Artemisia vulgaris

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Artemisia vulgaris
Artemisia vulgaris
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Género: Artemisia
Espécie: A. vulgaris
Nome binomial
Artemisia vulgaris
L.

Artemisia vulgaris é uma das várias espécies do gênero Artemisia, também conhecida como artemísia-comum, artemísia-verdadeira, artemige, artemijo, losna, losna-brava, Absinto. É nativa das regiões de clima temperado da Europa, Ásia e Norte da África. Está disseminada em todo o mundo. Trata-se de uma planta aromática, herbácea perene com raízes lenhosas, cuja altura varia entre 1 e 2 metros. Suas folhas verde-escuras têm de 5 a 20 cm. Floresce entre julho e setembro, apresentando flores pequenas (5 mm de comprimento) de cor amarela ou vermelho-escura.

Usos[editar | editar código-fonte]

A artemísia contém um óleo essencial rico em diversas substâncias: cineol e tujona, flavonoides, taninos, saponinas, resinas, artemisinina e princípios amargos. Suas propriedades medicinais conhecidas são o efeito analgésico, antiespasmódico, anticonvulsivo, tônico, calmante, digestivo, vermífugo e regulador da menstruação. A artemisinina está a ser testada contra a malária. Não deve ser consumida crua, pois é tóxica nesta condição.

Na medicina tradicional chinesa, é utilizada na moxabustão.

Tradicionalmente, é um dos agentes que dão sabor amargo às cervejas gruit. No Vietnã, é usada como erva aromática na culinária. Na China, os talos crocantes dos exemplares jovens, conhecidos como luhao (Chinês: 芦蒿; pinyin: lúhāo), são um alimento sazonal usado frequentemente em refogados.[1]

No Nepal, a planta também é conhecida como titepati (tite significa "amargo", pati significa "folha"), e é usada como oferta aos deuses, para purificar o ambiente (varrendo o chão ou pendurando um feixe fora de casa), como incenso e como planta medicinal.[2]

As folhas secas são, frequentemente, fumadas ou bebidas como chá para promover sonho lúcido. Os europeus colocavam ramos da planta debaixo dos travesseiros para provocar sonhos. Acredita-se que este suposto efeito onirogênico seja provocado pela tujona presente na planta.

A planta é queimada ou fumada por povos ameríndios, como os chumaches do sul da Califórnia por exemplo, em cerimônias de purificação.[3]

A planta tem relação com práticas mágicas dos tempos da Inglaterra anglo-saxã.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barney, Jacob N.; Hay, Anthony G.; Weston; and Leslie A. Isolation and characterization of allelopathic volatiles from mugwort (Artemisia vulgaris) JOURNAL OF CHEMICAL ECOLOGY Volume 31, Number 2, 247-265, DOI: 10.1007/s10886-005-1339-8 Abstract Aug. 2011
  • Pires, Júlia Movilla; Mendes, Fúlvio R.; Negri, Giuseppina; Duarte-Almeida, Joaquim M.; Carlini Elisaldo A. Antinociceptive peripheral effect of Achillea millefolium L. and Artemisia vulgaris L.: both plants known popularly by brand names of analgesic drugs. Phytotherapy Research Volume 23, Issue 2, pages 212–219, February 2009 Abstract Aug. 2011

Referências

  1. Information office of Shangai municipality (12 de março de 2021). «Vegetables add joy to spring: let's walk in the vegetable garden». Consultado em 20 de outubro de 2021 
  2. Rysdyk, Evelyn C. (19 de fevereiro de 2019). The Nepalese Shamanic Path: Practices for Negotiating the Spirit World. [S.l.]: Simon and Schuster. ISBN 978-1-62055-795-2 
  3. Timbrook, Janice (2007). Chumash Ethnobotany: Plant Knowledge among the Chumash People of Southern California. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-59714-048-5 
  4. Knight, Katherine (1 de janeiro de 2002). "A Precious Medicine: Tradition and Magic in Some Seventeenth-Century Household Remedies". Folklore. 113 (2). [S.l.: s.n.] pp. 237–247. doi:10.1080/0015587022000015347. ISSN 0015-587X. S2CID 162291104 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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