Artur Portela, Filho

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Artur Portela
Conhecido(a) por Artur Portela Filho
Nascimento 30 de setembro de 1937 (81 anos)
Lisboa, Portugal Portugal
Ocupação Escritor, tradutor e jornalista
Género literário Romance, conto
Magnum opus A guerra da Meseta

Artur Portela (Lisboa, 30 de setembro de 1937), que assinou Artur Portela Filho até aos anos 70, é um escritor, tradutor e jornalista português.[1]

Filho do histórico jornalista Artur Portela, cresceu numa família de jornalistas, escritores e artistas. Com formação académica em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi redator do Diário de Lisboa, nos anos 50 e 60; fundou e dirigiu o diário Jornal Novo em 1975, durante o período revolucionário subsequente ao 25 de abril de 1974; fundou e dirigiu, também na década de 70, o semanário de grande informação Opção.

Colaborou em jornais como República, A Capital, Portugal Hoje, Jornal do Fundão e, mais recentemente, i, na estação de rádio TSF e pontualmente na RTP.

Como escritor de ficção, publicou livros de contos como "A Gravata Berrante", "Thelonious Monk", "As três lágrimas paralelas" e "Os Peixes Voadores", e romances como "Rama, verdadeiramenre", "O Código de Hamurabi", "Marçalazar", "Fotomontagem", "A Manobra de Valsalva", "História Fantástica de António Portugal" e "As Noivas de São Bento". Esta ficção tem como traços frequentes o fantástico e o satírico.

É também autor de livros de crónicas de forte intervenção política, social e cultural, de uma forma geral de sentido irónico, como as séries "A Funda" (7 volumes), "Feira das Vaidades" e "O Novo Conde de Abranhos".

A sua obra mais recente é o romance "A Guerra da Meseta", que decorre numa fantástica República da Istmânia, entalada entre uma gigantesca Barreira de betão, que a protege de um Mar permanentemente em fúria e montanhas intransponíveis.

No domínio da investigação histórica, devem-se-lhe designadamente trabalhos sobre o século XVIII e os anos 30-60 do século XX português, tendo estudado a produção cultural de regimes ditatoriais europeus e as suas relações neste plano.

Foi eleito pela Assembleia da República para dois órgãos de regulação dos media, o Conselho de Comunicação Social, ao qual presidiu, e a Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Feira das vaidades (1959);
  • Nova feira das vaidades (1960);
  • Avenida de Roma (1961);
  • Thelonious Monk (1962);
  • O código de Hamurabi (1962);
  • Rama, verdadeiramente: romance (1963);
  • Eça é que é Eça (1970);
  • O novo Conde de Abrantes (1971);
  • A funda (1974), com uma carta-posfácio de Norberto Lopes;
  • O regresso do conde de Abranhos : diário e cartas de Z. Zagalho (1976);
  • Marçalazar: romance (1977);
  • Fotomontagem: romance (1978);
  • Salazarismo e artes plásticas (1982);
  • Cavaleiro de Oliveira, aventureiro do século XVIII (1982);
  • Três lágrimas paralelas (1987);
  • Cardoso Pires por Cardoso Pires (1991);
  • A ração do céu : comida colateral (2001);
  • A manobra de valsalva (2002);
  • História fantástica de António Portugal: romance (2004);
  • As noivas de São Bento: romance (2005);
  • Os peixes voadores: contos (2006);
  • A guerra da meseta (2009);
  • Jornalistas: pais e filhos (2011);
  • A cidade da saúde: romance (2012).

Referências

  1. «Artur Portela». Infopédia. Consultado em 28 de dezembro de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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