Athletic Club

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Bilbao Athletic.
Athletic Club
Club Athletic Bilbao logo.png
Nome Athletic Club
Alcunhas Los Leones
Mascote Leão
Principal rival Real Madrid
Real Sociedad
Barcelona
Atlético de Madrid
Fundação 1898 (121 anos)
Estádio San Mamés Barria
Capacidade 53,289
Localização Bilbau, Espanha
Presidente Espanha Aitor Elizegi
Treinador Espanha Gaizka Garitano
Patrocinador Espanha Kutxabank
Material (d)esportivo Estados Unidos New Balance
Competição La Liga
Copa do Rei
Liga Europa
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Athletic Club, mais conhecido na mídia lusófona como Athletic Bilbao, é um clube de futebol espanhol da cidade de Bilbau, e é um símbolo emblemático da identidade basca, por não permitir que atletas não nascidos, não desenvolvidos ou sem ascendência no País Basco possam vestir sua camisa.[1]

Nem sempre o Athletic admitiu somente jogadores bascos, uma vez que foi fundado por britânicos - daí o seu nome em inglês. Durante a ditadura de Francisco Franco, que proibia o uso oficial de outra língua que não a castelhana na Espanha, o clube foi obrigado a mudar de nome para "Club Atlético de Bilbao". Como reação à opressão franquista, desenvolveu-se como representante do nacionalismo basco. O nome original, em inglês, voltou a ser utilizado imediatamente após o fim da proibição, depois da morte de Franco.

O mascote do clube é um leão. O clube também originou o Atlético de Madrid, que surgiu como uma filial da equipe basca na capital espanhola - daí também a similaridade nos nomes, escudos e camisas (com listras verticais alvirrubras).

História[editar | editar código-fonte]

O time campeão da primeira Copa do Rei, em 1903. Na época, o Athletic ainda era alviazul.

A equipe foi fundada por britânicos estabelecidos em Bilbao em virtude da industrialização da cidade - daí o nome em inglês do time - e por jovens da elite bilbaína que haviam voltado dos estudos na Grã-Bretanha.[2]

A regra para apenas bascos surgiu como resposta às reclamações dos rivais Unión Ciclista de San Sebastián (atual Real Sociedad), Basconia e Racing de Irún (atual Real Irun), que só utilizavam jogadores da região e queixavam-se da presença britânica nas escalações do Athletic.[2]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

O distintivo dos Leones procurou fazer referências a significativos ícones de Bilbao e da região basca: nele estão contidos imagens referentes à Árvore de Guernica, que sobreviveu aos bombardeios de alemãs e italianos na cidade em meio à Guerra Civil Espanhola; à Igreja de Santo Antão; e à Ponte de mesmo nome, atravessada pelo rio Nervión, conhecido como estuário Bilbao em seu trecho final.[3]

Cores e uniforme[editar | editar código-fonte]

O primeiro uniforme do time era alviazul: camisa divida ao meio em azul e branco, com calças e meias azuis. Era o uniforme do Blackburn Rovers. Em certo momento, o encarregado de trazer os uniformes do clube inglês não pôde fazê-lo, levando consigo, no lugar, os do Sunderland: camisas com listras verticais alvirrubras, e calças e meias na cor preta, desde então adotados pelo Athletic. Curiosamente, a diferença entre as vestimentas dele com as do Atlético de Madrid (então Athletic Club de Madrid) surgiram aí: a filial manteve os calções e meias azuis do Blackburn.[4]

O clube foi uma das últimas grandes equipes a não possuir o logotipo de um patrocinador em seu uniforme. Em julho de 2008, entretanto, passou a estampar o logo da petrolífera Petronor, o que rendeu muita polêmica mesmo a empresa sendo da região basca. Antes, durante a temporada 2004-05, em sua participacão na Copa da UEFA, os uniformes chegaram a carregar a marca do Governo Basco, com a mensagem "Euskadi", que significa "Pátria Basca". A estampa na época não carregou a mesma polêmica, por ser em prol da região, em um apelo ao turismo no local.[5] Em maio de 2011, estreou seu novo segundo uniforme, nas cores da Ikurriña (a bandeira do País Basco), com o verde predominante.[6]

Orgulho basco[editar | editar código-fonte]

O Athletic é famoso por seu estatuto a restringir jogadores. O embrião da regra surgiu em 1911 e era bem mais rígido: por um tempo, foram aceitos apenas atletas da província de Biscaia, posteriormente passando a aceitar jogadores de províncias bascas vizinhas. Um novo abrandamento veio mais tarde, com o clube admitindo estrangeiros, desde que possuíssem origens bascas. Atualmente, o clube aceita estrangeiros sem raízes bascas, porém eles precisam ter sido educados na cultura basca ou formados em clubes do futebol do País Basco.[2] Não há restrição a treinadores.

O relaxamento gradual da restrição permitiu que alguns não-nascidos no País Basco defendessem o time. Alguns deles são nascidos na província de La Rioja, por vezes considerada como basca, embora não unanimemente.[2] Na via inversa, também propiciou que nascidos na região, mas com origem estrangeira, também jogassem no clube: em 2015, Iñaki Williams, filho de pai ganês, mãe liberiana e nascido e crescido no País Basco, tornou-se o primeiro negro a marcar um gol pelo Athletic.[7] Recebeu um nome basco dos pais em retribuição ao acolhimento que sentiram e, em referência a ele, o presidente do Partido Nacionalista Basco declarou que "prefiro um negro que fale basco a um branco que o ignore".[8] Antes de Williams, a equipe já havia integrado um negro, em 2009 - Jonás Ramalho, de parcial origem basca por parte de mãe e de pai angolano. Em 2019, foi contratado Kenan Kodro, jogador da seleção bósnia nascido e criado no País Basco enquanto seu pai, Meho Kodro, defendia exatamente a rival Real Sociedad, clube de formação da contratação.[9]

Antes de 1911, quando a regra para a exclusividade basca passou a existir, o Athletic chegou teve diversos jogadores não-espanhóis, especialmente britânicos. Alguns, inclusive, foram fundadores do time,[2] dentre eles um avô de John Robert Mills, nascido em Vigo, na Galiza, filho de um inglês com uma basca e radicado desde 1969 no Brasil - onde destacou-se como historiador do SPAC e de Charles Miller, sem deixar de torcer com familiares pelo Athletic.[10]

Em 2017, o historiador Ángel Iturriaga publicou o Diccionario de jugadores del Athletic Club, a listar todos os futebolistas que defenderam a equipe até então, mesmo que apenas em amistosos.[11] Bixente Lizarazu seria o único proveniente do País Basco francês.[2] Segundo o livro, foram 54 os jogadores listados como nascidos fora do País Basco, embora a maioria destes tenha ao menos ascendência basca. Os outros que não nasceram nas terras bascas são os seguintes:

Período Nome Província ou país de origem Partidas (gols) Observações
1902 Enrique González de Careaga y Bisphord [12]  México 1 (0) O livro aponta que, nascido em Mazatlán, teria origens bascas. Presidiu o clube e seu filho Alfonso González de Careaga defendeu o time nas décadas de 1920 e de 1930
1902-1903 Armand Cazeaux [13]  França 5 (3)
1902-03 Walter Evans [14]  Reino Unido 5 (6)
1902, 1905 William Llewellyn Dyer [15]  Reino Unido 4 (5) O livro aponta que, nascido em Sunderland, teria parcial origem basca
1903-1904 George P. Cockram [16]  Reino Unido 2 (0)
1904-07 Tomás Murga [17] Suíça 6 (1) O livro aponta que teria origem basca. Foi um dos fundadores do Atlético de Madrid, então filial
1905 Charles Robert Ruesch [18] Suíça 1 (0) Proveniente da filial Atlético de Madrid apenas para jogar a final da Copa do Rei de 1905
1905 Davies [19]  Reino Unido 1 (0)
1907 Ramón de Cárdenas y Pastor [20] Madrid, Comunidade de Madrid 1 (0) Fundador do Real Madrid e depois personagem dos primórdios do Atlético de Madrid, foi cedido pela filial apenas para a final da Copa do Rei de 1907
1909 Didixien [21]  França 1 (0)
1909 C.F. Simmons [22]  Reino Unido 3 (4)
1909 Mortimer [23]  Reino Unido 1 (0)
1909, 1911 Pedro Mandiola Villar [24]  Cuba 5 (0) O livro aponta que, nascido em Sagua la Grande, teria origem basca. Integrou depois a filial Atlético de Madrid
1909-1911 Julián Ruete Muniesa [25] Madrid, Comunidade de Madrid 2 (0) Integrou depois a filial Atlético de Madrid
1910 Burns [26]  Reino Unido 2 (0)
1910 Cameron [27]  Reino Unido 1 (0)
1910 Graham [28]  Reino Unido 2 (0)
1910-12 Martyn Veitch [29]  Reino Unido 5 (4)
1911 Luis Belaunde Prendes [30] Gijón, Astúrias 2 (1) Cedido pela filial Atlético de Madrid para jogar a semifinal e final da Copa do Rei de 1911
1911 Manuel Garnica Serrano [31] Madrid, Comunidade de Madrid 1 (1) Cedido pela filial Atlético de Madrid para jogar a final da Copa do Rei de 1911
1911 Martyns [32]  Reino Unido 1 (0)
1911 Sloop [33]  Reino Unido 1 (0)
1918-21 Francisco Rivero Solozábal [34] Logroño, La Rioja 25 (0)
1920-21 Marcelino Galatas Rentería [35] Filipinas 1 (0)
1920-21 Elías Sauca Aristegi [36] Logroño, La Rioja 9 (1)
1922-26 Cantolla (Manuel García Levín) [37] Salas de los Infantes, Burgos 27 (2)
1926-27 Daniel Helguera Pérez [38] Castro Urdiales, Cantábria 4 (1)
1931-34 Carlos Petreñas Llorente [39] Cardejón, Sória 19 (1)
1933-48 Isaac Oceja Oceja [40] Escalante, Cantábria 239 (1)
1939-40 Higinio Ortúzar Santamaría [41]  Chile 99 (0) O livro aponta que era filho de bascos nascido em Santiago e que ainda na infância passou a viver no País Basco, após a morte da mãe
1941-42 Ignacio Larrauri [42] Filipinas 4 (0) O livro aponta que nasceu na cidade filipina de Goa tendo origens bascas
1956-63 Armando Merodio Pesquera [43] Barcelona, Barcelona 104 (39) O livro aponta que era filho de bascos, nascido na Catalunha apenas porque seu pai trabalhava lá
1980-81, 1982-83 Teodoro Rastrojo Méndez [44] Madrid, Comunidade de Madrid 9 (0) O livro aponta que era filho de bascos, nascido em Madrid apenas porque sua mãe estava ali em viagem
1984, 1985-82 Luis Fernando Fernández Rodríguez [45] Villafáfila, Zamora 188 (5) O livro aponta que formou-se futebolisticamente no País Basco desde as categorias de base
1984, 1986-89, 1997-2000 Francisco Ferreira Colmenero [46] Salamanca, Salamanca 169 (14) O livro aponta que teria origem basca
1984, 1987-88 Juan Carlos de Diego Rica [47] Burgos, Burgos 6 (1) O livro aponta que formou-se futebolisticamente no clube desde as categorias de base
1986-90 José Vicente Fernández Biurrun [48]  Brasil 173 (0) O livro aponta que nasceu em São Paulo como filho de bascos a trabalho, chegando ainda na infância ao País Basco
1988-89 Andoni Aiarza Zallo [49] Madrid, Comunidade de Madrid 56 (3) O livro aponta que teria origem basca
1989-91 Loren (Lorenzo Juarros García) [50] Mambrillas de Lara, Burgos 69 (9) O livro aponta que cresceu desde a infância no País Basco
1990-96 Ernesto Valverde Tejedor [51] Viandar de la Vera, Cáceres 188 (50) O livro aponta que foi criado no País Basco. Posteriormente foi técnico entre 2003-05 e 2013-16
1996 Javier Díaz Neira [52] Paderne, Corunha 12 (0) O livro aponta que teria formou-se futebolisticamente no clube desde as categorias de base
1996-2000 José Mari (José María García Lafuente) [53] Lardero, La Rioja 77 (5)
1997 Mario Bermejo Castanedo [54] Santander, Cantábria 3 (0) O livro aponta que foi incorporado no clube ainda como adolescente
1998-2005 Santiago Ezquerro Marín [55] Calahorra, La Rioja 260 (59)
2000-08 Daniel Arunzubia Aguado [56] Logroño, La Rioja 189 (0)
2005-13 Fernando Amorebieta Mardaras [57]  Venezuela 254 (4) O livro aponta que nasceu em Cantaura filho de bascos a trabalho, crescendo desde os dois anos de idade no País Basco. Defendeu as seleções espanholas juvenis e somente aos 26 anos adotou a seleção venezuelana principal
2006-07 Javier Iturriaga Arrillaga [58]  México 6 (0) O livro aponta que nasceu na Cidade do México filho de bascos, crescendo desde os doze anos de idade no País Basco
2007-12 David López Moreno [59] Logroño, La Rioja 144 (16)
2012-18 Aymeric Laporte [60]  França 222 (10) O livro aponta que nasceu em Agen, fora do País Basco francês, sendo incorporado ainda adolescente pelo clube
2013-14, 2015-18 Enric Saborit Teixidor [61] Barcelona, Barcelona 33 (0) O livro aponta que é filho de um catalão com uma basca, formando-se no clube desde as categorias de base
2014-16 Borja Viguera Manzanares [62] Logroño, La Rioja 45 (4)

Competições[editar | editar código-fonte]

O Athletic é um dos dois únicos clubes (o outro é o Real Madrid, em 1931/1932) que conseguiram ser campeões invictos na Liga Espanhola, alcançando esta marca na temporada 1929/1930, além de deter a maior goleada da história da Liga, obtida neste mesmo campeonato: 12 a 1 sobre o Barcelona e o segundo maior goleador da história da Liga (ultrapassado em 2014 por Lionel Messi), Telmo Zarra, com 251 gols em 279 jogos, entre 1939 e 1955, sendo que Zarra também detinha, junto com Hugo Sánchez, do Real, a marca de maior número de gols em um único campeonato: 38 gols. Essa marca durou até a temporada 2010/2011, quando Cristiano Ronaldo marcou 40 gols com a camisa do Real Madrid. O ex-jogador Bata (em 1930/1931), junto com László Kubala, do Barcelona, (1951/1952), são os jogadores que mais marcaram gols em uma mesma partida (7).

O Athletic é um dos três clubes que jamais caíram para a segunda divisão (os outros são Real Madrid e Barcelona) e o quinto maior pontuador da La Liga em todos os tempos, somando-se os pontos conquistados em todas as temporadas. Segundo o ranking histórico mundial de clubes é, em termos de currículo, o 5º maior clube espanhol (atrás de Real Madrid, Barcelona, Valencia e Atlético de Madrid, respectivamente).[carece de fontes?]

Seu centenário, em 1998, foi celebrado em grande estilo, em amistoso contra a Seleção Brasileira, empatado em 1 a 1.[63] A partida, em 31 de maio, foi um dos amistosos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 1998, iniciada no mês seguinte. No jogo, Rivaldo marcou para os brasileiros, e Carlos García fez para o Athletic.[64]

Na virada do milênio, o Athletic sofreu com péssimas campanhas, ao ponto de se salvar do rebaixamento na última rodada da temporada 2006-07. Após o susto, os bascos melhoraram seu desempenho e o clube voltou a figurar entre os protagonistas do campeonato. Em 2012, a equipe contrata o técnico argentino Marcelo Bielsa para comandar a equipe nas competições das quais o Athletic participava. Com um futebol muito ousado e ofensivo, Bielsa levou o Athletic à duas finais naquela temporada: da Liga Europa da UEFA, onde eliminou gigantes como Manchester United, Paris Saint-Germain e Schalke 04, mas acabou derrotado pelo Atlético Madrid na final pelo placar de 3 a 0, e também da Copa do Rei, perdendo para o Barcelona pelo mesmo placar da outra final.

Após alguns desentendimentos, Bielsa deixou o Athletic no fim da temporada 2013. Em seu lugar, a equipe trouxe Ernesto Valverde. Em sua primeira temporada, o novo treinador fez grande campanha, levando o Athletic ao 4º lugar na Liga Espanhola e garantindo uma vaga nos play-offs da Liga dos Campeões da UEFA, algo que o time não conseguia desde 1998. O adversário dos bascos foi o Napoli da Itália. Após empate no jogo de ida, no San Paolo, o Athletic venceu o jogo de Volta por 3 a 1, classificando-se para a fase de grupos do torneio. No entanto, o Athletic acabou sendo eliminado da competição ao finalizar em 3° no grupo H, ganhando o direito de disputar a Liga Europa daquela temporada, mas o time basco também foi eliminado pelo Torino.

Apesar das eliminações nas competições europeias, o Athletic chegou à final da Copa do Rei onde enfrentou o Barcelona no Camp Nou, sendo o time catalão o vencedor ao derrotar o Athletic pelo placar de 3 a 1.

Como o Barcelona venceu as duas competições nacionais da Espanha, o Athletic, por ter sido vice-campeão da Copa do Rei, ganhou o direito de disputar a Supercopa da Espanha contra o próprio Barcelona. Contrariando todas as expectativas, o Athletic goleou no jogo de ida aplicando 4 a 0 e conquistou o título da competição ao empatar em 1 a 1 no jogo da volta em Barcelona. Além de ter impedido o "Sextete" do Barcelona na temporada, o Athletic conquistou o seu primeiro título em 31 anos, uma vez que a última vez que o Athletic havia sido campeão fora no ano de 1984.

O 7° lugar na Liga Espanhola deu ao clube basco o direito de disputar a Liga Europa novamente. Após avançar à fase de Grupos, o Athletic classificou-se para a fase eliminatória como líder da sua chave. O centroavante Aduriz, em grande fase, comandou o Athletic e fez gols decisivos para que o time basco eliminasse o Olympique de Marseille e o Valencia. Todavia, nas quartas-de-final, o Athletic acabou sendo eliminado para o Sevilla nos pênaltis (5 a 4), após ambas equipes conquistarem vitórias por 2 a 1 como visitantes.

Com uma boa segunda metade na La Liga de 2015–16, o Athletic alcançou o 5° lugar e garantiu presença na Liga Europa novamente. A posição no campeonato nacional colocou o time diretamente na fase de grupos da competição, de modo que o Athletic caiu no grupo F com Sassuolo, Genk e Rapid Wien. Apesar de ser apontado como favorito no grupo, o time basco sofreu para se classificar, conseguindo avançar após vencer o Genk no San Mamés por 5 a 3 em um jogo histórico no qual Aduriz marcou os 5 gols do Athletic na partida. No entanto, a campanha da equipe acabou logo na fase seguinte, onde o Athletic foi surpreendentemente eliminado pelo APOEL após vencer em casa por 3 a 2 e perder na volta por 2 a 0 para o time do Chipre.

Na Copa do Rei, o Athletic foi eliminado pelo Barcelona na fase oitavas-de-final em uma eliminatória disputadíssima, na qual os bascos venceram em Bilbao por 2 a 1 e sofreram 3 a 1 em Barcelona.

Antes da temporada 2017-18, Ernesto Valverde deixou o comando da equipe para substituir Luis Enrique como treinador do Barcelona. Com isso, o Athletic deu uma chance ao técnico do time B, José Ángel Ziganda, promovendo-o a treinador da equipe principal para a temporada que estava por vir. Porém, o desempenho do time ficou longe do esperado e o Athletic colecionou decepções na Liga Espanhola e na Copa do Rei, sendo eliminado nesta última para o Formentera da terceira divisão espanhola, com uma derrota por 1 x 0 em Bilbao. Ziganda ganhou sobrevida no cargo ao conseguir a classificação na fase de grupos da Liga Europa da UEFA de 2017–18 e avançando para as oitavas-de-final ao eliminar o Spartak de Moscou na fase de dezesseis-avos-de-final, vencendo por 3 x 1 na casa do adversário e sendo derrotado por 2 x 1 em Bilbao. No entanto, o time confirmaria a má fase ao cair na eliminatória seguinte para o Olympique de Marseille, perdendo as duas partidas, fora e em casa, por 3 x 1 e 2 x 1 respectivamente. Apesar da pressão da torcida, a diretoria do Athletic optou por garantir Ziganda até o final do Campeonato Espanhol, uma vez que o time não corria mais riscos de rebaixamento. Ao encerrar a temporada com um decepcionante 16° lugar, o Athletic anunciou a saída de Ziganda do cargo e alguns dias depois confirmou a chegada do argentino Eduardo Berizzo para ser o novo comandante da equipe.

Após 15 partidas no comando do Athletic, conquistando apenas duas vitórias (uma na primeira rodada da La Liga de 2018–19 e a outra pela Copa do Rei), Berizzo foi demitido do comando técnico da equipe logo depois de perder por 3 x 0 para o Levante. Coube então ao técnico do time B do Athletic, Gaizka Garitano, assumir o time interinamente até que o clube encontrasse um substituto. Garitano assumiu o comando do Athletic com o clube na 18ª colocação e com uma crise altamente apoiada pela mídia de Madri (afinal o Athletic é um dos 3 clubes que jamais foi rebaixado ao lado de Real Madrid e Barcelona). Com 11 pontos somados em 15 jogos, sendo 14 jogos sem vencer, a equipe era dada como séria candidata ao rebaixamento, principalmente em função do mau desempenho em jogos dentro do seu estádio. Na estréia de Garitano, o Athletic conseguiu uma vitória dramática, com gol de pênalti nos acréscimos, sobre o Girona. Porém, a partida seria um divisor de águas na campanha dos Leones: Garitano implementou um padrão de solidez defensiva que sempre marcou os melhores times do Athletic e o time basco iniciou uma reação inacreditável, conquistando 32 pontos nas 15 rodadas seguintes à troca de treinador, com vitórias importantes sobre times que brigavam na parte de cima da tabela, como Sevilla e Atlético de Madrid. O time, antes candidato ao rebaixamento, passou a brigar pelas posições de cima da tabela, chegando até a última rodada com chances de ir à Liga Europa da UEFA. Na última rodada porém, o Athletic acabou perdendo para o Sevilla e perdeu a vaga européia para o Espanyol.

A ótima recuperação feita por Garitano garantiu o treinador para a temporada 2019-20, de modo que na estreia da La Liga de 2019–20 o Athletic enfrentou o Barcelona na abertura da competição. A partida ficou marcada pelo gol antológico marcado por Aduriz, de voleio, aos 38 anos de idade e alguns dias após anunciar que encerrará sua carreira no final desta temporada. O tento garantiu a vitória do Athletic na primeira rodada do campeonato espanhol.

Dois jogadores do Athletic estiveram no grupo da Seleção Espanhola que conquistou a Copa do Mundo de 2010, a primeira vencida pela Furia: Javi Martínez e Fernando Llorente, que foram reservas. Mais recentemente, o atacante Aduriz, com 35 anos, também ganhou uma chance na selção nacional, jogando a Eurocopa em 2016 graças a sua grande fase vivida no Athletic. Na Copa do Mundo FIFA de 2018, o goleiro Kepa Arrizabalaga foi convocado e estará no elenco da seleção da Espanha na competição.

Estádio[editar | editar código-fonte]

Até junho de 2013, o Athletic jogava no antigo Estádio San Mamés. Desde então manda seus jogos em seu novo estádio batizado com o nome San Mamés Barria. Com capacidade para 53 289 espectadores, ele substituiu um dos campos mais antigos da Espanha. A nova casa do clube basco teve um custo de 173 milhões de euros e foi confirmada pela UEFA como uma das 13 sedes da Eurocopa de 2020.[65]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Joseba Etxeberria atuou pela Real Sociedad antes de tornar-se símbolo de fidelidade ao Athletic.

Real Sociedad[editar | editar código-fonte]

Dentro do País Basco, seu maior rival é a Real Sociedad, da cidade de San Sebastián. Este clube é menos radical: admite livremente desde 1989 jogadores de outros países e desde 2002 começou a aceitar espanhóis, ainda que em pequena medida. A rivalidade é amplamente favorecedora ao Athletic, que possui mais títulos de expressão e maior número de vitórias, assim como é um dos três times a jamais ter sido rebaixado à segunda divisão, ao lado de Real Madrid e Barcelona.

Ambas as torcidas têm um relacionamento relativamente pacífico, com as hostilidades concentrando-se mais entre as diretorias. Joseba Etxeberria, um jogador-símbolo dos Leones, iniciou a carreira nos alviazuis, e sua transferência foi polêmica; de 2008 até aposentar-se, um ano depois, doou todo o salário de volta ao Athletic, como agradecimento.[66] Vicente Biurrun, Loren, Ion Andoni Goikoetxea, Gorka Elustondo, Iñigo Martínez, Yuri Berchiche e Kenan Kodro também passaram pelos dois rivais. O clássico já foi palco de uma das primeiras manifestações livres de nacionalismo basco após o franquismo: em 1976, um ano após a morte do ditador Francisco Franco, José Ángel Iríbar, ex-goleiro a atual presidente honorário do Athletic, entrou em campo empunhando uma bandeira do País Basco (proibida havia 40 anos)[67] juntamente com o jogador rival Inaxio Kortabarría. Semanas depois, a bandeira, ainda muito relacionada ao grupo terrorista ETA, pôde ser legalizada.[68] O último a fazer a troca foi Álex Remiro.

Real Madrid[editar | editar código-fonte]

Real x Athletic em 2010.

O Real Madrid também desperta uma certa animosidade, uma vez que carrega a imagem de símbolo do próprio governo espanhol que, na ditadura de Francisco Franco (torcedor do Atlético de Madrid, mas apoiador do Real por ser um clube madrilenho), tanto oprimiu a cultura basca. Curiosamente, na temporada 2002/03, o Athletic teve de decidir-se em quais dos dois poderia "favorecer": na última rodada, jogaria no Santiago Bernabéu contra os madrilenhos, que disputavam o título espanhol com a Sociedad, que só seria campeã se o Athletic vencesse. A equipe da capital acabou derrotando os alvirrubros por 3 a 1 e levando a taça. O ex-zagueiro Rafael Alkorta é o mais famoso a ter feito em ambos. O último a realizar a troca entre os times foi Aitor Karanka.

Barcelona[editar | editar código-fonte]

Barcelona x Athletic em 2007.

Nas décadas de 1930 e 1940, o clube disputava acirradamente os títulos espanhóis com o Barcelona. Tanto que eram os dois maiores vencedores de La Liga até a ascensão do Real Madrid, iniciada na década de 1950. Não tardou para que a rivalidade diminuísse bastante, inclusive pelo fato das duas equipes passarem a detestar o Real - o Barcelona, em caso similar ao Athletic, representava outra região de cultura a línguas discriminada por Franco, a Catalunha.

A rixa esteve um pouco renovada nos anos 1980, em que o jogador Andoni Goikoetxea chegou a quebrar as pernas dos barcelonistas Diego Maradona e Bernd Schuster. Em outra partida, decisiva pela Copa do Rei de 1984, vencida pelo Athletic, Maradona chegou a provocar uma briga campal entre as duas equipes. Jesús Garay, Andoni Zubizarreta, Julio Salinas e Ion Andoni Goikoetxea (que não é o mesmo que fraturou Schuster e Maradona) são os que fizeram mais sucesso com as duas camisas. O último a ter defendido as duas como jogador foi Santiago Ezquerro. Como técnico, o nome em comum mais recente é o de Ernesto Valverde, que também esteve em ambos como jogador.

Após uma sequência de triunfos do time catalão em finais contra o Athletic, principalmente na Copa do Rei, o time basco conseguiu conquistar um título novamente após 31 anos, justamente em cima do Barcelona. A conquista (sob o comando de Valverde) da Supercopa da Espanha de 2015, com direito a uma goleada de 4 a 0 no San Mamés, não somente voltou a dar uma Taça ao Athletic, como também impediu que o Barcelona conquistasse o chamado "Sextete", no qual o Barcelona seria campeão de todas as competições que disputou em 2015.

Atlético de Madrid[editar | editar código-fonte]

A histórias dos dois clubes está ligada. Por ter inicialmente sido uma filial do time basco, a equipe madrilenha por vezes viu-se impedida de disputar, em seus primeiros anos, a Copa do Rei (competição mais expressiva até a criação do campeonato espanhol, em 1929), mesmo quando qualificada por torneios classificatórios. Com isso, naturalmente surgiu um descontentamento com a matriz, levando ao rompimento da relação original entre ambos.[4] Além disso, no início da ditadura franquista, foi o Atlético o clube capitolino mais ligado ao governo espanhol, e não o Real.[69]

Os dois já disputaram acirradamente La Liga duas vezes, em 1941 e em 1970, com os colchoneros levando o título em ambas. Já na Copa do Rei, o retrospecto dos bilbaínos é mais favorável: venceram duas das três finais travadas por criador e criatura, em 1921 e 1956, perdendo a de 1985. A rixa foi realimentada em 2012, quando a rivalidade atleticana decidiu entre si pela primeira vez um torneio europeu, a Liga Europa da UEFA.[4]Javier Irureta, Andoni Goikoetxea, Julio Salinas e Daniel Aranzubia foram alguns dos que passaram por criador e criatura. O último a fazer o mesmo entre elas foi Raúl García.

Dados do clube[editar | editar código-fonte]

San Mamés Barria, estádio do Athletic Club.
  • Sócios: 34.373.
  • Temporadas na Primeira Divisão (1928-2019): 90
  • Temporadas na Segunda Divisão (1928-2019): 0.
  • Posição histórica na Liga Espanhola: 2° (24 vezes).
  • Melhor posição na Liga Espanhola: 1°.
  • Pior posição na Liga Espanhola: 17º.
  • Jogos disputados: 2.648.
  • Jogos vencidos: 1.157.
  • Jogos empatados: 609.
  • Jogos perdidos: 882.
  • Gols pró: 4.478.
  • Gols contra: 3.571.
  • Pontos: 3.188.
  • Saldo de gols: 907.
  • Maior goleada conseguida na Liga no San Mames: Athletic de Bilbao 12 - 1 FC Barcelona (1930-31).
  • Maior goleada conseguida na Liga fora de San Mames: Osasuna 1 - 8 Athletic de Bilbao (1958-59).
  • Maior goleada sofrida na Liga: FC Barcelona 7 - 0 Athletic de Bilbao (2000-01).
  • Maior goleada conseguida na Copa del Rey: Athletic de Bilbao 12 - 1 Celta de Vigo (1946/47).
  • Maior goleada conseguida em competições europeias: Standard de Liege 1 - 7 Athletic de Bilbao (2004-05).

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Liga trophy (adjusted).png
Campeonato Espanhol 8 1929–30Cscr-featured.png, 1930–31, 1933–34, 1935–36, 1942–43, 1955–56, 1982–83, 1983–84
RFEF - Copa del Rey.svg
Copa do Rei da Espanha 24 1902, 1903, 1904, 1910, 1911, 1914, 1915, 1916, 1921, 1923, 1930, 1931, 1932, 1933, 1942–43, 1943–44, 1944–45, 1949–50, 1954–55, 1955–56,1957–58, 1968–69, 1972–73, 1983–84
Supercopa de España (rfef).svg
Supercopa da Espanha 2 1984, 2015
Flag of Spain.svg Copa Eva Duarte 1 1950
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Flag of the Basque Country.svg
Campeonato da Biscaia 18 1914, 1915, 1916, 1920, 1921, 1923, 1924, 1925, 1926, 1928, 1929, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1939, 1940
Flag of the Basque Country.svg
Copa do País Basco 1 2018

Cscr-featured.png títulos invicto

Outras conquistas:

Troféu Ramón de Carranza: 1972

Troféu Teresa Herrera: 1947, 1983

Troféu Colombino: 1981, 1990, 1999

Troféu Cidade de Santander: 1987

Torneio da Costa do Sol: 1961, 1978

Outra conquista de destaque

Flag of Venezuela.svg Pequena Taça do Mundo: 1967

Recordes individuais[editar | editar código-fonte]

Recordes de partidas[editar | editar código-fonte]

# País Jogador Período Jogos
Espanha José Ángel Iríbar 1962-1980 614
Espanha Txetxu Rojo 1965-1982 541
Espanha Joseba Etxeberria 1995-2010 514
Espanha Andoni Iraola 2003–2015 510
Espanha Markel Susaeta 2007-2019 507
Espanha Agustín Gaínza 1939–1959 493
Espanha José Orúe 1950–1968 480
Espanha Aitor Larrazábal 1990-2004 445
Espanha Canito 1948-1963 435
10º Espanha Julen Guerrero 1992-2006 430

Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Os números sobre Aduriz podem estar desatualizados, pois ele ainda está em atividade.

# País Jogador Período Gols
Espanha Telmo Zarra 1940-1955 333
Espanha Bata 1929-1936 208
Espanha Dani 1974–1986 199
Espanha Guillermo Gorostiza 1929-1940 198
Espanha José Iraragorri 1929–1949 179
Espanha Aritz Aduriz 2002–2003, 2006-2008 e 2012- 172
Espanha Eneko Arieta 1951–1966 170
Espanha José Luis Panizo 1938–1955 169
Espanha Agustín Gaínza 1939–1959 152
10º Espanha José Artetxe 1950–1965 133

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa listrada verticalmente em vermelho e branco, calção e meias pretas;
  • 2º - Camisa azul, calção e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo

Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 2017–18
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Terceiro
  • 2016-17
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2015–16
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2014–15
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2013-14
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2012–13
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2011–12
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2010–11
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Terceiro

Athletic Club de Bilbao.png

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 18 de agosto de 2019.
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Lesionado: Jogador lesionado/contundido


Goleiros
N.º Jogador
1 Espanha Unai Simón
13 Espanha Iago Herrerín
31 Espanha Jokin Ezkieta
Defensores
N.º Jogador Pos.
3 Espanha Unai Núñez Z
4 Espanha Iñigo Martínez Z
5 Espanha Yeray Álvarez Z
15 Espanha Iñigo Lekue LD
18 Espanha Óscar de Marcos LD
21 Espanha Ander Capa LD
2 Romênia Cristian Ganea LE
17 Espanha Yuri Berchiche LE
24 Espanha Mikel Balenziaga LE
Meio-campistas
N.º Jogador Pos.
6 Espanha Mikel San José V
14 Espanha Dani García V
16 Espanha Mikel Vesga V
7 Espanha Beñat Etxebarria M
8 Espanha Unai López M
11 Espanha Iñigo Córdoba M
22 Espanha Raúl García M
Atacantes
N.º Jogador
9 Espanha Iñaki Williams
10 Espanha Iker Muniain Capitão
12 Espanha Gaizka Larrazabal
19 Espanha Ibai Gómez
20 Espanha Aritz Aduriz
23 EspanhaBósnia e Herzegovina Kenan Kodro
25 Espanha Asier Villalibre
30 Espanha Gorka Guruzeta
Comissão técnica
Nome Pos.
Espanha Gaizka Garitano T
Espanha Bingen Arostegi AS
Espanha Alberto Iglesias AS
Espanha José Antonio Pozanco PF
Espanha Xabier Clemente PF
Espanha Imanol Etxeberría TG

Treinadores[editar | editar código-fonte]

 
Nome Anos
Reino Unido Mr. Sheperd 1910-1911
Reino Unido William Barnes 1914-1916
Sem treinador 1916-1919
Reino Unido William Barnes 1920-1921
Espanha Juan Arzuaga 1922-1925
Reino Unido Ralph Kirby
Reino Unido Fred Pentland
1925-1926
Hungria Lippo Hertzka 1926-1928
Espanha Máximo Royo 1928-1929
Reino Unido Fred Pentland 1929-1933
Espanha Patricio Caicedo 1933-1935
Espanha Jose Maria Olabarria 1935
Reino Unido William Garbutt 1935-1937
Espanha Perico Birichinaga 1938-1939
Espanha Roberto Echevarría 1939-1940
Espanha Juan Urquizu 1940-1947
Reino Unido Henry Bagge 1947-1949
Espanha José Iraragorri 1949-1952
Espanha Antonio Barrios 1952-1954
Tchecoslováquia Ferdinand Daučík 1955-1957
Espanha Baltasar Albéniz 1957-1958
Brasil Martim Francisco 1958-1960
Flag of the Basque Country.svg Juan Antonio Ipiña 1960-1962
Flag of the Basque Country.svg Ángel Zubieta 1962-1963
Flag of the Basque Country.svg Juan Otxoantezana 1963-1964
Espanha Antonio Barrios 1964-1965
Flag of the Basque Country.svg Agustín Gaínza 1965-1968
Flag of the Basque Country.svg Rafael Iriondo 1968-1969
Inglaterra Ronnie Allen 1969-1971
Espanha Salvador Artigas 1971-1972
Jugoslávia Milorad Pavic 1972-1974
Flag of the Basque Country.svg Rafael Iriondo 1974-1975
Flag of the Basque Country.svg Koldo Aguirre 1975-1979
Áustria Helmut Senekowitsch 1979-1981
Flag of the Basque Country.svg Iñaki Sáez 1981
Flag of the Basque Country.svg Javier Clemente 1981-1986
Flag of the Basque Country.svg José Ángel Iribar 1986-1987
Inglaterra Howard Kendall 1987-1989
Flag of the Basque Country.svg Txetxu Rojo 1989-1990
Flag of the Basque Country.svg Javier Clemente 1990-1991
Flag of the Basque Country.svg Iñaki Sáez
Flag of the Basque Country.svg Jesús Aranguren
1991-1992
Alemanha Jupp Heynckes 1993-1994
Flag of the Basque Country.svg Javier Irureta
Flag of the Basque Country.svg J.M Amorrortu
1994-1995
Jugoslávia Dragoslav Stepanovic 1995-1996
França Luis Fernández 1996-2000
 
Nome Anos
Flag of the Basque Country.svg Txetxu Rojo 2000-2001
Alemanha Jupp Heynckes 2001-2003
Flag of the Basque Country.svg Ernesto Valverde 2003-2005
Flag of the Basque Country.svg José Luis Mendilibar
Flag of the Basque Country.svg Javier Clemente
2005-2006
Flag of the Basque Country.svg Félix Sarriugarte
Espanha José Manuel Esnal
2006-2007
Espanha Joaquín Caparrós 2007-2011
Argentina Marcelo Bielsa 2011-2013
Flag of the Basque Country.svg Ernesto Valverde 2013-2017
Flag of the Basque Country.svg José Ángel Ziganda 2017-2018
Argentina Eduardo Berizzo 2018
Espanha Gaizka Garitano 2019-

Jogadores históricos[editar | editar código-fonte]

   

Referências

  1. «Primeiro gol de um negro prova como filosofia do Athletic pode evoluir com a sociedade». Trivela UOL. Consultado em 8 de outubro de 2016 
  2. a b c d e f HOFMAN, Gustavo (dezembro de 2008). Os forasteiros de San Mamés. Trivela n. 34. Trivela Comunicações, pp. 56-57
  3. STEIN, Leandro (26 de abril de 2012). «Guernica, 75 anos depois». Trivela. Consultado em 8 de maio de 2012 
  4. a b c STEIN, Leandro (8 de maio de 2012). «As histórias cruzadas de Athletic e Atlético». Trivela. Consultado em 8 de maio de 2012 
  5. ESPINA, Ricardo (setembro de 2008). Tradição quebrada. Trivela n. 31. Trivela Comunicações, p. 10
  6. El 'verde Athletic' salta al campo, Elcorreo
  7. STEIN, Leandro (19 de fevereiro de 2015). «Primeiro gol de um negro prova como filosofia do Athletic pode evoluir com a sociedade». Trivela. Consultado em 19 de fevereiro de 2015 
  8. MIRANDA, Jéssica (2007). Euskal harrotasuna. Corner n. 4. São Paulo: Editora Corner, pp. 62-63
  9. STEIN, Leandro (31 de janeiro de 2019). «UNDERSTANDING ATHLETIC CLUB'S SIGNING OF KENAN KODRO AND HOW HE FITS INTO THE TEAM». Inside Athletic. Consultado em 2 de maio de 2019 
  10. STEIN, Leandro (26 de dezembro de 2018). «John Robert Mills foi um exemplo da paixão e da dedicação à história do futebol». Trivela. Consultado em 28 de dezembro de 2016 
  11. ITURRIAGA, Ángel (2017). Introducción. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 11-13
  12. ITURRIAGA, Ángel (2017). CAREAGA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 65
  13. ITURRIAGA, Ángel (2017). CAZEAUX. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 69
  14. ITURRIAGA, Ángel (2017). EVANS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 101
  15. ITURRIAGA, Ángel (2017). DYER. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 85
  16. ITURRIAGA, Ángel (2017). COCKRAM. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 74
  17. ITURRIAGA, Ángel (2017). MURGA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p.
  18. ITURRIAGA, Ángel (2017). RUESCH. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 207
  19. ITURRIAGA, Ángel (2017). DAVIES. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 69
  20. ITURRIAGA, Ángel (2017). CÁRDENAS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 69
  21. ITURRIAGA, Ángel (2017). DIDIXIEN. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 83
  22. ITURRIAGA, Ángel (2017). SIMMONS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 216
  23. ITURRIAGA, Ángel (2017). MORTIMER. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 175
  24. ITURRIAGA, Ángel (2017). MANDIOLA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 166
  25. ITURRIAGA, Ángel (2017). RUETE. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 207
  26. ITURRIAGA, Ángel (2017). BURNS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 60
  27. ITURRIAGA, Ángel (2017). CAMERON. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 69
  28. ITURRIAGA, Ángel (2017). GRAHAM. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 118-119
  29. ITURRIAGA, Ángel (2017). VEITCH. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 240
  30. ITURRIAGA, Ángel (2017). BELAUNDE. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 51
  31. ITURRIAGA, Ángel (2017). GARNICA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 113
  32. ITURRIAGA, Ángel (2017). MARTYNS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 169
  33. ITURRIAGA, Ángel (2017). SLOOP. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 69
  34. ITURRIAGA, Ángel (2017). RIVERO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 203
  35. ITURRIAGA, Ángel (2017). GALATAS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 108
  36. ITURRIAGA, Ángel (2017). SAUCA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 214
  37. ITURRIAGA, Ángel (2017). CANTOLLA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 64
  38. ITURRIAGA, Ángel (2017). HELGUERA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 121
  39. ITURRIAGA, Ángel (2017). PETREÑAS. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 193
  40. ITURRIAGA, Ángel (2017). OCEJA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 184
  41. ITURRIAGA, Ángel (2017). ORTUZAR. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 187
  42. ITURRIAGA, Ángel (2017). LARRAURI. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 152
  43. ITURRIAGA, Ángel (2017). MERODIO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 172
  44. ITURRIAGA, Ángel (2017). RASTROJO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 200
  45. ITURRIAGA, Ángel (2017). LUIS FERNANDO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 161-162
  46. ITURRIAGA, Ángel (2017). FERREIRA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 105
  47. ITURRIAGA, Ángel (2017). DE DIEGO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 80
  48. ITURRIAGA, Ángel (2017). BIURRUN. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 57-58
  49. ITURRIAGA, Ángel (2017). AIARZA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 19-20
  50. ITURRIAGA, Ángel (2017). LOREN. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 161
  51. ITURRIAGA, Ángel (2017). VALVERDE. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 239
  52. ITURRIAGA, Ángel (2017). DÍAZ NEIRA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 83
  53. ITURRIAGA, Ángel (2017). JOSÉ MARI. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 140
  54. ITURRIAGA, Ángel (2017). MARIO BERMEJO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 167
  55. ITURRIAGA, Ángel (2017). EZQUERRO. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 101-102
  56. ITURRIAGA, Ángel (2017). ARUNZUBÍA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 60
  57. ITURRIAGA, Ángel (2017). AMOREBIETA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 27
  58. ITURRIAGA, Ángel (2017). ITURRIAGA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 118-119
  59. ITURRIAGA, Ángel (2017). DAVID LÓPEZ. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 78-79
  60. ITURRIAGA, Ángel (2017). Laporte. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 151
  61. ITURRIAGA, Ángel (2017). SABORIT. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, p. 51
  62. ITURRIAGA, Ángel (2017). VIGUERA. Diccionario de jugadores del Athletic Club. Logroño: Editorial Siníndice, pp. 242-243
  63. ARRUDA, Marcelo Leme de (26 de fevereiro de 2009). «Brazil National "A" Team - Unofficial Matches». RSSSF. Consultado em 3 de setembro de 2010 
  64. MATTA, Fernando; WOODS, Dennis David (26 de fevereiro de 2009). «Seleção Brasileira (Brazilian National Team) 1998-1999». RSSSF. Consultado em 3 de setembro de 2010 
  65. «San Mamés será una de las sedes de la Eurocopa 2020». MARCA.com (em espanhol). 19 de setembro de 2014. Consultado em 5 de outubro de 2016 
  66. ESPINA, Ricardo (janeiro de 2009). Top 10 Casos de fidelidade a um clube. Trivela n. 35. Trivela Comunicações, p. 9
  67. FUJITA, Fábio (janeiro de 2009). A luta continua. Trivela n. 35. Trivela Comunicações, pp. 56-57
  68. STEIN, Leandro (5 de dezembro de 2016). «O dia em que Athletic Bilbao e Real Sociedad desafiaram as autoridades em prol do orgulho basco». Trivela. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  69. SETTI, Daniel (abril de 2009). Especial Barça. FUT Lance! n. 05. Areté Editorial, pp. 30-49
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]