Augusto Sevá

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Augusto Sevá (Campinas, 1954) é um cineasta brasileiro, nascido na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Estudou no Colégio Estadual Culto à Ciência e em 1973 entrou no Curso de Cinema da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Carreira cinematográfica[editar | editar código-fonte]

Formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, iniciou sua carreira profissional em 1975. Atuou em diversos filmes como técnico de som (em O Rei da Vela, de José Celso Martinez Corrêa, e As três mortes de Solano, de Roberto Santos), montador (Jânio a 24 Quadros, de Luís Alberto Pereira, Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Brasilia de 1981), diretor de fotografia, produtor, roteirista e diretor.

Foi repórter colaborador do jornal Diário do Povo, de Campinas (1976 a 1978) e do Correio Popular, de Campinas (1992 e 1993), em ambos escrevendo críticas e resenhas sobre cinema.

Dirigiu os curta-metragens Pau prá toda obra -1976 (Prêmio de Melhor Filme no Festival de Curta-metragens do Jornal do Brasil -Rio de Janeiro, Troféu Humberto Mauro e Prêmio Diomedes Gramacho na Jornada Brasileira do Curta-Metragem - Salvador), Gilda (1977), Nós & eles (1978 - Prêmio do Juri no Festival de Brasília) e Oro - 1980 (Prêmio Melhor Diretor de Fotografia para Pedro Farkas na Jornada Brasileira do Curta-Metragem - Salvador). Sua estreia à frente de um longa-metragem aconteceu em 1979. Ao lado de Isa Castro, escreveu e dirigiu o documentário A Caminho das Índias, sobre a cidade de Trancoso[1], exibido nos festivais deBerlin, Valladolid e San Sebastian.

Em 1990 dirigiu Real Desejo. O filme trata do relacionamento conturbado entre os personagens Gilda de Oliveira (Ana Maria Magalhães, também co-roteirista) e Paulo Cavalcante (Paulo César Pereio). O filme participou dos festivais de Gramado (Prêmio Especial do Juri para Ana Maria Magalhães) e Natal (Prêmio de Melhor Trilha Musical).

Fundou em 1996 a sua própria produtora, a Albatroz Cinematográfica[2][3]. Para a televisão, dirigiu as séries Arquipélago de Abrolhos (1998) e Ilha Grande e as visões do paraíso (2001), entre outros trabalhos.

Em 2007, voltou a usar como tema e cenário a cidade de Trancoso, ao escrever e dirigir o longa Estórias de Trancoso, sobre o processo de modernização do povoado nos anos 80, sob a ótica de dois casais de adolescentes. Apresentado na Mostra de São Paulo daquele ano, o drama recebeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro pelo Júri Popular[4]. Mostra Internacional de Cinema de Salvador. Foi também apresentado no Festival Internacional de Cinema de Shangai, no Festival Internacional de Cinema de Bombaim e no Festival de Valência, onde recebeu o prêmio de melhor filme Latino-Americano.

A cidade baiana é também o tema do longa Fala sério!, concluído em 2011, tendo como tema a gravidez precoce. Assim como no filme anterior, o roteiro foi inspirado em estórias locais de Trancoso e realizado com cidadãos do povoado, especialmente preparados para atuar no filme.

Em 2015 iniciou a produção do longa-metragem TAIS & TAIANE, sobre as aventuras de duas meninas que convivem por três dias perdidas numa estrada deserta, em fase de finalização.

Gestão pública[editar | editar código-fonte]

Foi membro da Comissão Consultiva da Embrafilme (1983 a 1985), assessor de Cinema e Video da Prefeitura de Campinas (1991e 1992), Assessor de Cinema da Prefeitura de São Paulo (1995 a 1996) e membro da Comissão Nacional de Cinema do Ministério da Cultura (1999 a 2001).

Em dezembro de 2001, foi nomeado diretor da então recém-criada Agência Nacional do Cinema, ao lado de Gustavo Dahl, João Eustáquio da Silveira e Lia Gomensoro Lopes[5]. Como diretor da ANCINE, montou e supervisionou a área de fomento à indústria e foi o representante brasileiro no programa de cooperação internacional IBERMEDIA. Seu mandato terminou em dezembro de 2004[6].

Foi também assessor de cinema na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo em 2004 e 2005.

Referências

  1. Estórias de Trancoso. Cineminha
  2. Biografia de Alberto Sevá. Elo Company
  3. Principais produtoras do Brasil. FilmeB
  4. Quem é quem. FilmeB
  5. Plenário aprova Gustavo Dahl para diretor da Ancine. Direito.com.br, 13 de dezembro de 2001
  6. Ancine paralisada. Observatório da Imprensa, 14 de dezembro de 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]