Argentina-Brasil em futebol

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Argentina e Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990. A Argentina venceu por 1 x 0 com o gol de Claudio Caniggia
Argentina e Brasil disputaram a final da Copa das Confederações de 2005. O Brasil venceu por 4 x 1

Argentina-Brasil em futebol refere-se ao confronto entre as seleções da Argentina e do Brasil no futebol, considerado um clássico mundial do desporto pela intensa rivalidade entre ambas as equipes.

Quanto aos títulos, os argentinos levam vantagem na Copa América (14 títulos, contra 8 da seleção brasileira) e nas Olimpíadas (são bicampeões olímpicos e ainda conquistaram duas medalhas de prata, enquanto o Brasil possui uma medalha de ouro, três medalhas de prata e duas de bronze). Em contrapartida, o Brasil venceu cinco vezes a Copa do Mundo (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e quatro vezes a Copa das Confederações (1997, 2005 , 2009 e 2013), enquanto a Argentina venceu a Copa do Mundo duas vezes (1978 e 1986) e a Copa das Confederações uma única vez (1992). Em 2011 foi estabelecido a reedição da Copa Roca se tornando na atual disputa pelo título do Superclássico das Américas entre as potências do futebol da América.

Os dois países geraram grandes craques do futebol - tendo com exemplos Pelé, Diego Maradona, Garrincha, Zico, Di Stéfano, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Batistuta, Neymar, Lionel Messi, Ronaldinho e Mario Kempes, Riquelme sendo os maiores exportadores de jogadores pelo mundo afora.

História da Rivalidade[editar | editar código-fonte]

A história que explica a rivalidade futebolística intensa entre Brasil e Argentina começa antes até de Brasil e Argentina existirem, e tem traços históricos.[1] Espanhóis e portugueses iniciaram essa rixa logo após o descobrimento da América, quando dividiram suas terras no Tratado de Tordesilhas. Depois, com os países já independentes, a tensão entre as nações aumentou com a Guerra Cisplatina.

Futebolísticamente falando, porém, segundo Ronaldo Helal, doutor em sociologia pela New York University, de uma forma geral, a imprensa argentina considera o Brasil como os profissionais do “jogo bonito”.

Helal esteve em Buenos Aires para analisar a narrativa dos jornais argentinos nas Copas do Mundo entre 1970 e 2006. Para a sua surpresa, e de todos, em 1994, por exemplo, o “Clarín” realizou uma pesquisa nas vésperas da final entre Brasil e Itália, e 60% dos entrevistados disseram torcer pela seleção brasileira.[2]

Com o surgimento do Diário Olé em 1996, a provocação ao Brasil começa a surgir e vai aumentando. Porém, deve-se levar em conta que o Diário Olé é um jornal “debochado” mesmo localmente. Mesmo este jornal, em suas matérias (não em suas edições) demonstra muita admiração pelo nosso futebol.[3]

Por isso, para alguns historiadores, a suposta e encarniçada rivalidade entre brasileiros e argentinos pode não ser apenas um folclore, mas também não é tão grande como propagam alguns locutores e comentaristas esportivos. Conforme Lívia Magalhães, doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense “Na verdade, o grande rival argentino, pelo menos no futebol, ainda é a Inglaterra, no imaginário social deles. Um jogo entre Brasil e Argentina é um jogo de rivalidade, de brincadeiras entre brasileiros e argentinos, mas contra a Inglaterra é um jogo sério."[4]

Helal acredita que o discurso de admiração do Argentino com o brasileiro vem mudando desde 1998, já que eles não faziam ideia de como eram tratados por nós quando o assunto é futebol. Com a internet, essas informações começaram a chegar por lá, e os argentinos tomaram consciência de que debochamos deles há décadas.[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Histórico dos resultados dos confrontos de futebol entre Argentina e Brasil:

Os confrontos Argentina-Brasil
# Data Cidade Jogo Resultado Competição Observação
Partidas disputadas antes da 1a partida oficial da Seleção Brasileira
* 09 de julho de 1908 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 2-3 jogo amigável [nota 1]
* 08 de setembro de 1912 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 3-6 jogo amigável [nota 1]
Partidas disputadas depois da 1a partida oficial da Seleção Brasileira
1 20 de setembro de 1914 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 3-0 jogo amigável
2 27 de setembro de 1914 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 0-1 Copa Rocca
3 10 de julho de 1916 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-1 Copa América 1916
4 3 de outubro de 1917 Montevidéu Uruguai Argentina - Brasil 4-2 Copa América 1917
5 18 de maio de 1919 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 3-1 Copa América 1919
6 1 de junho de 1919 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 3-3 Taça Roberto Cherry
7 25 de setembro de 1920 Viña del Mar  Chile Argentina - Brasil 2-0 Copa América 1920
8 2 de outubro de 1921 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-0 Copa América 1921
9 15 de outubro de 1922 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 2-0 Copa América 1922
10* 22 de outubro de 1922 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 2-1 Copa Rocca [nota 2]
11 18 de novembro de 1923 Montevidéu Uruguai Argentina - Brasil 2-1 Copa América 1923
12* 2 de dezembro de 1923 Buenos Aires  Argentina Brasil - Argentina 2-0 Taça Confratenidad Brasil-Argentina [nota 3]
13 9 de dezembro de 1923 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-0 Copa Rocca
14 13 de dezembro de 1925 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 4-1 Copa América 1925
15 25 de dezembro de 1925 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-2 Copa América 1925
16 30 de janeiro de 1937 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-0 Copa América 1937
17 1 de fevereiro de 1937 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-0 a.e.t. Copa América 1937
18 15 de janeiro de 1939 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 1-5 Copa Rocca
19 22 de janeiro de 1939 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 3-2 Copa Rocca
20 18 de fevereiro de 1940 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 2-2 a.e.t. Copa Rocca
21 25 de fevereiro de 1940 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 0-3 Copa Rocca
22 5 de março de 1940 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 6-1 Copa Rocca
23 10 de março de 1940 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-3 Copa Rocca
24 17 de março de 1940 Avellaneda  Argentina Argentina - Brasil 5-1 Copa Rocca
25 17 de janeiro de 1942 Montevidéu Uruguai Argentina - Brasil 2-1 Copa América 1942
26 15 de fevereiro de 1945 Santiago  Chile Argentina - Brasil 3-1 Copa América 1945
27 16 de dezembro de 1945 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 3-4 Copa Rocca
28 20 de dezembro de 1945 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 6-2 Copa Rocca
29 23 de dezembro de 1945 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 3-1 Copa Rocca
30 10 de fevereiro de 1946 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-0 Copa América 1946
31 5 de fevereiro de 1956 Montevidéu Uruguai Brasil - Argentina 1-0 Copa América 1956
32 18 de março de 1956 Cidade do México  México Argentina - Brasil 2-2 Campeonato Pan-Americano
33 8 de julho de 1956 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 0-0 Taça do Atlântico
34 3 de abril de 1957 Lima  Peru Argentina - Brasil 3-0 Copa América 1957
35 7 de julho de 1957 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 1-2 Copa Rocca
36 10 de julho de 1957 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 2-0 Copa Rocca
37 4 de abril de 1959 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-1 Copa América 1959
38 22 de dezembro de 1959 Guayaquil Equador Argentina - Brasil 4-1 Copa América 1959
39 13 de março de 1960 San José Costa Rica Argentina - Brasil 2-1 Campeonato Pan-Americano
40 20 de março de 1960 San José Costa Rica Argentina - Brasil 0-1 Campeonato Pan-Americano
41 26 de maio de 1960 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 4-2 Copa Rocca
42 29 de maio de 1960 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-4 Copa Rocca
43 12 de julho de 1960 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 5-1 Taça do Atlântico
44 24 de março de 1963 La Paz  Bolívia Argentina - Brasil 3-0 Copa América 1963
45 13 de abril de 1963 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 2-3 Copa Rocca
46 16 de abril de 1963 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 5-2 Copa Rocca
47 3 de junho de 1964 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 0-3 Taça das Nações
48 9 de junho de 1965 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 0-0 jogo amigável
49* 7 de agosto de 1968 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 4-1 Jogo Amigável [nota 4]
50* 11 de agosto de 1968 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Argentina 3-2 Jogo Amigável [nota 5]
51 4 de março de 1970 Porto Alegre  Brasil Brasil - Argentina 0-2 jogo amigável
52 8 de março de 1970 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 2-1 jogo amigável
53 28 de julho de 1971 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-1 Copa Rocca
54 31 de julho de 1971 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-2 Copa Rocca
55 30 de junho de 1974 Hanôver  Alemanha Ocidental Argentina - Brasil 1-2 Copa do Mundo de 1974
56 6 de agosto de 1975 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Argentina 2-1 Copa América 1975
57 16 de agosto de 1975 Rosário  Argentina Argentina - Brasil 0-1 Copa América 1975
58 27 de fevereiro de 1976 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-2 Taça do Atlântico 1976
59 19 de maio de 1976 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 2-0 Taça do Atlântico 1976
60 18 de junho de 1978 Rosário  Argentina Argentina - Brasil 0-0 Copa do Mundo de 1978
61 2 de agosto de 1979 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 2-1 Copa América 1979
62 23 de agosto de 1979 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-2 Copa América 1979
63 4 de janeiro de 1981 Montevidéu Uruguai Argentina - Brasil 1-1 Mundialito
64 2 de julho de 1982 Barcelona Flag of Spain.svg Espanha Argentina - Brasil 1-3 Copa do Mundo de 1982
65 24 de agosto de 1983 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-0 Copa América 1983
66 14 de setembro de 1983 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 0-0 Copa América 1983
67 17 de junho de 1984 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 0-0 jogo amigável
68 5 de maio de 1985 Salvador  Brasil Brasil - Argentina 2-1 jogo amigável
69 10 de julho de 1988 Melbourne  Austrália Argentina - Brasil 0-0 Torneio Bicentenário da Austrália
70* 25 de setembro de 1988 Seul  Coreia do Sul Brasil - Argentina 1-0 Jogos Olímpicos de Seul – Quartas de Final [nota 6]
71 12 de julho de 1989 Rio de Janeiro  Brasil Argentina - Brasil 0-2 Copa América 1989
72 24 de junho de 1990 Turim  Itália Brasil - Argentina 0-1 Copa do Mundo de 1990
73 27 de março de 1991 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 3-3 jogo amigável
74 27 de junho de 1991 Curitiba  Brasil Brasil - Argentina 1-1 jogo amigável
75 17 de julho de 1991 Santiago  Chile Argentina - Brasil 3-2 Copa América 1991
76 18 de fevereiro de 1993 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-1 jogo amigável
77 27 de junho de 1993 Guayaquil Equador Brasil - Argentina 1-1 (5-6 pen) Copa América 1993
78 23 de março de 1994 Recife  Brasil Brasil - Argentina 2-0 jogo amigável
79 17 de julho de 1995 Rivera Uruguai Brasil - Argentina 2-2 (4-2 pen) Copa América 1995
80 8 de novembro de 1995 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 0-1 jogo amigável
81 29 de abril de 1998 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Argentina 0-1 jogo amigável
82 11 de julho de 1999 Ciudad del Este  Paraguai Brasil - Argentina 2-1 Copa América 1999
83 4 de setembro de 1999 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-0 jogo amigável
84 7 de setembro de 1999 Porto Alegre  Brasil Brasil - Argentina 4-2 jogo amigável
85 26 de julho de 2000 São Paulo  Brasil Brasil - Argentina 3-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
86 5 de setembro de 2001 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
87 2 de junho de 2004 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Argentina 3-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
88 25 de julho de 2004 Lima  Peru Brasil - Argentina 2-2 (4-2 pen) Copa América 2004
89 8 de junho de 2005 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 3-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
90 29 de junho de 2005 Frankfurt  Alemanha Argentina - Brasil 1-4 Copa das Confederações 2005
91 3 de setembro de 2006 Londres  Inglaterra Brasil - Argentina 3-0 jogo amigável
92 15 de julho de 2007 Maracaibo  Venezuela Brasil - Argentina 3-0 Copa América 2007
93 18 de junho de 2008 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Argentina 0-0 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010
94* 19 de setembro de 2008 Pequim  China Brasil - Argentina 0-3 Jogos Olímpicos de Pequim – Semifinal [nota 7]
95 5 de setembro de 2009 Rosário  Argentina Argentina - Brasil 1-3 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010
96 17 de novembro de 2010 Doha  Catar Brasil - Argentina 0-1 jogo amigável
97 14 de setembro de 2011 Córdoba  Argentina Argentina - Brasil 0-0 Superclássico das Américas
98 28 de setembro de 2011 Belém  Brasil Brasil - Argentina 2-0 Superclássico das Américas
99 9 de junho de 2012 New Jersey  Estados Unidos Brasil - Argentina 3-4 jogo amigável
100 19 de setembro de 2012 Goiânia  Brasil Brasil - Argentina 2-1 Superclássico das Américas
101 21 de novembro de 2012 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 2-1 (3-4 pen) Superclássico das Américas
102 11 de outubro de 2014 Pequim  China Brasil - Argentina 2-0 Superclássico das Américas
103 13 de novembro de 2015 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil 1-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2018
104 10 de novembro de 2016 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Argentina 3-0 Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2018

Estatísticas Oficiais[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado a 12 de novembro de 2015 (Dados segundo a FIFA).[5]

Segundo as estatísticas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Brasil e Argentina já se enfrentaram 101 vezes. Já a Associação de Futebol Argentino (AFA), considera que ambas equipes se enfrentaram 99 vezes. A FIFA, por sua vez, discorda de ambos. Em seus dados históricos, ela contabiliza 98 partidas.[6][7]

A confusão se dá nas seguintes partidas:

Partidas computadas apenas pela CBF
  • Copa Rocca de 1922 - Nem a AFA nem a FIFA consideram este jogo. Mas aparentemente não há sentido em não considerá-la.[7]
  • 2 de dezembro de 1923 - Nem a AFA nem a FIFA consideram este jogo, pois a Argentina não atuou com a seu time principal. Isso porque no mesmo dia, a Albiceleste enfrentava o Uruguai pela Copa América.[6]
  • 7 de Agosto de 1968 - A AFA alega, com súmula, que esta partida foi entre combinados locais, com o Brasil sendo representado pela seleção carioca. A FIFA também não computa este jogo.[6]
  • 11 de Agosto de 1968 - A AFA alega, com súmula, que esta partida foi entre combinados locais, com o Brasil sendo representado pela seleção mineira. A FIFA também não computa este jogo.[6]
Partidas computadas apenas pela AFA
  • 09/07/1908 - Brasil 2 x 3 Argentina - A AFA computa este jogo como oficial, mesmo jogando contra um combinado brasileiro. A CBF e a FIFA consideram que o primeiro jogo oficial da seleção brasileira aconteceu em 21 de julho de 1914, na vitória por 2 a 0 contra o Exeter City, da Inglaterra.[8]
  • 08/09/1912 - Brasil 3 x 6 Argentina - A AFA computa este jogo como oficial, mesmo jogando contra um combinado brasileiro. A CBF e a FIFA consideram que o primeiro jogo oficial da seleção brasileira aconteceu em 21 de julho de 1914, na vitória por 2 a 0 contra o Exeter City, da Inglaterra.[8]
  • Confronto nos Jogos Olímpicos de 1988.[7]
  • Confronto nos Jogos Olímpicos de 2008.[6]


Estatísticas da AFA[editar | editar código-fonte]

Equipe Partidas
Jogadas
Partidas
Ganhadas
Partidas
Empatadas
Gols a favor
 Argentina 100 36 26
 Brasil 38

Estatísticas da CBF[editar | editar código-fonte]

Equipe Partidas
Jogadas
Partidas
Ganhadas
Partidas
Empatadas
Gols a favor
 Argentina 102 36 26 159
 Brasil 40 162

Estatísticas da FIFA[editar | editar código-fonte]

Equipe Partidas
Jogadas
Partidas
Ganhadas
Partidas
Empatadas
Gols a favor
 Argentina 103 37 26 159
 Brasil 40 162

Maior vitória brasileira[editar | editar código-fonte]

Maior vitória argentina[editar | editar código-fonte]

Primeiro jogo[editar | editar código-fonte]

Último jogo[editar | editar código-fonte]

  • Brasil 3 x 0 Argentina - Belo Horizonte, Brasil - 10 de novembro de 2016 - Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA 2018

Finais Brasil x Argentina[editar | editar código-fonte]

Copa América / Campeonato Sul-americano de Seleções[editar | editar código-fonte]

Copa das Confederações[editar | editar código-fonte]

Títulos oficiais[editar | editar código-fonte]

Maiores jogos[editar | editar código-fonte]

Torcedor brasileiro com caixão com cores da bandeira argentina e o nome "Maradona", representando a rivalidade entre as duas seleções

1920: o episodio dos Macaquitos[editar | editar código-fonte]

Em 1920, quando o selecionado brasileiro chegava a Buenos Aires para um jogo, um jornal argentino publicou uma charge de conteúdo racista, onde os brasileiros eram representados como macacos desembarcando em solo argentino, por terem em sua seleção quatro jogadores negros. Ao saberem do fato, os brasileiros foram até o jornal tomar satisfações com o chargista. Estes recusaram-se a entrar em campo no dia seguinte, como protesto, só sobrando 8 jogadores dispostos a entrar em campo: Kuntz, Ayrton e João Reis; Oswaldo e Sisson; Constantino, Castelhano e Alvariza. Por educação e respeito, a seleção argentina aceitou disputar a partida, realizada em 12 de outubro no campo do Sportivo Barracas, com apenas oito jogadores também, vencendo por 3 a 1.

Décadas de 1920, 1930 e 1940: clara supremacía argentina[editar | editar código-fonte]

Nessas décadas, La Albiceleste vencia com relativa habitualidade ao Brasil. Porém nesas décadas, Argentina ganhou 9 Copas América (vencendo em 3 delas ao Brasil na final). Em adiçao, os argentinos foram vice-campeoes nos Jogos Olímpicos de 1928, e também na primeira Copa Mundial, em 1930. O Brasil não teve grandes atuações no plano internacional, sendo eliminado rapidamente dos Mundiais e sem classificar para os Jogos Olímpicos, e só ganharam 3 Copas América nesses 30 anos.

Entre 1940 e 1945 foram as maiores goleadas. Pouco mais de um ano depois dos 5 a 1 de 1939, os argentinos ainda conseguiriam duas goleadas em Buenos Aires. Em 5 de março de 1940, no primeiro jogo da Copa Roca, a Argentina impôs a maior goleada da história do clássico, um humilhante e definitivo 6 a 1 . Na partida seguinte, em 10 de março a Canarinho venceu La Albiceleste por 3 a 2 em Buenos Aires, mas na finalíssima, os argentinos impuseram outra goleada, 5 a 1, sagrando-se campeões.

Vingança das goleadas, no duro, só houve a 20 de dezembro de 1945, em São Januário, também pela Copa Roca. No primeiro jogo, vitória argentina em solo brasileiro por 4 a 3 em 16 de dezembro. O Brasil precisava vencer agora, e venceu com uma categórica, retumbante goleada de 6 a 2, gols de Ademir de Menezes(2), Heleno de Freitas, Zizinho, Chico e Leônidas da Silva. Essa foi a maior goleada já registrada pelos brasileiros contra os argentinos. Na partida final, em 23 de dezembro de 1945, uma vitória brasileira por 3 a 1 garantiu o título amistoso.

Décadas de 1950 e 1960: predominio brasileiro[editar | editar código-fonte]

A era Pelé foi uma das mais brilhantes da historia da verdeamarela. Entre 1958 e 1970, o scratch ganhou nada menos que 3 Copas do Mundo. Em adição, o Brasil venceu em 2 edições do Campeonato Panamericano de Futebol, contra só 1 de Argentina. Os argentinos venceram nas Copas América de 1955, 1957 e 1959, mas no âmbito mundial, foram eliminados escandalosamente na Copa do Mundo na Suécia, na primeira ronda no Mundial do Chile, na segunda ronda na Copa de Inglaterra, e não classificaram para a Copa do México de 1970, sendo esse o maior escândalo futebolístico na historia da Albiceleste.

1971 - Equilíbrio total[editar | editar código-fonte]

A Copa Roca de 1971 seria disputada em duas partidas no Monumental de Nuñes, Buenos Aires. No primeiro confronto, em 28 de julho, os atuais campeões mundiais empataram em 1 a 1 com os donos da casa. Na decisiva partida em 31 de julho, novo empate nos 90 minutos de tempo normal. O jogo foi para a prorrogação, que terminou com novo empate em 1 a 1, determinando o 2 a 2 daquele dia. Após tantos empates e equilíbrio, pela primeira e única vez na história da Copa Roca, dividiu-se o título, declarando Brasil e Argentina campeões de um torneio com dois participantes!

1974 - O primeiro clássico em Copas[editar | editar código-fonte]

Apesar de tanta rivalidade, o primeiro confronto válido pela Copa do Mundo entre La Selección e a Seleção Canarinho, só ocorreu na Copa de 1974 na Alemanha Ocidental. O Brasil era tri-campeão mundial, o atual campeão e los hermanos ainda não tinham ganho um mundial. Em Hanôver, pela segunda rodada da fase de grupos da semifinal, a Argentina precisava no mínimo empatar com o arqui-rival ou estaria eliminada do Mundial. Já o Brasil, caso ganhasse, iria decidir com os Países Baixos quem iria para a grande Final. As seleções entram em campo naquele 30 de junho de 1974 com o Brasil vestido com a camisa azul pela primeira vez desde a final de 1958. Após pela triangulação do ataque brasileiro, Rivelino chuta forte sem chance para Carnevali. Brasil 1x0 aos 32 minutos. Aos 35, falta para a Argentina, cobrada com perfeição por Brindisi, que empata. Fora o primeiro gol sofrido pelo Brasil no torneio. O empate mantém as esperanças platinas, mas aos 4 do segundo tempo, o Brasil ataca, Jairzinho é derrubado na área, mas o juiz nada marca. A defesa tenta sair, mas o lateral-direito Zé Maria rouba a bola, avança e cruza para Jairzinho, de peixinho, decretar o 2x1 Brasil, e a eliminação da Argentina da Copa.

1978 - A batalha de Rosário[editar | editar código-fonte]

O mais dramático encontro entre os rivais na era moderna, válido pela Copa do Mundo de 1978 na Argentina foi marcado pela tensão numa competição com criticável participação da Ditadura militar argentina , na qual o time da casa foi para a final após um jogo polêmico contra o Peru. Os adversários se encontraram no penúltimo jogo da fase semifinal da competição. A Amarelinha tinha melhor campanha, e La Albiceleste, buscando impor a maior pressão possível, marcou o jogo para o Estádio Gigante de Arroyito, cancha do Rosario Central onde jamais havia perdido. Ciente da pressão dos fanáticos hermanos, que cantam do início ao fim dos jogos, o técnico brasileiro Cláudio Coutinho escalou o volante Chicão, experiente, viril, técnico, mas violento, se necessário. A violência ditou o ritmo do Clássico. A Argentina fez a primeira falta com 10 segundos de jogo. Em 3 minutos, já haviam ocorrido 6 faltas, e aos 12 minutos, 14 faltas. Apesar disso, o árbitro Karoly Palotai não distribuiu um único cartão amarelo até ali. Num jogo cheio de entradas maldosas, xingamentos e provocações de ambos os lados, com Chicão chegando junto em todas divididas para marcar território e, para delírio dos brasileiros, peitando o temido Luque, o escrete canarinho conteve os donos da casa, apresentando até futebol um pouco melhor. Mas o 0 a 0 foi inútil, e às pretensões brasileiras com a vitória Argentina sobre o Peru na rodada final se acabaram.

1982 - Quando o samba ganhou do tango[editar | editar código-fonte]

O Brasil não ganhou a Copa do Mundo FIFA de 1982, para tristeza de boa parte dos fãs do futebol, pois seu futebol exuberante e ofensivo, em um time com Zico, Sócrates e Falcão foi derrotado pela retranca e pragmatismo da Itália. Mas dias antes, a Canarinho mostrou o apogeu de seu futebol ao derrotar por 3x1 a eterna rival Argentina, que tinha um timaço com Maradona, Mário Kempes e Daniel Passarela. Por sinal, La Albiceleste vinha de um título mundial e ia para outro, mas naquele momento de transição,foi massacrada pelo esquadrão que dava show, capitaneado pelo técnico Telê Santana. Começa o clássico no estádio Sarrià, e, aos onze minutos, após rebote numa violenta cobrança de falta de Éder Aleixo, Zico abre 1 a 0. Aos 21 do segundo tempo, Falcão encobre o arqueiro argentino, e Serginho Chulapa faz 2 a 0 de cabeça. Aos trinta, após impecável troca de passes, Júnior toca manso para as redes argentinas, decretando 3 a 0. Um massacre humilhante, com direito a Júnior dando uma "sambadinha" para comemorar seu gol, enquanto o jovem Maradona dava uma voadora no estômago de Batista (que quase arrancara a cabeça de Passarela com a chuteira no lance anterior) e era expulso. O argentino Díaz ainda diminuiu no fim decretando o 3 a 1, mas já era tarde. Foi a maior glória brasileira em todos os confrontos com a eterna rival por Copas.

1990Maradona derrota o Brasil[editar | editar código-fonte]

No, até o momento, último confronto por Copas do Mundo entre Brasil e Argentina , duas seleções problemáticas e capengas. O Brasil se classificou em primeiro no seu grupo porém, com futebol pífio e retranqueio. A Argentina conseguiu a proeza de ser pior, pois perdeu para a Camarões de Roger Milla que, com 38 anos de idade, deixou Los Hermanos em segundo no seu grupo. Um confronto adiantado, ainda nas oitavas e tudo podia acontecer naquele 24 de junho no Estádio Delle Alpi. E aconteceu: O Brasil jogou melhor do início ao fim, criou chances com um bom futebol até então não mostrado, mas pecou em perder tantos gols: logo no começo, Careca perde o gol mais feito do jogo. Após , Dunga, cabeceia na trave. Já no segundo tempo, Careca cruza no travessão, e, no rebote, Alemão chuta mais uma na trave. Tanto domínio de jogo … e bastou um lance de gênio, digno de 'Diós' para superar tudo isso. Diego, fora de forma, com o joelho machucado, arrancou com a bola no meio de campo, passou por Alemão, passou por Ricardo Rocha, por Ricardo Gomes e Mauro Galvão, tocou para Caniggia que, cara a cara com Taffarel, driblou o arqueiro brasileiro, que viu a bola rolar mansamente pro fundo das redes brasileiras. No desespero, cruzamento na área argentina aos 42 do segundo e Müller, perde cara a cara o gol do empate. A vingança argentina, a primeira vitória no super-clássico em Copas do Mundo. Não é a toa que "el pibe de oro" é venerado pelos nosso vizinhos, muito mais do que Pelé é pelos brasileiros.

Depois do jogo com a Argentina, o lateral Branco saiu dizendo que havia pedido água ao massagista da equipe adversária e, depois de beber, sentiu-se zonzo. Estranhou que a água dada a ele não fosse do mesmo frasco entregue a Maradona. Ficou preocupado e comunicou ao bandeirinha. Depois, na volta para a concentração, dormiu no ônibus e continuou sonolento no dia seguinte. A história, que parecia uma desculpa pelo fracasso da Seleção em campo, acabou sendo comprovada no início de 1993 pelo massagista argentino Miguel di Lorenzo. Ele confessou ao jornal El Clarín, que em sua maleta havia dois tipos de água: uma para os argentinos e outra para os brasileiros. Ambas lhe foram entregues pelo técnico Carlos Bilardo.

1991 – Argentina rainha da América[editar | editar código-fonte]

Brasil e Argentina eram os favoritos à conquista da Copa América de 1991, mas se encontrariam já na primeira rodada do quadrangular final do torneio, numa espécie de final antecipada. Em 17 de julho de 1991, no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, Franco Dario faz 1 a 0 para os portenhos com 1 minuto de jogo, mas Branco empata logo aos 5. Dario e Batistuta abrem 3 a 1 ainda no primeiro tempo. João Paulo ainda faz o segundo do Brasil, mas o 3 a 2 define quem vai ser o campeão já que ambas as seleções venceram seus adversários restantes, Chile e Colômbia.

1993 – Argentina rainha da América pela segunda vez consecutiva[editar | editar código-fonte]

Cuartas de final, da Copa América 1993. Argentina volta eliminar o Brasil na máxima copa continental, esta vez, nos pênaltis. O jogo foi disputado no Estadio Monumental de Guayaqui, Equador, e acabou 1 x 1 nos 90 minutos, más os argentinos levaram vantagem nos pénaltis, e passaram as semifinais, onde ganharam da Colombia, também nos pénalits. Logo, venceram a México 2 x 1 na final do torneio.

1999 – O novo Rei da América[editar | editar código-fonte]

Novo confronto nas quartas de final, válido pela Copa América de 1999. Jogando em Ciudad del Este, no Paraguai, Rivaldo, Ronaldo e Roberto Carlos garantiram o 2 a 1 em 11 de julho, no caminho para conquista do título, dando início a um domínio no torneio.

2005 – Supremacia verde-amarela[editar | editar código-fonte]

Os velhos arqui-inimigos chegaram à final da Copa das Confederações de 2005, disputada na Alemanha, com a final da Copa América do ano anterior ainda forte. E, a Argentina, devido ao histórico empate de Adriano na fatídica decisão anterior, e ao atual título mundial do Brasil em 2002, estava com a canarinho entalada na garganta como nunca, decidida a impor vingança naquele 29 de junho de 2005. Porém,naquele jogo no Waldstadion, em Frankfurt am Main, Mas começou a partida, Adriano, "L’Imperatore", faz o primeiro aos 11 minutos, de uma seqüência de 4 gols brasileiros, marcados por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, e Adriano de novo. Depois disso, Pablo Aimar ainda marcou o gol de honra para a Argentina, definindo a vitória do Brasil por 4x1.

2008 - Até o presidente brasileiro se rendeu à Argentina[editar | editar código-fonte]

Brasil e Argentina se classificaram para as semifinais do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Beijing em 2008, mas em situações bem opostas. A Argentina, atual campeã olímpica e liderada por Riquelme e Messi, apresentava belo futebol ofensivo, chegando como favorita no clássico. O Brasil, que tem como grande hiato em seu currículo uma medalha de ouro olímpica, se classificara com um futebol medíocre, simbolizado pela má fase de Ronaldinho Gaúcho. No dia 19 de agosto de 2008, no Estádio dos Trabalhadores de Pequim, o "Derby das Américas" não abriu espaço para surpresas. Mostrando muita superioridade diante do time do técnico Dunga, La Albiceleste, com Agüero, marcou aos nove e aos dezesseis. Aos trinta e sete, de pênalti, Riquelme deu números finais ao clássico: Argentina 3 x 0 Brasil, acabando com o sonho olímpico tupiniquim e rumando firme para o bicampeonato olímpico, conquistado sobre a Nigéria. Os principais motivos apontados por imprensa e torcida para o mau resultado foram a falta de empatia dos craques que jogam na Europa com a amarelinha e com os próprios torcedores; dar prioridade ao defensivo em detrimento de nossas raízes ofensivas; e a falta de experiência do técnico Dunga, que não conseguiu explorar todo potencial dos atletas. A gota d'água se deu quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o argentino Lionel Messi era o melhor jogador do mundo atualmente e que, enquanto os argentinos lutavam com vontade pela posse da bola, os brasileiros "ficam de braços cruzados".

O Derby das Américas hoje[editar | editar código-fonte]

Após a Copa do Mundo de 1990, Brasil e Argentina se encontraram quase anualmente em torneios como as Eliminatórias da Copa do Mundo, pela Copa América, Copa das Confederações e amistosos. Acontecem entre as duas equipes anualmente confrontos de ida e volta valendo o título do Superclássico das Américas com jogadores que disputam os seus campeonatos nacionais. Há equilíbrio nas vitórias, com quase invariável vitória do mandante.

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

  • Poucos jogadores conseguiram a proeza de marcas três gols num mesmo jogo entre esses gigantes:
    • Seoane - Argentina 4x1 Brasil, Buenos Aires, 13 de dezembro de 1925, Campeonato Sul-Americano
    • Peucelle - Argentina 6x1 Brasil, Buenos Aires, 5 de março de 1940, Copa Rocca
    • Méndez - Argentina 3x1 Brasil, Santiago, 14 de fevereiro de 1945, Campeonato Sul-Americano Extra
    • Sanfilippo - Argentina 4x1 Brasil, Guayaquil, 22 de dezembro de 1959, Campeonato Sul-Americano Extra
    • Pelé - Brasil 5x2 Argentina, Rio de Janeiro, 16 de abril de 1963, Copa Roca
    • Rivaldo - Brasil 4x2 Argentina, Porto Alegre, 7 de setembro de 1999, Amistoso
    • Ronaldo - Brasil 3x1 Argentina, Belo Horizonte, 2 de junho de 2004, Eliminatórias
    • Messi - Brasil 3x4 Argentina, Nova Jersey, 9 de junho de 2012, Amistoso

Seleções que ambos nunca venceram[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira - Seleção Norueguesa (4 jogos, 2 derrotas e 2 empates)

Seleção Argentina - Seleção Camaronesa (2 jogos, 1 derrota e 1 empate), Seleção Dinamarquesa (2 jogos, 1 derrota e 1 empate) e Seleção Bielorussa (1 jogo, 1 empate).

Campo de batalha[editar | editar código-fonte]

A cancha de La Selección, apesar de algumas variações, é eminentemente o Estádio Monumental de Nuñes, do River Plate, onde o Gigante do Plata raramente perde. Lá, sua hinchada, uma das mais apaixonadas e orgulhosas, canta e grita do início ao fim, empurrando seus jogadores , que normalmente correspondem.

Monumental de Nuñes

Já o Brasil não possui estádio ou arena considerado de a "casa brasileira". Até devido à grande quantidade de metrópoles no país, os jogos podem acontecer no Morumbi, em São Paulo, no Mineirão, em Belo Horizonte, no Beira-Rio, em Porto Alegre, no Mundão do Arruda, em Recife, na Fonte Nova, em Salvador, entre outros. Mas a tradição e o simbolismo apontam o Maracanã, no Rio de Janeiro como principal estádio.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

As Arenas do Brasil são consideradas as mais modernas do mundo.

Argentina-Brasil no Sub-20[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Histórico dos resultados dos confrontos de futebol entre Argentina e Brasil pela categoria Sub-20:

Os confrontos Argentina-Brasil Sub-20
# Data Cidade Jogo Vencedor Resultado Competição
1 30 de março de 1958 Santiago  Chile Brasil - Argentina  Brasil 1-0 Sulamericano Sub-19 1958
2 26 de março de 1967 Assunção  Paraguai Brasil - Argentina  Argentina 0-2 Sulamericano Sub-19 1967
3 14 de março de 1971 Assunção  Paraguai Argentina - Brasil  Argentina 1-0 Sulamericano Sub-19 1971
4 22 de março de 1974 Santiago  Chile Brasil - Argentina  Brasil 2-0 Sulamericano Sub-19 1974
5 16 de agosto de 1975 Lima  Peru Argentina - Brasil  Argentina 2-1 Sulamericano Sub-20 1975
6 31 de janeiro de 1979 Montevideu Uruguai Argentina - Brasil  Argentina 1-0 Sulamericano Sub-20 1979
7 5 de março de 1981 Quito Equador Brasil - Argentina  Brasil 4-0 Sulamericano Sub-20 1981
8 13 de fevereiro de 1983 La Paz  Bolívia Brasil - Argentina  Brasil 3-2 Sulamericano Sub-20 1983
9 19 de junho de 1983 Cidade do Mexico  México Brasil - Argentina  Brasil 1-0 Mundial Sub-20 1983
10 6 de fevereiro de 1987 Armenia  Colômbia Brasil - Argentina  Brasil 3-1 Sulamericano Sub-20 1987
11 16 de maio de 1988 Buenos Aires  Argentina Argentina - Brasil  Brasil 1-2 Sulamericano Sub-20 1988
12 25 de fevereiro de 1989 Jidá Arábia Saudita Brasil - Argentina  Brasil 1-0 Mundial Sub-20 1989
13 15 de fevereiro de 1991 San Cristobal  Venezuela Argentina - Brasil Empate 1-1 Sulamericano Sub-20 1991
14 29 de janeiro de 1995 La Paz  Bolívia Brasil - Argentina  Brasil 2-0 Sulamericano Sub-20 1995
15 28 de abril de 1995 Doha  Catar Brasil - Argentina  Argentina 0-2 Mundial Sub-20 1995
16 2 de fevereiro de 1997 La Serena  Chile Argentina - Brasil  Argentina 2-0 Sulamericano Sub-20 1997
17 29 de junho de 1997 Kuching  Malásia Argentina - Brasil  Argentina 2-0 Mundial Sub-20 1997
18 21 de janeiro de 1999 Mar del Plata  Argentina Argentina - Brasil  Argentina 2-1 Sulamericano Sub-20 1999
19 28 de janeiro de 2001 Guayaquil Equador Brasil - Argentina  Brasil 1-0 Sulamericano Sub-20 2001
20 23 de janeiro de 2003 Maldonado Uruguai Brasil - Argentina  Argentina 0-1 Sulamericano Sub-20 2003
21 15 de dezembro de 2003 Abu Dabi  Emirados Árabes Unidos Brasil - Argentina  Brasil 1-0 Mundial Sub-20 2003
22 6 de fevereiro de 2005 Manizales  Colômbia Argentina - Brasil  Argentina 2-1 Sulamericano Sub-20 2005
23 4 de junho de 2005 Utrecht  Países Baixos Brasil - Argentina  Argentina 1-2 Mundial Sub-20 2005
24 19 de janeiro de 2007 Assunção  Paraguai Brasil - Argentina Empate 2-2 Sulamericano Sub-20 2007
25 2 de fevereiro de 2009 Maturín  Venezuela Brasil - Argentina  Brasil 2-0 Sulamericano Sub-20 2009
26 6 de fevereiro de 2011 Arequipa  Peru Argentina - Brasil  Argentina 2-1 Sulamericano Sub-20 2011
27 1 de fevereiro de 2015 Montevideu Uruguai Argentina - Brasil  Argentina 2-0 Sulamericano Sub-20 2015

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. a b Nem a CBF nem a FIFA consideram este jogo como oficial, pois o primeiro jogo da seleção brasileira aconteceu em 21 de julho de 1914, na vitória por 2 a 0 contra o Exeter City, da Inglaterra.
  2. Apenas a CBF computa este jogo. Nem a AFA nem a FIFA consideram este jogo para fins estatísticos.
  3. Nem a AFA nem a FIFA consideram este jogo como oficial, pois a Argentina não atuou com a seu time principal. Isso porque no mesmo dia, a Albiceleste enfrentava o Uruguai pela Copa América.
  4. Apenas a CBF considera este jogo como sendo oficial. A AFA alega, com súmula, que esta partida foi entre combinados locais, com o Brasil sendo representado pela seleção carioca. A FIFA também não computa este jogo.
  5. Apenas a CBF considera este jogo como sendo oficial. A AFA alega, com súmula, que esta partida foi entre combinados locais, com o Brasil sendo representado pela seleção mineira. A FIFA também não computa este jogo.
  6. Apenas a AFA computa este jogo. A FIFA não considera partidas disputadas nos Jogos Olímpicos como um confronto de seleções principais.
  7. Apenas a AFA computa este jogo. A FIFA não considera partidas disputadas nos Jogos Olímpicos como um confronto de seleções principais.

Referências

  1. copadomundo.uol.com.br/ 10 motivos para entender a rivalidade entre Brasil e Argentina
  2. a b oglobo.globo.com/ A rivalidade Brasil x Argentina extrapolou as quatro linhas?
  3. aquimequedo.com.br/ Interessante análise BR X ARG no futebol
  4. redebrasilatual.com.br/ Rivalidade de argentinos é maior com ingleses e uruguaios do que com brasileiros
  5. FIFA.com. «Todas os jogos oficiais entre Brasil e Argentina». Consultado em 14 de novembro de 2015. 
  6. a b c d e jornaldebrasilia.com.br/ Partida entre Brasil e Argentina reafirma rivalidade das seleções
  7. a b c espn.uol.com.br/ Para Fifa, tanto Brasil quanto Argentina 'mentem' sobre número de confrontos
  8. a b esporte.uol.com.br/ Argentina computa vitórias em clássico antes do Brasil existir
  9. RSSSF. Last retrieved Jul 07, 2002
  10. Wikipedia. Last retrieved Jul 18, 2016
  11. «FIFA.com». 
  12. «FIFA.com». 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]