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Arise

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Arise
Álbum de estúdio de Sepultura
Lançamento 20 de Março de 1991
Gravação 1990-1991, Morrisound Recording, Tampa Bay, Flórida.
Gênero(s) Thrash metal, death metal
Duração 52:20
Gravadora(s) Roadrunner Records
Produção Sepultura, Scott Burns
Cronologia de Sepultura
Beneath the Remains
(1989)
Third World Posse
(1992)
Singles de Arise
  1. "Arise"
    Lançamento: 1991
  2. "Dead Embryonic Cells"
    Lançamento: 1991
  3. "Under Siege (Regnum Irae)"
    Lançamento: 1991

Arise é o quarto álbum de estúdio da banda brasileira de thrash metal Sepultura, lançado 20 de Março de 1991 pela Roadrunner Records. Após o seu lançamento, o álbum recebeu críticas positivas de revistas de heavy metal como a Hard Rock, a Kerrang! e a Metal Forces. Arise é considerado o melhor álbum de Sepultura entre os fãs de longa data.[1]

Enquanto que a música em Arise tem essencialmente o mesmo estilo death/thrash metal que o álbum anterior, Beneath the Remains, torna-se aqui claro que o som da banda estava a adquirir um tratamento experimental. Arise apresentou Sepultura na sua primeira incursão na música industrial, no hardcore punk e na percussão Latina.

A digressão para a promoção do álbum foi a maior que o grupo tinha feito até então, passando por 39 países entre 1991 e 1992, totalizando mais de 220 concertos. Neste período Arise ganhou disco de ouro na Indonésia, a primeira certificação de industria musical de Sepultura. No fim da digressão já tinha alcançado a marca de platina, pelas vendas realizadas em todo mundo.

Arise é um dos títulos incluídos no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die, editado pelo escritor Robert Dimery, e no livro Top 500 Heavy Metal Albums of All Time do jornalista e critico de música Martin Popoff.

Produção[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 1990, a banda viajou para a Flórida, para trabalhar no álbum. Scott Burns voltou a ser produtor e engenheiro de som, e agora com uma grande vantagem: Sepultura estava em casa, Morrisound, é um estúdio devidamente equipado para gravar o seu estilo de música. A Roadrunner Records concedeu um orçamento de $40.000, o que ajudou a explicar os valores elevados na produção do álbum. Isso permitiu, por exemplo, que Iggor e Burns passassem uma semana inteira apenas a testar afinações no kit de bateria com práticas do microfone.[2]

Estilo musical[editar | editar código-fonte]

Amostra de "Arise", primeiro single retirado do álbum.

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Apesar do guitarrista Andreas Kisser afirmar que Arise "tem muita da mesma direcção" que tinha o seu LP anterior, Beneath the Remains, era claro que a música da banda estava de certa forma mudada.[3] O ritmo alucinante de Sepultura estava um pouco mais lento;[4] o baterista Igor Cavalera começou a usar ritmos mais carregados com um estilo groove.[5] De acordo com o especialista em metal Don Kaye, o álbum "representa a banda a levar o seu som inicial de death/thrash até à sua conclusão lógica."[3]

Arise também deu a conhecer as influencias não-metal da banda.[4] Bandas como Einstürzende Neubauten, The Young Gods e Ministry faziam parte na altura dos hábitos de consumo musical dos membros da banda, e pequenos toques de música industrial podem ser encontrados através do uso de samples e efeitos sonoros.[6]

A marca de uma fase de percussão latina, juntamente com a bateria "tribal" que mais tarde veio a caracterizar a banda, revelou-se pela primeira vez na música "Altered State".[5] O amor antigo da banda pelo hardcore punk é evidente em "Subtraction" e "Desperate Cry".[7]

Digressão e promoção[editar | editar código-fonte]

Um dia depois de terem acabado as gravações de Arise, Sepultura começou uma pequena digressão com as bandas de extreme metal Obituary e Sadus.[8] Foi o começo da maior digressão de promoção feita pela banda, algo que iria correr o mundo e que iria durar dois anos.[6] Em Janeiro de 1991 foram convidados para tocar no festival brasileiro Rock in Rio 2, e a sua actuação foi vista por uma multidão de mais 70,000 pessoas.[9][10]

Em 1991, antes de saírem do Brasil para começarem uma digressão europeia, os Sepultura deram um concerto em São Paulo, a maior cidade do pais. O concerto realizou-se a 11 de Maio, na Praça Charles Miller (em frente do Estádio do Pacaembu).[11] Os policias militares locais esperavam cerca de 10,000 pessoas para assistir ao concerto, no entanto apareceram 30,000, fazendo com que o controlo da multidão fosse quase impossível. Seis pessoas ficaram feridas, 18 foram presas e uma foi morta a tiro. Uma semana antes, um jovem tinha sido esfaqueado e morto num concerto dos Ramones em São Paulo, durante uma briga entre headbangers e skinheads.[12] Estes eventos tiveram um enorme impacto nos média, repercutindo por todo o pais, e levando a que se criasse um enorme sentimento contra a música rock.[13]

A digressão que Sepultura fez com os grupos de thrash metal Sacred Reich e Heathen foi um sucesso entre a critica. Pela primeira vez conseguiram aparecer na capa da popular revista britânica de heavy metal Kerrang! e em grandes edições ou periódicos semanais da música pop como a Melody Maker e a NME, que publicaram longos artigos sobre o grupo. Quando estiveram em Espanha, a banda gravou o video Under Siege, que incluía o seu concerto em Barcelona e entrevistas com os membros da banda.[14] Depois da Europa, foram para a América do Norte com os pioneiros do grindcore Napalm Death, a banda nova-iorquina de hardcore punk Sick of It All e Sacred Reich.[15] Sepultura acabaram o ano com uma pequena digressão na Alemanha com os lendários do NWOBHM Motörhead, e a banda da Florida de death metal Morbid Angel.[16]

Conseguiram então um lugar em duas das mais procuradas digressões de rock no ano de 1992. Uma foi com o ex-vocalista de Black Sabbath, Ozzy Osbourne,[17] que na altura promovia o seu álbum multi-platinado No More Tears, enquanto o segundo foi com um dos baluartes do industrial metal, a banda Ministry, e com os influentes do género Alternative Metal/noise rock, os Helmet.[18][17] Estas duas bandas tinham lançado nesse período os mais bem sucedidos álbuns da sua carreira, Psalm 69: The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs e Meantime, respectivamente.[19]

Foram retirados três singles de Arise: "Arise", "Dead Embryonic Cells" e "Under Siege (Regnum Irae)".[20] O video para "Arise" foi filmado em Death Valley e mostra a banda a tocar durante o dia misturado com imagens de uma figura parecida com Cristo pendurada numa cruz, a usar uma máscara de gás.[21] O video foi banido da MTV America devidos às suas imagens apocalípticas e religiosas.[22] Contrariamente, a canção "Dead Embryonic Cells" juntamente com o seu video, fez com que a banda conquistasse novos terrenos devido a uma ampla rotação na MTV.[23] Aparece mais tarde como uma das canções incluídas na estação de rádio Liberty City Hardcore no videojogo Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned.[24] Notavelmente, a estação tem Max Cavalera como DJ.[25]

Uma versão melhorada de Arise foi editada pela Roadrunner em 1997, com apontamentos do critico de musica Don Kaye e quatro faixas bónus: uma cover de "Orgasmatron", um original de Motörhead, uma remistura de "Desperate Cry" e outras duas canções nunca antes editadas.[3] Também foi incluído uma série de fotografias do período Arise no livro do CD.[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Critica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 4.5 de 5 estrelas.[23]
Encyclopedia of Popular Music 4 de 5 estrelas.[26]
Martin C. Strong 6/10[26]
MusicHound 2.5 de 5 estrelas.[26]
Q 4 de 5 estrelas.[27]

Arise recebeu elogios de uma ampla variedade de fontes. Na altura do seu lançamento, os grandes jornais brasileiros já conheciam a banda, e as cópias que lhes foram disponibilizadas de antemão receberam boas criticas. Artur G. Couto Duarte, do O Estado de Minas, descreveu a paisagem sonora de Sepultura como "histórias de mundos estéreis onde reinam a doença, a fome, a tortura e a morte". Sérgio Sá Leitão da Folha de S. Paulo, apontou a melhoria das habilidades da banda como compositores, chamando a atenção para o uso ocasional da contenção por parte da banda, beneficiando as suas canções como um todo.[9]

As revistas internacionais também tomaram nota do lançamento de Arise. Semanários de enorme tiragem britânicos, como o Melody Maker e o NME, escreveram longos artigos sobre a banda, com muitos elogios. Um jornalista do Melody Maker escreveu: "Sepultura é [...] uma banda de metal brasileira que parece estar em vias de ficar grande - maior talvez que Slayer, os seus únicos e verdadeiros rivais." Revista especificas daquele género também tiveram uma reacção positiva para com o grupo. A alemã Thrash elegeu Sepultura como a melhor banda do mundo, derrotando os principais candidatos Metallica e Slayer. Sepultura também foram figuras proeminentes nas maiores publicações de metal da altura, como a Kerrang!, a Rock Hard e a Metal Forces.[28]

Através dos anos, Arise tem sido continuamente elogiado pela imprensa da especialidade, não apenas como um marco da carreira da banda, mas também para com o extreme metal em geral. Em Novembro de 1996, a revista Q disse que "Arise continuar a ser a sua marca de água de thrash, que parece um homem cheio de raiva a mandar ferramentas para dentro de um urinol enquanto lê o Livro das Revelações [sic]."[27] O contribuidor do site AllMusic, Eduardo Rivadavia, considera que Arise "envelheceu surpreendentemente bem" e que é "um clássico do death metal."[23] Dan Marsicano do site About.com, colocou Arise em primeiro lugar na lista dos melhores álbuns de Sepultura e refere que é "o magnum opus da banda, onde todas as peças se juntam perfeitamente".[5] Arise é um dos títulos incluídos no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die (2006), editado pelo escritor Robert Dimery,[29] e no livro Top 500 Heavy Metal Albums of All Time do jornalista e critico de música Martin Popoff.[30]

Vendas[editar | editar código-fonte]

Arise foi o primeiro álbum de Sepultura a entrar nas tabelas da Billboard, no número 119.[31] Também foi o primeiro a conseguir uma certificação musical — Arise ganhou o estatuto de ouro em 1992, por ter vendido 25.000 cópias na Indonésia.[32] Em 1993, o álbum já tinha vendido mais de 1 milhão de unidades mundialmente.[33] Em 2001, ganhou a segunda certificação: prata no Reino Unido, por ter ultrapassado as 60,000 cópias vendidas.[34][35]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as músicas compostas pelo Sepultura, exceto quanto anotado.

N.º Título Letra Duração
1. "Arise"   Max Cavalera 3:19
2. "Dead Embryonic Cells"   Cavalera 4:52
3. "Desperate Cry"   Andreas Kisser 6:41
4. "Murder"   Cavalera 3:27
5. "Subtraction"   Kisser 4:48
6. "Altered State"   Kisser 6:34
7. "Under Siege (Regnum Irae)"   Cavalera 4:54
8. "Meaningless Movements"   Kisser 4:40
9. "Infected Voice"   Kisser 3:19
Faixas bónus (Edição brasileira/europeia)
N.º Título Compositor(es) Duração
10. "Orgasmatron" (cover de Motörhead) Würzel, Phil Campbell, Pete Gill e Lemmy 4:15
Reedição de 1997
N.º Título Letra Duração
11. "Intro"   (instrumental) 1:32
12. "C.I.U. (Criminals in Uniform)"   Katherine Ludwig Moses 4:17
13. "Desperate Cry (Scott Burns Mix)"   Kisser 6:43

Tabelas[editar | editar código-fonte]

Álbum
Parada musical (1991) Melhor
posição
 Estados Unidos (Billboard 200)[36] 119
Suíça (Schweizer Hitparade)[37] 24
 Alemanha (Media Control Charts)[38] 25
 Países Baixos (MegaCharts)[39] 68
 Suécia (Sverigetopplistan)[40] 46
 Reino Unido (UK Albums Chart)[41] 40
Single
País Tabela Posição
"Under Siege (Regnum Irae)"
Reino Unido UK Singles Chart 91[42]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Créditos adaptados a partir do AllMusic.[23]

Sepultura
Produção
  • Sepultura - produção
  • Scott Burns – produtor, engenheiro de som, assistência na letra e traduções
  • Andy Wallace – mistura
  • Fletcher McLean – engenheiro assistente, assistência na letra e traduções
  • Steve Sisco – assistente na mistura
  • Howie Weinberg – Master tape
  • Henrique Portugalsintetizador[43]
  • Kent Smith – efeitos sonoros
  • Michael Whelan – ilustração da capa ("Arise")
  • Tim Hubbard – fotografia
  • Patricia Mooney – direcção de arte
  • Don Kaye – notas
  • Carole Segal – fotografia
  • Alex Solca – fotografia
  • Shaun Clark – fotografia
  • Rui Mendes – fotografia
  • Bozo – logótipo tribal "S"

Honras[editar | editar código-fonte]

Excepto quando está citado, as honras e reconhecimentos aqui listados atribuídos a Arise foram adaptadas a partir de Acclaimed Music.[26]

Publicação Honra Ano Posição
Robert Dimery 1001 Albums You Must Hear Before You Die 2012 *
Martin Poppof Top 500 Heavy Metal Albums of All Time[30] 2004 67
Terrorizer The 100 Most Important Albums of the 90s 2000 *
Rock Hard Top 300 Albums 2001 25
Kerrang! Albums of the Year[44] 1991 7

Referências

  1. Kennedy, Hagen (6 de abril de 2006). «Sepultura - Biografia». Rock e Heavy Metal - Whiplash!. Consultado em 2 de junho de 2008. Cópia arquivada em 1 de maio de 2008 
  2. Barcinski & Gomes 1999, page 86.
  3. a b c d Don Kaye (1997). Arise (Sepultura album). CD booklet. Nova Iorque, NY: Roadrunner Records. p. 10 
  4. a b Barcinski & Gomes 1999, pag. 89.
  5. a b c Dan Marsicano. «Best Sepultura Albums». About.com. Consultado em 3 de abril de 2014 
  6. a b Barcinski & Gomes 1999, pag. 90.
  7. Barcinski & Gomes 1999, pag. 47 & 89.
  8. Alexander (1997). «Cause of Death: A Personal History». Cause of Death - Cause of Death (álbum). CD booklet. Nova Iorque, NY: Roadrunner. p. 05 
  9. a b Barcinski & Gomes 1999, pag. 91.
  10. Barcinski & Gomes 1999, pag. 93.
  11. Barcinski & Gomes 1999, pag. 94.
  12. Barcinski & Gomes 1999, pag. 96.
  13. Barcinski & Gomes 1999, pag. 97.
  14. Barcinski & Gomes 1999, pag. 99.
  15. Barcinski & Gomes 1999, pag. 103.
  16. Barcinski & Gomes 1999, pag. 105.
  17. a b Barcinski & Gomes 1999, pag. 115.
  18. Ruhlmann, William. «((( No More Tears > Overview )))». allmusic.com. Consultado em 11 de junho de 2008 
  19. «GOLD AND PLATINUM - Searchable Database». RIAA. Consultado em 11 de junho de 2008 
  20. «Sepultura Website Oficial - Discografia: Singles». Sepultura.com.br. Consultado em 8 de abril de 2014 
  21. Greg Pratt. «Sepultura Troops of Doom Page 3». Exclaim!. Consultado em 8 de abril de 2014 
  22. Graham 'Gruhamed' Hartmann. «SEPULTURA, 'ARISE' – BANNED MUSIC VIDEOS». LoudWire. Consultado em 7 de abril de 2014 
  23. a b c d AllMusic review
  24. Grand Theft Auto Soundtrack: GTA IV - Liberty City Hardcore
  25. Finalboss. «Expansão de "GTA IV" tem Max Cavalera como DJ». jogos.uol.com.br. Consultado em 8 de abril de 2014 
  26. a b c d «Sepultura: Arise». Acclaimed Music. Consultado em 3 de janeiro de 2013 
  27. a b «Sepultura Arise CD». Q Magazine. Consultado em 24 de junho de 2008  - CD Universe - Your Online Music Store
  28. Barcinski & Gomes 1999, paginas 99 & 103.
  29. Stuchbery 2002, pag. 669.
  30. a b Popoff, Martin (2004). The Top 500 Heavy Metal Albums of All Time. [S.l.]: ECW Press. ISBN 1-55022-600-2 
  31. «Arise - Sepultura - Chart History». Billboard.com. Consultado em 2 de abril de 2014 
  32. Barcinski & Gomes 1999, pag. 109.
  33. Rivadavia, Eduardo. «((( Sepultura > Biography )))». allmusic.com. Consultado em 2 de junho de 2008 
  34. «Certified awards». THE BPI. Consultado em 26 de abril de 2008. Cópia arquivada em 9 de abril de 2008 
  35. «Certified awards». THE BPI. Consultado em 2 de abril de 2014 
  36. Sepultura Album & Song Chart History (em inglês). Billboard 200 para Sepultura. Prometheus Global Media.
  37. Sepultura – Arise (em inglês). Swisscharts.com. Hung Medien.
  38. Longplay-Chartverfolgung at Musicline (em alemão). Musicline.de. Media Control.
  39. Sepultura – Arise (em holandês). Dutchcharts.nl. Hung Medien.
  40. Sepultura – Arise (em inglês). Swedishcharts.com. Hung Medien.
  41. Sepultura | Artist | Official Charts (em inglês). UK Albums Chart. The Official Charts Company.
  42. «ChartArchive - Sepultura» (em inglês). Chart Stats. Consultado em 14 de novembro de 2012 
  43. «whiplash.net/»  Sepultura: Max Cavalera recrutou membro do Skank para três álbuns
  44. «Kerrang! Albums Of The Year». rocklistmusic. Consultado em 5 de maio de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barcinski, André, & Gomes, Sílvio. (1999). Sepultura: Toda a história. São Paulo: Ed. 34. ISBN 85-7326-156-0
  • Obituary (1990). Cause of Death. [CD]. New York, NY: Roadrunner Records. The Obituary Remasters (1997).
  • Sepultura (1991). Arise. [CD]. New York, NY: Roadrunner Records. The Sepultura Remasters (1997).
  • Stuchbery, Claire. (2006). Sepultura: Arise (1991). In: R. Dimery. (Ed.) 1001 albums you must hear before you die (p. 669). New York: Universe Publishing. ISBN 978-0-7893-1371-3

Ligações externas[editar | editar código-fonte]