Argonauta (zoologia)

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Como ler uma caixa taxonómicaArgonauta
Argonauta argo - Oslo Zoological Museum - IMG 9071.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Cephalopoda
Ordem: Octopoda
Género: Argonauta
Nome binomial
Argonauta argo
Linnaeus, 1758
Sinónimos
  • Argonauta papyracea
    Röding, 1798
  • Argonauta grandiformis
    Perry, 1811
  • ?Argonauta striata
    Perry, 1811
  • Ocythoe antiquorum
    Leach, 1817
  • Trichocephalus acetabularis
    Chiaie, 1827 in 1823-1831
  • ?Todarus argo nom. nud.
    Rafinesque, 1840
  • Argonauta minor
    Risso, 1854
  • Argonauta naviformis
    Conrad, 1854
  • Argonauta papyria
    Conrad, 1854
  • ?Argonauta argo f. agglutinans
    Von Martens, 1867
  • ?Argonauta argo f. aurita
    Von Martens, 1867
  • ?Argonauta argo f. mutica
    Von Martens, 1867
  • ?Argonauta argo f. obtusangula
    Von Martens, 1867
  • Argonauta bulleri
    Kirk, 1886
  • ?Argonauta argo var. americana
    Dall, 1889
  • Argonauta cygnus
    Monterosato, 1889
  • Argonauta ferussaci
    Monterosato, 1914
  • Argonauta argo mediterranea
    Monterosato, 1914
  • ?Argonauta monterosatoi
    Coen in Monterosato, 1914
  • ?Argonauta monterosatoi
    Coen, 1914
  • ?Argonauta monterosatoi
    Coen, 1915
  • Argonauta sebae
    Valenciennes in Monterosato, 1914

O Argonauta é uma espécie pelágica de polvo que pertence ao género Argonauta.

A fêmea cria uma concha fina como papel que enrola à volta do corpo, que funciona como ooteca (proteção para os ovos e embriões). [1] Um nome chinês para esta espécie pode ser traduzido como "O ninho do cavalo marinho branco" (White Sea-horse's Nest).[2] A. argo foi advindo daí o nome dado ao tipo de espécie deste género.

Argonauta argo, a primeira espécie a ser descrita, é a que atinge maior tamanho e possui também a maior concha. Vivos, os animais possuem um característico brilho azul no primeiro par de braços e à volta dos olhos.[2] A concha é caracterizada por duas filas de pequenos e afiados tubérculos que se desenvolvem ao longo da quilha, suaves veios curvos aos longo das paredes laterais da concha que se torna mais fina junto à entrada da concha, formando assim uma protuberâncias distintas ou "cornos" de ambos os lados.[2]

A concha da fêmea é branca e pode ter cerca de 20 cm, enquanto que a do macho é pardo-escuro não excedendo os 4 cm. Os jovens carecem de concha.[3]

Argonauta cygnus Monterosato, 1889 foi descrito com base numa concha que não possuía estas protuberâncias, mas sem ser considerado um jovem da espécie Argonauta argo.

O tamanho recorde de uma concha de A. argo é 300.0 mm.[4] [5]

Argonauta-argo-001.jpg
Argonauta argo.jpg
Left: Uma das primeiras ilustrações do A. argo, existente no Index Testarum Conchyliorum (1742) by Niccolò Gualtieri
Right: Uma femêa A. argo sem a concha

Argonauta Argo é cosmopolita, e aparece em águas tropicais e subtropicais em todo o mundo.[2] Uma variedade anã existe no Mar Mediterrâneo, que foi descrita como Argonauta argo mediterranea Monterosato, 1914, apesar de hoje este nome taxonómico ser considerado inválido. De facto o Argonauta Argo aparece com frequência nas costas espanholas do Mediterrâneo, e mais raramente nas costas portuguesas até Peniche, onde foram recolhidos alguns espécimes[6] .

Pensa-se que o Argonauta argo se alimente sobretudo de moluscos pelágicos. A espécie é alimento de numerosos predadores. Já foi regista a sua existência no conteúdo do estômago de um Alepisaurus ferox do Pacífico Sudoeste.[7]

Os machos da espécie chegam à maturidade sexual quando o tamanho do manto (TdM) atinge os 8 mm.[8] As fêmeas maduras atingem o dobro do tamanho do Argonauta bottgeri e do Argonauta hians.[8] Começam a segregar a concha para os ovos quando atingem os 6.5–7 mm de TdM.[8] Os ovos são geralmente depositados quando as fêmeas atingem os 14–15 mm de TdM, o que varia consoante as variedades [9] e habitats. Uma pequena Argonauta argo a residir numa concha com 88 mm pode transportar nela uns estimados 48,800 embriões.[10]

Referências

  1. Lu, C. C. (s.d.) "Family Argonautidae". no site do Departamento do Ambiente da Austrália (em inglês)
  2. a b c d Norman, M.. Cephalopods: A World Guide. [S.l.]: ConchBooks, 2000. 190–191 p.
  3. Linnaues 1756
  4. Pisor, D. L.. Registry of World Record Size Shells. 4th edition ed. [S.l.]: Snail's Pace Productions and ConchBooks, 2005. 12 p.
  5. (russo) Nesis, K. N. (1982). Abridged key to the cephalopod mollusks of the world's ocean. Light and Food Industry Publishing House, Moscow, 385+ii pp. [Translated into English by B. S. Levitov, ed. by L. A. Burgess (1987), Cephalopods of the world. T. F. H. Publications, Neptune City, NJ, 351 pp.]
  6. Enciclopédia Luso-Brasileira, vol III, pág 201
  7. (francês) Rancurel, P.. (1970). "Les contenus stomacaux d' Alepisaurus ferox dans le sud-ouest Pacifique (Céphalopodes)". Cah. O.R.S.T.O.M. Ser. Océanogr. 8 (4): 4–87.
  8. a b c (em alemão) Naef, A.. (1923). "Die Cephalopoden, Systematik". Fauna Flora Golf. Napoli (35) 1: 1–863.
  9. Nesis, K. N.. (1977). "The biology of paper nautiluses, Argonauta boettgeri and A. hians (Cephalopoda, Octopoda), in the western Pacific and the seas of the East Indian Archipelago". Zool. Zh. 56: 1004–1014.
  10. Okutani, T. & T. Kawaguchi. (1983). "A mass occurrence of Argonauta argo (Cephalopoda: Octopoda) along the coast of Shimane Prefecture, Western Japan Sea". Venus 41: 281–290.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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