Atalaia do Norte

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Atalaia, veja Atalaia.
Município de Atalaia do Norte
"Pérola do Javari"
Bandeira de Atalaia do Norte
Brasão de Atalaia do Norte
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 23 de fevereiro de 1955 (64 anos)
Gentílico atalaiense
Prefeito(a) Nonato do Nascimento Tenazor (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Atalaia do Norte
Localização de Atalaia do Norte no Amazonas
Atalaia do Norte está localizado em: Brasil
Atalaia do Norte
Localização de Atalaia do Norte no Brasil
04° 22' 19" S 70° 11' 31" O04° 22' 19" S 70° 11' 31" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Sudoeste Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Alto Solimões IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Benjamin Constant, Ipixuna, Guajará
Distância até a capital 1 136 km
Características geográficas
Área 76 354,985 km² (BR: 7º)[2]
População 18 599 hab. (AM: 42) –  estimativa populacional - IBGE/2016[3]
Densidade 0,24 hab./km²
Altitude 65 m
Clima equatorial Af
Fuso horário UTC-5
Indicadores
IDH-M 0,450 muito baixo PNUD/2010[4][5]
PIB R$ 100 414 mil IBGE/2013[6]
PIB per capita R$ 5 846 89 IBGE/2013[6]

Atalaia do Norte é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Mesorregião do Sudoeste Amazonense e Microrregião do Alto Solimões, localiza-se a sudoeste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 1.136 quilômetros.

Ocupa uma área de 76 354,985 km²[2] e sua população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, era de 18 599 habitantes,[3] sendo assim o quadragésimo segundo município mais populoso do estado do Amazonas e o oitavo de sua microrregião.

O município de Atalaia do Norte é mundialmente conhecido por abranger grande parte da Terra Indígena Vale do Javari, a qual é a maior reserva de índios isolados do mundo,[7] além de ter sido o local de uma das maiores quedas cósmicas da história moderna, que ficou conhecida como Evento do Rio Curuçá.

História[editar | editar código-fonte]

Os habitantes originais da região eram os índios mangeronas, ticunas e marubas.

Em 1938 foi criado o distrito de "Remate de Males", subordinado ao município de Benjamin Constant. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Atalaia do Norte pela lei estadual nº 96 de 19 de dezembro de 1955[8].

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2016

População Total: 18.549

  • Urbana: 10.175
  • Rural: 8.374
  • Homens: 5.229
  • Mulheres: 4.820

Índice de Desenvolvimento Humano : 0,450

  • IDH-Renda: 0,493
  • IDH-Longevidade: 0,665
  • IDH-Educação: 0,518

O IDH Índice de Desenvolvimento Humano, da cidade é um dos piores do país, semelhante a de países africanos como: Zimbábue e Ruanda.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 76.355 km² representando 4,8611 % do estado, 1,9815 % da região e 0,8987 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 04º22'19" sul e a uma longitude 70º11'31" oeste, estando a uma altitude de 65 metros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2009 o município possuía um total de 3 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 31 leitos para internação.[10] Em 2014, 99,87% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 34,21 indicando um aumento em comparação a 1995, quando o índice foi de 32,26 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade reduziu de 32,26 (1995) para 26,68 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 187 óbitos nesta faixa etária entre 1995 e 2016. No mesmo ano, 27,11% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes, uma das maiores incidências entre os municípios amazonenses, em se tratando de planejamento familiar. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 5,38 óbitos em 2016, revelando um aumento comparando-se com o resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houveram internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[11]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 30,02 para 1.000 nascidos vivos, sendo a sexta maior no Amazonas, com apenas Amaturá, Nhamundá, Ipixuna, São Paulo de Olivença e São Gabriel da Cachoeira registrando índices maiores. Em 2016, 44,44% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de não foram registrados. Outros 55,56% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 11 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 50% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como pela adequada atenção à saúde do recém-nascido. Cerca de 99,8% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,2% delas estavam desnutridas.[11][12][13]

Atalaia do Norte possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia e pediatria e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em cirurgia bucomaxilofacial, neurocirurgia, psiquiatria e outras especialidades médicas. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[10] Até 2016, havia 14 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, de 0 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, de 0 óbitos a cada 100 mil habitantes. Entre 2001 e 2012 houveram 97 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo as principais delas a leishmaniose e a dengue.[11]

Educação[editar | editar código-fonte]

A Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) mantém no município cinco escolas, ministrando ensino médio e fundamental.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. a b IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1 de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «Perfil do município: Atalaia do Norte, AM». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 28 de fevereiro de 2015 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  7. Funai confirma existência de novo grupo de índios isolados no Vale do Javari (AM)
  8. Atalaia do Norte - formação administrativa
  9. Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). «Climatologia de Atalaia do Norte - AM». Jornal do Tempo. Consultado em 28 de janeiro de 2014 
  10. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  11. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  12. Portal ODM (2015). «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 21 de dezembro de 2018 
  13. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 21 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]