Artur Albarran

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Artur Albarran
Nascimento 16 de janeiro de 1953 (64 anos)
Inglaterra
Ocupação jornalista de rádio
Nacionalidade Portugal português
Atividade 1971-presente
Trabalhos notáveis Rádio e Televisão de Portugal
TVI
Sociedade Independente de Comunicação

Artur Manuel de Oliveira Rodrigues Albarran (Moçambique, 16 de Janeiro de 1953) é um jornalista e empresário português nascido na Inglaterra.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Profissional[editar | editar código-fonte]

Criado em Moçambique, onde o pai era empresário de corte e transformação de madeiras exóticas, instalou-se em Portugal aos 18 anos[1]. Começou pela mesma altura a sua carreira profissional na Rádio Clube Português, então repleto de futuras promessas da locução: Cândido Mota, José Nuno Martins, Joaquim Furtado, Jaime Fernandes ou Júlio Isidro[2].

Após o 25 de Abril de 1974 torna-se ativista da extrema-esquerda, filiando-se no Partido Revolucionário do Proletariado, a organização fundada por Carlos Antunes e Isabel do Carmo, em 1973, por dissidência com o PCP[3]. A experiência trar-lhe-ia uma acusação num dos processos das Brigadas Revolucionárias. Fugiu então para França, sendo julgado à revelia, mas ficando livre das acusações.

De França foi para Inglaterra, onde trabalhou na BBC, inciando também uma colaboração no programa de reportagens World in Action, da ITV. Viaja para os Estados Unidos e para o Brasil, regressando a Portugal, em 1980.

Admitido na RTP, integra a equipa fundadora de Grande Reportagem e destaca-se como enviado especial à Guerra do Golfo, no início de 1991. Ainda como repórter de guerra, acompanha o conflito na Somália, em 1992, quando as forças norte-americanas entraram naquele país, para tentar pôr fim à guerra civil. Assume também a chefia da redacção da RTP1 e da RTP2. Em 1988 lança-se para o jornal O Século Ilustrado, de que se torna director.

Com o aparecimento das televisões privadas, Albarran muda-se para a TVI, em 1993, como apresentador de informação.

Em 1996 abandona a informação ao aceitar um convite da SIC. Nesta estação apresenta programas de entretenimento como A Cadeira do Poder, Imagens Reais e Acorrentados (em 2001).

Em 1997 aceita o repto de um grupo de empresários e políticos norte-americanos para encabeçar os seus negócios em Portugal. À frente desses políticos e empresários está Frank Carlucci, ex-director da CIA e antigo embaixador em Portugal no pós-25 de Abril. Desta forma, afastou-se da televisão e tornou-se presidente do Conselho de Administração da EuroAmer, uma holding imobiliária, pertencente ao Grupo Carlyle.[4]

Em 2005, com a falência da EuroAmer, Albarran seria alvo de uma investigação do Ministério Público, suspeito de branqueamento de capitais e falsificação de documentos.[5] Foi detido pela Polícia Judiciária por suspeita de crimes económicos e branqueamento de capitais, mas nunca houve uma acusação. Depois da detenção Albarran saiu com termo de identidade e residência. Ao fim de sete anos, o caso foi arquivado.[6]

Actualmente vive entre Angola e a África do Sul, trocou Portugal pelo continente africano algum tempo depois de ter despoletado a investigação à empresa Euroamer SGPS, da qual era presidente do conselho de administração.[7]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Foi casado com Lisa Hardy, uma alemã de origem indiana de quem tem duas filhas. Após a separação, Albarran ficou com o poder paternal das filhas que foram levadas por Lisa para a Alemanha, aproveitando uma visita de fim-de-semana antes do Natal de 2008.[8]

Em 2011 foi-lhe diagnosticado uma leucemia. Foi sujeito a um autotransplante de medula óssea. E em julho de 2012, na reta final do tratamento no Instituto Português de Oncologia, reapareceu publicamente com a mulher Sandra Nobre aparentemente restabelecido.[9]

Referências

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