Arquidiocese de Mariana
Arquidiocese de Mariana Archidiœcesis Archidioecesis Marianensis | |
|---|---|
Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção | |
| Localização | |
| País | |
| Dioceses sufragâneas | Diocese de Caratinga Diocese de Governador Valadares Diocese de Itabira-Fabriciano |
| Estatísticas | |
| Área | 22.680 km² |
| Paróquias | 91 |
| Informação | |
| Rito | Romano |
| Estabelecida | 6 de dezembro de 1745 (280 anos) |
| Elevação a arquidiocese | 1 de maio de 1906 (120 anos) |
| Catedral | Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção |
| Padroeiro(a) | Nossa Senhora da Assunção |
| Liderança | |
| Arcebispo | Airton José dos Santos |
| Vigário-geral | Mons. Enzo dos Santos |
| Jurisdição | Arquidiocese Metropolitana (Região Leste II) |
| Sítio oficial | |
| www.arqmariana.com.br | |
| dados em catholic-hierarchy.org | |

A Arquidiocese de Mariana (em latim: Archidiœcesis Marianensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil.[1] É a sé metropolitana da província eclesiástica de Mariana. Pertence ao Conselho Episcopal Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A sé arquiepiscopal está na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de Mariana, no Estado de Minas Gerais.
Histórico
[editar | editar código]A Diocese de Mariana foi ereta pelo Papa Bento XIV, no dia 6 de dezembro de 1745, por meio da bula Candor lucis æternæ, a partir de território desmembrado da então Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.[2] A mesma bula criou a então Diocese de São Paulo (atualmente Arquidiocese de São Paulo), na Capitania de São Paulo.[3]
O primeiro bispo de Mariana foi Dom Frei Manoel da Cruz, nomeado em 1745, que fez sua entrada solene na Diocese em dezembro de 1748. Foi ele quem introduziu em Minas Gerais a devoção aos Sagrados Corações de Jesus, Maria e José, além de incentivar a veneração ao Padre José de Anchieta.[4]
Dom Manuel realizou numerosas viagens pastorais, e ordenou mais de cem sacerdotes em Minas Gerais. Sob sua orientação, foram erguidas importantes igrejas, como a Igreja de São Pedro dos Clérigos, em Mariana, e iniciadas as construções de templos notáveis, como os de São Francisco, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora do Rosário, também em Mariana, além de diversas igrejas monumentais em São João del-Rei, Sabará, Diamantina, Tiradentes e Ouro Preto.[5]
Fundou ainda, em 20 de dezembro de 1750, o Seminário de Nossa Senhora da Boa Morte, primeiro estabelecimento de ensino religioso em terras mineiras, marco fundamental para a formação intelectual e religiosa da região.[5]
No dia 16 de julho de 1897, um decreto pontifício transferiu para a Diocese de Mariana os municípios de Minas Gerais então subordinados à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.[6]
Em 11 de julho de 1903, presidido por Dom Silvério Gomes Pimenta, foi realizado o Primeiro Sínodo da Diocese de Mariana,[7] e no dia 1º de maio de 1906, o Papa Pio X, por meio da bula Sempiternam humani generis, elevou a diocese à categoria de arquidiocese e sé metropolitana.
A Diocese de Mariana abrangia um território inicialmente bastante extenso, o qual foi desmembrado sucessivamente para constituir outras dioceses em Minas Gerais: Diamantina (1854), Pouso Alegre (1900), Caratinga (1915), Luz (1918), Belo Horizonte (1921), Juiz de Fora (1924), Leopoldina (1942), São João del-Rei (1960) e Itabira-Fabriciano (1965).[8]
Ao longo de sua história, a arquidiocese de Mariana foi confiada ao cuidado pastoral de quinze prelados, sendo nove bispos e seis arcebispos. Desses, sete pertenciam a ordens ou congregações religiosas, entre elas, cistercienses, dominicanos, franciscanos, lazaristas, salesianos e jesuítas enquanto os outros seis provinham do clero secular. A sucessão episcopal revela também a variedade de origens: os sete primeiros bispos eram portugueses; posteriormente, a liderança passou a incluir dois mineiros oriundos do próprio clero marianense (Dom Silvério e Dom Oscar), dois capixabas (Dom Helvécio e Dom Geraldo) e dois cariocas (Dom Benevides e Dom Luciano).[9]
Seminários
[editar | editar código]O Seminário de Mariana foi fundado em 20 de dezembro de 1750 pelo primeiro bispo da diocese, Dom Frei Manuel da Cruz. Com o passar do tempo, a instituição foi desmembrada em dois estabelecimentos: o Seminário Menor Nossa Senhora da Boa Morte e o Seminário Maior São José. Seu período mais próspero ocorreu durante o episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso, que confiou a direção do Seminário aos padres da Congregação da Missão. Os missionários vicentinos permaneceram à frente da formação sacerdotal por 113 anos, de 1853 a 1966.[10]
Desde 1967, com a saída dos Padres Lazaristas, o Seminário de Mariana passou a ser regido pelo clero secular, por iniciativa de Dom Oscar de Oliveira. A instituição continuou a acolher vocacionados da Arquidiocese e também de outras dioceses que não possuíam casas de formação equivalentes. Em 1991, atendendo à recomendação da Primeira Assembleia dos Presbíteros da Arquidiocese, o Arcebispo Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida instituiu uma casa de formação própria para os seminaristas do curso de Filosofia, com o objetivo de favorecer o acompanhamento mais próximo dos vocacionados e fortalecer a identidade dos estudos filosóficos.[10]
Demografia e paróquias
[editar | editar código]Em 2004, a arquidiocese contava com uma população aproximada de 1.099.136 habitantes, com 84,1% de católicos.
O território da diocese é de 22.680 km², organizado em 132 paróquias.[11]
As paróquias estão distribuídas em 79 municípios,[12] distribuídos em quatro regiões geográficas intermediárias.[12]
Região Geográfica Intermediária de Belo Horizonte
[editar | editar código]Cinco municípios em uma região geográfica imediata da Região Geográfica Intermediária de Belo Horizonte.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto
[editar | editar código]Cinco municípios na Região Geográfica Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto.[13][12]
Região Geográfica Intermediária de Ipatinga
[editar | editar código]Um município em uma região geográfica imediata da Região Geográfica Intermediária de Ipatinga.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Caratinga
[editar | editar código]Um município na Região Geográfica Imediata de Caratinga.[13][12]
Região Geográfica Intermediária de Barbacena
[editar | editar código]Vinte e oito municípios em duas regiões geográficas imediatas da Região Geográfica Intermediária de Barbacena.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Barbacena
[editar | editar código]Dez municípios na Região Geográfica Imediata de Barbacena.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Conselheiro Lafaiete
[editar | editar código]Dezoito municípios na Região Geográfica Imediata de Conselheiro Lafaiete.[13][12]
Região Geográfica Intermediária de Juiz de Fora
[editar | editar código]Quarenta e cinco municípios em seis regiões geográficas imediatas da Região Geográfica Intermediária de Juiz de Fora.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Juiz de Fora
[editar | editar código]Dois municípios na Região Geográfica Imediata de Juiz de Fora.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Manhuaçu
[editar | editar código]Dois municípios na Região Geográfica Imediata de Manhuaçu.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Carangola
[editar | editar código]Um município na Região Geográfica Imediata de Carangola.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Ubá
[editar | editar código]Sete municípios na Região Geográfica Imediata de Ubá.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Viçosa
[editar | editar código]Dezesseis municípios na Região Geográfica Imediata de Viçosa.[13][12]
Região Geográfica Imediata de Ponte Nova
[editar | editar código]Dezessete municípios na Região Geográfica Imediata de Ponte Nova.[13][12]
Bispos e arcebispos
[editar | editar código]Ao longo de sua história, a Arquidiocese de Mariana já teve, com o atual, seis arcebispos e nove bispos, além de dois bispos auxiliares e um bispo eleito, mas não ordenado.
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «CNBB Leste 2». CNNB Leste 2. Consultado em 19 de fevereiro de 2023
- ↑ «Guia Geral da Arquidiocese de Mariana» (PDF). Arquidiocese de Mariana. 2008–2009. p. 19-20. Consultado em 27 de junho de 2012. Arquivado do original (PDF) em 18 de abril de 2013
- ↑ Parábola, Agência. «História». Arquidiocese de Mariana - MG. Consultado em 30 de janeiro de 2023
- ↑ «Dom Frei Manoel da Cruz – Vem pra Minas que nós te levamos a lugares inimagináveis!». 26 de agosto de 2024. Consultado em 17 de outubro de 2025
- 1 2 Parábola, Agência. «Dom Frei Manoel da Cruz». Projeto Memória Arquidiocese de Mariana. Consultado em 17 de outubro de 2025
- ↑ Nilza Cantoni. «Disputas de limites entre Rio de Janeiro e Minas Gerais». Consultado em 20 de setembro de 2011
- ↑ PRIMEYRO Synodo da Diocese de Marianna celebrado pelo Exm.º e Rvmº Snr. Bispo D. Silverio Gomes Pimenta; julho de 1903. Marianna: Typographia Episcopal, 1903. 107p.
- ↑ Catholic-Hierarchy. «Archdiocese of Mariana». Consultado em 20 de setembro de 2011
- ↑ «Arquidiocese de Mariana :: Guia Geral». arqmariana.com.br. Consultado em 17 de julho de 2025
- 1 2 Parábola, Agência. «Seminário». Arquidiocese de Mariana - MG. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Dia da Arquidiocese de Mariana». CNBB. Consultado em 20 de agosto de 2010. Arquivado do original em 23 de agosto de 2010
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Parábola, Agência. «Paróquias». Arquidiocese de Mariana - MG. Consultado em 22 de fevereiro de 2023
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017
Ligações externas
[editar | editar código]- «Página oficial da Arquidiocese de Mariana»
- «Archdiocese of Mariana» (em inglês). Catholic Hierarchy

