Assunta Marchetti

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Beata Assunta Marchetti
Nascimento 15 de agosto de 1871 em Lombrici di Camaiore, Lucca, Itália
Morte 1 de julho de 1948 (76 anos) em São Paulo, Brasil
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 25 de outubro de 2014, Catedral Metropolitana de São Paulo por Angelo Amato
Festa litúrgica 01 de Julho
Padroeira Imigrantes
Gloriole.svg Portal dos Santos

Maria Assunta Caterina Marchetti (Naseceu em Lombrici di Camaiore, 15 de agosto de 1871, faleceu em São Paulo, no dia 1 de julho de 1948), foi uma freira da Igreja Católica que exerceu suas atividades no Brasil, de 1895 até sua morte.

Madre Assunta foi beatificada em 25 de outubro de 2014.[1] Na Catedral da Sé, em São Paulo

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em um pequena aldeia na Itália, chamada Lombrici di Camaiore, recebeu o nome de Assunta por ter nascido no dia em que a Igreja Católica celebra a Assunção de Nossa Senhora - quando Maria, Mãe de Deus, foi elevada aos céus. Era a terceira filha de Angelo Marchetti e Carola Ghilarducci.

Nutria dentro do coração o desejo pela vida religiosa, que por duas vezes foi preciso renunciar esse anseio por motivos familiares.

Em 1894 o seu irmão, Padre José Marchetti veio a primeira vez ao Brasil como capelão de Bordo juntos com os migrantes italianos, que buscavam uma nova chance de sobrevivência em outros países. Na sua segunda viagem fez uma experiência que mudou a sua história e decidiu fundar um orfanato para acolher os filhos do italianos que morriam durante a longe viagem ao Brasil ou por outros motivos. Para esse trabalho desejava corações maternos que pudessem consolar, acolher e amar as suas crianças. Volta para Itália e faz o convite para sua irmã de ser missionária no Brasil, ela não aceita logo no inicio. Ele leva ela até um quadro do Sagrado Coração de Jesus e lhe diz "Lá no Brasil estou sozinho com muitos órfãos. Olhe para o Coração de Jesus, escute seus apelos e depois me responda". Ela com todo coração disse seu "Sim" ao apelo desse coração que ela tanto amou.

Recebeu a benção do Bispo de Piacenza, Beato João Batista Scalabrini e com o primeiro grupo de 4 irmãs veio ao Brasil. Durante a viagem já começou sua missão partilhando com as famílias sobre as dificuldades e plantando nelas esperança.

  Chegadas a São Paulo como “Servas dos Órfãos e Abandonados no Exterior” (hoje Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, Scalabrinianas, assumiram os cuidados de centenas de órfãos, especialmente os filhos de migrantes e dos ex-escravos.

    A jovem religiosa, habituada a servir, não media esforços para ser mãe carinhosa, enfermeira e catequista daqueles pequenos que a Providência fazia chegar ao Orfanato Cristóvão Colombo, Ipiranga, São Paulo, pelas mãos do irmão, padre José, que partiu, prematuramente, para a casa do Pai. Aos poucos Assunta assumiu a direção do jovem Instituto e, com suas coirmãs, continuava o serviço no Orfanato com tudo o que isto comportava: alimentação, saúde, educação, dívidas!

  O estilo de vida era simples, serviçal e a santidade que expressavam em sua missão atraíram muitas jovens, a quem Deus tinha dado o dom da vocação religiosa. Assim, a Congregação cresceu e se expandiu no Brasil e fora dele, expressando a caridade evangélica entre os migrantes.

    Madre Assunta, migrante desde o início de sua vida de religiosa consagrada, continuou sua migração no Brasil, servindo em diversas cidades de São Paulo e no Rio Grande do Sul.

  Quando trabalhava nos hospitais, tinha pouco tempo para o descanso, pois os doentes a queriam por perto, seja para curar-lhes as feridas, seja para ouvirem dela uma palavra de sabedoria. Sabia prolongar os momentos de oração com o serviço desinteressado aos necessitados, que não lhe faltavam. Tinha a convicção profunda de que “Deus nos ama,por isto nos visita com suas cruzes”. Atenta em fazer a santa vontade de Deus, quis estender este ideal a toda Congregação, afirmando: “O lema de nossa Congregação é fazer a vontade de Deus!

     Era de caráter forte, mas aprendeu a dominar-se e a tratar a todos, especialmente aos mais pequenos, com ternura de mãe. Era  moderada no comer, pobre no vestir, buscando sempre fazer os trabalhos mais difíceis para beneficiar as coirmãs.

     Após uma longa vida, 76 anos, faleceu em São Paulo, no Orfanato Cristóvão Colombo, Vila Prudente, hoje conhecido como “Casa Madre Assunta”, no dia 1º de julho de 1948. As órfãs que lá se encontravam exclamaram: “Hoje morreu a caridade! Hoje morreu uma santa!

Capela[editar | editar código-fonte]

Onde antes era o Orfanato Cristóvão Colombo hoje é a Casa Madre Assunta, casa de acolhida dos migrantes e local onde é realizado o projeto com crianças, "Projeto Conviver".

Na Casa conserva a urna da Bem-aventurada Assunta Marchetti e o Memorial.

Rua do Orfanato 883, Vila Prudente - 03131-010 -São Paulo - Sp.[editar | editar código-fonte]

Fontes

  1. «Freira italiana que trabalhou em SP é beatificada na Catedral da Sé». Portal G1. 25 de outubro de 2014. Consultado em 26 de Outubro de 2014 

BONDI, Laura. Madre Assunta Marchetti: uma vida missionária. Brasília/DF:CSEM,2011.