Ariel Palacios

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Ariel Palacios
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Nascimento 23 de maio de 1966 (55 anos)
Buenos Aires, Argentina
Ocupação jornalista
correspondente internacional
Nacionalidade brasileiro

Ariel Palacios (Buenos Aires, 23 de maio de 1966) é um jornalista brasileiro, correspondente da GloboNews na Argentina.[1]

Desde 1996 é correspondente do canal brasileiro de notícias GloboNews. Com base em Buenos Aires desde 1995, Palacios cobre os países da América Latina e Caribe. O jornalista também comenta notícias esportivas de países latino-americanos para o programa Redação SporTV do canal SporTV do Grupo Globo. Desde fevereiro de 2018 tem uma coluna semanal na Revista Época sobre política, economia e cultura latino-americana. Palacios foi correspondente em Buenos Aires do jornal O Estado de S. Paulo entre 1995 e 2015.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Palacios, embora cidadão brasileiro, nasceu em Buenos Aires no dia 23 de maio de 1966. Criado no Brasil, cresceu em São Paulo, Governador Valadares e Londrina. Formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL), começou sua carreira como freelancer no jornal da cidade, a Folha de Londrina. Posteriormente foi freelancer em Curitiba, até que partiu para Madrid, Espanha, onde fez em 1993 o Master de Jornalismo no jornal El País, onde também colaborou. Ariel Palacios queria ser arqueólogo e historiador quando era criança. Na adolescência, depois de avaliar a carreira diplomática, optou pelo jornalismo.

Casado com Miriam De Paoli, ex-correspondente brasileira, tem uma filha, Victoria Palacios De Paoli.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Palacios, decano dos correspondentes brasileiros na capital argentina, também foi correspondente da Rádio CBN entre 1996 e 1997 e da Rádio Eldorado, ambas de São Paulo, entre 1997 e 2005. Além disso, durante vários anos teve uma coluna na Revista Imprensa e é colaborador eventual do Observatório da Imprensa. No jornal O Estado de S. Paulo possuía o blog Os Hermanos. Palacios também é ativo no Twitter.

Ao longo de sua carreira, cobriu eleições em diversos países, tentativas de golpes de Estado, rebeliões de forças de segurança, processos de impeachment, revoltas populares, crises econômicas, entre outros. Segundo ele, que está na Argentina desde 1995, o trabalho de correspondente prepara um jornalista "para tudo".[2]

Destaques[editar | editar código-fonte]

De todas as coberturas na região, destacam-se a crise política e econômica que levou à queda do presidente Fernando de la Rúa e as manifestações em toda a Argentina em 2001-2002; o assassinato do vice-presidente paraguaio Luis María Argaña em 1999, o funeral do ex-ditador Augusto Pinochet em 2006, o terremoto no Chile em 2010 e a rebelião das forças policiais contra o presidente equatoriano Rafael Correa em 2010. Palacios também cobre as detenções e julgamentos dos ex-integrantes da ditadura militar argentina, além dos casos das crianças sequestradas pelo regime, procuradas pela organização das Avós da Praça de Maio. Palacios é famoso por sua sutil ironia na cobertura dos mais variados assuntos.[3]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Em 2013 recebeu o Prêmio Botequim Cultural de melhor correspondente brasileiro da mídia impressa no exterior.
  • Em 2014 recebeu o Prêmio Comunique-se de melhor correspondente brasileiro de mídia impressa no exterior.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Em 2013 publicou Os Argentinos, pela Editora Contexto (São Paulo).
  • Em 2014, em parceria com o também jornalista Gustavo Chacra, escreveu Os Hermanos e Nós, pela Editora Contexto.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]