Arcádia Lusitana

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A Arcádia Lusitana, também conhecida como Arcádia Olissiponense, foi uma reputada academia literária de Portugal em meados do século XVIII.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundada em setembro de 1756, na cidade de Lisboa, por iniciativa de três jovens juristas, recém-chegados de Coimbra, "em busca de integração no funcionalismo público" [1], os poetas Cruz e Silva (Elpino Nonacriense), Manuel Nicolau Esteves Negrão (Elmano Sincero) e Teotónio Gomes de Carvalho (Tirse Menteo), que publicaram os Estatutos da Arcádia[2]. Aos fundadores juntou-se Correia Garção (Coridon Erimanteo), Reis Quita (Alcino Micénio) e Manuel de Figueiredo (Lícidas Cíntio).

A efémera existência desta instituição (entrou em declínio em 1759 e extinguiu-se em 1776) não impediu que desse um importante contributo para a renovação oitocentista que se seguiu nas letras do país. Em 1790 renasceu em Lisboa sob a designação de Nova Arcádia, integrando nomes como os de Bocage (Elmano Sadino), Curvo Semedo, José Agostinho de Macedo (Elmiro Tagideu), Nicolau Tolentino, Francisco Manuel do Nascimento (Filinto Elísio) e a marquesa de Alorna (Alcipe). Extinta definitivamente em 1794, deixou a publicação do "Almanaque das Musas" como testemunho do seu trabalho.

Características[editar | editar código-fonte]

Os seus membros propunham-se combater os excessos do espírito barroco e orientar a produção poética para uma estética neoclássica, com fundo na razão e no culto do natural. Tinham ainda como características literárias:

  • Linguagem simples;
  • Elogio dos prazeres físicos, sensualismo;
  • Inspiração nos autores renascentistas e clássicos gregos e latinos;
  • Adotam pseudónimos;
  • Recorrem a figuras ornamentais como ninfas, cupidos, Vênus, Zéfiro;
  • Assumem-se como pastores e transferem os seus sentimentos amorosos para gentis pastoras;
  • Ambiente rústico como refúgio para a alma e modo de fuga das agitações da cidade.

Referências

  1. ANASTÁCIO, Vanda (2007), “O Terramoto de 1755: Marco da História Literária?”, em ARAÚJO, Ana Cristina, et alii (orgs.), O Terramoto de 1755. Impactos Históricos. Lisboa: Livros Horizonte, pp. 363-36 7. [1]
  2. Garção, Correia (1982), Obras completas de Correia Garção. Texto fixado, prefácio e notas de António José Saraiva. 2ª edição. Lisboa: Sá da Costa, vol. II, pp. 231 - 247.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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