Atacarejo

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Disambig grey.svg Nota: Para a empresa brasileira de supermercados, veja Grupo Atakarejo.
Loja do grupo Atacadão em Santa Maria, um dos grupos que atuam no atacarejo.

Atacarejo é um neologismo que designa uma forma de comércio que reúne atributos de duas formas tradicionais de comercialização: o atacado e o varejo, com os conceitos de self-service (autosserviço) e de cash & carry (pague e leve).[1]

Características[editar | editar código-fonte]

O atacarejo possui foco em preços baixos,[2] típicos do atacado, com serviços mais semelhantes aos do varejo.[3] Nele, há um alto volume de vendas, o que compensa os preços baixos, assim como a reunião do ponto de distribuição e do ponto de venda num mesmo lugar.[4] Todavia, o modelo possui alguns problemas, dentre eles a dificuldade de fornecimento de produtos perecíveis e mercadorias que exijam reposição imediata.[5]

Crescimento do atacarejo em 2016[editar | editar código-fonte]

A expressão atacarejo foi muito usada em 2015 e 2016, período no qual houve um aumento da busca desse canal de compra. Segundo a consultoria Kantar Worldpanel, isso aconteceu principalmente porque os consumidores encontraram ali uma forma de gerar economia em suas compras.

Entre os primeiros semestres de 2015 e 2016, mais de 2,5 milhões de lares passaram a buscar os atacarejos. Entre os motivos encontrados pela consultoria Kantar para tal movimento dos compradores estavam a acessibilidade para todos os bolsos (classes A/B tinham o mesmo tíquete médio das classes D/E no atacarejo); a versatilidade, já que os atacarejos atendiam diversos tipos de família, inclusive as menores (95% do crescimento do canal é via itens unitários e não por pacotes fechados); e a forte presença em todo o território nacional, e não apenas em regiões específicas.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TUON, Fabrisyo; MOISÉS, Marlon; MINADEO, Roberto. «ATACAREJO: tendência que veio para ficar ou mero modismo?» (PDF). Convibra. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  2. CHIARA, Márcia de (29 de abril de 2013). «Atacarejo cresce mais que o dobro do varejo». O Estado de São Paulo. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  3. ROLLI, Cláudia (29 de março de 2014). «'Atacarejo' investe em sofisticação para atrair classe alta». Folha de S.Paulo. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  4. MENDONÇA, Camila (7 de maio de 2014). «Atacarejo é mercado promissor no Brasil». Portal no Varejo. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  5. MÁXIMO, Welton (16 de maio de 2015). «Inflação e facilidade de acesso aumentam procura por vendas no atacado». Agência Brasil. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  6. «Busca por atacarejo é parte do malabarismo do consumidor»