Artur Índio do Brasil e Silva

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Artur Índio do Brasil e Silva.jpg
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Artur Índio do Brasil e Silva (oitava assinatura). Acervo Arquivo Nacional

Artur Índio do Brasil e Silva (Rio Grande do Sul, 23 de junho de 185621 de março de 1933) foi um militar e senador do Brasil durante a República Velha (ou Primeira República). Foi agraciado com o título de marquês pela Santa Sé.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Desde 27 de junho de 1888 foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Entre 16 de novembro de 1889 e janeiro de 1890, foi chefe de segurança pública do Pará e presidente do conselho de intendência de Belém. Foi deputado à Constituinte Federal em 1890 e um dos signatários da constituição. Foi deputado, almirante e senador. Católico fervoroso e grande benfeitor da Igreja e dos pobres, foi agraciado, em 23 de dezembro de 1925, com o título de marquês pelo papa Pio XI.[2]

Em 1924, ao lado de militares como Joaquim Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes e João Cabanas, Índio do Brasil participou da revolta tenentista deflagrada em 5 de julho em São Paulo, sob o comando do general Isidoro Dias Lopes. Ainda no primeiro dia de conflito, juntamente com o capitão Joaquim Távora e com os tenentes Juarez Távora e Castro Afilhado, foi preso durante a ocupação de quartéis da tropa estadual no bairro da Luz. Os prisioneiros foram sumariamente condenados à morte por fuzilamento pelo secretário de justiça Bento Bueno, mas foram libertados na tarde do dia 8 de julho.[3]

Era estudioso de astronomia, tendo sido incumbido pelo imperador Dom Pedro II de estudar a passagem do planeta Vênus pelo disco solar.

Recebeu diversas condecorações, dentre elas:

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Era filho do capitão Tito Lívio Índio do Brasil, sendo de origem mestiça indígena.

Casou, a primeira vez, com Delfina Índio do Brasil, que faleceu seis meses após as bodas, vítima de tuberculose. Em 23 de janeiro de 1893 casou-se a segunda vez (com oposição da família da noiva), com Clarice Lage Índio do Brasil, nascida a 4 de abril de 1869, filha do comendador Antônio Martins Lage e de Ana Ribeiro Matos. Clarice faleceu assassinada no centro do Rio de Janeiro, em 7 de outubro de 1919.[4]

O marquês não teve filho, porém adotou uma menina, filha de seu cozinheiro chinês, à qual deu o nome de Rute Índio do Brasil, e que casou-se com Adalberto de Oliveira, tendo três filhos: José Artur de Oliveira, Luís Eduardo de Oliveira e a escritora Clarice de Oliveira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Carlos Eduardo de Almeida Barata. «Subsídios para um Catálogo dos Títulos de Nobreza concedidos pela Santa Sé aos Brasileiros». Colégio Brasileiro de Genealogia - Arquivos Genealógicos. Consultado em 15 de setembro de 2010. 
  2. BRASIL, Índio do
  3. BRASIL, Índio do
  4. BRASIL, Índio do
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