Auditoria externa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Auditoria é uma área da contabilidade que analisa as demonstrações contábeis. Para muitos, inclusive oficialmente para os órgãos da classe contábil no Brasil, só podem ser auditores os profissionais graduados em Ciências Contábeis. Entretanto, dentro das recentes teorias de Gestão Corporativa o conceito não é absoluto e ganha cada vez mais outras acepções dadas pela literatura e meio empresarial e governamental. Ressaltando que nesta última área a auditoria externa é exercida no âmbito dos Tribunais de Contas.

Atualmente o cargo de Auditor de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil possui diferentes denominações, de acordo com cada Tribunal de Contas:

    • Inspetor de Controle Externo (TCE/RN),
    • Agente de Fiscalização (TCM-SP e TCE-SP),
    • Auditor Público Externo (TCE/RS),
    • Analista de Controle Externo (TCE-SE, TCE-MG, TCE-RJ e TCE-PR) e
    • Auditor de Controle Externo (TCM-RJ, TCM-BA e TCE-BA).

Torna-se imprescindível frisar que a Proposta de Emenda Constitucional nº. N.º 40/2016[1], defendida inclusive pela ANTC (Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo), objetiva uniformizar a nomenclatura do cargo, de modo que todos os Tribunais de Contas do Brasil venham a adotar a nomenclatura Auditor de Controle Externo, para se referir aos cargos de Analista de Controle Externo, Agente de Fiscalização e Inspetor de Controle Externo, cujos ingressos nas carreiras tenham se dado por meio de concursos públicos atinentes ao exercício do controle externo, para os quais tenham sido exigidos os requisitos do nível superior nas áreas de Direito, Economia, Administração, Engenharia, Tecnologia da Informação e Ciências Contábeis, assim como ocorre na quase totalidade das Cortes de Contas do País, a exemplo do TCU, TCM-RJ e TCE-BA.

Etimologicamente, a palavra auditoria origina-se do Latim audire (ouvir) e foi utilizada inicialmente pelos ingleses (auditing) para significar o conjunto de procedimentos técnicos para a revisão da contabilidade.

  • Existem também auditorias de Segurança do trabalho, inclusive com metodologia própria como em HADAD (2000).
  • Para o TCE do estado de Santa Catarina e Sergipe, assim como outros, os técnicos que ocupam cargos de analistas deControle externo II realizam auditorias.
  • Poucos Tribunais de Contas possuem normas para trabalhos de auditoria de engenharia definidas em Manuais ou regimentos internos. De modo geral, o quadro nesse campo é caracterizado predominantemente pela subjetividade (ROCHA, 2001). Entretanto, devido à importância dos setores técnicos nos TC ter sido ratificada com a promulgação da LRF, e diante do fato, conforme SILVA, M. (1997) de que a Corrupção é uma atividade econômica que exige Conhecimento tecnológico sofisticado, os TC buscam aperfeiçoar seus mecanismos de ação.
  • (CRUZ (1997) classifica a evolução da Auditoria governamental em três etapas: fiscalizadora, que tem como foco a Fiscalização financeira e patrimonial, bem como os registros dela decorrentes, objetivando certificar a adequação dos Controles internos e o apontamento de irregularidades, truques e Fraudes detectadas; de gestão, onde o propósito é a vigília da produção e da produtividade (na identificação de desvios relevantes), além da avaliação dos resultados alcançados diante de Objetivos e metas fixados para determinado período (padrões de desempenho esperados) e; operacional.
  • “A Auditoria de Natureza Operacional abrange duas modalidades: a auditoria de desempenho operacional e a avaliação de programa. O objetivo da auditoria de desempenho operacional é examinar a ação governamental quanto aos aspectos da economicidade, eficiência e eficácia, enquanto a avaliação de programa busca examinar a efetividade dos programas e projetos governamentais” (TCU, 2000).

A distinção entre Inspeção e Auditoria (enquanto procedimentos de fiscalização) foi regulada pelo TCE/RJ da seguinte forma: a inspeção tem como objetivo suprir omissões e lacunas de informações constantes em prestações e tomadas de contas, em Relatórios de auditoria ou em pareceres técnicos.

A comunicação oficial do auditor de obras do TCE/RJ com sua Direção sobre suas atividades de campo, materializa-se através de um relatório. Neste documento, todos os registros de campo que configurem achados de

auditoria necessitam ser fundamentados em diplomas legais e documentados para que surtam efeitos jurídicos.

Referências[editar | editar código-fonte]

HADDAD, Assed Naked et al. “Aspectos ergonômicos em auditorias de segurança trabalho”. In: Anais do ABERGO 2000, Rio de Janeiro, Brasil, 2000.

NOVO, Jean Marcel de Faria. Apreciação Ergonômica da Auditoria de Obras Públicas. Tese de Doutorado, COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil, 2003.

ROCHA, Márcio Soares da. “Métodos e Procedimentos em Auditorias de Obras Públicas”. In: Anais do VI Simpósio Nacional de Obras Públicas (SINAOP) 2001, Florianópolis, Brasil, 2001.

SILVA, Marcos Fernandes Gonçalves. “O controle dos processos de licitação: uma análise de economia política (parte 1)”. In: Estudos Econômicos da Construção, vol. 2, n.3, São Paulo, SINDUSCON-SP, 1997.

TCU. Manual de auditoria de natureza operacional. Tribunal de Contas da União. 2000.

VIDAL, M.C.R. Auditorias acadêmicas como instrumento de desenvolvimento grupos integrados de pesquisa. XVI ENEGEP,UNIMEP, 1996.

Portal A Wikipédia possui o:
Portal de Economia e negócios
  1. «PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO nº 40, de 2016 - Pesquisas - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 20 de junho de 2017