Assexualidade cinza

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Entre a homossexualidade estrita (topo à esquerda), heterossexualidade estrita (topo à direita), bissexualidade (topo central) e assexualidade estrita (canto inferior) existe uma grande diversidade sexual.

Assexualidade cinza ou sexualidade cinza é o espectro entre a assexualidade e a sexualidade.[1] Assexuais de área cinza podem sentir raramente atração sexual, de forma bem fraca ou em circunstâncias específicas.[2][3][4][5]

Pessoas que se identificam como assexuais de área cinzenta, também sendo chamadas de grayssexuais, greyssexuais,[6] grey-assexuais,[7][8] grissexuais,[9] cinzassexuais[2] ou gray-assexuais,[10][11] tendem a inclinar-se para o lado mais assexual do espectro mencionado acima.[12][13] Como tal, o surgimento de comunidades online, tais como a Asexual Visibility and Education Network (AVEN), tem dado à grayssexualidade locais para discutir sua orientação.[14][15][16][17][18][19][20][21][22][12][23][24][25][26][27]

Estudos[editar | editar código-fonte]

A assexualidade é, no geral, nova dentro do meio acadêmico e do debate público.[28] A grayssexualidade (greyssexualidade ou cinzassexualidade) é tida como uma identidade sexual indefinível, por não especificar necessariamente para com qual gênero ou sexo um grayssexual (greyssexual ou cinzassexual) a atração se direciona, mas ainda sendo precisamente como assexualidade.[29] Segundo alguns estudos, área cinza também implica a existência da alossexualidade (ou zedsexualidade), vindo a busca por questionar o que seria uma sexualidade normativa e quais níveis de atração são considerados regulares,[30][31] levando a generalizações e ideias, como a de que todos estariam dentro da área cinza, e a inexistência da monossexualidade, como pautas em discussão.[32][33][34] Muitas pesquisas apontam que a sexualidade é fluida e diversa, que a não restrição identitária para além dos cantos r/estritos das orientações afetivas e sexuais é tão saudável e natural quanto qualquer outra vivência cuja auto-identificação seja estável.[35][36][37][38][39]

Referências

  1. Bogaert, Anthony F. (4 de janeiro de 2015). Understanding Asexuality (em inglês). [S.l.]: Rowman & Littlefield. ISBN 9781442201002 
  2. a b «» Gray». orientando.org. Consultado em 29 de junho de 2018 
  3. Labate, Fernanda (23 de maio de 2018). «Como é ser assexual? Leia relatos e entenda melhor a orientação - Amor e Sexo - iG». Delas 
  4. «Assexualidade fora da caixa – e do armário». Geledés. 20 de junho de 2017. Consultado em 7 de março de 2020 
  5. Kataoka, Juliana. «12 coisas que você não sabia sobre pessoas assexuais». BuzzFeed. Consultado em 7 de março de 2020 
  6. «O que você precisa saber sobre a assexualidade». Psiquiatra em São Paulo | Dra. Aline Rangel. 15 de abril de 2019. Consultado em 7 de março de 2020 
  7. «Gray-A/Grey-A - AVENwiki». wiki.asexuality.org. Consultado em 7 de março de 2020 
  8. «What Does grey-a Mean? | Gender & Sexuality by Dictionary.com». Everything After Z by Dictionary.com (em inglês). Consultado em 7 de março de 2020 
  9. «Los grisexuales: ¿Quiénes son y qué les atrae?». Los Replicantes (em espanhol). Consultado em 7 de março de 2020 
  10. Minas, Estado de; Minas, Estado de (8 de setembro de 2015). [https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2015/09/voce-sabe-o-que-e-gray-assexual.html «Voc� sabe o que � gray-assexual?»]. Estado de Minas. Consultado em 7 de março de 2020  replacement character character in |titulo= at position 4 (ajuda)
  11. «Mas afinal, o que significa Gray-A?». ConversaCult. Consultado em 7 de março de 2020 
  12. a b White, Rachel (22 de novembro de 2011). «What It Means To Be "Gray-Sexual"». The Frisky. Consultado em 4 de março de 2015 
  13. «12 coisas que você não sabia sobre pessoas assexuais». BuzzFeed 
  14. «Assexuais também amam: espectro da assexualidade não é "preto e branco"». Jornal Opção. 9 de fevereiro de 2020. Consultado em 7 de março de 2020 
  15. «O que é assexualidade?». Superinteressante. Consultado em 7 de março de 2020 
  16. Ayuso, Barbara (4 de outubro de 2016). «Assexuais: a quarta orientação sexual?». EL PAÍS. Consultado em 7 de março de 2020 
  17. «A vida de uma assexual: "Não sentia vontade nem pelo meu marido"». G1. Consultado em 7 de março de 2020 
  18. «Vida assexual: 'Sexo é superestimado: uma noção adolescente das relações'». www.uol.com.br. Consultado em 7 de março de 2020 
  19. «Quem são os assexuais: relatos de brasileiros que não se interessam por sexo». Terra. Consultado em 7 de março de 2020 
  20. «Jovem, atraente e assexual». HypeScience. 22 de dezembro de 2015. Consultado em 7 de março de 2020 
  21. «A Àrea Cinza». Issuu (em inglês). Consultado em 7 de março de 2020 
  22. Andrea, Luigi d' (2017). Sexualidades em trânsito. [S.l.]: Metanoia. ISBN 978-85-9475-022-8 
  23. «Assexualidade: pouco discutida, mais comum do que se imagina - Emais». Estadão. Consultado em 7 de março de 2020 
  24. Lemos, Vinicius (24 de setembro de 2018). «Quem são os assexuais: relatos de brasileiros que não se interessam por sexo». BBC News Brasil 
  25. Kataoka, Juliana. «12 coisas que você não sabia sobre pessoas assexuais». BuzzFeed. Consultado em 7 de março de 2020 
  26. «Mas afinal, o que significa Gray-A?». ConversaCult. Consultado em 7 de março de 2020 
  27. «16 FAQs About Being Graysexual». Healthline (em inglês). Consultado em 7 de março de 2020 
  28. Buyantueva, Radzhana; Shevtsova, Maryna (25 de setembro de 2019). LGBTQ+ Activism in Central and Eastern Europe: Resistance, Representation and Identity (em inglês). [S.l.]: Springer Nature 
  29. Gurevitch, Jason (1 de janeiro de 2019). «A Rethinking of Gray Asexuality: What do we Learn from an Undefinable Identity?». Honors Theses 
  30. Wong, Alan (29 de julho de 2013). «"Between Rage and Love": Disidentifications Among Racialized, Ethnicized, and Colonized Allosexual Activists in Montreal» (em inglês) 
  31. «O que significa ser alossexual?». Bacana (em inglês). 26 de dezembro de 2019. Consultado em 18 de junho de 2020 
  32. «Where are all the bisexuals? Understanding the gray areas of LGBTQ representation». HowlRound Theatre Commons (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2020 
  33. «Você sabe o que é gray-assexual?». Estado de Minas. Revista Encontro. 8 de setembro de 2015. Consultado em 18 de junho de 2020 
  34. Goldhaber, Emma (25 de setembro de 2018). «The gray area of bisexuality and pansexuality». The Temple News (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2020 
  35. Flanders, Corey E. (29 de março de 2020). Under the Bisexual Umbrella: Diversity of Identity and Experience (em inglês). [S.l.]: Routledge 
  36. Mock, Steven E.; Eibach, Richard P. (junho de 2012). «Stability and change in sexual orientation identity over a 10-year period in adulthood». Archives of Sexual Behavior. 41 (3): 641–648. ISSN 1573-2800. PMID 21584828. doi:10.1007/s10508-011-9761-1 
  37. Ventriglio, Antonio; Kalra, Gurvinder; Bhugra, Dinesh (fevereiro de 2018). «Human rights and sexuality: sexual fluidity». The Lancet Psychiatry. 5 (2): 109–110. ISSN 2215-0366. doi:10.1016/s2215-0366(18)30016-6 
  38. Ng, Nicole Denise. Intersectionality and attitudes toward mental health service utilization in ethnically and sexually diverse middle-aged and older adults. [S.l.: s.n.] OCLC 881327495 
  39. Mereish, Ethan H.; Katz-Wise, Sabra L.; Woulfe, Julie (29 de outubro de 2018). «We're Here and We're Queer: Sexual Orientation and Sexual Fluidity Differences Between Bisexual and Queer Women». Routledge: 125–139. ISBN 978-0-429-44754-9 

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