Asturo-leonês

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Mapa dialetológico do asturo-leonês.

O asturo-leonês[1] ou ásture-leonês[2][nota 1] é um diassistema linguístico que abrange o noroeste da Península Ibérica, conhecido nos diferentes territórios como asturiano, leonês ou mirandês (tradicionalmente cada zona ou região utilizava localismos para fazer referência à língua, originando-se outras denominações como cabreirés, senabrés, pixueto ou paḷḷuezu).[3]

Filogeneticamente, o asturo-leonês faz parte do grupo iberorromance ocidental e surge da peculiar evolução que sofreu o latim no Reino das Astúrias (posteriormente Reino de Leão). O grupo asturo-leonês divide-se em três blocos (ocidental, central e oriental) que traçam de forma vertical uma divisão norte-sul, desde as Astúrias até à Terra de Miranda, e compondo assim o domínio linguistico asturo-leonês.[4][5] O montanhês e o estremenho são dialetos castelhanos com fortes influências asturo-leonesas, considerados falas de transição com este domínio linguístico. Simultaneamente, o galego falado a poente do rio Návia faz a transição com o domínio galego-português.

A situação da língua é diferente segundo o território. Em Portugal, a língua possui reconhecimento, é regulada e ensinada de forma facultativa no sistema educativo.[6]; em Leão carece de proteção, e é apenas mencionada no Estatuto de Autonomia de Castela e Leão, apesar deste recomendar a sua promoção e uso[7][8]; e nas Astúrias a língua não é oficial, mas é também incluída no currículo escolar e regulada pela Academia da Língua Asturiana.[8]

Apesar desses esforços o leonês é considerado um idioma seriamente ameaçado pela UNESCO. Alguns especialistas acham que o leonês se tornará uma língua morta no espaço de tempo de duas gerações.

Número de falantes[editar | editar código-fonte]

Localização Falantes nativos Outros  % do total de

falantes de asturo-leonês

Astúrias 100.000[9] 450.000 76,3
Leão e Samora 50.000[10] 25.000[11] / 100.000[12] 20,8
Distrito de Bragança 8.000[13] 10.000[14] 2

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

O idioma asturo-leonês tem a sua origem no latim vulgar, transmitido principalmente pelas legiôes norteafricanas assentadas em Asturica Augusta e em Legio VI. A suplantação da língua dos ástures por esta outra foi lenta mas imparável, já que o uso do idioma imperial era a chave que abria as portas para a obtenção de muitos direitos e liberdades, entre eles o mais importante: a cidadania romana. Não obstante, como no resto da península, não foi até o estabelecimento dos reinos germánicos (visigodos) quando o latim, mais ou menos modificado, se estabelece definitivamente como língua única e comum.

No conjunto asturo-leonês coincidem paralelamente rasgos marcadamente conservadores (como a manutenção dos grupos AI, AU e MB) junto a outros disruptores do sistema latino (como é a transformação do vocalismo original para um sistema de ditongos). Isto explica-se pelo carácter de encontro, no território dos ástures, de dois processos de romanização muito diferenciados: o procedente da Bética e o procedente da Tarraconense. Kurt Baldinger, Krüger, Menéndez Pidal e outros autores destacaram a importância do rio Sela como limite linguístico destes dois mundos. Assim, Menéndez Pidal assinala[15]

O limite do f e h em direção às fontes do rio Sela é, portanto, um limite antiquíssimo e estacionário ou quase estacionário.
El límite de f y h hacia las fuentes del río Sella es, pues, un límite atiquísimo y estacionario o casi estacionario

A Bética, com a sua florescente cultura cidadã e a sua ativa vida cultural opor-se-ia ao carácter militar e vulgar da Tarraconense. A esta diferenciação cultural e social responderia seguramente o carácter conservador do norte, que explicaria, segundo Baldinger, o carácter conservador do asturo-leonês e do português: manutenção do -U final e a manutenção dos grupos AI, AU, MB. Este caráter conservador reflete-se em determinadas palavras presentes apenas no noroeste peninsular, que já em tempos de Cícero estavam em desuso. Assim, populariza-se 'fabulari' (falar, falar) em vez de 'parlare' (parlare, parlar); 'quaerere' (querer) em vez de 'volere' (voler, vouloir); 'percuntari' (perguntar) em vez de 'questionare'; campsare (cansar), etc. Por outro lado, a situação periférica do noroeste peninsular determinaria também que, uma vez adotado o latim, se mantivesse conservadoramente muitas palavras latinas que só aí perduram como palavras populares; assim, p. e., o lat. culmus, é em port. «cúmulo», ast. «cuelmu» (vejam-se as formas reunidas por Corominas e FEW; por causa do ditongo ue, que só pode se dever a um ŏ, supõe Corominas um celta 'kŏlmos', ZCPhil 25, 1956, pág. 42); Silva Neto reúne nada menos que 51 exemplos (pág. 269 e seg.; a propósito de ATRIUM veja-se especialmente pág. 353, nota 8). Malkiel demonstrou que o lat. ALIQUIS "como pronombre se guareció en un distrito alejado y conservador: el NO. y O. de la Península Ibérica”.[16]

Junto a estes rasgos conservadores incidem outros que apresentam um carácter marcadamente inovador e que só se explicam pela resistência dos povos do norte em serem incorporados à romanidade, situação de conflito que hoje conhecemos através do relato das guerras cantábricas. Estes duas tendências, juntamente com a expansão e retrocesso posterior das línguas vernáculas como o basco, depois do período de instabilidade que segue às invasões germânicas, vão determinar a peculiar evolução linguística do noroeste peninsular. No vocabulário encontram-se assim elementos prerromanos procedentes dos mais diversos estratos, que sobreviveram à tardia romanização desta zona, e inclusive elementos preindoeuropeus que só se haviam conservado na toponímia.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Variedades[editar | editar código-fonte]

O dialeto ocidental é o mais abrangente em termos geográficos, no entanto a variedade central é a mais falada.

  • Bloco ocidental: É o de maior extensão territorial e abarca os dialetos do ocidente das Astúrias, Leão, Samora, Miranda do Douro e Vimioso, bem como as populações de Rio de Onor e Guadramil. Entre as suas características principais incluem-se a conservação dos ditongos crescentes ou e ei (como em caldeiru e cousa), a terminação do feminino plural em -as (las casas, las vacas) e três soluções de ditongação do o breve tónico latino (puerta, puorta, puarta).
  • Bloco central: Agrupa os dialetos do centro das Astúrias e os da comarca leonesa de Arguelhos. Apesar da sua extensão geográfica ser menor, é nesta que se encontra o maior número de falantes. As diferenças mais notórias incluem a terminação em -es para o feminino plural (les cases, les vaques), a monotongação dos ditongos crescentes (calderu, cosa) e a ditongação única no o (puerta).
  • Bloco oriental: Compreende os dialetos do oriente das Astúrias e da zona norte-oriental da província de Leão. As suas caraacterísticas mais definidoras são a transformação do f- inicial latino num h- aspirado e as duas soluções possíveis de ditongação do o breve tónico latino (puerta e puorta em Cabrales).

Tabelas comparativas[editar | editar código-fonte]

Evoluções características dos romances peninsulares[17]
Moçárabe Galego-português Asturo-leonês Castelhano Navarro-aragonês Catalão
Consoantes
F- f f f
h ~ ɸ (dialectal)
h ~ ɸ > Ø
f
f f
PL- CL- pl klt tʃ/'ʃ ʎ / pl / kl pl kl
FL- fl tʃ/'ʃ ʎ / fl / fl fl
L- j / ʎ l ʎ l ʎ / l ʎ
N- n n n / ɲ n n n
-L- l Ø l l l l
-N- n Ø n n n n
-LL- ʎ l ʝ / ʎ ʎ ʎ ʎ
-NN- ɲ n ɲ ɲ ɲ ɲ
-LY- ʎj ʎ ʝ / ʎ ʒ > x ʎ ʎ
-NY- ɲ ɲ ɲ ɲ ɲ ɲ
Ce,i- / ts > s (θ em galego) ts > θ ts > s > s ~ θ ts > θ ts > s
-Ce,i- / ts > s (θ em galego) ts > θ ts > s > s ~ θ ts > θ ts > s
ð > Ø (coda)
Ge,i- j / ʒ ʒ (ʃ em galego) ʃ (ʒ em mirandês) Ø / ʝ ʒ > ʒ
-SCe,i- ʃ ʃ ʃ ʃ > x ʃ ʃ
-CS- ʃ ʃ ʃ ʃ > x ʃ ʃ
-CT- xt jt jt
~ ts (dialectal)
jt jt
-(U)LT- jt jt jt
(n)tʃ (dialectal)
jt lt
-P- -T- -C- p t k / b d g b d g b d g b d g p t k / b d g b d g
p t k (coda)
-MB- mb mb mb m m m
-ND- nd nd nd nd n n
-M'N- mn m mn / m mbr mbn / mbr m / mbr
Vogais
AL + Cons. aw ow ow o / al o / al əl / al
AW aw ow ow o o ɔ
AY aj / ej ej ej e e e
ɛ´+ Y é é já / jé í
ɔ´+ Y ó wó / wé/ wá ó wá/wé ú/í
ɛ´ jé / é ɛ´ já / jé é
ɔ´ wé / ó ɔ´ wó / wé/ wá wá / wé ɔ´
é é é é é é ɛ´ / é / ə´
ó ó ó ó ó ó ó
-O# o / e / Ø o / u o / u o o / Ø Ø
-E# e / o / Ø e / i / Ø e / i / Ø e / Ø e / i / Ø Ø
-AS# as / es ɐʃ (as em galego) as/ es as as əs / es


Soluções gráficas dos fonemas palatais nos romances peninsulares[18]
Galego-português Asturo-leonês Castelhano Navarro-aragonês Catalão
ɔ (ni / n)
nh
(ni / n)
nn
(ni / n)
nn
(ni / n)
gn / ng
nig / ing
inn / ynn / ny
(ni / n)
yn / ny
ɔ (li / l)
lh
(li / l)
ll/y
(li / l)
ll
(li / l)
gl / lg / lig
yl / il / yll
(li / l)
l / ll
ɔj li
lh
li
ll / y
li
i / j / g
li
gl / lg / lig
yl / il / yll
li
il / yl
ɔ -ɔ -ɔ g / i / j g / i / j gg
g / j / i
jh / i / g g / i / j
ʃ x x x / ss sc / isc / ss
sç / yss / is
ss / iss
ɔ x / ix / g g / x / ch gg
ch''
sc / çc
g / i
tx


Evolução a partir do latim
Latim[19] Galego-português[20] Asturo-leonês[21][22] Castelhano
Ditongação de Ŏ e Ĕ
PŎRTA(M) porta puerta puerta
ŎCULU(M) ollo

olho

güeyu
güechu
ojo
TĔMPU(M) tempo tiempu tiempo
TĔRRA(M) terra tierra tierra
F- (posição inicial)
FACĔRE facer

fazer

facer
facere
hacer
FĔRRU(M) ferro fierru hierro
L- (posição inicial)
LĀRE(M) lar llar
ḷḷar
lar
LŬPU(M) lobo llobu
ḷḷobu
lobo
N- (posição inicial)
NATIVITĀTE(M) nadal

natal

ñavidá navidad
Palatalização de PL-, CL-, FL-
PLĀNU(M) chan

chão

chanu
llanu
llano
CLĀVE(M) chave chave
llave
llave
FLĂMMA(M) chama chama
llama
llama
Ditongos decrescentes
CAUSA(M) cousa

coisa

cousa
cosa
cosa
FERRARĬU(M) ferreiro ferreiru
ferreru
herrero
'Palatalização' de -CT- y -LT-
FĂCTU(M) feito feitu
fechu
hecho
NŎCTE(M) noite nueite
nueche
noche
MŬLTU(M) moito

muito

mueitu
muchu
mucho
AUSCULTĀRE escoitar

escutar

escueitare
escueichare
escuchar
Grupo -M'N-
HŎM(I)NE(M) home

homem

home hombre
FĂM(I)NE(M) fame

fome

fame hambre
LŪM(I)NE(M) lume llume
ḷḷume
lumbre
-L- intervocálico
GĚLU(M) xeo

gelo

xelu hielo
FILICTU(M) fieito

feto

feleitu
feleichu
helecho
-ll-
CASTĚLLU(M) castelo castiellu
castieḷḷu
castillo
-N- intervocálico
RĀNA(M) ra

rana rana
Grupo -LY-
MULĬERE(M) muller

mulher

muyer
mucher
mujer
Grupos -C'L-, -T'L-, -G'L-
NOVACŬLA(M) navalla

navalha

ñavaya navaja
VETŬLU(M) vello

velho

vieyu
viechu
viejo
TEGŬLA(M) tella

telha

teya teja
Relação linguística entre dialetos asturo-leoneses[23]
Mirandês
(Asturo-leonês Ocidental)
Senabrês
(Asturo-leonês Ocidental)
Resto de dialetos
(Asturo-leonês Ocidental)
Asturo-leonês Central
Elementos fonéticos
Ditongos (1) -uo-, -ie- -uo-, -ie- -uo-, -ie- -ue-, -ie-
Ditongos (2) -ei-, -ou- -ei-, -ou- -ei-, -ou- -ei-, -ou-
-O, -U -o -o -o -o; -u
-AS, -AN -as, -an -as, -an -as, -an -es, -en
E-, I-; O-, U- ei-; ou- e-, i-; o-, u- e-, i-; o-, u- e-, i-; o-, u-
L- lhado, lhobo llado, llobo llau / ḷḷau,
llobu / ḷḷobu
llau, llobu
S-
PL-, FL-, etc. chama, chober chama, chovere chama / ḷḷama,
chover / ḷḷover
llama, llover
Sibilantes /s/, /z/, /ʂ/, /ʐ/, /ʃ/, /ʒ/ /s/, /θ/, /ʃ/ ([χ]) /s/, /θ/, /ʃ/ /s/, /θ/, /ʃ/
-D- cansado cansa(d)o cansáu cansáu
-LL- cabalho caballo caballu / cabaḷḷu caballu
-NN- anho año añu / anu añu
-CL-, -LJ- abeilha abella abeya, abeýa, abecha abeya
Elementos morfológicos
Art. Def. l, la, ls, las el, a, os, as el, la, los, las el, la, los, les
Art. Indef. un, ũa, uns, ũas un, uña, uños,
uñas
un, una, unos, unas un, una, unos, unas
Possessivos
átonos
miu, mie; tou, tue;
sou, sue; nuosso;
buosso
mieu, mía; tou, túa;
sou, súa; nuoso;
vuoso
mieu, mía; tou, túa;
sou, súa; nuoso;
vuoso
mio, to, so, nuesu;
vuesu
Demostrativos estes, esses,
aqueilhes
estos, esos, aquellos estos, esos, aquellos / aqueḷḷos estos, esos, aquellos
Género neutro (–) (–) (–) (+)
Inf. conjugado (+) (–) (–) (–)
Fem. –AGE (+) (–) (–) (–)


Pronomes pessoais retos (formas tónicas)
colspan=3 Ocidental Central Oriental GLOSSA
Singular 1.ª pers. you yo yo eu
2.ª pers. tu tu tu tu
3.ª pers. masc. él élli élli ele
neu. ello ello isso
(incontável)
fem. eiḷḷa/eilha ella ella ela
Plural 1.ª pers. nós/nosoutros nós nós nós
2.ª pers. vós/vosoutros/bós vós vós vós
3.ª pers. masc. eiḷḷos/eilhes ellos ellos eles
fem. eiḷḷas/eilhas elles elles/as elas


Forma para adjetivos
colspan=2 Ocidental Central Oriental GLOSSA
Singular masc. buenu

buonu

bonu buenu bom
neu. bueno

buono

bono bom
fem. buena

buona

bona buena boa
Plural masc. buenos

buonos

bonos buenos bons
fem. buenas

buonas

bones buenes/as boas
Art. 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Localização Bloco linguístico Texto
Dialetos asturo-leoneses
Fala de Carreño Astúrias Central Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dignidá y drechos y, pola mor de la razón y la conciencia de so, han comportase fraternalmente los unos colos otros.[24]
Fala de Somiedo Astúrias Ocidental Tódolos seres humanos nacen ḷḷibres ya iguales en dignidá ya dreitos ya, dotaos cumo tán de razón ya conciencia, han portase fraternalmente los unos conos outros.[25]
Paḷḷuezu Leão Ocidental Tódolos seres humanos nacen ḷḷibres ya iguales en dignidá ya dreitos ya, dotaos cumo tán de razón ya conciencia, han portase fraternalmente los unos conos outros.[25]
Cabreirês Leão Ocidental Tódolos seres humanos ñacen llibres y iguales en dignidá y dreitos y, dotaos cumo están de razón y concéncia, han portase fraternalmente los unos pa coños outros.[26]
Mirandês Trás-os-Montes Ocidental Todos ls seres houmanos nácen lhibres i eiguales an denidade i an dreitos. Custuituídos de rezon i de cuncéncia, dében portar-se uns culs outros an sprito de armandade.[27]
Castelhano
Estremenho Estremadura Salamanca Falas de transição entre o asturo-leonês e o castelhano Tolos hombris nacin libris i egualis en digniá i derechus i, comu gastan razón i concéncia, ebin comportal-se comu hermanus los unus conos otrus.[28]
Montanhês ou Cântabro Cantábria Tolos seris humanos nacin libris y eguales en dignidá y drechos y, dotaos comu están de razón y conciencia, tién de comportase comu hermanos los unos conos otros.[29]
Castelhano (norma padrão) Castela Castelhano Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.
Galego-português
Português Portugal Português Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Galego Galiza Galego Todos os/tódolos seres humanos nacen ceibes e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de senso e consciencia, deben de se comportar fraternalmente uns cos outros.

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Variação linguística no espaço, no tempo e na sociedade: actas do Encontro Regional da Associação Portuguesa de Linguística, Miranda do Douro. [S.l.]: Associação Portuguesa de Linguística. 1993. pp. 36–37 
  2. Lenguas, reinos y dialectos en la Edad Media Ibérica. Madrid: Iberoamericana. 2008. ISBN 978-84-8489-305-9 
  3. Menéndez Pidal, Ramón (2006). El dialecto leonés (Edición conmemorativa con relatos y poemas en leonés). [S.l.]: El Búho Viajero. ISBN 978-84-933781-6-5 
  4. García Gil, Hector (2010). «El asturiano-leonés: aspectos lingüísticos, sociolingüísticos y legislación». Working Papers Collection. Mercator Legislation, Dret i legislació lingüístics. (25). 49 páginas. ISSN 2013-102X 
  5. «DLE: asturleonés, sa - Diccionario de la lengua española - Edición del Tricentenario». Consultado em 19 de março de 2017 
  6. «Lei n.º 7/99 de 29 de Janeiro» (PDF). DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A. 24: p. 574. 29 de janeiro de 1999 
  7. «Ley Orgánica 14/2007, de 30 de noviembre, de reforma del Estatuto de Autonomía de Castilla y León.». 2. El leonés será objeto de protección específica por parte de las instituciones por su particular valor dentro del patrimonio lingüístico de la Comunidad. Su protección, uso y promoción serán objeto de regulación. 
  8. a b «León es ya la única región sin una ley que regule sus lenguas propias». Diario de León (em espanhol) 
  9. «Asturian». Ethnologue 
  10. García Arias, José Luis; González Riaño, José Antonio (2007). «II Estudiu sociollingüísticu de Lleón. Identidá, conciencia d'usu y actitúes llingüístiques de la población lleonesa.». Oviedo: Academia de la Lengua Asturiana 
  11. «La "llingua" de los leoneses» (PDF). Facendera pola Llingua 
  12. García Arias, Jose Luis; González Riaño, Jose Antonio. «II Estudiu sociollingüísticu de Lleón. Identidá, conciencia d'usu y actitúes llingüístiques de la población lleonesa.». Academia de la Llingua Asturiana: p. 119. Una cuarta parte de la población leonesa manifiesta entender la lengua leonesa y hablarla. 
  13. «Textos em mirandês nas redes sociais para assinalar Dia da Língua Materna». RTP Notícias. Estima-se que atualmente haja oito mil falantes de língua mirandês repartidos pelo território nacional e pela diáspora 
  14. «A língua mirandesa reinventa-se e salta da aldeia à rede». www.efe.com 
  15. Menéndez Pidal, Ramón (1929). Origenes del español: estado linguistico de la Peninsula Iberica hasta el Siglo XI. [S.l.: s.n.] 
  16. Baldinger, Kurt (1962). La formación de los dominios lingüísticos. [S.l.]: Gredos. p. 15 
  17. Arroyo Vega, Paloma; Anglada Arboix, Emilia; Forment Fernández, Maria Del Mar; García-Borrón Martínez, Juan Pablo; Lleal Galcerán, Coloma (2009). Introducción a la historia de la lengua española (Text Docent 349). [S.l.]: Edicions Universitat Barcelona. ISBN 978-84-475-3405-0 
  18. Lleal, Coloma; Anglada, Emilia; Arroyo, Paloma; Garachana, Mar; García-Borrón, Juan Pablo (2005). Historia de la lengua española (Text Docent 202). [S.l.]: Edicions Universitat Barcelona. ISBN 84-475-3082-5 
  19. Segura Munguía, Santiago (2001). Nuevo diccionario etimológico latín-español y de las voces derivadas. [S.l.]: Universidad de Deusto. ISBN 978-84-7485-754-2 
  20. Seminario de Lexicografía (1990). Diccionario da lingua galega. [S.l.]: Real Academia Gallega. ISBN 978-84-600-7509-7 
  21. Miguélez Rodríguez, Eugenio (1992). Diccionario de las hablas leonesas. [S.l.: s.n.] ISBN 978-84-604-4726-9 
  22. Diccionariu de la llingua asturiana. [S.l.]: Academia de la Lengua Asturiana. 2000. ISBN 978-84-8168-208-3 
  23. Quarteu, Reis; Frías Conde, Xavier (2001). «L Mirandés: Ũa Lhéngua minoritaira an Pertual». Ianua. Revista Philologica Romanica (2). 94 páginas. ISSN 1616-413X 
  24. Omniglot. «Writing systems & languages of the world» (em inglês). Consultado em 27 de janeiro de 2011 
  25. a b Google Libros. «La Fala de Palacios del Sil» (em asturleonés). Consultado em 27 de janeiro de 2011 
  26. Google Libros. «El habla de La Cabrera Alta» (em español y asturleonés). Consultado em 2 de fevereiro de 2011 
  27. Frías Conde, Francisco Xavier (2001). Notes de lingüística asturlleonesa: asturiano y mirandés. [S.l.]: VTP Editorial. ISBN 978-84-89880-48-1 
  28. Ismael Carmona García. «Morfología del extremeño» (em espanhol). Consultado em 7 de fevereiro de 2011 
  29. Asociación ReDe (2005). «Daque custiones alredor de la sintaxis del cántabru occidental». Alcuentros. Revista cántabra de lenguas minoritarias (5) 


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