Ariobarzanes (sátrapa de Pérsis)

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Ariobarzanes
Nascimento 368 a.C.
Persépolis (Império Aquemênida)
Morte 330 a.C.
Portão Persa
Cidadania Império Aquemênida
Irmão(s) Iutabe
Ocupação administrador, comandante militar
Causa da morte morto em combate

Ariobarzanes (em grego clássico: Ἀριοβαρζάνης) também grafado como Ario Barzan ou Aryo Barzan, significando "exaltando os arianos"[1] foi um sátrapa e comandante militar persa, que comandou a última linha de defesa do exército persa na Batalha do Portão Persa contra o rei macedônio Alexandre, o Grande, no inverno de 330 a.C.

Família[editar | editar código-fonte]

A palavra sátrapa, deriva do persa antigo xsatrapa, significa o "protetor da terra/país", e foi o nome dado aos governadores provinciais no antigo Império Aquemênida. Dario I ou Dario, o Grande (522-486 a.C.) criou vinte satrapias com um tributo anual. Nomeados pelo rei, os sátrapas eram geralmente da família real ou da nobreza iraniana e ocupavam o cargo indefinidamente. Eles recolhiam os impostos, eram a mais alta autoridade judicial, e eram responsáveis ​​pela segurança interna e pela formação e manutenção de um exército. Um sátrapa era assistido por um conselho de nobres iranianos, para o qual também provinciais eram admitidos; e era controlado por um secretário real e por emissários do rei, especialmente os Olhos do Rei. Após a queda do Império Aquemênida, Alexandre, o Grande e seus sucessores mantiveram os sátrapas. Sua irmã foi a guerreira e nobre persa, Iutabe.

Vida[editar | editar código-fonte]

Embora a exata data de nascimento de Ariobarzanes seja desconhecida, especula-se que nasceu por volta de 368 a.C. Ariobarzanes foi nomeado sátrapa de Pérsis em 335 a.C. por Dario III.[2] Para muitos pesquisadores, é surpreendente que Dario III Codomano tenha nomeado um sátrapa para Persépolis e Pérsis. Parece que, anteriormente, este cargo não existia.[3] Ariobarzanes comandou parte do exército persa na luta contra os antigos macedônios em Gaugamela, em 331 a.C.[4]

Morte[editar | editar código-fonte]

Após a derrota persa em Gaugamela, Dario III percebeu que não poderia defender a sua capital Persépolis e viajou para o leste para reconstruir seus exércitos, deixando Ariobarzanes no comando. Enquanto isso, Alexandre, o Grande dividiu seu exército e deslocou a sua força de 14 000 homens[5] em direção à capital persa através do passo de montanha conhecido por Portões Persas, que controla a ligação entre o litoral e a região central da Pérsia. Nesse local, Ariobarzanes conseguiu, com sucesso, emboscar o exército de Alexandre, o Grande, infligindo pesadas baixas. Contudo, o sucesso persa na Batalha do Portão Persa foi de curta duração; depois de ter sido impedido de avançar por trinta dias Alexandre, o Grande flanqueou e destruiu os defensores. Ariobarzanes foi morto, ou durante a batalha, ou durante a retirada para Persépolis. Algumas fontes indicam que os persas foram traídos por um chefe tribal capturado, que indicou aos macedônios um caminho alternativo, que lhes permitiu flanquear Ariobarzanes.[6]

Notas

  1. Shahbazi, A. Sh. «Ariobarzanes». Encyclopedia Iranica 
  2. Arriano, Anábase 3, 18, 2.
  3. Jona Lendering sobre Ariobarzanes por Livius.org.
  4. Arriano, Anábase 3, 8, 5; Cúrcio Rufo 4, 12, 7f.
  5. Cúrcio Rufo (5, 3, 17) fala de 25.000 soldados de infantaria, Diodoro (17, 68, 1) de também muitos soldados de infantaria e 300 de cavalaria; Arriano (Anábase 3, 18, 2) cita ainda 40.000 soldados de infantaria e 700 de cavalaria.
  6. Arriano, Anábase 3, 18, 2–9; Cúrcio Rufo 5, 3, 17 – 5, 5, 2; Diodoro 17, 68, 1–7; Plutarco, Alexandre 37, 1-3.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]