Ascânio

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Eneias apresenta Cupido à rainha Dido, com a aparência de Ascânio, afresco de Giambattista Tiepolo, 1757, conservado em Vicenza, Villa Valmarana.

Ascânio, ou Iulo, foi filho dos lendários Eneias e Creúsa e neto de Anquises. Depois da queda da cidade de Troia, destruída pelos gregos, chegou à Itália com seu pai Eneias, que se casou com Lavínia, filha do rei do Lácio, Latino, e fundou uma cidade que chamou Lavínio, em homenagem à sua esposa.

Estátua de mármore de Ascânio, da primeira metade do século I d.C., hoje no Museu Arqueológico Nacional de Espanha, em Madri.

Ascânio é conhecido pelos romanos como Iulo (Iulus, em latim), nome que remete a Ilus, um dos reis mais antigos de Troia e que alguns afirmam ter dado o nome a Ílio, outra denominação de Troia.

O filho de Eneias desempenha papel importante na Eneida e é motivo de preocupação constante de seu pai. Na noite em que Troia é destruída, uma chama aparece de repente em cima de sua cabeça, sem trazer-lhe nenhum dano, sinal claro da proteção dos deuses.

Em Cartago, quando Eneias conta à rainha Dido suas peregrinações pelos mares, a deusa Vênus substitui Ascânio por Cupido, deus do amor, para inspirar uma paixão ardente à rainha por Eneias, enquanto a deusa leva Ascânio adormecido para o Chipre (Eneida, 1, 643-694).

Na Sicília, quando as mulheres troianas botam fogo nos navios, porque estão cansadas de peregrinar pelos mares, Ascânio é o primeiro a censurar o seu erro, dizendo que estão queimando suas próprias esperanças, ou seja, a fundação de uma nova cidade, em substituição a Troia (Eneida, 5, 654-674).

Depois que o rei Latino acolhe os troianos, Ascânio, numa caçada, fere o cervo de estimação dos filhos de Tirro, intendente do rei. Troianos e latinos passam das palavras agressivas às armas. Almão, filho mais velho de Tirro, é atingido por uma seta no pescoço e cai morto. É o começo da guerra contra os latinos e os rútulos do rei Turno (Eneida, 7, 475-504). Ascânio não participa dos combates, a não ser no livro IX, quando mata Numano Remulo, cunhado de Turno.

Uma grande família romana, a gens Júlia, à qual pertenciam Júlio César e o imperador Augusto, faz do filho de Eneias o fundador de sua estirpe. Isso permitia que César e Augusto remontassem sua ascendência até Vênus, mãe de Eneias.

Segundo a versão que Virgílio segue na Eneida, Ascânio, depois de reinar trinta anos sobre Lavínio, vai fundar outra cidade à beira do lago Albano, Alba Longa, lançando as bases de uma dinastia real que ocupa o trono durante três séculos. É sucedido por seu meio irmão, Sílvio, filho de Eneias com Lavínia.

O último representante legítimo dessa longa série de reis albanos (os Siluii) foi Numitor, cujos netos, Rômulo e Remo, fundaram a cidade de Roma. Lavínio, fundada por Eneias, Alba Longa, fundada por Ascânio, e Roma, fundada por Rômulo, são as três cidades primordiais do Lácio.

Outras tradições apresentam Ascânio como filho de Eneias e de Lavínia. Outras, ainda, fazem dele um guerreiro que, depois da morte do pai, assumiu a direção dos combates contra os rútulos e mais tarde contra os etruscos. E, segundo uma terceira versão, Ascânio e seu primo Astíanax, filho de Heitor, teriam fundado uma nova Troia.

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Árvore Genealógica dos reis de Alba Longa[editar | editar código-fonte]

Anquises
Vênus
Latino
Creúsa
Eneias
Lavínia
Ascânio, ou Julo
Sílvio
Sílvio
Eneias Sílvio
Bruto da Bretanha
Latino Sílvio
Alba
Átis
Cápis
Capetus
Tiberino Sílvio
Agripa
Rômulo Sílvio
Aventino
Procas
Numitor
Amúlio
Reia Sílvia
Marte
Hersilia
Rômulo
Remo
Reis de Roma