Audiodescrição

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Audiodescrição é uma faixa narrativa adicional para pessoas com deficiência visual, intelectual, dislexia e idosos, consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão, o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais. Consiste num narrador que fala durante a apresentação, descrevendo o que está a acontecer no ecrã durante as pausas naturais do áudio e por vezes durante diálogos, quando considerado necessário.[1]

As artes performativas (teatro, dança, ópera) e para os meios de comunicação (televisão, cinema e DVD), a descrição é uma forma de tradução audiovisual, usando as pausas naturais no diálogo ou entre elementos sonoros cruciais para inserir a narrativa, que traduz a imagem visual de uma forma que a torna acessível a milhões de indivíduos que de outro modo não teriam um acesso pleno à televisão e ao cinema.

Em museus ou em exposições de artes visuais, visitas com audiodescrição (ou em circuitos concebidos universalmente que incluem descrição ou a extensão dos atuais programas gravados em áudio ou em vídeo) são utilizados para proporcionar acesso aos visitantes que são cegos ou possuem uma visão reduzida. Professores ou guias podem ser instruídos no sentido de utilizar a audiodescrição nas suas apresentações. A audiodescrição de eventos desportivos está a tornar-se cada vez mais comum, especialmente em estádios de futebol.

Investigadores estão a trabalhar no sentido de demonstrar como a descrição, através do uso de variadas escolhas de palavras, sinônimos, metáforas e comparações, beneficia não só as crianças que são invisuais e/ou com dificuldade de aprendizagem, mas poderá também impulsionar a literacia para todas as crianças.

A partir de 1º de julho de 2011 foi instituída no Brasil a obrigatoriedade de pelo menos duas horas semanais de conteúdo com audiodescrição para as emissoras com sinal aberto e transmissão digital, na condição de faixa de áudio adicional.[2]

Em maio de 2019, um pesquisador brasileiro, o Professor Dr. Marx Menezes, Mestre em arte e tecnologia, Doutor em imagem, visualidades e urbanidades pelo departamento de artes da Universidade de Brasília - UnB, conclui uma tese de doutorado, e, utilizando tecnologias atuais e premissas substanciais, expande a ferramenta com seu novo conceito para a audiodescrição: "É uma solução acessível que permite a qualquer pessoa ouvinte enxergar o mundo por meio de percepções sonoras."

Surge a AD 2.0 que é uma atualização dos benefícios que a metodologia proporciona, concebendo ganhos em novas áreas de acessibilidade, transitabilidade, receptividade e compreensibilidade para todas as idades e variadas deficiências.

Em tempos de internet, inteligência artificial e máquinas que substituem os humanos, foi preciso definir 7 premissas que conceituam a AD 2.0.. São elas:

  1. PROPÓSITO AMPLO
  2. APRENDIZADO CONTÍNUO
  3. MENTALIDADE CRIATIVA
  4. SERVIÇO PERSONALIZADO
  5. PRODUÇÃO COLABORATIVA
  6. CURADORIA DIGITAL
  7. PLATAFORMA VIRTUAL

Utilizando esta ferramenta e suas premissas, coopera-se com tecnologias assistivas, geração e utilização de codigo QR, totem digital, aplicativo de produção compartilhada de audiodescrição, surgimento do personal audiodescritor (premissa da personalização), com a finalidade de romper barreiras de mobilidade, comunicação, informação, arquitetônicas, urbanísticas e atitudinais para deficientes visuais, baixa visão, dislexia, dificuldade em aprendizado, analfabetos e idosos.

Referências

  1. Planeta Educação. Audiodescrição – recurso de acessibilidade para a inclusão cultural das pessoas com deficiência visual. Acesso em 6 de maio de 2011
  2. Agência Brasil - EBC (1 de julho de 2011). «Emissoras de TV são obrigadas a transmitir programas adaptados para pessoas com deficiência visual». 01/07/2011. Consultado em 6 de julho de 2011