Armando Renganeschi

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Armando Renganeschi
Armando Renganeschi - Bonsucesso FC (5 Jul 1940).jpg
Informações pessoais
Nome completo Armando Federico Renganeschi
Data de nasc. 10 de maio de 1913
Local de nasc. Buenos Aires,  Argentina
Nacionalidade argentino
Falecido em 12 de outubro de 1983 (70 anos)
Local da morte Campinas -  São Paulo,  Brasil
Informações profissionais
Posição Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1933-35
1938
1938
1939
1940
1941-1944
1944-1948
CA Independiente (Bs. As.)
Club Almagro (Bs. As.)
Estudiantes de La Plata
?
Bonsucesso FC (RJ)
Fluminense
São Paulo
Jabaquara
Times/Equipas que treinou
1950–1951
1954
1956
1958–1959
1961
1964
1965
1965
1965–1967
1968
1969
1970
1974
1976
1977–1978
1978
1979
São Paulo
Ferroviária
Comercial FC
São Paulo
Palmeiras
Guarani
Ferroviária
XV de Jaú[1]
Flamengo
Portuguesa Santista
Paulista
Guarani
Comercial FC
Ponte Preta
Londrina
Corinthians
Bahia



56[2]











21
Última atualização: domingo, 24 de setembro de 2017

Armando Federico Renganeschi (Buenos Aires, 10 de maio de 1913Campinas, 12 de outubro de 1983) foi um futebolista brasileiro nascido na Argentina.

Revelado em 1933 pelo Independiente, Renganeschi foi vice-campeão argentino em 1934 e 1935. Contratado por empréstimo pelo Bonsucesso, em 1940, foi uma das estrelas do futebol carioca e jogou na seleção de estrangeiros contra a de brasileiros.

Em março de 1941, o Independiente cedeu seu passe ao Fluminense por três mil pesos (quinze contos de réis). Teve grande passagem pelo Fluminense, que defendeu por 120 vezes entre 1941 e 1944, sendo campeão carioca de 1941, no famoso Fla-Flu da Lagoa.

Mais tarde, transferiu-se para o São Paulo, aonde chegou em 5 de julho de 1944. Lá, ajudou o clube a conquistar o título paulista de 1946, marcando o gol do título, contra o Palmeiras. Machucado, ele apenas "fazia número", já que, naquela época, não se permitiam substituições, e pegou o rebote após a bola encobrir o goleiro Oberdan Cattani e bater na trave.[2][3] Foi seu único gol no torneio[4] e em toda a sua carreira no São Paulo.[2] Lá, ganharia ainda os Paulistas de 1945 e 1948.[2] Ficou até o fim de 1948 e, após 107 partidas pelo Tricolor[2], foi para o Jabaquara.

Foi técnico das divisões menores do São Paulo, em 1950 e 1951. Depois foi para o interior paulista, onde treinou a Ferroviária de Araraquara e o Comercial de Ribeirão Preto. Retornou à capital para ser técnico dos profissionais do São Paulo em 1958, substituindo Béla Guttmann, que tinha ganho o título paulista em 1957.[2] Foi vice-campeão em 1958, mas acabou demitido após uma má campanha no Torneio Rio-São Paulo de 1959.[2] Comandou também o Palmeiras, em 1961, sendo vice-campeão da Libertadores.[3] Em 1963, comandava a Prudentina, quando recebeu um convite para treinar o Independiente, clube onde jogara em seu país-natal. Para isso, pagou à Prudentina uma indenização de seiscentos mil cruzeiros.[5] Mais tarde, voltaria ao Brasil.

Em 1968, comandou a Portuguesa Santista e foi um dos responsáveis por manter o time na primeira divisão.[6] Findo o torneio, deixou o clube, prometendo voltar no ano seguinte, e comandou o Paulista de Jundiaí na Segundona, ajudando a promovê-lo à primeira divisão.[6] Em 1970, comandou o Guarani no torneio classificatório ao Campeonato Paulista, ficando com a primeira colocação.[7]

Em 1974, voltou para Ribeirão Preto, para dirigir novamente o Comercial.[8]

Em 1977, comandaria o Londrina na surpreendente campanha no Campeonato Brasileiro, alcançando o quarto lugar. Em seguida, foi contratado pelo Corinthians, mas ficou no Parque São Jorge por apenas 21 partidas.[9]

Depois de sua morte, foi sepultado no Cemitério Parque das Aleias, em Campinas.[10] Uma rua nessa cidade tem o nome de Armando Renganeschi.

Títulos[editar | editar código-fonte]

São Paulo

Referências

  1. «Fla Contrata Renganeschi Para Técnico». Jornal dos Sports (11 222). Rio de Janeiro. 18 de agosto de 1965. 1 páginas. Consultado em 8 de julho de 2017 
  2. a b c d e f g Alexandre da Costa (2005). Almanaque do São Paulo Placar. [S.l.]: Abril. pp. 433, 458–459 
  3. a b Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti (2004). Almanaque do Palmeiras Placar. [S.l.]: Abril. 524 páginas 
  4. Valmir Storti e André Fontenelle (1997). A História do Campeonato Paulista. [S.l.]: Publifolha. 107 páginas. 8585940212 
  5. «Futebol dia a dia». Folha de S. Paulo (12 311). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. 1 de março de 1963. 8 páginas. ISSN 1414-5723 
  6. a b «Santos - Racing ficou para 1969». Folha de S. Paulo (14 430). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. 18 de dezembro de 1968. 15 páginas. ISSN 1414-5723 
  7. Pio Pinheiro e Renato Soares (22 de maio de 1970). «O absurdo jôgo dos pobres». Placar (10). São Paulo: Editora Abril. pp. 22–23. ISSN 0104-1762. Consultado em 15 de novembro de 2016 
  8. Sérgio Martins (27 de julho de 1979). «O valente dos sete instrumentos». Placar (483). São Paulo: Editora Abril. pp. 46B–46C. ISSN 0104-1762. Consultado em 21 de setembro de 2015 
  9. Celso Dario Unzelte (2005). Almanaque do Corinthians Placar. [S.l.]: Abril. 734 páginas 
  10. Folha de S. Paulo, 13/10/1983

Ligações externas[editar | editar código-fonte]