Art déco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Art decó)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados, veja Deco (desambiguação).
A página está num processo de expansão ou reestruturação.
Esta página está em processo de expansão ou reestruturação durante um curto período.
Isso significa que o conteúdo está instável e pode conter erros que estão a ser corrigidos. Por isso, não convém editar desnecessariamente ou nomear para eliminação durante esse processo, para evitar conflito de edições; ao invés, exponha questionamentos na página de discussão. Caso a última edição tenha ocorrido há vários dias, retire esta marcação.
Art déco
20ans.jpg Lempicka musician.jpg
A Torre da Central do Brasil.jpg
Victoire 2 by Rene Lalique Toyota Automobile Museum.jpg
De esquerda para a direita:
cinema Grand Rex em Paris (1932),
La Musicienne de Tamara de Lempicka (1929),
Torre do relógio da Estação Central do Brasil no Rio de Janeiro (1943)
e "Victoire" de René Lalique (1928).
Período
1910–1939
Região
global

Art déco, por vezes referido apenas como Deco, é um estilo de artes visuais, arquitetura e design internacional que começou na Europa em 1910 (pouco antes da primeira guerra mundial[1]), conheceu o seu apogeu nos anos 1920 e 1930 e declinou entre 1935 e 1939.[2] O Art Déco afetou as artes decorativas, a arquitetura, o design de interiores e desenho industrial, assim como a moda, a pintura, as artes gráficas, o cinema e o design de vários tipos de meios de transporte (carros, trens e transatlânticos)[2] Seu nome tem origem da abreviação de Artes Decorativas, da Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes (Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas) realizada em Paris em 1925.[3] Combinou estilos modernistas com habilidade fina e materiais ricos. Durante o seu auge, o Art Déco representou luxo, glamour, exuberância e fé no progresso social e tecnológico.

O pico da popularidade na Europa foi durante os "Felizes anos vinte" e continuou fortemente nos Estados Unidos, após os "Loucos Anos Vinte" através da década de 1930. Embora, na época, muitos movimentos de design tivessem raízes em intenções filosóficas ou políticas, o Art Déco, ao contrário, foi meramente decorativo. Na altura, este foi visto como estilo elegante, funcional e ultramoderno. No entanto, não pode ser considerado um movimento devido à ausência de uma doutrina unificadora que fornecesse conceitos e paradigmas definidos.[4]

O Art Déco era um pastiche de muitos estilos diferentes, às vezes contraditórios, unidos pelo desejo de ser moderno. Representou a adaptação pela sociedade em geral dos princípios do Cubismo, do exotismo e do princípio da Obra de Arte Total herdado do Art Nouveau. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração geometrizada nas arquiteturas, esculturas, joias, luminárias e móveis, mesmo quando são feitos com bases simples; o betão armado (concreto) podendo ser paramentado de madeira e outros ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim etc. O Edifício Chrysler e outros arranha-céus de Nova York construídos durante as décadas de 1920 e 1930 são monumentos do estilo Art Déco.

Na década de 1930, durante a Grande Depressão, o estilo Art Déco tornou-se mais moderado. Novos materiais chegaram, incluindo cromagem, aço inoxidável e plástico. Uma forma mais elegante do estilo, chamada Streamline Moderno, surgiu na década de 1930; apresentava formas curvas e superfícies lisas e polidas.[5] Art Deco é um dos primeiros estilos verdadeiramente internacionais, mas seu domínio terminou com o início da Segunda Guerra Mundial e a ascensão dos estilos de modernismo estritamente funcionais e sem adornos e o estilo internacional de arquitetura que se seguiu.[2]

Origem da expressão[editar | editar código-fonte]

A expressão Art déco (abreviação de Artes Decorativas) provém da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (em francês: Exposition internationale des Arts décoratifs et industriels modernes), que foi organizada em Paris em 1925.[6][3], embora os diversos estilos que caracterizam o Art Déco já haviam aparecido em Paris e Bruxelas antes da Primeira Guerra Mundial.

O termo artes decorativas foi usado pela primeira vez na França em 1858; publicado no Bulletin de la Société française de photographie (Boletim da Sociedade Francesa de Fotografia).[7]

Em 1868, o jornal Le Figaro usou o termo objets d'art décoratifs (objetos de arte decorativa) no que diz respeito a objetos para cenários criados para o Théâtre de l'Opéra.[8][9][10]

Em 1875, designers de móveis, têxteis, joalheiros e designers de vidro e outros artesãos receberam oficialmente o status de artistas pelo governo francês. Em resposta a isto, a École royale gratuite de dessin (Escola Real Livre de Design) fundada em 1766, sob o reinado de Luís XVI, para formar artistas e artesãos no artesanato relacionado com as belas artes, foi rebatizada de Escola Nacional de Artes Decorativas (l'École nationale des arts décoratifs). Levou o nome atual de ENSAD (École nationale supérieure des arts décoratifs) em 1927.

Durante a Exposição de 1925, o arquiteto Le Corbusier escreveu uma série de artigos sobre a exposição para sua revista L'Esprit Nouveau sob o título "1925 Expo: Arts Déco", que foram combinados em um livro, "L'art décoratif d'aujourd'hui" (Arte Decorativa Hoje). O livro foi um ataque espirituoso aos excessos dos objetos coloridos e luxuosos da Exposição, na ideia de que objetos práticos, como móveis, deveriam ter qualquer decoração. Sua conclusão foi que "A decoração moderna não tem decoração".[11]

O título abreviado "Arts Deco" que Le Corbusier usou nos artigos e livro, foi adaptado em 1966 para o título da primeira exposição moderna sobre o assunto, chamada Les Années 25: Art déco, Bauhaus, Stijl, Esprit nouveau, que cobria a variedade de estilos principais nas décadas de 1920 e 1930. O termo Art déco foi então usado em um artigo de jornal de 1966 por Hillary Gelson no Times (Londres, 12 de novembro), descrevendo os diferentes estilos da exposição.[12][13]

O Art Déco ganhou moeda como um rótulo estilístico amplamente aplicado em 1968, quando o historiador Bevis Hillier publicou o primeiro grande livro acadêmico sobre o estilo: Art Deco of the 20s and 30s (Art Deco dos anos 20 e 30).[14] Hillier observou que o termo já estava sendo usado por negociantes de arte e cita The Times (2 de novembro de 1966) e um ensaio chamado "Les Arts Déco" na revista Elle (novembro de 1967) como exemplos de uso anterior. Em 1971, Hillier organizou uma exposição no Instituto de Artes de Minneapolis, que ele detalha em seu livro sobre isso, The World of Art Deco (O Mundo da Art Déco).[15][16]

Origens[editar | editar código-fonte]

Sociedade dos Artistas Decorativos (1901-1913)[editar | editar código-fonte]

Uma tela de lareira do pintor Simbolista Odilon Redon agora no Museu de Orsay, Paris (1908)

O surgimento da Art Déco estava intimamente ligado à ascensão do status de artistas decorativos, que até o final do século 19 eram considerados simplesmente artesãos. O termo "arts décoratifs" foi inventado em 1875, dando aos designers de móveis, têxteis e outros status oficial de decoração. A Société des artistes décorateurs (Sociedade de Artistas Decorativos), ou SAD, foi fundada em 1901, e os artistas decorativos receberam os mesmos direitos de autoria dos pintores e escultores. Um movimento semelhante foi desenvolvido na Itália. A primeira exposição internacional inteiramente dedicada às artes decorativas, a Esposizione international d'Arte decorative moderna, foi realizada em Turim em 1902. Várias novas revistas dedicadas às artes decorativas foram fundadas em Paris, incluindo: Arts et décoration (Artes e decoração) e L'Art décoratif moderne (A Arte Decorativa Moderna). As seções de artes decorativas foram introduzidas nos salões anuais da Sociéte des artistes français e, posteriormente, no Salon d'automne. O nacionalismo francês também desempenhou um papel no ressurgimento das artes decorativas; Os designers franceses sentiram-se desafiados pelas crescentes exportações de móveis alemães menos caros. Em 1911, o SAD propôs a realização de uma nova e importante exposição internacional de artes decorativas em 1912. Nenhuma cópia de estilos antigos deveria ser permitida; apenas obras modernas. A exposição foi adiada até 1914; depois, por causa da guerra, adiada para 1925, quando deu nome a toda a família de estilos conhecida como Déco.[17]

As lojas de departamentos e designers de moda de Paris também desempenharam um papel importante na ascensão do Art Déco. Firmas estabelecidas, incluindo a fabricante de malas Louis Vuitton, a empresa de prataria Christofle, o designer de vidro René Lalique e os joalheiros Louis Cartier e Boucheron, começaram a projetar produtos em estilos mais modernos. A partir de 1900, as lojas de departamento recrutaram artistas decorativos para trabalhar em seus estúdios de design. A decoração do Salon d'Automne de 1912 foi confiada à loja de departamentos Printemps.[18] Durante o mesmo ano, a Printemps criou sua própria oficina chamada "Primavera". Em 1920, Primavera empregava mais de trezentos artistas. Os estilos variavam desde as versões atualizadas de Luís XIV, Luís XVI e, especialmente, dos móveis Louis Philippe fabricados por Louis Süe e da oficina Primavera até as formas mais modernas da oficina da loja de departamentos Au Louvre. Outros designers, incluindo Émile-Jacques Ruhlmann e Paul Foliot, se recusaram a usar a produção em massa, e insistiram que cada peça fosse feita individualmente à mão. O estilo art déco primitivo apresentava materiais luxuosos e exóticos, como ébano, marfim e seda, cores muito vivas e motivos estilizados, particularmente cestos e buquês de flores de todas as cores, dando um ar modernista.[19]

Théâtre des Champs-Élysées (1910–1913)[editar | editar código-fonte]

O Théâtre des Champs-Élysées (Teatro dos Campos Elísios) (1910-1913), de Auguste Perret, foi o primeiro edifício Art Déco de referência concluído em Paris. Anteriormente, o concreto armado havia sido usado apenas em prédios industriais e de apartamentos. Perret construiu o primeiro prédio moderno de concreto armado em Paris, na rua Benjamin Franklin, em 1903-04. Henri Sauvage, outro importante futuro arquiteto Art Déco, construiu outro em 1904 em Rua Trétaigne 7 (1904). De 1908 a 1910, Le Corbusier, de 21 anos, trabalhou como desenhista no escritório de Perret, aprendendo as técnicas de construção de concreto. O prédio de Perret tinha forma retangular limpa, decoração geométrica e linhas retas, as futuras marcas registradas da Art Déco. A decoração do teatro também foi revolucionária; a fachada foi decorada com placas de escultura Art Déco de Antoine Bourdelle, uma cúpula de Maurice Denis, pinturas de Édouard Vuillard e uma cortina Art Déco Ker-Xavier Roussel. O teatro tornou-se famoso como palco de muitas das primeiras apresentações dos Ballets Russes. Perret e Sauvage tornaram-se os principais arquitetos Art déco em Paris nos anos 1920.[20][21]

Salon d'Automne (1912-1913)[editar | editar código-fonte]

Em seu nascimento entre 1910 e 1914, o Art Déco foi uma explosão de cores, com tons brilhantes e muitas vezes conflitantes, muitas vezes em desenhos florais, apresentados em estofos de móveis, tapetes, telas, papel de parede e tecidos. Muitas obras coloridas, incluindo cadeiras e uma mesa de Maurice Dufrene e um tapete Gobelin brilhante de Paul Follot foram apresentadas no Salon des artistes décorateurs de 1912. Em 1912-1913, o designer Alfred Karbowsky fez uma cadeira floral com um desenho de papagaio para o pavilhão de caça do colecionador de arte Jacques Doucet. Os designers de mobiliário Louis Süe e André Mare fizeram a sua primeira aparição na exposição de 1912, sob o nome de Atelier Française, combinando tecidos coloridos com materiais exóticos e caros, incluindo ébano e marfim. Após a Primeira Guerra Mundial, tornaram-se uma das empresas de design de interiores francesas mais proeminentes, produzindo móveis para os salões e cabines de primeira classe dos transatlânticos franceses.[22]

As cores vivas do Art Déco vieram de muitas fontes, incluindo os desenhos exóticos de Leon Bakst para os Ballets Russes, que causaram sensação em Paris pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Algumas das cores foram inspiradas pelo movimento anterior do Fauvismo liderado por Henri Matisse; outras pelo Orfismo de pintores como Sonia Delaunay; outros pelo movimento conhecido como Nabis, e no trabalho do pintor simbolista Odilon Redon, que projetou telas de lareira e outros objetos decorativos. As cores brilhantes foram uma característica do trabalho do designer de moda Paul Poiret, cujo trabalho influenciou tanto a moda Art Déco quanto o design de interiores.[22]

Casa Cubista (1912)[editar | editar código-fonte]

O estilo de arte conhecido como Cubismo apareceu na França entre 1907 e 1912, influenciando o desenvolvimento da Art Déco. Os cubistas, eles próprios sob a influência de Paul Cézanne, interessaram-se pela simplificação das formas aos seus princípios geométricos: o cilindro, a esfera, o cone.[23]

Em 1912, os artistas da Seção d'Or exibiram obras consideravelmente mais acessíveis ao público em geral do que o cubismo analítico de Picasso e Braque. O vocabulário cubista estava pronto para atrair moda, móveis e designers de interiores.[24][25]

Nos escritos de 1912 de André Vera, Le Nouveau style, publicado na revista L'Art décoratif, ele expressou a rejeição das formas do Art Nouveau (assimétricas, policromáticas e pitorescas) e apelou à simplicité volontaire, symétrie manifeste, l'ordre et l'harmonie (simplicidade voluntária, simetria manifesta, ordem e harmonia), temas que eventualmente se tornariam comum dentro Art Déco; embora com o tempo o estilo Déco fosse muitas vezes extremamente colorido e tudo menos simples.[26]

Na seção Art Décoratif do Salon d'Automne de 1912, foi exibida uma instalação arquitetônica conhecida como La Maison Cubiste (A Casa Cubista).[27][28] A fachada foi projetada por Raymond Duchamp-Villon. A decoração da casa era da firma de Louis Süe e André Mare, que haviam formado uma empresa chamada Atlelier Français em 1912.[29] La Maison Cubiste era uma instalação mobiliada com fachada, escada, corrimão de ferro forjado, quarto, uma sala de estar - o Salon Bourgeois, onde pinturas de Albert Gleizes, Jean Metzinger, Marie Laurencin, Marcel Duchamp, Fernand Léger e Roger de La Fresnaye foram pendurados.[30][31][32] Milhares de espectadores no salão passaram pelo modelo em escala real.[33]

Escadas do hotel particular de Jacques Doucet.

A fachada da casa, projetada por Duchamp-Villon, não era muito radical para os padrões modernos; os lintéis e frontões tinham formas prismáticas, mas, por outro lado, a fachada lembrava uma casa comum do período. Os quartos foram mobiliados por Mare com cadeiras e sofás de estilo neo-Luís XVI e Louis-Philippe, que foram atualizados com detalhes mais angulosos para combinar com as pinturas cubistas. O crítico Emile Sedeyn descreveu o trabalho de Mare na revista Art et Décoration: "Ele não se constrange com a simplicidade, porque ele multiplica flores onde quer que elas possam ser colocadas. O efeito que ele busca é obviamente de estranheza e alegria. Ele consegue isso".[34] O elemento cubista foi fornecido pelas pinturas. Apesar de sua mansidão, a instalação foi atacada por alguns críticos como extremamente radical, o que ajudou a garantir seu sucesso.[35] Esta instalação arquitetônica foi posteriormente exibida no Armory Show de 1913, Nova York, Chicago e Boston.[25][36][37][38] Graças em grande parte à exposição, o termo "cubista" começou a ser aplicado a qualquer coisa moderna, de cortes de cabelo femininos a roupas e performances de teatro.[35]

O estilo cubista continuou dentro do Art Déco, mesmo quando o Déco se ramificou em muitas outras direções. Em 1927, os cubistas Joseph Csaky, Jacques Lipchitz, Louis Marcoussis, Henri Laurens, o escultor Gustave Miklos e outros colaboraram na decoração de uma casa de estúdios, a Rue Saint-James, em Neuilly-sur-Seine, projetada pelo arquiteto Paul Ruaud e de propriedade do estilista francês Jacques Doucet, também colecionador de arte pós-impressionista de Henri Matisse e pinturas cubistas (incluindo Les Demoiselles d'Avignon, que ele comprou diretamente do estúdio de Picasso). Laurens projetou a fonte, Csaky projetou a escadaria de Doucet,[39] Lipchitz fez a cornija da lareira, e Marcoussis fez um tapete cubista.[40][41][42]

Além dos artistas cubistas, Doucet trouxe outros designers de interiores Déco para ajudar na decoração da casa, incluindo Pierre Legrain, que estava encarregado de organizar a decoração, e Paul Iribe, Marcel Coard, André Groult, Eileen Gray e Rose Adler para fornecer móveis. A decoração incluía peças maciças feitas de ébano de macassar, inspiradas na arte africana, e móveis cobertos com couro de Marrocos, pele de crocodilo e pele de cobra, e padrões tirados de desenhos africanos.[43]

Influências[editar | editar código-fonte]

O Art Déco não era um estilo único, mas uma coleção de estilos diferentes e às vezes contraditórios. Na arquitetura, o Art Déco foi o sucessor e a reação contra a Art Nouveau, um estilo que floresceu na Europa entre 1895 e 1900, e também substituiu gradualmente as Beaux-Arts (Belas Artes) e o neoclássico que predominavam na arquitetura europeia e americana. Em 1905, Eugène Grasset escreveu e publicou o Méthode de Composition Ornementale, Éléments Rectilignes (Método de Composição Ornamental, Elementos Retilíneos)[44], no qual ele explorou sistematicamente os aspectos decorativos (ornamentais) de elementos geométricos, formas, motivos e suas variações, em contraste com (e como uma partida) o estilo ondulante de Art Nouveau de Hector Guimard, tão popular em Paris alguns anos antes. Grasset enfatizou o princípio de que várias formas geométricas simples, como triângulos e quadrados, são a base de todos os arranjos composicionais. Os edifícios de concreto armado de Auguste Perret e Henri Sauvage, e particularmente o Teatro dos Champs-Elysées, ofereceram uma nova forma de construção e decoração que foi copiada em todo o mundo.[45]

Na decoração, muitos estilos diferentes foram emprestados e usados ​​pelo Art Déco. Eles incluíam a arte pré-moderna de todo o mundo e observável no Musée du Louvre, no Musée de l'Homme e no Musée national des Arts d'Afrique e d'Océanie. Houve também interesse popular em arqueologia devido a escavações em Pompeia, Troia e o túmulo da 18ª dinastia do faraó Tutancâmon. Artistas e designers integraram motivos do antigo Egito, Mesopotâmia, Grécia, Roma, Ásia, Mesoamérica e Oceania com elementos da Era da Máquina.[46][47][48][49]

Outros estilos emprestados incluem o Construtivismo russo e o Futurismo italiano, assim como o Orfismo, o Funcionalismo e o Modernismo em geral.[25][50][46][51] O Art Déco também usou as cores e desenhos do Fauvismo, especialmente no trabalho de Henri Matisse e André Derain, inspirando os designs de tecidos, papel de parede e cerâmica pintada art déco.[25] Levou ideias do vocabulário de alta moda do período, que contou com desenhos geométricos, chevrons, ziguezagues e buquês estilizados de flores. Foi influenciado por descobertas na Egiptologia, e teve crescente interesse pelo Oriente e pela arte africana. A partir de 1925, foi muitas vezes inspirado pela paixão por novas máquinas, como dirigíveis, automóveis e transatlânticos, e em 1930 essa influência resultou no estilo chamado streamline moderno.[52]

Estilo de luxo e modernidade[editar | editar código-fonte]

O Art Déco estava associado ao luxo e à modernidade; Combinou materiais muito caros e artesanato requintado colocado em formas modernistas. Nada era barato em Art Deco: peças de mobília incluíam incrustações de marfim e prata, e peças de joias art déco combinavam diamantes com platina, jade e outros materiais preciosos. O estilo foi usado para decorar os salões de primeira classe de transatlânticos, trens de luxo e arranha-céus. Foi usado em todo o mundo para decorar os grandes palácios de cinema do final dos anos 1920 e 1930. Mais tarde, após a Grande Depressão, o estilo mudou e ficou mais sóbrio.

Um bom exemplo do estilo de luxo da Art Deco é o boudoir da estilista Jeanne Lanvin, desenhada por Armand-Albert Rateau (1882-1938), feita entre 1922-1925. Ele estava localizado em sua casa na Rua Barbet de Jouy, 16, em Paris, que foi demolida em 1965. A sala foi reconstruída no Museu de Artes Decorativas de Paris. As paredes estão cobertas de lambris moldados abaixo de baixos-relevos esculpidos em estuque. A alcova é emoldurada com colunas de mármore com bases e um plinto de madeira esculpida. O chão é de mármore branco e preto, e nos armários são expostos objetos decorativos sobre um fundo de seda azul. Seu banheiro tinha uma banheira e pia de mármore Sienna, com uma parede de estuque entalhado e acessórios de bronze.[53]

Em 1928, o estilo tornou-se mais confortável, com poltronas de couro. O estudo desenhado pela firma de Paris Alavoine para um empresário americano em 1928-30, agora no Brooklyn Museum (Museu do Brooklin), tinha uma característica americana única. Desde que foi construído durante a Lei Seca, quando o consumo de álcool era proibido, incluía uma tranca secreta escondida atrás dos painéis.[54]

Na década de 1930, o estilo tinha sido um pouco simplificado, mas ainda assim era extravagante. Em 1932, o decorador Paul Ruoud fez o Salão de Vidro para Suzanne Talbot. Apresentava uma poltrona serpentina e duas poltronas tubulares de Eileen Gray, um piso de placas de vidro prateado, um painel de padrões abstratos em prata e laca preta e uma variedade de peles de animais.[55]

Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (1925)[editar | editar código-fonte]

O evento que marcou o auge do estilo e deu o seu nome foi a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, que teve lugar em Paris de abril a outubro de 1925. Este foi oficialmente patrocinado pelo governo francês, e cobriu uma área em Paris de 55 acres, correndo do Grand Palais, na margem direita, até Les Invalides, na margem esquerda, e ao longo das margens do Sena. O Grand Palais, o maior salão da cidade, estava cheio de exposições de artes decorativas dos países participantes. Havia 15.000 expositores de vinte países diferentes, incluindo Inglaterra, Itália, Espanha, Polônia, Tchecoslováquia, Bélgica, Japão e a nova União Soviética, embora a Alemanha não tenha sido convidada por causa de tensões após a guerra e os Estados Unidos, entendendo mal o objetivo da exposição, se recusaram a participar. Foi visitado por dezesseis milhões de pessoas durante seus sete meses de execução. As regras da exposição exigiam que todo o trabalho fosse moderno; nenhum estilo histórico foi permitido. O principal objetivo da exposição era promover os fabricantes franceses de móveis de luxo, porcelana, vidro, metalurgia, têxteis e outros produtos decorativos. Para promover ainda mais os produtos, todas as principais lojas de departamento e grandes designers de Paris tinham seus próprios pavilhões. A exposição teve um objetivo secundário na promoção de produtos de colônias francesas na África e na Ásia, incluindo marfim e madeiras exóticas.

O Hôtel du Riche Collectionneur (Hotel do Rico Colecionador) era uma atração popular na Exposição. Exibia os novos desenhos de móveis de Émile-Jacques Ruhlmann, bem como tecidos art déco, tapetes e uma pintura de Jean Dupas. O design de interiores seguia os mesmos princípios de simetria e formas geométricas que o diferenciavam da Art Nouveau, e cores vivas, materiais artesanais raros e caros que o diferenciavam da funcionalidade estrita do estilo modernista. Enquanto a maioria dos pavilhões eram luxuosamente decorados e cheios de móveis de luxo feitos à mão, dois pavilhões, os da União Soviética e do Pavilhão do Nouveau Esprit, construídos pela revista de mesmo nome dirigida por Le Corbusier, foram construídos em um estilo austero com paredes brancas e sem decoração; eles estavam entre os primeiros exemplos de arquitetura modernista.[56]

Arranha-céus[editar | editar código-fonte]

Os Arranha-céus americanos marcaram o ápice do estilo Art Déco: eles se tornaram os edifícios modernos mais altos e mais reconhecidos do mundo. Eles foram projetados para mostrar o prestígio de seus construtores através de sua altura, sua forma, sua cor e sua iluminação dramática à noite.[57] O primeiro arranha-céu de Nova York, o Woolworth Building, em estilo neoclássico, foi concluído em 1913, e o American Telephone and Telegraph Building (1924) tinha colunas jônicas e dóricas e um hipostilo dórico clássico com um friso. O American Radiator Building de Raymond Hood (1924) combinou elementos góticos e artísticos modernos no design do edifício. O tijolo preto na fachada do edifício (simbolizando carvão) foi selecionado para dar uma ideia de solidez e dar ao edifício uma massa sólida. Outras partes da fachada estavam cobertas de tijolos de ouro (simbolizando fogo), e a entrada era decorada com mármore e espelhos negros. Outro arranha-céu Art Déco foi o Guardian Building de Detroit, inaugurado em 1929. Projetado pelo modernista Wirt C. Rowland, o prédio foi o primeiro a empregar aço inoxidável como elemento decorativo e o uso extensivo de desenhos coloridos no lugar de ornamentos tradicionais.

O horizonte de Nova York foi radicalmente alterado pelo Chrysler Building, em Manhattan (concluído em 1930), projetado por William Van Alen. Era uma propaganda gigante de setenta e sete andares para os automóveis da Chrysler. O topo foi coroado por uma torre de aço inoxidável, e foi ornamentado por "gárgulas" déco na forma de decorações de tampas de radiador de aço inoxidável. A base da torre, trinta e três andares acima da rua, era decorada com frisos art déco coloridos, e o lobby era decorado com símbolos art déco e imagens expressando modernidade.[58]

O Chrysler Building foi seguido pelo Empire State Building por William F. Lamb (1931) e o RCA Building (agora chamado Comcast Building) no Rockefeller Center, de Raymond Hood (1933), que juntos mudaram completamente o horizonte de Nova York. Os topos dos edifícios foram decorados com coroas e torres de Art Déco cobertas com aço inoxidável e, no caso do edifício Chrysler, com gárgulas Art Déco modeladas com ornamentos de radiador, enquanto as entradas e lobbies eram ricamente decoradas com a escultura Art Déco, cerâmica e design. Edifícios semelhantes, embora não tão altos, logo apareceram em Chicago e em outras grandes cidades americanas. O Edifício Chrysler foi logo superado em altura pelo Empire State Building, em um estilo Deco um pouco menos luxuoso. O Rockefeller Center adicionou um novo elemento de design: vários edifícios altos agrupados em torno de uma praça aberta, com uma fonte no centro.[59]

Art Déco Tardio[editar | editar código-fonte]

Em 1925, duas diferentes escolas concorrentes coexistiram no Art Déco: os tradicionalistas, que haviam fundado a Sociedade de Artistas Decorativos, que incluiu o designer de móveis Emile-Jacques Ruhlmann, Jean Dunard, o escultor Antoine Bourdelle e o designer Paul Poiret; eles combinaram formas modernas com artesanato tradicional e materiais caros. Do outro lado estavam os modernistas, que cada vez mais rejeitavam o passado e queriam um estilo baseado em avanços com as novas tecnologias, simplicidade, falta de decoração, materiais baratos e produção em massa. Os modernistas fundaram sua própria organização, a União Francesa de Artistas Modernos, em 1929. Seus membros incluíam os arquitetos Pierre Chareau, Francis Jourdain, Robert Mallet-Stevens, Corbusier e, na União Soviética, Konstantin Melnikov; a designer irlandesa Eileen Gray e a designer francesa Sonia Delaunay, os joalheiros Jean Fouquet e Jean Puiforcat. Eles atacaram ferozmente o estilo tradicional de Art Déco, que, segundo eles, foi criado apenas para os ricos, e insistiram que edifícios bem construídos deveriam estar disponíveis para todos, e essa forma deveria seguir a função. A beleza de um objeto ou edifício residia em saber se era perfeitamente adequado para cumprir sua função. Modernos métodos industriais significavam que móveis e edifícios poderiam ser produzidos em massa, não feitos à mão.[60][61]

O designer de interiores Art Déco Paul Follot defendeu o Art Deco desta forma: "Sabemos que o homem nunca se contenta com o indispensável e que o supérfluo é sempre necessário... Se não, teríamos que nos livrar da música, flores e perfumes ..!"[62] No entanto, Le Corbusier foi um brilhante publicista para a arquitetura modernista; ele afirmou que uma casa era simplesmente "uma máquina para viver", e incansavelmente promoveu a ideia de que o Art Déco era o passado e modernismo era o futuro. As ideias de Le Corbusier foram gradualmente adotadas pelas escolas de arquitetura, e a estética do Art Déco foi abandonada. As mesmas características que tornaram o Art Déco popular no início (seu artesanato, materiais ricos e ornamentos) levaram ao seu declínio. A Grande Depressão, que começou nos Estados Unidos em 1929 e chegou à Europa pouco depois, reduziu enormemente o número de clientes ricos que podiam pagar pelo mobiliário e objetos de arte. No clima econômico da Depressão, poucas empresas estavam prontas para construir novos arranha-céus.[25] Até mesmo a empresa de Ruhlmann recorreu à produção de peças de mobiliário em série, em vez de itens individuais feitos à mão. Os últimos edifícios construídos em Paris no novo estilo foram o Museu de Obras Públicas de Auguste Perret (atual Conselho Econômico, Social e Ambiental da França) e o Palais de Chaillot de Louis-Hippolyte Boileau, Jacques Carlu e Léon Azéma e o Palais de Tóquio da Exposição Internacional de Paris de 1937; eles ficavam face-a-face com o grandioso pavilhão da Alemanha nazista, projetado por Albert Speer, que enfrentava o igualmente grandioso pavilhão socialista-realista da União Soviética de Stálin.

Após a Segunda Guerra Mundial, o estilo arquitetônico dominante tornou-se o Estilo Internacional, pioneiro de Le Corbusier e Mies Van der Rohe. Um punhado de hotéis Art Déco foi construído em Miami Beach após a Segunda Guerra Mundial, mas em outros lugares o estilo desapareceu em grande parte, exceto no design industrial, onde continuou a ser usado no estilo de automóveis e produtos como juke boxes. Na década de 1960, experimentou um modesto renascimento acadêmico, graças em parte aos escritos de historiadores da arquitetura, como Bevis Hillier. Nos anos 70, foram feitos esforços nos Estados Unidos e na Europa para preservar os melhores exemplos da arquitetura Art Déco, e muitos prédios foram restaurados e reaproveitados. A Arquitetura pós-moderna, que apareceu pela primeira vez na década de 1980, como o Art Déco, muitas vezes inclui características puramente decorativas.[25][46][63] O Déco continua a inspirar designers e é frequentemente usado na moda contemporânea, joias e produtos de higiene pessoal.[64]

Pinturas[editar | editar código-fonte]

Não havia nenhuma seção reservada para pintura na Exposição de 1925. A pintura Art Déco era, por definição, decorativa, projetada para decorar uma sala ou obra de arquitetura, de modo que poucos pintores trabalharam exclusivamente no estilo, sendo dois pintores intimamente associados ao Art Déco. Jean Dupas pintou murais Art Déco para o Pavilhão de Bordeaux na Exposição de Artes Decorativas de 1925, em Paris, e também pintou a imagem sobre a lareira na exposição Maison de la Collectioneur na Exposição de 1925, que contou com o mobiliário de Ruhlmann e outros proeminentes designers art déco. Seus murais também eram proeminentes na decoração do transatlântico francês SS Normandie. Seu trabalho era puramente decorativo, projetado como pano de fundo ou acompanhamento de outros elementos da decoração.[65] A outra pintora intimamente associada ao estilo é Tamara de Lempicka. Nascida na Polônia em uma família aristocrática, ela emigrou para Paris após a Revolução Russa. Lá ela se tornou uma estudante do artista Maurice Denis, do movimento chamado Les Nabis, e do cubista André Lhote e emprestou muitos elementos de seus estilos. Ela pintou quase exclusivamente retratos em um estilo Art Déco realista, dinâmico e colorido.[66]

Na década de 1930, uma nova forma dramática de pintura art déco apareceu nos Estados Unidos. Durante a Grande Depressão, o Federal Art Project (Projeto Federal de Arte) da Works Progress Administration (Administração do Progresso do Trabalho) foi criado para dar trabalho a artistas desempregados. Muitos receberam a tarefa de decorar edifícios governamentais, hospitais e escolas. Não havia estilo art déco específico usado nos murais; artistas engajados em pintar murais em prédios do governo vieram de muitas escolas diferentes, do regionalismo americano ao realismo social; eles incluíram Reginald Marsh, Rockwell Kent e o mexicano Diego Rivera. Os murais eram art déco porque eram todos decorativos e relacionados às atividades no prédio ou na cidade em que foram pintados: Reginald Marsh e Rockwell Kent ambos decoravam os edifícios dos correios americanos e mostravam funcionários dos correios no trabalho enquanto Diego Rivera mostrava trabalhadores de fábricas de automóveis para o Detroit Institute of Arts. O mural American Progress para o Rockefeller Center, de Diego Rivera, apresentava um retrato não autorizado de Lênin. Quando Rivera se recusou a remover Lênin, a pintura foi destruída e um novo mural foi pintado pelo artista espanhol Josep Maria Sert.

Escultura[editar | editar código-fonte]

A maior parte da escultura do período Art Déco era, como o nome sugere, puramente decorativa; foi projetado não para museus, mas para enfeitar prédios de escritórios, edifícios governamentais, praças públicas e salões privados. Era quase sempre representacional, geralmente de figuras heroicas ou alegóricas relacionadas com o propósito do edifício; os temas eram geralmente escolhidos pelo patrono, e a escultura abstrata para decoração era extremamente rara. Era freqüentemente anexado a fachada de edifícios, particularmente em cima da entrada.

As esculturas alegóricas da dança e da música de Antoine Bourdelle foram a característica decorativa essencial do mais antigo marco Art Déco em Paris, o Théâtre des Champs-Élysées, em 1912. O escultor Aristide Maillol reinventou o ideal clássico para sua estátua do rio (1939), agora no Museu de Arte Moderna de Nova York. Na década de 1930, toda uma equipe de escultores fez esculturas para a Exposition Internationale des Arts et Techniques dans la Vie Moderne at Chaillot (Exposição Internacional de Artes e Técnicas na Vida Moderna em Chaillot). Os edifícios da Exposição estavam cobertos com esculturas de baixo-relevo e estátuas. Alfred Janniot fez as esculturas de relevo na fachada do Palais de Tokyo. O Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris e a esplanada em frente ao Palais de Chaillot, de frente para a Torre Eiffel, estavam repleta de novas estátuas de Charles Malfray, Henry Arnold e muitos outros.[67]

Nos Estados Unidos, muitos escultores europeus formados na École des Beaux Arts de Paris vieram trabalhar; eles incluíram Gutzon Borglum, escultor do Monte Rushmore e do Lincoln Memorial. Outros escultores americanos, incluindo Harriet Whitney Frishmuth, estudaram com Auguste Rodin em Paris. A quebra da bolsa de 1929 destruiu em grande parte o mercado de esculturas monumentais, mas um grande projeto permaneceu: o novo Rockefeller Center. Os escultores americanos Lee Lawrie e Paul Manship projetaram figuras alegóricas heroicas para a fachada e a praça. Em São Francisco, Ralph Stackpole forneceu esculturas para a fachada da nova Bolsa de Valores de São Francisco.

Uma das mais conhecidas e certamente a maior escultura Art Déco é o Cristo Redentor do escultor francês Paul Landowski, concluído entre 1922 e 1931, localizado no topo de uma montanha com vista para o Rio de Janeiro, Brasil. François Pompon foi um pioneiro da escultura animalier moderna e estilizada. Ele não foi totalmente reconhecido por suas realizações artísticas até a idade de 67 anos no Salon d'Automne de 1922 com a obra Ours blanc (também conhecida como O Urso Branco), agora no Musée d'Orsay, em Paris.[68]

Muitas das primeiras esculturas Art Déco eram pequenas, destinadas a decorar salões. Um gênero desta escultura foi a chamada estatuetas Chryselephantine (Criselefantino), nome dado para um estilo de estátuas de templo grego antigo feito de ouro e marfim. Um dos escultores de salão art déco mais conhecidos foi o romeno Demétre Chiparus, que produziu pequenas esculturas coloridas de dançarinos. Outros escultores de salão notáveis ​​incluíram Ferdinand Preiss, Josef Lorenzl, Alexander Kelety, Dorothea Charol e Gustav Schmidtcassel.[69]

Paralelo a esses escultores mais neoclássicos, escultores mais vanguardistas e abstratos atuavam em Paris e Nova York. Os mais proeminentes foram Constantin Brâncuși, Joseph Csaky, Alexander Archipenko, Henri Laurens, Jacques Lipchitz, Gustave Miklos, Jean Lambert-Rucki, Jan et Joël Martel, Chana Orloff e Pablo Gargallo.[70]

Artes gráficas[editar | editar código-fonte]

Design industrial[editar | editar código-fonte]

Ao lado de objectos industrializados, há peças feitas artesanalmente em número limitado de cópias. Ao contrário do design criado pela Bauhaus, na art déco não há exigência de funcionalidade. Ela pode ser vista como uma tentativa de modernizar a art nouveau. O uso de materiais menos nobres – como o baquelite, concreto (betão) armado, compensado de madeira e aço tubular – e o início da produção em série contribuíram para baixar o preço unitário das obras. É o caso das luminárias de vidro com esculturas de bronze criadas pelo francês René Lalique (1860-1945), vendidas em grandes lojas. Antes designer de joias do estilo art nouveau, ele foi um dos grandes expoentes da art déco.

A art déco possui, nos Estados Unidos, duas fases formais distintas: na primeira, procurou-se inspiração nas máquinas e formas industriais; na segunda, seguiu-se o estilo Hollywood, com inspiração nos figurinos e cenários dos filmes.

Relógio de Paul T. Frankl (fins dos anos 1920). 
Stout Scarab (EUA, anos 1930-1940). 
Sala (11th Art Deco and Design fair, Haia, Holanda, 2009). 

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

De forma geral, a arquitetura art déco representa uma certa tendência de passagem entre a arquitetura produzida pelos estilos art nouveau e ecletismo e o modernismo. Assim, observam-se elementos de avanço de estilo, com certos comedimentos em relação aos estilos predecessores. Observa-se, por exemplo, uma tentativa de racionalização dos volumes e dos elementos de ornamentação, ainda que houvesse ornamentações pontuais e com materiais que representassem modernidade e que os volumes seguissem a composição tripartite clássica - embasamento, corpo principal e coroamento.

O art déco é marcado pelo rigor geométrico e predominância de linhas verticais, havendo a tendência de tornar, através da percepção, o edifício mais alto. Os volumes arquitetônicos são também marcados pelo escalonamento, pela transposição da ideia do zigurate, aproximação de formas aerodinâmicas.

Como relação ao passado, o art déco faz uso intenso de ornamentação, mas que, é feita com materiais nobres e modernos para sua época. Os motivos, em grande parte são geométricos ou com elementos de povos pré-colombianos - como os maias.

Existem duas principais vertentes do art déco dentro da arquitetura: o estilo usado em Miami e o estilo usado em Nova Iorque e Chicago. O estilo de Miami é marcado por formas mais puras e pouca ornamentação. O outro estilo é marcado fortemente por uma rica ornamentação e o uso de elementos metálicos. Como exemplos, temos, em Nova Iorque, o Empire State Building e o Chrysler Building, além de diversos edifícios de baixo gabarito em Miami.

Destaca-se o uso do concreto (betão) armado, das esculturas com forma de animais, o uso dos tons de rosa e a geometrização das formas. Também pode-se destacar o uso do plástico como elemento estrutural e a pelúcia, muito utilizada como forro para as paredes internas de grandes salões.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a art déco sai de moda no Ocidente, e se populariza na Coreia do Sul, Vietnã e na República da China pré-comunista, mas, no fim da década de 1960, colecionadores do mundo inteiro voltaram a se interessar pelo estilo.

Arquitetura Art Déco pelo mundo
Prefeitura de Los Angeles (1926-1928). 
Nova Iorque vista do Rockefeller Center. Arquitectura art déco
Art déco do Chrysler Building, em Nova York, construído em 1928/1930 pelo arquitecto William Van Alen

Art Moderne[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Streamlining

No final da década de 1930, um novo estilo de design e arquitetura derivado do art déco tornou-se comum; conhecido como Art Moderne, Streamline Moderne ou simplesmente Streamline e, na França, Style Paqueboat, ou Ocean Liner. Este estilo tardio foi a última variação do art déco.[71] Caracteriza-se por sua maior simplicidade, apresentando menor ornamentação com linhas mais limpas e austeras.[72] Neste estilo, os edifícios tinham cantos arredondados, linhas horizontais longas e aerodinâmicas; eram construídos de concreto armado e quase sempre eram brancos; por vezes tinham características náuticas, como janelas que se assemelhavam às escotilhas de um navio. O canto arredondado não era inteiramente novo; apareceu em Berlim, em 1923, na Mossehaus, de Erich Mendelsohn e, mais tarde, no Hoover Building, um complexo industrial no subúrbio londrino de Perivale. O Art moderne era também um estilo arquitetônico mais funcional que o art déco "comum".[73] Nos Estados Unidos, tornou-se mais estreitamente associado aos transportes. O "moderne aerodinâmico" era raro em prédios de escritórios, mas era frequentemente usado em rodoviárias e terminais de aeroportos, como o do aeroporto LaGuardia, em Nova York, que fazia os primeiros voos transatlânticos, em hidroaviões da Pan Am; e na arquitetura de beira de estrada, como postos de combustíveis e lanchonetes. No final da década de 1930, uma série de lanchonetes, com linhas inspiradas nas de locomotivas aerodinâmicas, foram construídas em cidades da Nova Inglaterra. Pelo menos dois exemplares ainda permanecem e são agora edifícios históricos registrados.[74]

Exemplos de arquitetura e design Art Moderne / Streamline Moderne
MV Kalakala (EUA, 1926).
 
Kurhaus Warnemünde (Rostock, Alemanha, 1928). 
Mercury (EUA, 1936).
 
Rádio fabricado por Powel Crosley Jr. (EUA, anos 1930). 

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A arquitetura art déco difundiu-se no Brasil entre os anos 1930 e 1940, antecipando elementos da arquitetura moderna das décadas seguintes.[75] Os principais acervos art déco brasileiro concentram-se no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia. Há, ainda, importantes exemplos como Campo Grande (com a obra do arquiteto Frederico Urlass), Belo Horizonte ou Juiz de Fora (MG) (nos projetos do arquiteto Raphael Arcuri), Porto Alegre, na Avenida Farrapos, entre outros.

O Rio de Janeiro, no entanto, se destaca como a capital do art déco na América Latina, tendo cerca de 400 imóveis nesse estilo, além de várias obras de arte, entre elas, a maior estátua em art déco do mundo, o Cristo Redentor, o monumento nacional do Brasil por excelência. Alguns dos exemplos mais significativo da art déco no Rio de Janeiro são a Torre do Relógio da Estação Central do Brasil, a segunda maior torre de relógio do mundo, e o Edifício A Noite (1929), com 22 andares, que fica na Praça Mauá. Outros espaços importantes são o Teatro Carlos Gomes (1932), o Edifício Mesbla (1934), a Associação Comercial do Rio de Janeiro (1937), o cine Roxy (1938), o Tribunal Regional do Trabalho (1938), o Palácio Duque de Caxias (1942), a Estação Central do Brasil e o Palácio da Fazenda (ambos de 1943). O resgate dos temas indígenas, proposto pela Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrido em São Paulo, influenciou tremendamente o movimento art déco no Rio no que diz respeito aos prédios de apartamentos, sobretudo os que se concentram na região do Lido, em Copacabana. Como o Itaoca (1928) ou os edifícios Itahy e Guahy (1932). O Circuito Art Déco das placas azuis do Patrimônio Cultural Carioca inclui alguns dos mais belos exemplos: o Edifício Brasília, na Avenida Presidente Wilson; monumentos, como ao Marechal Deodoro da Fonseca, na Praça Paris; e o Chafariz da Mulher com Ânfora, no Centro. Menos conhecidos, mais igualmente art déco são a Igreja de Santa Terezinha em Botafogo e a Igreja da Santíssima Trindade, no bairro do Flamengo, do arquiteto Henri Paul Sajous.[76]

São Paulo também tem grandes exemplos de prédios art déco, como o edifício do Banco do Brasil, o Edifício Altino Arantes e diversas obras realizadas pelo arquiteto Rino Levi. O edifício-sede da Biblioteca Mário de Andrade e o Estádio do Pacaembu, ambos também em São Paulo, são dois grandes marcos arquitetônicos do estilo na cidade. Outro belo exemplar da art déco na capital paulista situa-se na rua Domingos de Morais.

Goiânia também reúne grande número de exemplares de edifícios art déco, a começar pelo traçado da cidade, realizado pelo arquiteto Attilio Corrêa Lima. Foi o art déco que inspirou os primeiros prédios de Goiânia, nova capital de Goiás, projetada em 1933 por Atílio Corrêa Lima, cujo acervo arquitetônico é considerado um dos mais significativos do país.[77] Ainda no estado de Goiás, no interior, Ipameri tem um grande patrimônio da arquitetura art déco preservado, todo localizado no centro da cidade. Alguns exemplares que mais se destacam são o antigo prédio do Cine Teatro Estrela, prédio da antiga sede do Banco do Brasil, prédio-sede da Câmara Municipal, prédio das antigas Chevrolet e Ford (Edifícios Firmo Ribeiro e Miguel David Cosac respectivamente), para citar alguns.

O estilo influenciou artistas como o escultor Vítor Brecheret (1894-1955), o pintor Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), entre outros. Uma obra de Brecheret em estilo art déco é o Monumento às Bandeiras, em São Paulo.

Outros conjuntos arquitetônicos em art déco significativos estão localizados em Iraí (RS), Florianópolis (SC), Cipó (BA) e Campina Grande (PB).[78]

Arquitetura Art Déco no Brasil
Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, no Brasil. A maior estátua art déco no mundo, construída entre 1922-1931. 
Estação ferroviária em Goiânia, construída em art déco
O Elevador Lacerda, em Salvador, foi reformado em 1930 e constitui um dos principais "cartões-postais" brasileiros em art déco
Viaduto do Chá (1938), importante construção art déco de São Paulo
Coreto da Praça Cívica em Goiânia, no Brasil
Torre do Castelo (1940), um antigo castelo d'água com um mirante no topo, em Campinas, no Brasil
Biblioteca Municipal Félix Araújo, em Campina Grande, no Brasil

Em Moçambique[editar | editar código-fonte]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Art Déco em Portugal
Interior da Casa de Serralves, no Porto

Influência da Art déco no cinema[editar | editar código-fonte]

No cinema, é possível encontrar referências ao art déco. Um filme que pode servir de exemplo é Superman - O Retorno, de 2006. Nele, o estilo arquitetônico da sede do jornal fictício Planeta Diário é explicitamente o art déco.[80]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Escada em caracol do edifício Nebotičnik (Lubliana, Eslovênia, 1931). 
Design industrial art déco de Maurice Ascalon, da Pal-Bell, em 1939-1950. 
Interior do transatlântico SS Île de France (França, 1926). 

Principais nomes ligados à corrente[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BENTON Charlotte, BENTON TIM e WOOD Ghislaine, L'Art déco dans le monde 1910-1939, Bruxelas, Renaissance du Livre, 2010.
  • LABORDIÈRE Jean-Marc, Paris Art déco. L'architecture des années 20, Paris, ed. Massin (Colecção "Reconnaître"), 2008.
  • WEILL Alain, L'Affiche Art déco, Paris, ed. Hazan, 2013.
  • Art déco 1925, Lisboa, Museu Calouste Gulbenkian, 16 de Outubro de 2009 - 3 de Janeiro de 2010.

Referências

  1. TEXIER, Simon (2012). Paris: Panorama de l'architecture. [S.l.]: Parigramme. p. 128. ISBN 978-2-84096-667-8 
  2. a b BENTON, Charlotte; BENTON Tim, WOOD Ghislaine (2010). L'Art déco dans le monde 1910-1939. Bruxelas: Renaissance du Livre. p. 13 
  3. a b BENTON, Charlotte; BENTON, Tim; WOOD, Ghislaine; BADDELEY, Oriana (2003). Art Deco: 1910–1939. [S.l.]: Bullfinch. p. 16. ISBN 978-0-8212-2834-0 
  4. CZAJKOWSKI, Jorge (2000). Guia da Arquitetura Art Déco no Rio de Janeiro 3 ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: Prefeitura do Rio de Janeiro 
  5. RENAUT, Christophe; LAZÉ, Christophe (2006). Les Styles de l'architecture et du mobilier. [S.l.]: Editions Jean-Paul Gisserot. pp. 110–116 
  6. Benton, Benton & Wood 2003, p. 112.
  7. texte, Société française de photographie. Auteur du (1858). «Bulletin de la Société française de photographie». Gallica (em francês). Consultado em 16 de agosto de 2018. 
  8. «Figaro : journal non politique». Gallica (em francês). 18 de setembro de 1869. Consultado em 16 de agosto de 2018. 
  9. «La Voix de la province : Revue littéraire, artistique, agricole et commerciale». Gallica (em francês). 1 de abril de 1862. Consultado em 16 de agosto de 2018. 
  10. «Revue des arts décoratifs (Paris) - 22 années disponibles - Gallica». gallica.bnf.fr (em francês). Consultado em 16 de agosto de 2018. 
  11. CORBUSIER, Le (1925). L'Art décoratif d'aujourd'hui. Col: L'Esprit Nouveau. Paris: [s.n.] pp. 70–81 
  12. Raizman, David; Gorman, Carma (26 de março de 2009). Objects, Audiences, and Literatures: Alternative Narratives in the History of Design (em inglês). [S.l.]: Cambridge Scholars Publishing. ISBN 9781443809467 
  13. Poulin, Richard (1 de novembro de 2012). Graphic Design and Architecture, A 20th Century History: A Guide to Type, Image, Symbol, and Visual Storytelling in the Modern World (em inglês). [S.l.]: Rockport Publishers. ISBN 9781610586337 
  14. Hillier 1968, p. 12.
  15. HILLIER, Bevis (1971). The World of Art Deco: An Exhibition Organized by The Minneapolis Institute of Arts, June- September 1971. [S.l.]: E. P. Dutton. ISBN 978-0-525-47680-1 
  16. BENTON, Charlotte; BENTON, Tim; WOOD, Ghislaine (2010). Art Déco dans le monde- 1910-39. [S.l.]: Renaissance du Livre. pp. 16–17. ISBN 9782507003906 
  17. Benton 2002, pp. 165-170.
  18. «Salon d'Automne 2012, Catálogo de Exibição» (PDF). 2012. Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  19. BENTON, Charlotte; BENTON, Tim; WOOD, Ghislain (2002). «Laurent, Stephane, "L'artiste décorateur"». Art Deco, 1910–1939. [S.l.]: Renaissance du Livre. pp. 165–171 
  20. COLLINS, Peter (1959). Concrete: The Vision of a New Architecture. Nova York: Horizon Press 
  21. Poisson 2009, pp. 318-319.
  22. a b Arwas 1992, pp. 51-55.
  23. Loran, Erle (1963). Cézanne's Composition: Analysis of His Form, with Diagrams and Photographs of His Motifs (em inglês). [S.l.]: University of California Press. ISBN 9780520007680 
  24. DEBRAY, Cécile; LUCBERT, Françoise (2000). La Section d'or, 1912-1920-1925. Col: Musées de Châteauroux, Musée Fabre, exhibition catalogue. Paris: Éditions Cercle d'art 
  25. a b c d e f «French Art Deco». www.metmuseum.org. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  26. VERA, André (1912). Le Nouveau style. L'Art décoratif: [s.n.] pp. 21–32 
  27. BLAU, Eve; TROY, Nancy J. (1998). Escrito em Montreal, Cambridge, MA, London. "The Maison Cubiste and the meaning of modernism in pre-1914 France". Architecture and Cubism: MIT Press−Centre Canadien d'Architecture. pp. 17–40. ISBN 0-262-52328-0 
  28. TROY, Nancy J. (1991). Modernism and the Decorative Arts in France: Art Nouveau to Le Corbusier. New Haven CT, and London: Yale University Press. pp. 79–102. ISBN 0-300-04554-9 
  29. GREEN, Christopher (2000). «8: Modern Spaces; Modern Objects; Modern People». Art in France: 1900–1940. [S.l.: s.n.] 
  30. MARE, André (1912). Salon Bourgeois, Salon d'Automne. [S.l.]: The Literary Digest, Doom of the Antique. p. 1012 
  31. «The sun. (New York [N.Y.]) 1833-1916, November 10, 1912, FOURTH SECTION MAGAZINE, Image 46». 10 de novembro de 1912. ISSN 1940-7831 
  32. «"Cubism" at the Met Looks Tragically Antique - artnet News». artnet News (em inglês). 6 de novembro de 2014 
  33. «La maison cubiste kt324a». 13 de março de 2013. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  34. Arwas 1952, p. 22.
  35. a b Arwas 1952, p. 54.
  36. «Detail of Duchamp-Villon's Façade architecturale, 1913, from the Walt Kuhn, Kuhn family papers, and Armory Show records, 1859-1984, bulk 1900-1949». www.aaa.si.edu (em inglês). Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  37. Whitney Museum of American Art, Frances Mulhall Achilles Library (1913). Catalogue of international exhibition of modern art: at the Armory of the Sixty-ninth Infantry (em English). [S.l.]: Association of American Painters and Sculptors 
  38. Art Deco by Victor Arwas and Frank Russell. [S.l.: s.n.] 
  39. Green, Christopher (8 de fevereiro de 2003). Art in France, 1900-1940 (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. ISBN 0300099088 
  40. Sheehan, Patrick (14 de abril de 2011). «Aestheticus Rex: Jacques Doucet's Studio St. James at Neuilly-sur-Seine». Aestheticus Rex. Consultado em 23 de agosto de 2018. 
  41. Imbert, Dorothée; Imbert, Hubert C. Schmidt '38 Chair in Landscape Architecture Dorothee (1993). The Modernist Garden in France: Dorothée Imbert (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. ISBN 0300047169 
  42. Balas, Edith (1998). Joseph Csáky: A Pioneer of Modern Sculpture (em inglês). [S.l.]: American Philosophical Society. ISBN 9780871692306 
  43. Arwas 1982, p. 70.
  44. texte, Grasset, Eugène-Samuel (1845-1917). Auteur du (1907). «Méthode de composition ornementale. Éléments rectilignes / par Eugène Grasset». Gallica (em francês). Consultado em 26 de agosto de 2018. 
  45. Grasset, Eugène (1905). Méthode de composition ornementale. [S.l.]: Paris, Librairie centrale des beaux-arts 
  46. a b c «Art Deco». archive.is. 7 de fevereiro de 2008 
  47. WOOD, Ghislaine. Essential Art Deco. Londres: VA&A Publications. ISBN 0-8212-2833-1 
  48. HAUFFE, Thomas (1998). Design: A Concise History 1 ed. Londres: Laurence King 
  49. «4». How Art Deco came to be. [S.l.]: University Times. University of Pittsburgh. 2003. p. 36 
  50. Duncan 1988, pp. 8-10.
  51. «Art Deco». char.txa.cornell.edu. Consultado em 27 de agosto de 2018. 
  52. Duncan 1988, pp. 7-8.
  53. Arwas 1992, p. 82.
  54. «Brooklyn Museum». www.brooklynmuseum.org. Consultado em 31 de agosto de 2018. 
  55. Arwas 1992, p. 77.
  56. Charles 2013, pp. 35-104.
  57. BURCHARD, John; BROWN, Albert Brush (1966). The Architecture of America. Atlantic: Little and Brown. p. 277 
  58. Benton 2002, pp. 249-258.
  59. Morel 2012, pp. 125-130.
  60. CORBUSIER, Le (1995). Vers une architecture. [S.l.]: Flammarion. p. XIX 
  61. Larousse, Éditions. «Encyclopédie Larousse en ligne - Art déco». www.larousse.fr (em francês). Consultado em 16 de setembro de 2018. 
  62. Duncan 1988, p. 8.
  63. FELL, Charlotte; FELL, Peter. Design Handbook: Concepts, Materials and Styles 1ª ed. ed. [S.l.]: Taschen 
  64. «Wayback Machine» (PDF). 17 de dezembro de 2008. Consultado em 16 de setembro de 2018. 
  65. VIAN, Louis René (1992). Les Arts décoratifs à bord des paquebots français. [S.l.]: Éditions Fonmare 
  66. BLONDEL, Alain (1999). Tamara de Lempicka: a Catalogue Raisonné 1921–1980. Lausanne: Editions Acatos 
  67. Arwas 1992, pp. 165-166.
  68. Pierre., Kjellberg, (1994). Bronzes of the 19th century : dictionary of sculptors. Atglen, PA: Schiffer Pub. p. 551. ISBN 0887406297. OCLC 31256930 
  69. Arwas 1992, pp. 141-163.
  70. Edith Balas (1 de janeiro de 1998). Joseph Csáky A Pioneer of Modern Sculpture (em English). [S.l.]: American Philosophical Society 
  71. Lucien Lagrange. Autor: Robert Sharoff. Images Publishing, 2008, pág. 193, (em inglês) ISBN 9781864702972 Adicionado em 26/06/2018.
  72. The Boundaries of Modern Art. Autor: Richard Pooler. Arena books, 2013, págs. 31-32, (em inglês) ISBN 9781909421011 Acessado em 26/06/2018.
  73. Historic Indiana. Indiana Department of Natural Resources, Division of Historic Preservation and Archaeology, 1991, (em inglês) (especificar página/ISBN) Adicionado em 26/06/2018.
  74. Art Déco. Autores: Alastair Duncan & Michel Hechter. Thames Hudson, 1989, pág. 197, (em francês) ISBN 9782878110036 Adicionado em 26/06/2018.
  75. CORREIA, Telma de Barros. Art déco e indústria: Brasil, décadas de 1930 e 1940. An. mus. paul., São Paulo, v. 16, n. 2, p. 47-104, 2008. link.
  76. «Art déco no Rio de Janeiro». www.multirio.rj.gov.br. Consultado em 22 de outubro de 2017. 
  77. Barreto, Amanda. Art déco: depoimentos e imagens. Goiânia: RF, 2007
  78. Art Déco Sertanejo - Acessado em 26/06/2018.
  79. Edifício do Clube Ferroviário de Maputo na base de dados SIPA da Direção-Geral do Património Cultural
  80. «Superman Returns (Os cinco primeiros desenhos mostrados são do edifício do jornal Planeta Diário)». Consultado em 15 de setembro de 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Art déco
Série da artigos sobre: História do design
História do design gráfico

Pré-História | Antiguidade | Idade Média | Idade Moderna | Modernismo | Pós-modernidade

História do design de produto

Pré-História | Antiguidade | Idade Média | Idade Moderna | Modernismo | Pós-modernidade

História da arte

Pré-História | Antiguidade | Idade Média | Idade Moderna | Modernidade | Contemporaneidade