Armas combinadas

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Infantaria, carros de combate e aviação americanos na Guerra do Vietnã, 1963

Armas combinadas é o uso em conjunto nas operações militares de diferentes armas/especialidades como infantaria, cavalaria e artilharia, de forma a compensar as fraquezas de cada uma e ter desempenho superior ao que teriam isoladamente. É um conceito antigo.[1][2][3][4]

Ambos os lados na Primeira Guerra Mundial procuraram tirar proveito da ação combinada da artilharia e infantaria.[5][6] A blitzkrieg na Segunda Guerra Mundial combinava carros de combate, infantaria mecanizada, artilharia e aviação,[7][8] coordenados pelo rádio.[9]

No atual Exército Português o conceito pode existir dentro de uma companhia de infantaria, com a combinação de fuzis, metralhadoras, mísseis anticarro e morteiros; na associação de um Batalhão de Infantaria com um Grupo de Carros de Combate;[10] num agrupamento (batalhão temporário) de Leopard 2 e Pandur II 8x8;[11] numa Brigada Blindada com carros de combate, infantaria mecanizada e grupos de artilharia; e num Corpo de Exército ou Exército, com infantaria, divisões de carros de combate, brigadas de artilharia, batalhões de engenharia e componentes navais e aéreos.[10]

No Exército Brasileiro existe em forças-tarefa de M-113 dos Batalhões de Infantaria Blindados e Leopard 1 dos Regimentos de Carros de Combate. Outro tipo de unidade, o Regimento de Cavalaria Blindado, já é na sua organização permanente uma força mista de fuzileiros blindados e carros de combate. Já o Regimento de Cavalaria Mecanizado tem forças de exploradores, viaturas blindadas de reconhecimento, fuzileiros e morteiros.[12][13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Citações[editar | editar código-fonte]

  1. Beal et al. 2009, p. 51.
  2. Ferreira 2020, pp. 15-16.
  3. Ortega 2016, pp. 13-15.
  4. Rocha 2015, pp. 5-6.
  5. Rocha 2015, pp. 14-17.
  6. Ferreira 2020, pp. 17-18.
  7. Ferreira 2020, Resumo.
  8. Beal et al. 2009.
  9. Ferreira 2020, pp. 19-20.
  10. a b Rocha 2015, p. 7.
  11. Ortega 2016, pp. 37-40.
  12. Trindade 2013, pp. 7-8.
  13. Mesquita, Alex Alexandre de (9 de junho de 2015). «O RCB como Paradigma de Organização da Tropa Blindada do Brasil». DefesaNet. Consultado em 26 de fevereiro de 2021 

Fontes[editar | editar código-fonte]

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