Ataque de pânico

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Ataque de pânico
Pessoa com ataque de pânico a ser acalmada por outra.
Especialidade Psiquiatria
Sintomas Períodos de medo intenso, palpitações, suores, tremores, falta de ar, dormência[1][2]
Complicações Suicídio[2]
Início habitual Em minutos[2]
Duração De segundos a horas[3]
Causas Perturbação de pânico, perturbação de ansiedade social, perturbação de stresse pós-traumático, consumo de drogas, depressão, problemas de saúde[2][4]
Fatores de risco Fumar, stresse psicológico[2]
Método de diagnóstico Após exclusão de outras possíveis causas[2]
Condições semelhantes Hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, doenças cardiovasculares, doença pulmonar, consumo de drogas[2]
Tratamento Psicoterapia, medicação[5]
Prognóstico Geralmente favorável[6]
Frequência 3% (UE), 11% (EUA)[2]
Classificação e recursos externos
CID-10 F41.0
CID-9 300.01
DiseasesDB 30913
MeSH D016584
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Ataques de pânico são períodos súbitos de medo intenso associados a sintomas como palpitações, suores, tremores, falta de ar, dormência ou sensação de que está prestes a acontecer qualquer coisa má.[1][2] O pico de sintomas ocorre em poucos minutos.[2] A maioria dos ataques de pânico dura cerca de 30 minutos, embora possa durar de alguns segundos a algumas horas.[3] Em alguns casos a pessoa pode sentir medo de perder o controlo sobre si ou sentir dor no peito.[2] No entanto, os ataques de pânico não são perigosos em termos físicos.[6]

Os ataques de pânico podem ter origem numa série de perturbações, entre as quais perturbação de pânico, perturbação de ansiedade social, perturbação de stresse pós-traumático, consumo de drogas, depressão ou problemas de saúde.[2][4] Os ataques podem ser desencadeados por um acontecimento ou ocorrer de forma espontânea.[2] Entre os fatores de risco estão fumar e stresse psicológico.[2] O diagnóstico deve descartar outras condições que produzem sintomas semelhantes, como hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares e consumo de drogas.[2]

O tratamento consiste em tratar a causa subjacente.[6] Em pessoas com ataques frequentes, pode ser recomendada psicoterapia ou medicação.[5] Pode também ser útil o treino respiratório e a aprendizagem de técnicas de relaxamento muscular.[7] As pessoas afetadas apresentam um risco acrescido de suicídio.[2]

Na União Europeia, em cada ano cerca de 3% da população sofre um ataque de pânico, enquanto nos Estados Unidos o número é de 11%.[2] A condição é mais comum entre mulheres do que entre homens.[2] A idade mais comum para a ocorrência de ataques de pânico é durante a puberdade ou no início da idade adulta.[2] As crianças e os idosos são os grupos etários menos afetados.[2]

Descrição e sintomas[editar | editar código-fonte]

Muitos dos que sofrem de ataques de pânico relatam medo repentino da morte, um "estado de loucura" ou uma perda de controle das emoções e do comportamento, sensação de estar tendo um ataque cardíaco, "visão piscando", sensação de desmaio, náuseas, sensação de dormência em todo o corpo e respiração pesada (e, quase sempre, hiperventilação). Muitas pessoas também relatam "visão de túnel" (perda da visão periférica), devido à reação de defesa do corpo que faz com que o fluxo de sangue saia da cabeça para as partes mais críticas durante o ataque. As experiências geralmente provocam uma forte urgência de escapar ou se ver distante do local onde o ataque começou (a reação de lutar ou fugir) e, quando associadas a dores no peito ou falta de ar, podem necessitar de tratamento médico de urgência, pelos sintomas apresentados. Durante o ataque, costuma haver uma "inundação" de hormônios no corpo, principalmente de adrenalina.[8]

Um ataque de pânico é uma resposta do sistema nervoso simpático (SNS). Os sintomas mais comuns podem incluir tremores, dispneia (falta de ar), palpitações, dor torácica (ou aperto no peito), ondas de calor, ondas de frio, sensação de queimação (particularmente na área facial ou pescoço), sudorese, náuseas, tonturas (ou vertigem de baixa intensidade), tonturas, hiperventilação, parestesia (formigamento), sensação de asfixia ou sufocamento, dificuldade de movimentação e desrealização.[9]

Muitas vezes, falta de ar e dor no peito são os sintomas predominantes, e, por esse motivo, a pessoa acredita erroneamente que está tendo um ataque cardíaco, precisando ir ao pronto-socorro. Como a maioria dos sintomas descritos são os mesmos de doenças cardiovasculares, o ataque de pânico é um diagnóstico de exclusão (outras hipóteses são consideradas primeiro) até que um eletrocardiograma e uma avaliação de saúde mental sejam realizadas.

O ataque de pânico é distinguível de outras formas de ansiedade por sua natureza repentina. Ataques de pânico geralmente são sofridos por pessoas que sofrem de outras desordens relacionadas à ansiedade (são secundários a outras doenças e não uma doença à parte) e nem sempre são indicativos de uma desordem mental. Cerca de dez por cento das pessoas saudáveis sofrem um ataque de pânico isolado por ano.[8]

Uma pessoa que sofre de alguma fobia tende a ter ataques de pânico quando exposta diretamente ao objeto. Esses ataques são geralmente curtos e desaparecem rapidamente quando a exposição ao objeto também desaparece. Em condições de ansiedade crônica, um ataque de pânico pode levar a outro, levando a uma exaustão nervosa por um período de dias.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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A grande maioria das pessoas que recebem tratamento adequado livram-se dos sintomas através de medicamentos específicos, e também das fobias, através de uma boa terapia de acompanhamento; podendo retornar a uma vida normal, com muito mais comprometimento consigo mesmas.

A pessoa que sofre ou sofreu de pânico muda sua visão de mundo, direcionando a sensibilidade que lhe é peculiar para o lado positivo da vida. É importante saber que os ditos calmantes apenas livram a pessoa dos sintomas agudos, a curto prazo, mas o que realmente estabiliza os neurotransmissores, levando a uma remissão total dos sintomas físicos e psíquicos, são os antidepressivos, que não causam dependência e restabelecem os níveis normais de serotonina no cérebro, fazendo com que este reaprenda a produzi-la.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Anxiety Disorders». NIMH. Março de 2016. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2016 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t American Psychiatric Association (2013), Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed.), ISBN 0890425558, Arlington: American Psychiatric Publishing, pp. 214–217, 938 
  3. a b Bandelow, Borwin; Domschke, Katharina; Baldwin, David (2013). Panic Disorder and Agoraphobia (em inglês). [S.l.]: OUP Oxford. p. Chapter 1. ISBN 9780191004261. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2016 
  4. a b Craske, MG; Stein, MB (24 de junho de 2016). «Anxiety.». Lancet. PMID 27349358. doi:10.1016/S0140-6736(16)30381-6 
  5. a b «Panic Disorder: When Fear Overwhelms». NIMH. 2013. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2016 
  6. a b c Geddes, John; Price, Jonathan; McKnight, Rebecca (2012). Psychiatry (em inglês). [S.l.]: OUP Oxford. p. 298. ISBN 9780199233960. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2016 
  7. Roth, WT (2010). «Diversity of effective treatments of panic attacks: what do they have in common?». Depression and anxiety. 27 (1): 5–11. PMID 20049938. doi:10.1002/da.20601 
  8. a b Bourne, E. (2005). The Anxiety and Phobia Workbook, 4th Edition: New Harbinger Press.
  9. Klerman, Gerald L.; Hirschfeld, Robert M. A.; Weissman, Myrna M. (1993). Panic Anxiety and Its Treatments: Report of the World Psychiatric Association Presidential Educational Program Task Force (em inglês). [S.l.]: American Psychiatric Association. p. 44. ISBN 978-0-88048-684-2