Artemisia annua

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaArtemisia annua
Artemisia annua.jpeg
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicotiledóneas
Clado: Asterídeas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Artemisia
Espécie: A. annua
Nome binomial
Artemisia annua
L.

Artemisia annua é uma espécie do género Artemisia autóctone das regiões temperadas da Ásia, mas encontrada em todo o mundo. Apresenta folhas semelhantes ao feto e flores amarelo-vivo. Mede, em média, 2 m de altura, apresenta um caule único, ramos alternados e folhas alternadas com 2,5-5 com de comprimento. Sofre polinização cruzada pelo vento ou por insetos.[1]Um dos tratamentos para a Malária recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é feito com medicamentos derivados da artemisinina, cujo princípio ativo é extraído da Artemisia annua. Esses medicamentos são potentes inibidores do metabolismo do grupo HEME, presente na hemoglobina, feito pelo plasmódio para evitar o estresse oxidativo celular. Em países como o Camboja, Tailândia, Laos e Vietnã existe grande disseminação de uma mutação do Plasmodium falciparum, que confere resistência aos fármacos derivados da artemísia.[2]

A polêmica sobre a cura de COVID-19[editar | editar código-fonte]

Em 2020, durante a Pandemia de COVID-19, a planta se tornou "famosa" depois do presidente da República de Magagascar, Andry Rajoelina, dizer que ela curaria a doença. Diversos países, como Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Libéria chegaram a comprar um tônico preparado com a planta, mas a OMS e a União Africana (African Union - AU) emitiram alertas sobre não haver estudos científicos para comprovar a eficácia da Artemisia annua. A AU emitiu um comunicado no dia 04 de maio anunciando que estava pedindo mais dados ao governo de Madagascar e que o Centro para Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC da África) "revisaria os dados científicos coletados sobre a segurança e eficácia do tônico com base em normas técnicas". [3] [4] O Instituto Max Planck de Coloides e Interfaces, na Alemanha, está conduzindo testes clínicos em uma espécie diferente e mais potente da mesma planta, cultivada no Kentucky, EUA[5].


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Referências

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