Arnaldo Baptista

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Arnaldo Baptista
Arnaldo Baptista.jpg
Arnaldo Baptista em 2007
Informação geral
Nome completo Arnaldo Dias Baptista
Nascimento 6 de julho de 1948 (72 anos)
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero(s) Rock psicodélico, Tropicalismo, Rock progressivo, MPB
Ocupação(ões) Cantor e compositor
Instrumento(s) Vocal, piano, baixo, órgão
Afiliação(ões) Os Mutantes
Patrulha do Espaço
Página oficial www.ArnaldoBaptista.com.br

Arnaldo Dias Baptista (São Paulo, 6 de julho de 1948) é um cantor, compositor e artista visual brasileiro, mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Anos 60 - 80[editar | editar código-fonte]

Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders. Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee.[2] O grupo daria origem a'Os Mutantes. Arnaldo trouxe para o Brasil um órgão Hammond Porta-B, um amplificador rotatório Leslie e um exemplar de Mellotron, com o qual gravou o compacto "Mande um Abraço pra Velha" e o disco O A e o Z. Depois de problemas[quais?] e brigas internas, ele sai da banda em 1973.

Tenta seguir carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo. Lança Lóki? em 1974.

Em 1977, ele recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar a'Os Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço.[1] O novo projeto não vai longe, apesar da gravação de um disco de estúdio, que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente).[2] Arnaldo deixa a Patrulha em 1978.

Em 1982, Arnaldo lança Singin' Alone, gravado em 1981, obra calcada em rock experimental. No mesmo ano, ele é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo por razões que ele mesmo explica no documentário de 2008: "depois que me internaram da primeira vez, qualquer motivo era razão para me internar novamente".[2] Era sua quinta internação em dez anos. Chegou a tentar o suicídio jogando-se do terceiro andar do hospital, mas seu corpo bateu no parapeito do andar de baixo antes de atingir o solo e ele sobreviveu, embora os médicos achassem que não duraria muito.[3] Mais tarde, ele descreveria o ato como algo feito na intenção de "saltar para a vida, não para a morte".[4]

Arnaldo lança em 1987, pelo selo independente Baratos Afins, a gravação caseira Disco Voador. A gravação é feita em dois canais. Em 1989, os produtores Alex Antunes e Carlos Eduardo Miranda produziram o álbum tributo Sanguinho Novo - Arnaldo Baptista Revisitado com bandas como Sepultura, Ratos de Porão, Paulo Miklos, Akira S e As Garotas Que Erraram, Fellini, entre outros nomes.

A obra d'Os Mutantes ganhou novamente notoriedade no final dos anos 90, com o relançamento dos álbuns do grupo por selos como Omplatten e Luaka Bop.[1]

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Arnaldo lançou seu mais recente trabalho solo de inéditas, Let It Bed, produzido por John Ulhoa, da banda Pato Fu, e gravado em sua residência em Juiz de Fora (MG)..

Em 2006 ocorre o retorno do grupo Os Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee não retorna e Zélia Duncan aceita integrar o conjunto. Esta formação durou até setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.

Em 2008, a editora Rocco lança o romance Rebelde Entre os Rebeldes, que Arnaldo escreveu nos anos 80. No mesmo ano, o documentário Loki - Arnaldo Baptista, primeiro longa do Canal Brasil, com direção de Paulo Henrique Fontenelle, é apresentado ao público nacional e internacional.

Em 2010, o circuito oficial das artes lança Arnaldo como artista plástico, pela Galeria Emma Thomas, que planejava sua primeira mostra individual no Brasil e no exterior em 2011.

Também em 2010, foi lançado o álbum de tributo El Justiciero Cha Cha Cha, ilustrado por Arnaldo Baptista.

Ainda em 2011, o selo D-Edge lançaria o álbum Petrified BeTools, incluindo 13 remixes da canção "To Burn or Not To Burn", do álbum Let It Bed, com produtores de música eletrônica brasileira.

Desde 2011, Arnaldo torna-se embaixador da ANDA.[5]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Com Selo Tipo Notas
1968 Os Mutantes Os Mutantes Polydor Estúdio
1969 Mutantes Os Mutantes Polydor Estúdio
1970 A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado Os Mutantes Polydor Estúdio
1971 Jardim Elétrico Os Mutantes Polydor Estúdio
1972 Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets Os Mutantes Polydor Estúdio
1974 Lóki? Solo Philips Estúdio
1981 Singin' Alone Solo Baratos Afins Estúdio
1987 Disco Voador: Paz Solo Baratos Afins Estúdio
1988 Faremos Uma Noitada Excelente... Patrulha do Espaço Vinil Urbano Ao vivo Gravado em 1978
1988 Elo Perdido Patrulha do Espaço Vinil Urbano Estúdio Gravado em 1977
1992 O A e o Z Os Mutantes Philips Estúdio Gravado em 1973
2000 Tecnicolor Os Mutantes Universal Estúdio Gravado em 1970
2004 Let It Bed Solo L&C Editora Estúdio
2006 Mutantes Ao Vivo - Barbican Theatre, Londres 2006 Os Mutantes Sony BMG Ao vivo
2013 Shining Alone: Ao Vivo 1981 Solo Independente Ao vivo Gravado em 1981; lançado em streaming e download digital
2013 Elo Mais Que Perdido Patrulha do Espaço Independente Estúdio Gravado em 1977; lançado em streaming e download digital

Referências

  1. a b c «Biografia dos Mutantes». Tropicália. Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  2. a b c «Biografia de Arnaldo Baptista». R7. Letras. Consultado em 11 de janeiro de 2013 
  3. Barcinski 2014, p. 175.
  4. Barcinski 2014, p. 176.
  5. Lilian Regato Garrafa (3 de maio de 2011). «Arnaldo Dias Baptista torna-se embaixador da ANDA e se alia à defesa dos animais». Agência de Notícias de Direitos Animais. Consultado em 11 de janeiro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]