Arrebatamento pré-ira

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O arrebatamento pré-ira (ou simplesmente pré-ira) é um dos vários pontos de vista pré-milenistas sobre os acontecimentos do fim dos tempos entre os cristãos (principalmente evangélicos). Este ponto teológico afirma que os cristãos serão arrebatados algum tempo no meio da tribulação, mas antes do dia da ira de Deus.

O grande problema teológico que vem à tona com a defesa de um arrebatamente pré-ira é SOTERIOLÓGICO.

Deus nos livra da ira vindoura que se abaterá contra os ímpios, contra aqueles que deliberadamente repudiaram a santa mensagem do evangelho e viveram sob o fulcro dos seus próprios pecados. Pecados esses que não foram propiciados por Jesus Cristo.

Jesus Cristo não morreu para nos livrar da ira humana. Essa abate os crentes. Tanto o é que durante toda trajetório da igreja nos dois últimos milênios é narrada sob o sangue dos mártires perseguidos pelos ímpios.

A inconsistência de tal posição escatológica, ainda é embebida pelo dispensacionalismo clássico.

Este, erroneamente, divide a revelação bíblica em sete períodos, também, genericamente chamados, dispensações, as quais Deus tenta, como um artífice, moldar e trazer o seu povo, Israel, ao aprisco. Então, este Deus faz um concerto com o povo, na esperança de que tal concerto será plenamente cumprido, o povo o ilude, e peca, Deus fica irado, mas move, pela sua rica misericórdia, perdão, e dá uma outra chance aos seus.

Quando Cristo veio a terra, segundo os dispensacionalistas, a real intenção de Deus era inaugurar um reino messiânico para o seu povo judeu, com a "escória" gentílica inserida nesse tal reino. Mas, Deus se decepcionou quando viu os judeus amaldiçoarem, e matarem o seu Filho. Então, Ele resolve fazer um certo ciume com Israel, abrindo um parêntese na história, chamado então de "Dispensação da Igreja/Graça", até que ele se voltasse de novo a Israel, reinando sobre eles, no período questionável, logicamente, MILÊNIO. Um reino literal, com sede em Jerusalém, sob reinado direto de Davi e de Cristo, aquele em Israel, e este na Nova Jerusalém reinando sobre tudo e todos. Israel encabeça as nações da terra. Nesses mil anos literais, ressurretos e mortais que vieram da Tribulação adentraram o reino de Deus, que só será inaugurado nesse momento.

Claro erro exegético e hermenêutico, dentre as imprecisões proféticas e falta de percepção sistemática das Escrituras, levam inúmeros crentes fiéis a crer em "teologia de hollywood" a crer na Santa Palavra de Deus, que, claramente revela que vivemos sob reinado de Cristo Jesus, este Senhor dos Senhores, que se assentou no alto e sublime trono, de onde voltará UMA ÚNICA VEZ para ressuscitar justos e ímpios e arrebatar a sua igreja, julgando e inaugurando novos céus e nova terra.

Deus só tem um povo. No A.T., esse povo era formado essencialmente por judeus. Quando Cristo veio a terra, inaugura o Shalom de Deus, enxertando à sua igreja povos de toda língua, raça, tribo e nação (Ef. 2) - judeus e gentios. Quando o número dos eleitos, daqueles pelos quais Cristo morreu, estiver finalizado, eis que Ele voltará em Glória e todo o olho o verá.

Não olhem os fatos. O relógio de Deus é a Bíblia. Os tempos são precisados pelas Escrituras.

Poder-se-ia listar inúmeros erros de interpretação trazidos pelos dispensacionais, como os momentos distintos que narram a ressurreição dos mortos, o arrebatamento secreto, um templo físico construído em Jerusalém e, pasmem, um templo físico construído no milênio, com holocausto de animais. São inúmeras as divagações, mas o Espírito Santo conduz o coração dos crentes à realidade bíblica e tem feito isso.

Caso você seja, busque boa literatura sistemática, questione tal doutrina, veja as desarmonias hermenêuticas e corra à ortodoxia bíblica. O Espírito te direcionará. (...)

Esta visão (assim como o pré-tribulacionismo, média-tribulação e pós-tribulacionismo cai sob o grande guarda-chuva do pré-milenismo) foi formalmente nomeada e divulgada por Marvin Rosenthal em seu livro "A Ira do Pré-Arrebatamento da Igreja", publicado pela editora Thomas Nelson, em 1990.[1]

Visão teológica[editar | editar código-fonte]

Quadro O Juízo Final, de Jean Cousin.

A posição pré-ira enfatiza a distinção bíblica entre tribulação (o que têm sido prometido aos cristãos) e da ira de Deus (que têm sido prometida libertação, salvação). Segundo a perspectiva pré-ira, a grande tribulação começa três anos e meio anos após o Anticristo fazer um pacto com os muitos (Daniel 9:27), no meio das setenta semanas de Daniel. "Setenta semanas" é uma referência a Daniel 9:24, onde cada dia da semana corresponde a um ano (para um total de sete). Após os primeiros três anos e meio, o Anticristo irá tornar-se conhecido com "a Abominação" que causa desolação e reinará durante três anos e meio anos (42 meses ou 1260 dias). Os outros três anos e meio são dominados pelo Anticristo, enganando o mundo e perseguindo a igreja.

Embora o momento exato do arrebatamento não seja conhecido, um dos pontos chave para a exibição pré-ira é que o arrebatamento vem depois que o sexto selo — do livro dos sete selos — é aberto (Apocalipse 6:12), quando a lua se transforma em sangue. A aflição do povo de Deus será então cortada (de acordo com Jesus em Mateus 24, Marcos 13) com a segunda vinda de Cristo e do arrebatamento, e aqueles que são deixados para trás na Terra vai enfrentar as trombetas e taças da ira de Deus (Apocalipse 16:1), daí o termo pré-ira.[2] [3] A ira de Deus contra os ímpios segue para o restante dos sete anos, no que é conhecido como o Dia do Senhor.[1]

Grande parte da opinião pré-ira é baseada em uma interpretação linear, cronológica da conta de Jesus sobre o fim dos tempos, em Mateus 24. Em contraste com a visão pré-tribulacionista tradicional, por exemplo, a lua girando o vermelho do sangue ocorre apenas uma vez de acordo com a perspectiva pré-ira. Acontecimentos posteriores ao arrebatamento são baseados em valor de face, as interpretações dos livros de Apocalipse e Daniel.

Questões[editar | editar código-fonte]

A visão pré-ira difere muito no que diz respeito a:

  • a cronologia dos selos, trombetas e taças (tanto seqüencial quanto cronológica);
  • o calendário e a natureza do reino de Cristo;
  • o destino de Israel, durante e depois da tribulação.

Contudo, tais diferenças de como eventos específicos dentro da Profecia das 70 semanas ainda estão no âmbito da linha do tempo pré-ira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Rosenthal, Marv: "The Pre-Wrath Rapture of the Church: Is It Biblical?", Regular Baptist Press (1991)
  2. Showers, Renald E: "The Pre-Wrath Rapture View", Kregel Academic & Professional (2001)
  3. Benware, Paul: "Understanding End Times Prophecy: A Comprehensive Approach", Moody Publishers (2001)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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