Aruchas Bas-Ammi
| Aruchas Bas-Ammi | |
|---|---|
| Aruchas Bas-Ammi | |
Capa | |
| Autor(es) | Isaac Rülf |
| Idioma | alemão |
| País | Frankfurt |
| Assunto | judaísmo, sionismo |
| Editora | Verlag von J. Kaufmann |
| Formato | livro |
| Lançamento | 1883 |
| Páginas | 104 |
Aruchas Bas-Ammi é um livro escrito em alemão pelo filósofo judeu alemão Isaac Rülf em 1883.
O livro foi escrito como resposta ao folheto Autoemancipação publicado pelo judeu russo Leon Pinsker no ano anterior. Pinsker defendia a criação de um estado judeu como resposta ao antissemitismo, e Isaac Rülf concordou com sua ideia básica, mas foi além, especificando que a pátria judaica deveria estar na Palestina e que sua língua deveria ser o hebraico, além de propor a compra de terras e a imigração imediata dos judeus para a Palestina.[1]
Estrutura
[editar | editar código]Aruchas Bas-Ammi foi dividido em quatro capítulos, denominados "Golus", "Rischus", "Avdus" e "Cherus". No primeiro capítulo, ele busca provar que a vida dos judeus na diáspora é a raiz de seu sofrimento, pois não importa o quanto o judeu se esforce, os não judeus não estão preparados para aceitá-los como cidadãos de iguais direitos.[2] No segundo capítulo, ele discorre mais sobre o antissemitismo.[3] No terceiro capítulo, ele defende o ponto de que os próprios judeus têm uma parcela de responsabilidade em sua situação por terem perdido sua consciência de nacionalidade. No último capítulo, ele apresenta sua proposta: a restauração dos judeus à antiga Terra de Israel. "Devemos", escreveu ele, "reconquistar nossa pátria original, a terra de nossos pais, e aspirar a recriar o Estado Judeu."[4]
Recepção
[editar | editar código]O livro foi recebido com mais entusiasmo por judeus da Rússia do que pelos judeus de regiões de língua alemã, onde a recepção foi mista: alguns com simpatia, mas muitos com ceticismo. Nathan Birnbaum, jornalista austríaco que cunhou o termo "sionismo" escreveu a Rülf elogiando seu trabalho.[4] Também Pinsker o elogiou fortemente.[4] Mas muitos rejeitaram a ideia por considerar improvável que o judeu deixasse a Alemanha pela Terra Santa.[5]
Referências
- ↑ Fraenkel, p. 36-37.
- ↑ Schoeps 2013, p. 61.
- ↑ Schoeps 2013, p. 61-62.
- ↑ a b c Schoeps 2013, p. 62.
- ↑ Schoeps 2013, p. 64-5.
Bibliografia
[editar | editar código]- Fraenkel, Josef. Isaac Ruelf: a Pioneering Zionist (em inglês). [S.l.]: Zion
- Friedman, Mordechai (Motti) (2021). Theodor Herzl’s Zionist Journey – Exodus and Return (em inglês). Alemanha: De Gruyter. 377 páginas. ISBN 9783110729375. Consultado em 15 de dezembro de 2025 – via Google Books
- Reinharz, Jehuda (1981). Dokumente zur Geschichte des deutschen Zionismus 1882-1933 (em alemão). Tübingen: Mohr Siebeck. 580 páginas. ISBN 9783167432723. Consultado em 15 de dezembro de 2025 – via Google Books
- Schoeps, Julius H (2013). Pioneers of Zionism: Hess, Pinsker, Rülf (em inglês). Frankfurt: Walter de Gruyter. 166 páginas. ISBN 9783110314724. Consultado em 15 de dezembro de 2025 – via Google Books
Ver também
[editar | editar código]Ligações externas
[editar | editar código]- Rülf, Isaac (1883). Aruchas Bas-Ammi (em alemão). Frankfurt: Verlag von J. Kaufmann. 104 páginas. ISBN 9781018772295. Consultado em 15 de dezembro de 2025 – via Google Books