Astrud Gilberto

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Astrud Gilberto
Astrud Gilberto em 1966
Informação geral
Nome completo Astrud Evangelina Weinert
Nascimento 29 de março de 1940 (76 anos)
Origem Salvador, Bahia
País Brasil Brasil
Gênero(s) Bossa nova
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1963 – atualmente
Afiliação(ões) Tom Jobim

João Gilberto
Stan Getz

Página oficial Link

Astrud Gilberto, nascida Astrud Evangelina Weinert (Salvador, 29 de março de 1940), é uma cantora brasileira de bossa nova , MPB e jazz de fama internacional.

Nascida na Bahia, filha de mãe brasileira e pai alemão, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família, em 1947, para morar na Avenida Atlântica, em Copacabana. Seu pai era professor de idiomas e de literatura. Sua mãe tinha grande paixão pela música, cantava e tocava bandolim. Caçula de três irmãs, era extremamente tímida e passou anos a reprimir seu interesse pelo canto. Na adolescência, sua melhor amiga Nara Leão, então a aspirante a cantora, foi incentivando a amiga a soltar a voz. Foi também Nara quem apresentou Astrud e João Gilberto, que passou a ser o grande incentivador da namorada. João e Astrud se casaram em 1959. Em menos de um ano, ela esperava o primogênito, Marcelo.[1]

Em maio de 1960, Astrud sobe ao palco pela primeira vez, no histórico show Noite do Amor, do Sorriso e da Flor, no anfiteatro da Faculdade de Arquitetura da UFRJ, organizado para comemorar o lançamento do segundo LP de João Gilberto, O Amor, o Sorriso, a Flor (Odeon, 1960), e do qual também Nara Leão, Dori Caymmi, Chico Feitosa, Johnny Alf, o Trio Irakitan, Elza Soares, Sérgio Ricardo, Sylvia Telles, Pedrinho Mattar, Norma Bengell, Nana Caymmi, o grupo vocal Os Cariocas, Hélcio Milito, Bebeto Castilho, Roberto Menescal e outros. O espetáculo foi produzido e apresentado por Ronaldo Bôscoli.[1]

Em 1963, Astrud e João se transferem para os Estados Unidos. No mesmo ano, Astrud participa do álbum Getz/Gilberto [2]juntamente com seu marido e o saxofonista Stan Getz, com arranjos de Tom Jobim. Astrud, que nunca havia cantado profissionalmente, participa das gravações mas, durante as subsequentes apresentações, descobrie que sofria de medo de palco.

Em 1964, meses após as gravações de Getz/Gilberto, João se separa de Astrud. Em 1965, Astrud lança o seu primeiro álbum solo. Seguiram-se muitos outros. De 1965 a 2002 , cantando bossa-nova, MPB, standards do jazz e canções americanas e europeias, em inglês, francês, italiano e alemão, gravou 18 álbuns solo.

Ela continua a viver nos Estados Unidos. Atualmente, mora em Filadélfia, na companhia dos filhos, o baixista Marcelo Gilberto (nascido em 1960, de seu casamento com João Gilberto) e Greg Lasorsa, de seu segundo casamento.[1]

O sucesso do trabalho de Astrud Gilberto na canção The Girl from Ipanema tornou-a um nome proeminente na música do jazz, e ela começou a fazer gravações solo.

Embora Astrud tenha começado como intérprete de bossa nova brasileira e jazz americano, passou também a gravar composições próprias na década de 1970. A canção "Astrud" , interpretada pela cantora polaca Basia é um tributo a ela.

Astrud Gilberto recebeu o prêmio Latin Jazz USA Award for Lifetime Achievement (1992) e foi incluída no International Latin Music Hall of Fame, em 2002.

A cantora também tornou-se conhecida pelo seu trabalho como artista plástica, assim como por seu ativismo em favor dos direitos dos animais.[3]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns
Trilhas sonoras
Outros álbuns com participação de Astrud Gilberto

Referências

  1. a b c O hora e a vez de Astrud Gilberto . Brasileiros , 8 de maio de 2014.
  2. Anatomia de um disco. Por Ruy Castro. Os conturbados bastidores da gravação de Getz/Gilberto
  3. Gilberto, Astrud. Contemporary Musicians. 2004. Encyclopedia.com.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]