins terapêuticos, em especial a apitoxina, carece de comprovação cientifica e é tida como pseudociência mesmo que seja adotada como procedimento terapêutico por certas instituições, como o SUS. Ainda como contraindicação acerca do tratamento com apitoxina existe a possibilidade do desenvolvimento de diversos graus de alergia, devido ao uso repetitivo da substância, assim como o risco de anafilaxia, por não haver segurança sobre o grau de esterilidade do ferrão, a aplicação do veneno pode desencadear infecções localizadas ou sistêmicas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

STAHLKE, Edwalda V. R. S. (2013). APITHERAPY TECHNIQUE HAS NO RECOGNIZED USE. Disponível em: <http://crmpr.org.br/publicacoes/cientificas/index.php/arquivos/article/viewFile/444/434>. Acesso em: 20 de mar. de 2018.

LEITE e ROCHA. (2005). APITOXINA. Disponível em: <http://www.ruc.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/86/80>. Acesso em: 20 de mar. de 2018.