Augusto Malta

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Augusto César Malta de Campos (Mata Grande, 14 de maio de1864Rio de Janeiro, 30 de junho de 1957) foi um dos mais importantes fotógrafos do Brasil no final do século XIX e início do século XX. Seu trabalho como fotógrafo oficial do Distrito Federal (então no Rio de Janeiro) entre as décadas de 1900 e 1930, nomeado por Pereira Passos, permitiu criar um gigantesco acervo que documentou as transformações pelas quais passou a capital do Brasil no início do século XX.

Nascido na província de Alagoas, mudou-se para a Corte Imperial aos 24 anos, em 1888, e foi trabalhar com comércio de tecidos. No ano seguinte, foi proclamada a República e o Rio passou a ser "Distrito Federal". A partir de 1900, Malta interessou-se pela fotografia, então praticada e divulgada na cidade por Marc Ferrez e exerceu a atividade como amador. Em 1903, foi nomeado fotógrafo oficial da Intendência do Distrito Federal por Pereira Passos, de quem se tornou amigo pessoal. Exerceu o cargo até 1936. Casou-se com Celina Augusta Vercheuren, com quem teve três filhos.

Faleceu com 93 anos de idade, no Hospital da Ordem Terceira da Penitência.

Entre os fatos documentados por sua obra estão a demolição do Morro do Castelo, a Revolta da Vacina, a inauguração da Avenida Central (hoje Rio Branco), a Exposição Nacional de 1908, a Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922 e a inauguração da estátua do Cristo Redentor. Também registrou imagens da vida cotidiana, a arquitetura, as alterações urbanísticas (como as primeiras favelas), manifestações culturais como festas, o carnaval, as "Batalhas das Flores" e desfiles cívicos e militares.

A maior parte de suas fotografias encontra-se dividida entre o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. São, ao todo, 80 mil fotos, incluindo 2.600 negativos em vidro e 40 panorâmicas. Já no MIS-RJ a coleção reúne cerca de 27.700 fotografias do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, tiradas por Augusto Malta durante o período em que atuou como fotógrafo oficial na gestão do prefeito Pereira Passos, no início do século XX. O acervo possui registro das transformações urbanas que marcaram o cotidiano da cidade nas primeiras décadas do século. A coleção possui, ainda, 1.700 negativos em vidro e 115 negativos em panorâmica que foram restaurados.

Encontra-se colaboração fotográfica da sua autoria no Boletim Fotográfico[1] (1900-1914).

Referências

  1. João Oliveira (31 de Janeiro de 2012). «Ficha histórica: Boletim photographico (1900-1914)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 4 de Julho de 2014 

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