Asturo-leonês

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Mapa dialetológico do asturo-leonês.

O asturo-leonês[1] ou ásture-leonês[2][nota 1] é um diassistema linguístico que abrange o noroeste da Península Ibérica, conhecido nos diferentes territórios como asturiano, leonês ou mirandês (tradicionalmente cada zona ou região utilizava localismos para fazer referência à língua, originando-se outras denominações como cabreirés, senabrés, pixueto ou paḷḷuezu).[3]

Filogeneticamente, o asturo-leonês faz parte do grupo iberorromance ocidental e surge da peculiar evolução que sofreu o latim no Reino das Astúrias (posteriormente Reino de Leão). O grupo asturo-leonês divide-se em três blocos (ocidental, central e oriental) que traçam de forma vertical uma divisão norte-sul, desde as Astúrias até à Terra de Miranda, e compondo assim o domínio linguístico asturo-leonês.[4][5] O montanhês e o estremenho são dialetos castelhanos com fortes influências asturo-leonesas, considerados falas de transição com este domínio linguístico. Simultaneamente, o galego falado a poente do rio Návia faz a transição com o domínio galego-português.

A situação da língua é diferente segundo o território. Em Portugal, a língua possui reconhecimento, é regulada e ensinada de forma facultativa no sistema educativo apenas em Miranda do Douro[6], mas é falada também em Rio de Onor, Guadramil e Quintanilha; em Leão carece de proteção, e é apenas mencionada no Estatuto de Autonomia de Castela e Leão, apesar deste recomendar a sua promoção e uso;[7][8] e nas Astúrias a língua não é oficial, mas é também incluída no currículo escolar e regulada pela Academia da Língua Asturiana.[8]

Número de falantes[editar | editar código-fonte]

Localização Falantes nativos Outros  % do total de

falantes de asturo-leonês

Astúrias 100.000[9] 450.000 76,3
Leão e Samora 50.000[10] 25.000[11] / 100.000[12] 20,8
Distrito de Bragança 8.000[13] 10.000[14] 2

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

O idioma asturo-leonês tem a sua origem no latim vulgar, transmitido principalmente pelas legiões norteafricanas assentadas em Asturica Augusta e em Legio VI. A suplantação da língua dos ástures por esta outra foi lenta mas imparável, já que o uso do idioma imperial era a chave que abria as portas para a obtenção de muitos direitos e liberdades, entre eles o mais importante: a cidadania romana. Não obstante, como no resto da península, não foi até o estabelecimento dos reinos germánicos (visigodos) quando o latim, mais ou menos modificado, se estabelece definitivamente como língua única e comum.

No conjunto asturo-leonês coincidem paralelamente rasgos marcadamente conservadores (como a manutenção dos grupos AI, AU e MB) junto a outros disruptores do sistema latino (como é a transformação do vocalismo original para um sistema de ditongos). Isto explica-se pelo carácter de encontro, no território dos ástures, de dois processos de romanização muito diferenciados: o procedente da Bética e o procedente da Tarraconense. Kurt Baldinger, Krüger, Menéndez Pidal e outros autores destacaram a importância do rio Sela como limite linguístico destes dois mundos. Assim, Menéndez Pidal assinala[15]

O limite do f e h em direção às fontes do rio Sela é, portanto, um limite antiquíssimo e estacionário ou quase estacionário.
El límite de f y h hacia las fuentes del río Sella es, pues, un límite atiquísimo y estacionario o casi estacionario

A Bética, com a sua florescente cultura cidadã e a sua ativa vida cultural opor-se-ia ao carácter militar e vulgar da Tarraconense. A esta diferenciação cultural e social responderia seguramente o carácter conservador do norte, que explicaria, segundo Baldinger, o carácter conservador do asturo-leonês e do português: manutenção do -U final e a manutenção dos grupos AI, AU, MB. Este caráter conservador reflete-se em determinadas palavras presentes apenas no noroeste peninsular, que já em tempos de Cícero estavam em desuso. Assim, populariza-se 'fabulari' (falar, falar) em vez de 'parlare' (parlare, parlar); 'quaerere' (querer) em vez de 'volere' (voler, vouloir); 'percuntari' (perguntar) em vez de 'questionare'; campsare (cansar), etc. Por outro lado, a situação periférica do noroeste peninsular determinaria também que, uma vez adotado o latim, se mantivesse conservadoramente muitas palavras latinas que só aí perduram como palavras populares; assim, p. e., o lat. culmus, é em port. «cúmulo», ast. «cuelmu» (vejam-se as formas reunidas por Corominas e FEW; por causa do ditongo ue, que só pode se dever a um ŏ, supõe Corominas um celta 'kŏlmos', ZCPhil 25, 1956, pág. 42); Silva Neto reúne nada menos que 51 exemplos (pág. 269 e seg.; a propósito de ATRIUM veja-se especialmente pág. 353, nota 8). Malkiel demonstrou que o lat. ALIQUIS "como pronombre se guareció en un distrito alejado y conservador: el NO. y O. de la Península Ibérica”.[16]

Junto a estes rasgos conservadores incidem outros que apresentam um carácter marcadamente inovador e que só se explicam pela resistência dos povos do norte em serem incorporados à romanidade, situação de conflito que hoje conhecemos através do relato das guerras cantábricas. Estes duas tendências, juntamente com a expansão e retrocesso posterior das línguas vernáculas como o basco, depois do período de instabilidade que segue às invasões germânicas, vão determinar a peculiar evolução linguística do noroeste peninsular. No vocabulário encontram-se assim elementos prerromanos procedentes dos mais diversos estratos, que sobreviveram à tardia romanização desta zona, e inclusive elementos preindoeuropeus que só se haviam conservado na toponímia.

A formação da língua nos reinos das Astúrias e Leão[editar | editar código-fonte]

No século VIII, a língua da Igreja e da administração diferiam de tal modo daquela usada no quotidiano que já era possível pensar em dois sistemas diferentes: o latim e o romance. Esta evolução acaba por desembocar no surgimento, no século X, dos primeiros documentos com expressões escritas em romance nos diversos mosteiros das Astúrias e de Leão.[17] O mais importante destes é a Nodicia de Kesos, onde o romance dessa época (em processo de transformação e ainda sem se poder considerar como asturo-leonês) substitui o latim num acto rotineiro de compra e venda. Deste latim, escrito nos séculos X e XI e muito alterado pelo romance local, é possível encontrar registos procedentes dos mosteiros leoneses de Sahagún, Otero de Dueñas e da Catedral de Leão.​

Segundo os critérios de Hanssen, descartados atualmente pela comunidade linguística, o leonês seria apenas castelhano falado por indivíduos cujo dialeto primitivo era o galego e que foram castelhanizados.[18] Tal explicaria, segundo o autor, que se produzisse a manutenção do -o- e a falsa aplicação do ditongo a palavras que, em castelhano, não o requerem. É com Menéndez Pidal que se prova a existência de ditongos nesta língua que antecedem o predomínio castelhano, definindo assim a existência de critérios próprios e diferenciados ao desta língua, que exemplifica com as vogais breves latinas -e- e -o-.[19] Assim, chega à conclusão que o asturo-leonês seria fruto do isolamento das variedades dialetais mais ocidentais do primitivo romance peninsular central, consequência da irrupção do castelhano e da latinização tardia de grupos bascófonos, grupos esses responsáveis pela quebra da homogeneidade linguística da Península Ibérica[20][21]:

«...la nota diferencial castellana obra como una cuña que, clavada en el Norte, rompe la antigua unidad de ciertos caracteres comunes románicos antes extendidos por la Península y penetra hasta Andalucía, escindiendo la antigua uniformidad dialectal, descuajando los primitivos caracteres lingüísticos del Duero a Gibraltar, esto es, borrando los dialectos mozárabes y en gran parte también los leoneses y aragoneses, y ensanchando cada vez más su acción de Norte a Sur para implantar la modalidad especial lingüística nacida en el norte cántabro. La gran expansión de la lengua castellana no se realiza sino después del siglo XI, es decir, después de la fecha que nos hemos impuesto como término a este estudio.»

A tese seguida por Menéndez Pidal é a de que o asturo-leonês é resultado de um processo inacabado de integração linguística das línguas peninsulares (juntando-se o castelhano, moçárabe e navarro-aragonês) na língua espanhola.[22]

Evolução da língua[editar | editar código-fonte]

Idade Média[editar | editar código-fonte]

A língua empregue na escritura de todo o tipo de actos, no Reino de Leão, passa progressivamente a ser o leonês. É, portanto, uma língua usada a nível administrativo, público e privado — em testamentos, aforamentos, cartas de venda ou sentenças judiciais. São também traduzidos do latim textos legais como o Fuero juzgo (conhecido no Reino de Leão como Livro Iudgo), o tratado processal Flores del Derecho (escrito inicialmente em castelhano) e os foros concedidos a diversas cidades como Leão (1017), Alva de Tormes (1140), Oviedo (1145), Avilês (1155), Campomanes (1247), Benavente (1164 e 1167), Samora (1289), Ledesma (1290) ou Salamanca (1301).

Fora destes âmbitos administrativos e jurídicos, podem notar-se rasgos do leonês dessa era em manuscritos como o Livro de Alexandre ou a Disputa de Helena e Maria, provavelmente introduzidos por copistas leoneses.

sobre contiendas que yeran entre’l Concello de Abilles ye el Concello de Oviedo, en razon que’l Concello de Oviedo dizian que’l Concello de Abilles forciaran ye tomaran una quantia de pannos a sos vezinos que trayan de la Rochela, ye otrossi en razon que’l Concello de Abilles dizian que’l conçello de Oviedo lles-presieran sos vezinos. Allamos que’l Concello de Oviedo fezieron prender a Roy Nicolas ye asso fillo por prinda de los pannos que prindaron los de Abilles a los mercadores vezinos de Oviedo. Mandamos per manda ye so pena de la fiadoria, que se contien en el compromisso, que’l Concello de Abilles entreguen luego alos vezinos de Oviedo los pannos que-llos prindaron. Otrossi mandamos que’l Concello de Oviedo fagan luego soltar a Roy Nicolas ye a so fillo en guisa que se podan yr pora suas casas. Otrossi mandamos que todas las otras demandas ye quexumes que auian los Concellos ye sos vezinos unos contra otros por qualquier razon ata el dia que esta carta ye fecha que sean todas quitas. τ por tal que esto sea firme ye non uenga en dolda nos rogamos que feziessen fazer d'esti fecho una carta partida. Esto foe fecho en Oviedo veinti tres dias de Ochobre. Era de mille CCC veinti siete annos. 1289, octubre 23. A.A.A., nº 23.[23]

Yo María Pérez, muller de Garçía Maquila, nen per miedo nen per forçia, fago carta de donaçión a vos María Garçía, mia criada, cuéllovos por filla ye dovos todo quanto yo he, ye nomadamentre vos do quanto yo gané del dicho mio marido, ye les enpennes que yo fizi de Roy Gonçáliz, ye quanto lla mia derechura podierdes enuenir, en Felgueres ye en Caldones ye en Llinares. Esto vos do commo de suso dicho ye todo entregamentre en pura donaçión porque vos crié ye vos froé algunes coses de lo vuestro que vos non podría pagar, ye porque me pago claramentre ye de bona veluntat devos-llo dar, assí que lluogo(luego) per esta carta vos do el jur ye la propriedat. Et porén renunçio todos quantos derechos, llees, (leyes) usos ye costumes. Fecha la carta vinti e çinco díes de abril, era de mille ye trezientos ye trinta ye dos annos. Don Miguel, por lla graçia de Dios obispo de Oviedo. Meyrino mayor del rey en tierra de Lleón ye de Asturies. Yo María Pérez de suso dicha esta carta que mandé fazer oy lleer con mias manos proprias lla rovro ye la confirmo. 1294, abril, 25. A.M.S.P.O., F.S.V. doc. n.º 827.​[24]

Rodericus pella gracia de Dios Obispo de Oviedo con otorgamiento del Dean ye del Cabidro de Sant salvador fazemos pleyto con pobladores ye moradores de Campomanes. Convien asaber que cadauno de vos devedes adar cadauno anno al Obispo, II soldos de cadaun suolo. Ye de cadaun orto VI dineros. Ye todos los suolos (suelos) ye los ortos de los pobladores por iguales a tanto el uno commo el otru, assi commo fo de viello. Ye por nuncio deve adar el omne del Re que-hy morar II soldos ye el fillo dalgo IV soldos. Ye si el Obispo for a Campomanes una vez cada anno.dalle estos dineros ye si elli non for hy-dallos cada fiesta de Sant Iohan a quien elli mandar-hye. Quantos morarent en Campomanes non devent atraher comenderu nen sennor quien destorve elos derechos del Obispo ye-ssi alguno contra ellos for, assi merino commo otru omne qualquier, nos dallos vozeru quien razone so pleyto por so costo dellos. Ye nos, Concello de Campomanes otorgamos isti pleyto ye esta karta assi commo ye escripta ye nunciada. 1247, octubre. Oviedo.A.C.U. Serie A. Carpeta 7, nº 6.

auemos una casa enna Rua que nos pertenez pus Don Iohan que fo mio marido ye padre de aquestos mios fillos, ye (y) la otra mitad desta casa ye (es) de Santa María de la Vega. 1244, enero 14. A.M.S.P: F.S.M.V. Leg. 1. nº 16

assi que desde isti dia en delantre nuestro iur sea fora ye en vuestro iur sea entrada ye fagades ende vuestra veluntat. Si contrariavos venier sobresto nos otorgamos salvalla ye guarilla per nos. 1248, junio 16. A.M.S.P: F.S.M.V. Leg. 1. nº 17

dovos todo'l so heredamiento que a mi pertenez por tal condición que paguedes las deldas (deudas) que yo devo (ye) defiendo que ningún varón nen mullier de mio linnage nen de estranno que vos non embargue esto que vos do. 1259, octubre 6. A.M.S.P: F.S.M.V. Leg. 1. nº 23[25]

deuedes meter-hy omne que ande-hy de vuestra mano, que non sea morador dela alfoz de Nora, que ande-hy bien lealmientre. Si danno ho malfetria fezier enna alfoz, que vos lo emendedes ye lo melloredes por el. Ye si dientro estos 5 annos dalguna cosa acaecies porque esta alfoz que arrendamos a vos fosse embargada nos otorgamos guarirla. Ye por tal que todo esto sea creudo ye que non venga en dolda(duda) nos Concello mandamos a nuestros iuyzes nomnados que posiessent el nuestro séello. 1257. A.A.O. C-21, nº 14.[26]

quien omne matar, si lo non desfiar en conceyo, muerra por el; si fur niego e non podier firmar, llide por ende a su par; e si cayr, enforquenllo. Foro de Ledesma.

Diglossia e declínio[editar | editar código-fonte]

Entrados já no século XIV, os territórios leoneses encontravam-se sob a órbita castelhana, numa altura em que se poderiam dar as circunstâncias que permitissem um desenvolvimento como língua de prestígio e culta. No entanto, o castelhano começa a substituir o leonês nestes âmbitos, à semelhança do que acontece na vizinha Galiza, relegando a língua ao uso oral, como se passara anteriormente com o latim. Consequentemente, dá-se um distanciamento importante entre a língua falada e a língua escrita, o castelhano.

Entre os séculos XV e XVIII dão-se os séculos escuros do asturo-leonês, que à semelhança de outras culturas e línguas da Península e da Europa, foram marginalizadas devido aos processos de centalização dos vários estados. Isto resultou numa heterogeneização e fragmentação linguística e cultural que ameaçou a existência da língua.

Na Idade Moderna, a produção literária em leonês limita-se a autores como Juan del Enzina, Lucas Fernández ou Torres Naharro, que publicam obras centradas em éclogas.

A partir do século XVII, ressurgem manifestações literárias nesta língua, através de uma literatura arcaizante, em autores como Antón de Marirreguera ou Josefa Jovellanos (irmã de Gaspar Melchor de Jovellanos) que mediante o uso de recursos estilísticos próprios da chamada fala rústica, recupera elementos próprios do idioma asturo-leonês. Esta tradição literária prolongou-se pelo século XIX por autores como Xuan María Acebal, José Caveda y Nava, Teodoro Cuesta, Pín de Pría ou Fernán Coronas. A respeito desta literatura, o linguista sueco Åke Munthe assinala o seguinte:

«debe considerarse a Reguera como el creador de ésta literatura, que yo llamaría bable, y de su lengua; todos los cantores posteriores, y no menos desde el punto de vista lingüístico, proceden de él(las tradiciones poéticas de Reguera se recogieron sin embargo mucho tiempo después de su muerte; de ahí que sean algo arcaizantes también en los cantores posteriores), aunque naturalmente, por otra parte también toman elementos de la lengua de sus terruños respectivos, y con frecuencia también de otros con los cuales están en contacto de una u otra forma así como una mezcla con el castellano, bablificado o no. Pero la lengua de la literatura bable no puede, en mi opinión, calificarse de lengua literaria porque no ha alcanzado unidad alguna, desde el punto de vista lingüístico, dentro de esa pequeña literatura en miniatura que por lo demás como todo el dialecto, parece condenada a una rápida desaparición».

Na verdade, esta literatura é apenas uma modalidade da literatura de costumes dos princípios do século XVII de caráter marcadamente cómico ou burlesco. Nelas, através do emprego de determinadas expressões asturo-leonesas, mas também de barbarismos e arcaísmos próprios da língua vulgar castelhana usada nas Astúrias, é reforçada a paródia de determinados personagens ou situações.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Variedades[editar | editar código-fonte]

O dialeto ocidental é o mais abrangente em termos geográficos, no entanto a variedade central é a mais falada.

  • Bloco ocidental: É o de maior extensão territorial e abarca os dialetos do ocidente das Astúrias, Leão, Samora, Miranda do Douro e Vimioso, bem como as populações de Rio de Onor e Guadramil. Entre as suas características principais incluem-se a conservação dos ditongos crescentes ou e ei (como em caldeiru e cousa), a terminação do feminino plural em -as (las casas, las vacas) e três soluções de ditongação do o breve tónico latino (puerta, puorta, puarta).
  • Bloco central: Agrupa os dialetos do centro das Astúrias e os da comarca leonesa de Arguelhos. Apesar da sua extensão geográfica ser menor, é nesta que se encontra o maior número de falantes. As diferenças mais notórias incluem a terminação em -es para o feminino plural (les cases, les vaques), a monotongação dos ditongos crescentes (calderu, cosa) e a ditongação única no o (puerta).
  • Bloco oriental: Compreende os dialetos do oriente das Astúrias e da zona norte-oriental da província de Leão. As suas caraacterísticas mais definidoras são a transformação do f- inicial latino num h- aspirado e as duas soluções possíveis de ditongação do o breve tónico latino (puerta e puorta em Cabrales).

Tabelas comparativas[editar | editar código-fonte]

Evoluções características dos romances peninsulares[27]
Moçárabe Galego-português Asturo-leonês Castelhano Navarro-aragonês Catalão
Consoantes
F- f f f
h ~ ɸ (dialectal)
h ~ ɸ > Ø
f
f f
PL- CL- pl klt tʃ/'ʃ ʎ / pl / kl pl kl
FL- fl tʃ/'ʃ ʎ / fl / fl fl
L- j / ʎ l ʎ l ʎ / l ʎ
N- n n n / ɲ n n n
-L- l Ø l l l l
-N- n Ø n n n n
-LL- ʎ l ʝ / ʎ ʎ ʎ ʎ
-NN- ɲ n ɲ ɲ ɲ ɲ
-LY- ʎj ʎ ʝ / ʎ ʒ > x ʎ ʎ
-NY- ɲ ɲ ɲ ɲ ɲ ɲ
Ce,i- / ts > s (θ em galego) ts > θ ts > s > s ~ θ ts > θ ts > s
-Ce,i- / ts > s (θ em galego) ts > θ ts > s > s ~ θ ts > θ ts > s
ð > Ø (coda)
Ge,i- j / ʒ ʒ (ʃ em galego) ʃ (ʒ em mirandês) Ø / ʝ ʒ > ʒ
-SCe,i- ʃ ʃ ʃ ʃ > x ʃ ʃ
-CS- ʃ ʃ ʃ ʃ > x ʃ ʃ
-CT- xt jt jt
~ ts (dialectal)
jt jt
-(U)LT- jt jt jt
(n)tʃ (dialectal)
jt lt
-P- -T- -C- p t k / b d g b d g b d g b d g p t k / b d g b d g
p t k (coda)
-MB- mb mb mb m m m
-ND- nd nd nd nd n n
-M'N- mn m mn / m mbr mbn / mbr m / mbr
Vogais
AL + Cons. aw ow ow o / al o / al əl / al
AW aw ow ow o o ɔ
AY aj / ej ej ej e e e
ɛ´+ Y é é já / jé í
ɔ´+ Y ó wó / wé/ wá ó wá/wé ú/í
ɛ´ jé / é ɛ´ já / jé é
ɔ´ wé / ó ɔ´ wó / wé/ wá wá / wé ɔ´
é é é é é é ɛ´ / é / ə´
ó ó ó ó ó ó ó
-O# o / e / Ø o / u o / u o o / Ø Ø
-E# e / o / Ø e / i / Ø e / i / Ø e / Ø e / i / Ø Ø
-AS# as / es ɐʃ (as em galego) as/ es as as əs / es


Soluções gráficas dos fonemas palatais nos romances peninsulares[28]
Galego-português Asturo-leonês Castelhano Navarro-aragonês Catalão
ɔ (ni / n)
nh
(ni / n)
nn
(ni / n)
nn
(ni / n)
gn / ng
nig / ing
inn / ynn / ny
(ni / n)
yn / ny
ɔ (li / l)
lh
(li / l)
ll/y
(li / l)
ll
(li / l)
gl / lg / lig
yl / il / yll
(li / l)
l / ll
ɔj li
lh
li
ll / y
li
i / j / g
li
gl / lg / lig
yl / il / yll
li
il / yl
ɔ -ɔ -ɔ g / i / j g / i / j gg
g / j / i
jh / i / g g / i / j
ʃ x x x / ss sc / isc / ss
sç / yss / is
ss / iss
ɔ x / ix / g g / x / ch gg
ch''
sc / çc
g / i
tx


Evolução a partir do latim
Latim[29] Galego-português[30] Asturo-leonês[31][32] Castelhano
Ditongação de Ŏ e Ĕ
PŎRTA(M) porta puerta puerta
ŎCULU(M) ollo

olho

güeyu
güechu
ojo
TĔMPU(M) tempo tiempu tiempo
TĔRRA(M) terra tierra tierra
F- (posição inicial)
FACĔRE facer

fazer

facer
facere
hacer
FĔRRU(M) ferro fierru hierro
L- (posição inicial)
LĀRE(M) lar llar
ḷḷar
lar
LŬPU(M) lobo llobu
ḷḷobu
lobo
N- (posição inicial)
NATIVITĀTE(M) nadal

natal

ñavidá navidad
Palatalização de PL-, CL-, FL-
PLĀNU(M) chan

chão

chanu
llanu
llano
CLĀVE(M) chave chave
llave
llave
FLĂMMA(M) chama chama
llama
llama
Ditongos decrescentes
CAUSA(M) cousa

coisa

cousa
cosa
cosa
FERRARĬU(M) ferreiro ferreiru
ferreru
herrero
'Palatalização' de -CT- y -LT-
FĂCTU(M) feito feitu
fechu
hecho
NŎCTE(M) noite nueite
nueche
noche
MŬLTU(M) moito

muito

mueitu
muchu
mucho
AUSCULTĀRE escoitar

escutar

escueitare
escueichare
escuchar
Grupo -M'N-
HŎM(I)NE(M) home

homem

home hombre
FĂM(I)NE(M) fame

fome

fame hambre
LŪM(I)NE(M) lume llume
ḷḷume
lumbre
-L- intervocálico
GĚLU(M) xeo

gelo

xelu hielo
FILICTU(M) fieito

feto

feleitu
feleichu
helecho
-ll-
CASTĚLLU(M) castelo castiellu
castieḷḷu
castillo
-N- intervocálico
RĀNA(M) ra

rana rana
Grupo -LY-
MULĬERE(M) muller

mulher

muyer
mucher
mujer
Grupos -C'L-, -T'L-, -G'L-
NOVACŬLA(M) navalla

navalha

ñavaya navaja
VETŬLU(M) vello

velho

vieyu
viechu
viejo
TEGŬLA(M) tella

telha

teya teja
Relação linguística entre dialetos asturo-leoneses[33]
Mirandês
(Asturo-leonês Ocidental)
Senabrês
(Asturo-leonês Ocidental)
Resto de dialetos
(Asturo-leonês Ocidental)
Asturo-leonês Central
Elementos fonéticos
Ditongos (1) -uo-, -ie- -uo-, -ie- -uo-, -ie- -ue-, -ie-
Ditongos (2) -ei-, -ou- -ei-, -ou- -ei-, -ou- -ei-, -ou-
-O, -U -o -o -o -o; -u
-AS, -AN -as, -an -as, -an -as, -an -es, -en
E-, I-; O-, U- ei-; ou- e-, i-; o-, u- e-, i-; o-, u- e-, i-; o-, u-
L- lhado, lhobo llado, llobo llau / ḷḷau,
llobu / ḷḷobu
llau, llobu
S-
PL-, FL-, etc. chama, chober chama, chovere chama / ḷḷama,
chover / ḷḷover
llama, llover
Sibilantes /s/, /z/, /ʂ/, /ʐ/, /ʃ/, /ʒ/ /s/, /θ/, /ʃ/ ([χ]) /s/, /θ/, /ʃ/ /s/, /θ/, /ʃ/
-D- cansado cansa(d)o cansáu cansáu
-LL- cabalho caballo caballu / cabaḷḷu caballu
-NN- anho año añu / anu añu
-CL-, -LJ- abeilha abella abeya, abeýa, abecha abeya
Elementos morfológicos
Art. Def. l, la, ls, las el, a, os, as el, la, los, las el, la, los, les
Art. Indef. un, ũa, uns, ũas un, uña, uños,
uñas
un, una, unos, unas un, una, unos, unas
Possessivos
átonos
miu, mie; tou, tue;
sou, sue; nuosso;
buosso
mieu, mía; tou, túa;
sou, súa; nuoso;
vuoso
mieu, mía; tou, túa;
sou, súa; nuoso;
vuoso
mio, to, so, nuesu;
vuesu
Demostrativos estes, esses,
aqueilhes
estos, esos, aquellos estos, esos, aquellos / aqueḷḷos estos, esos, aquellos
Género neutro (–) (–) (–) (+)
Inf. conjugado (+) (–) (–) (–)
Fem. –AGE (+) (–) (–) (–)


Pronomes pessoais retos (formas tónicas)
colspan=3 Ocidental Central Oriental GLOSSA
Singular 1.ª pers. you yo yo eu
2.ª pers. tu tu tu tu
3.ª pers. masc. él élli élli ele
neu. ello ello isso
(incontável)
fem. eiḷḷa/eilha ella ella ela
Plural 1.ª pers. nós/nosoutros nós nós nós
2.ª pers. vós/vosoutros/bós vós vós vós
3.ª pers. masc. eiḷḷos/eilhes ellos ellos eles
fem. eiḷḷas/eilhas elles elles/as elas


Forma para adjetivos
colspan=2 Ocidental Central Oriental GLOSSA
Singular masc. buenu

buonu

bonu buenu bom
neu. bueno

buono

bono bom
fem. buena

buona

bona buena boa
Plural masc. buenos

buonos

bonos buenos bons
fem. buenas

buonas

bones buenes/as boas
Art. 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Localização Bloco linguístico Texto
Dialetos asturo-leoneses
Fala de Carreño Astúrias Central Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dignidá y drechos y, pola mor de la razón y la conciencia de so, han comportase fraternalmente los unos colos otros.[34]
Fala de Somiedo Astúrias Ocidental Tódolos seres humanos nacen ḷḷibres ya iguales en dignidá ya dreitos ya, dotaos cumo tán de razón ya conciencia, han portase fraternalmente los unos conos outros.[35]
Paḷḷuezu Leão Ocidental Tódolos seres humanos nacen ḷḷibres ya iguales en dignidá ya dreitos ya, dotaos cumo tán de razón ya conciencia, han portase fraternalmente los unos conos outros.[35]
Cabreirês Leão Ocidental Tódolos seres humanos ñacen llibres y iguales en dignidá y dreitos y, dotaos cumo están de razón y concéncia, han portase fraternalmente los unos pa coños outros.[36]
Mirandês Trás-os-Montes Ocidental Todos ls seres houmanos nácen lhibres i eiguales an denidade i an dreitos. Custuituídos de rezon i de cuncéncia, dében portar-se uns culs outros an sprito de armandade.[37]
Castelhano
Estremenho Estremadura Salamanca Falas de transição entre o asturo-leonês e o castelhano Tolos hombris nacin libris i egualis en digniá i derechus i, comu gastan razón i concéncia, ebin comportal-se comu hermanus los unus conos otrus.[38]
Montanhês ou Cântabro Cantábria Tolos seris humanos nacin libris y eguales en dignidá y drechos y, dotaos comu están de razón y conciencia, tién de comportase comu hermanos los unos conos otros.[39]
Castelhano (norma padrão) Castela Castelhano Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.
Galego-português
Português Portugal Português Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Galego Galiza Galego Todos os/tódolos seres humanos nacen ceibes e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de senso e consciencia, deben de se comportar fraternalmente uns cos outros.

Notas

  1. grafado asturlleonés, asturllionés ou Stur-Lheonés

Referências

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  7. «Ley Orgánica 14/2007, de 30 de noviembre, de reforma del Estatuto de Autonomía de Castilla y León.». 2. El leonés será objeto de protección específica por parte de las instituciones por su particular valor dentro del patrimonio lingüístico de la Comunidad. Su protección, uso y promoción serán objeto de regulación. 
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  12. García Arias, Jose Luis; González Riaño, Jose Antonio. «II Estudiu sociollingüísticu de Lleón. Identidá, conciencia d'usu y actitúes llingüístiques de la población lleonesa.». Academia de la Llingua Asturiana. 119 páginas. Una cuarta parte de la población leonesa manifiesta entender la lengua leonesa y hablarla. 
  13. «Textos em mirandês nas redes sociais para assinalar Dia da Língua Materna». RTP Notícias. Estima-se que atualmente haja oito mil falantes de língua mirandês repartidos pelo território nacional e pela diáspora 
  14. «A língua mirandesa reinventa-se e salta da aldeia à rede». www.efe.com 
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  16. Baldinger, Kurt (1962). La formación de los dominios lingüísticos. [S.l.]: Gredos. p. 15 
  17. Archivo de la Catedral de León, n° 852v. Noticia redactada en el dorso del perg. num. 852 (documento 1a). [S.l.: s.n.] 
  18. «Los estudios que se han hecho sobre los dialectos de otros países han probado que, por regla general, no hay límite geográficos precisos y claros entre las hablas populares... es verosímil que desde tiempos tempranos hubo un tránsito insensible entre el castellano y el gallego, mezclándose las particularidades de las dos lenguas en Asturias y León. Sin embargo, los dialectos asturianos y leonés no son verdaderos términos medios entre las lenguas vecinas, sino que deben ser clasificados de dialectos castellanos, por participar de las principales particularidades de la lengua de Castilla... creo que el castellano ha avanzado hacia el Oeste, quitando las tierras de Oviedo, León, Zamora, Salamanca, etc. a un dialecto semejante al gallego y he sostenido en otra parte Estudios sobre la conjugación aragonesa, que el leonés es castellano transformado en boca de los habitantes de León cuyo idioma primitivo fue el gallego». Hanssen, Friedrich (1896), Estudios sobre la conjugación Leonesa Impr. Cervantes., p. 754
  19. Melgar, Rafael Lapesa; Lapesa, Rafael (1998). El dialecto asturiano occidental en la Edad Media (em espanhol). [S.l.]: Universidad de Sevilla. ISBN 9788447203840 
  20. Menéndez Pidal, Ramón (1950). Orígenes del español. [S.l.: s.n.] pp. 513–514 
  21. Fernández Ordóñez, I. (2009). Los orígenes de la dialectología hispánica y Ramón Menéndez Pidal. Cien Años de Filoloxía Asturiana (1906-2006): Actes del Congresu Internacional. [S.l.: s.n.] pp. 11–41 
  22. El castellano, por servir de instrumento a una literatura más importante que la de otras regiones de España, y sobre todo por haber absorbido en sí los otros dos romances principales hablados en la Península (el leonés y el navarro-aragonés) recibe más propiamente el nombre de lengua española... Las otras hablas de España más afines al castellano y que se fundieron con él para formar la lengua literaria, dieron también a ésta muchísimas palabras; pero son difíciles de reconocer, pues como estos dialectos afines tienen la mayoría de sus leyes fonéticas comunes con el castellano, tales palabras no llevan sello de evolución especial Menéndez Pidal, Ramón, Manual de gramática histórica española, Madrid, Espasa-Calpe, 1940, p. 27.
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