Associação Desportiva Niterói
| Nome | Associação Desportiva Niterói | ||
| Principal rival | Niteroiense | ||
| Fundação | 11 de abril de 1944 (81 anos) | ||
| Extinção | 1983 | ||
| Estádio | Assad Abdalla | ||
| Capacidade | 3 000 | ||
| Localização | Niterói, Rio de Janeiro, Brasil | ||
| Presidente | Ricardo Haddad | ||
| Material (d)esportivo | Adidas | ||
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Associação Desportiva Niterói, mais conhecido como AD Niterói ou apenas ADN, foi um clube de futebol de Niterói, no Rio de Janeiro, fundado em 11 de abril de 1944 como Manufatora Atlético Clube.[1] A equipe disputou o Campeonato Carioca de 1979 a 1981 e participou da primeira edição da Taça Brasil em 1959 e se tornou o último clube de Niterói a disputar a elite carioca.[2][3]
História
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O clube foi fundado em 11 de abril de 1944, com o nome de Manufatora Atlético Clube, pelos trabalhadores da Companhia Manufatora Fluminense de Tecidos, no Barreto, em Niterói. Mandava seus jogos no Estádio Assad Abdalla, que possuía capacidade para cerca de 3 mil espectadores.[4]
Inicialmente, o Manufatora disputava torneios municipais, mas, a partir da década de 1950, passou a participar do Campeonato Fluminense. Conquistou o título estadual pela primeira vez em 1958, ao vencer o Rio Branco de Campos na final, tornando-se o primeiro representante fluminense na Taça Brasil de 1959.[2] Em sua única participação na competição nacional, disputou o Grupo Leste e foi eliminado pelo Rio Branco, do Espírito Santo, após duas derrotas.[5] Em 1977, o clube voltou a conquistar o Campeonato Fluminense, ao derrotar o Itaboraí na final.[6]
Mudança de identidade e participação no Carioca
[editar | editar código]No ano seguinte, em meio à decadência do clube e à imposição da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro para que Niterói tivesse um representante na integração entre os campeonatos da Guanabara e do antigo estado do Rio, o nome foi alterado para Niterói Manufatora Atlético Clube e, posteriormente, para Associação Desportiva Niterói.[7][8] Com a mudança, passou a integrar o Campeonato Carioca unificado de 1979. Entretanto, o desempenho foi modesto: o clube terminou na última colocação nas edições de 1979 e 1980, sendo rebaixado para a segunda divisão de 1981.[3]
Em 1983, com o encerramento das atividades da Companhia Manufatora, o clube - então na terceira divisão - solicitou licença à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro por um ano.[9] No final do mesmo ano, a agremiação foi oficialmente extinta e o Estádio Assad Abdalla acabou demolido.[10]
Legado e memória
[editar | editar código]Em março de 2021, a trajetória do clube foi retratada no documentário Relembra - Futebol de Operários do Manufatora Atlético Clube, dirigido por Fabrício Basílio. O curta-metragem foi selecionado pelo edital “Retomada Cultural RJ”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, e aborda a história da equipe e sua relação com os trabalhadores da Manufatora.[11]
Títulos
[editar | editar código]| ESTADUAIS | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Fluminense | 2 | ||
| MUNICIPAIS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Niteroiense | 4 | ||
| Torneio Início | 2 | ||
Ver também
[editar | editar código]- Barreto Football Club
- Byron Football Club
- Fluminense Atlético Clube (Niterói)
- Fonseca Atlético Clube
- Ypiranga Football Club (Niterói)
Notas e referências
Notas
- ↑ A partir de 1956, os campeonatos niteroienses profissionais valiam como uma das zonas do Campeonato Fluminense. Em 1956, o Serrano de Petrópolis disputou e venceu a competição, mas foi considerado apenas como o campeão da zona - o Manufatora, vice, foi proclamado pelo DEFN como campeão niteroiense, embora a conquista seja ignorada em muitas listas.
Referências
- ↑ Andriel, Gabriel (10 de Fevereiro de 2022). «Manufatora Atlético Clube: o brilho de uma estrela que não se apaga». Última Divisão. Consultado em 25 de Outubro de 2023
- ↑ a b Matos, Antônio (1 de fevereiro de 2021). Heróis de 59. [S.l.]: Solisluna Editora
- ↑ a b Miranda, Hercílio (11 de Abril de 1981). «O Fluminense (RJ) - 1980 a 1989 - DocReader Web». memoria.bn.br. Consultado em 25 de outubro de 2023
- ↑ Mello, Sérgio (5 de janeiro de 2017). «Estádio Assad Abdalla, no Bairro do Barreto, em Niterói (RJ): 'Palco' de dribles de Zizinho está abandonado». História do Futebol. Consultado em 25 de outubro de 2023
- ↑ «BOLA N@ ÁREA - Taça Brasil 1959 - Tabela». www.bolanaarea.com. Consultado em 25 de outubro de 2023
- ↑ «Manufatora no jogo das faixas». Jornal dos Sports (RJ) (edição14640): 06. 23 de novembro de 1977. Consultado em 26 de outubro de 2023
- ↑ Ricão, Roberto (31 de março de 1978). «Meio Tempo: Uma vaga para a Manufatora». Editora Abril. Revista PLACAR (414): 26. Consultado em 25 de Outubro de 2023
- ↑ Ricão, Roberto (12 de maio de 1978). «Meio Tempo: Manufatora já é Niterói». Editora Abril. Revista Placar (420): 60. Consultado em 25 de Outubro de 2023
- ↑ «Niterói pede licença e acaba com seu futebol». O Fluminense (RJ) (24357). 13 de Janeiro de 1983. Consultado em 25 de Outubro de 2023
- ↑ «Mais um clube que pára, mais um estádio que fecha: AD Niterói não existe mais. E o Assad Abdala é demolido.». O Fluminense( RJ) (24658). 4 de janeiro de 1984. Consultado em 25 de Outubro de 2023
- ↑ Redação (17 de março de 2021). «Manufatora: Clube de futebol niteroiense vira filme». O Fluminense. Consultado em 25 de outubro de 2023