Augusto Finotti

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Augusto Finotti

Augusto Finotti (Valle di Garduno, Diocese de Trento, 1840 - Itália, 5 de fevereiro de 1919) foi um padre católico italiano ativo no Brasil.

Estudou no Seminário de Trento e foi ordenado em 1869. Era membro da congregação dos Palotinos e em 1877 transferiu-se para o Brasil.[1] Em janeiro de 1878 foi nomeado capelão da Colônia Caxias, no Rio Grande do Sul, substituindo o padre Antonio Passaggi,[2] mas não é certo que tenha tomado posse. Em 8 de junho do mesmo ano foi designado capelão da Colônia Conde d'Eu, e em 1879 foi transferido para o Curato de São Vendelino.[3]

Em 1880 recebeu nova nomeação como capelão da Colônia Caxias, iniciando os preparativos para a ereção da paróquia, da qual assumiu a titularidade em 24 de maio de 1884. Contudo, renunciou após 15 dias, provavelmente devido a conflitos com os maçons, passando a trabalhar na zona rural. Passou algum tempo assistindo o vigário de Silveira Martins, em 1886 foi nomeado cura de Figueira de Melo e em 1888 estava novamente em Caxias como auxiliar o pároco André Walter, participando dos trabalhos da comissão de obras da primeira Igreja Matriz. Quando a Capelania da Linha Zamith da Colônia Dona Isabel foi elevada à condição de paróquia, foi nomeado titular, sendo provido em 13 de fevereiro de 1889. Em 29 de setembro de 1890 foi nomeado cura de Nova Trento. Em 1901 retornou à Itália, onde faleceu.[3][4][1]

Finotti foi um importante apoiador dos imigrantes trentino-tiroleses, que em geral eram discriminados pelos outros imigrantes,[1] foi o principal incentivador da instalação dos Capuchinhos em Nova Trento e o diretor das obras do Convento do Sagrado Coração, que se tornou a primeira casa de noviciado capuchinho no estado,[5][6] e é lembrado também como um grande opositor da Maçonaria em uma época em que tal movimento adquirira grande influência sobre a sociedade brasileira.[7] Sua fidelidade à Áustria, que na época dominava a região de Trento, valeu-lhe uma condecoração imperial. Nova Trento recebeu seu nome em homenagem à região de origem do padre.[1]

Referências

  1. a b c d Corrêa, Marcelo Armellini. Dos Alpes do Tirol à Serra Gaúcha: A questão da identidade dos imigrantes trentinos no Rio Grande do Sul (1875-1918). Dissertação de Mestrado. Unisinos, 2014, pp. 119-120; 159
  2. Falla com que o Exm. Sr. Dr. João Chaves Campello abrio a segunda Sessão da 17ª Legislatura no dia 12 de março de 1878. Typ. do Mercantil, 1878, p. 10. Série Relatórios dos Presidentes das Províncias Brasileiras. Hemeroteca Digital Brasileira
  3. a b Brandalise, Ernesto A. Paróquia Santa Teresa - Cem Anos de Fé e História (1884 - 1984). EDUCS, 1985, pp. 18-25
  4. Rubert, Arlindo. História da igreja no Rio Grande do Sul, volume 2. EDIPUCRS, 1998, pp. 282-290
  5. Zugno, Vanildo. Os Capuchinhos da Saboia no Rio Grande do Sul. Capuchinhos.org
  6. Chaves, Teodoro de Alfredo. Cincoenta anos de atividades apostólicas dos Capuchinhos no Rio Grande do Sul, 1896-1946. Caxias do Sul, 1946
  7. Corrêa, Marcelo Armellini. "Antes católicos, depois austríacos e enfim italianos: a identidade católica dos imigrantes trentinos". In: XXVIII Simpósio Nacional de História: Lugares dos Historiadores: velhos e novos desafios. Florianópolis, 27-31/07/2015

Ver também[editar | editar código-fonte]