Arrebatamento pré-ira

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O arrebatamento pré-ira (ou simplesmente pré-ira) é um dos pricipais pontos de vista pré-milenistas sobre os acontecimentos do fim dos tempos entre os cristãos (principalmente evangélicos). Este ponto teológico afirma que os cristãos serão arrebatados depois da Grande tribulação, mas antes da ira de Deus ser derramada sobre a Terra.

Esta visão (assim como o pré-tribulacionismo, média-tribulação e pós-tribulacionismo cai sob o grande guarda-chuva do pré-milenismo) foi formalmente nomeada e divulgada por Marvin Rosenthal em seu livro "A Ira do Pré-Arrebatamento da Igreja", publicado pela editora Thomas Nelson, em 1990.[1]

Visão teológica[editar | editar código-fonte]

Quadro O Juízo Final, de Jean Cousin.

A posição pré-ira enfatiza a distinção bíblica entre tribulação (o que têm sido prometido aos cristãos) e da ira de Deus (que têm sido prometida libertação, salvação). Segundo a perspectiva pré-ira, a grande tribulação começa três anos e meio anos após o Anticristo fazer um pacto com os muitos (Daniel 9:27), no meio das setenta semanas de Daniel e durará apenas dias, dias esses que serão encurtados por causa dos escolhidos Mt 24.21,22. "Setenta semanas" é uma referência a Daniel 9:24, onde cada dia da semana corresponde a um ano (para um total de sete). Os primeiros 3 anos e meio (a primeira metade da semana) é o período conhecido como o princípio das dores conforme Mt 24.1-8. O pacto que o Anticristo fará entre Israel e várias nações após os primeiros três anos e meio será rompido e o Anticristo sitiará Jerusalém e se sentará no lugar santo do templo e se declarará a ele mesmo Deus estabelecendo a Abominação" que causa desolação conforme Mt 24.15; Dn 9.27 e 2 Ts 2.1-4 e reinará durante três anos e meio anos (42 meses ou 1260 dias).

Embora o momento exato do arrebatamento não seja conhecido conforme Mt 24.36 porém saberemos os tempos e as estações da sua Vinda conforme 1 Ts 5.1-4, ou seja, a época geral do Arrebatamento pois o Arrebatamento da Igreja ele se dará na Vinda de Jesus conforme 1 Ts 4.15-17 e a Vinda Jesus para arrebatar os escolhidos desde os 4 ventos da terra até à extremidade dos céus ela vem precedida de vários sinais descritos em Mt 24.1-31 e em Ap 6.1-17. Um dos pontos chave para a exibição pré-ira é que o arrebatamento vem depois que o sexto selo — do livro dos sete selos — é aberto (Apocalipse 6:12), quando o sol escurece a lua se transforma em sangue em cumprimento ao sinal profetizado por Joel 2.31 que antecede o escatológico Dia do Senhor. A aflição do povo de Deus será então cortada (de acordo com Jesus em Mateus 24, Marcos 13) com a segunda vinda de Cristo e do arrebatamento, e aqueles que são deixados para trás na Terra vai enfrentar as trombetas e taças da ira de Deus (Apocalipse 16:1), daí o termo pré-ira.[2][3] A ira de Deus contra os ímpios segue para o restante dos sete anos, no que é conhecido como o Dia do Senhor.[1]

Algures na 2ª metade da Séptuagesima Semana de Daniel após a Abominação mas antes do seu término Jesus virá e Arrebatará a sua Igreja.

Grande parte da opinião pré-ira é baseada em uma interpretação linear, cronológica da conta de Jesus sobre o fim dos tempos, em Mateus 24. Em contraste com a visão pré-tribulacionista tradicional, por exemplo, a lua girando o vermelho do sangue ocorre apenas uma vez de acordo com a perspectiva pré-ira. Acontecimentos posteriores ao arrebatamento são baseados em valor de face, as interpretações dos livros de Apocalipse e Daniel.

Os pontos fortes da visão pré ira é que tem pontos em comum com as outras 3 visões predominantes (o pré tribulacionismo, o mid tribulacionismo, e o pós tribulacionismo):

Com o Pré Tribulacionismo concorda que:

a)O dia e a hora exactos ninguém sabe.

b)Deus nos livra da ira vindoura.

c)O Armagedão não é o Arrebatamento.

Com o mid tribulacionismo concorda que:

a)A ira do diabo através das duas bestas (Anticristo e falso profeta) contra a Igreja não é o mesmo que a Ira do Senhor Jesus contra as duas bestas e os seus impíos seguidores.

Com o Pós Tribulacionismo concorda que:

a)O Arrebatamento só se dará depois da Grande Tribulação.

A interpretação Pré Ira ela é literal e usa o método histórico gramatical não alegorizando as passagens que são de facto literais e além disso lê sempre o texto dentro do contexto e interpreta as escrituras pelas próprias escrituras não faz eisegese mas sempre exegese e é uma visão bastante equilibrada e concordante da temática do Arrebatamento da Igreja e dos últimos dias em contraste com o Pré Tribulacionismo que fundamenta a sua tese não numa leitura linear das escrituras mas sim em ideias pré-concebidas e apenas respaldadas em alguns poucos versículos isolados do seu contexto.

Questões[editar | editar código-fonte]

A visão pré-ira difere muito no que diz respeito a:

  • a cronologia dos selos, trombetas e taças (tanto seqüencial quanto cronológica);
  • o calendário e a natureza do reino de Cristo;
  • o destino de Israel, durante e depois da tribulação.

Contudo, tais diferenças de como eventos específicos dentro da Profecia das 70 semanas ainda estão no âmbito da linha do tempo pré-ira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Rosenthal, Marv: "The Pre-Wrath Rapture of the Church: Is It Biblical?", Regular Baptist Press (1991)
  2. Showers, Renald E: "The Pre-Wrath Rapture View", Kregel Academic & Professional (2001)
  3. Benware, Paul: "Understanding End Times Prophecy: A Comprehensive Approach", Moody Publishers (2001)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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