Avenida Santo Amaro

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Avenida Santo Amaro
Avenida Santo Amaro no distrito do Itaim Bibi.
Nomes anteriores Estrada de Santo Amaro
Extensão 7.700
Início Avenida São Gabriel
Subprefeitura(s) Pinheiros, Vila Mariana e Santo Amaro
Distrito(s) Itaim Bibi, Moema, Campo Belo e Santo Amaro
Bairro(s) Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Moema, Campo Belo, Brooklin e Santo Amaro
Fim Avenida João Dias

A avenida Santo Amaro é uma via arterial da cidade de São Paulo, no Brasil, que liga o distrito do Itaim Bibi ao distrito de Santo Amaro, a mais importante ligação do centro com a zona sul.[1] Inicialmente uma estrada que fazia a ligação entre São Paulo e o hoje extinto município de Santo Amaro, hoje constitui uma importante via que delimita bairros da zona sul da capital paulista.

Até meados do século XX a avenida não costumava ter congestionamentos, mas esse panorama mudou com o crescimento do número de linhas de ônibus, que chegava a quatrocentos por hora em 1986, quando a avenida não comportava mais do que 250 por hora.[1] Com isso, ônibus formavam enormes filas próximo aos pontos, parando em filas duplas e até triplas, o que era agravado pelo fato de apenas 10% dos passageiros que saíam da zona sul seguirem até o fim do trajeto.[1]

Para contornar esse problema foi construído um corredor de ônibus nas faixas centrais. A avenida, que tinha três faixas de rolamento em cada sentido, passou a ter duas para carros e uma para ônibus em cada pista, sendo esta última separada das demais por pequenos muros de concreto e gradis.[1] As obras começaram em agosto de 1985, no Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, e foram seguindo no sentido centro.[1] "Trata-se de uma das mais importantes interferências no sistema de transporte coletivo que a cidade sofreu nos últimos tempos", disse, à revista Veja em São Paulo, o então presidente da Companhia Municipal de Transportes Coletivos, Jair Carvalho Monteiro, em 1986.[1]

Junto com o corredor, foram construídos terminais de ônibus no Largo Treze e na Avenida João Dias, que passaram a receber linhas que saíam de bairros da zona sul mais afastados, na época já com integração para que se usasse o mesmo bilhete nas viagens em mais de uma linha com baldeação nos terminais.[1]

Apesar de cortar regiões extremamente valorizadas da cidade de São Paulo, a partir da inauguração do corredor de ônibus, em 1987, a avenida passou a enfrentar um processo de degradação, com uma grande quantidade de imóveis antigos sendo abandonados ou deteriorados. Esses imóveis tinham sido elementos de contraste urbano e arquitetônico para bairros como Vila Nova Conceição e Moema, pertencentes à Zona A do CRECI. Porém, desde 2006 esse contraste arquitetônico está sendo diminuído por meio de agressões e demolições ao patrimônio histórico e construção massiva de imóveis modernos, feitas de forma massiva por grandes construtoras. Esses imóveis antigos deteriorados poderiam ser restaurados e recuperados, mantendo suas condições, fachada e materiais de construção originais, com exceção da rede hidráulica e fiação elétrica, utilizando uma técnica de construção civil chamada retrofit[2], em vez de ser destruídos e substituídos por imóveis modernos sem características arquitetônicas que tenham a ver com a essência histórica.

A avenida é atendida pela Linha 5–Lilás do Metrô. As estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin foram inauguradas em 6 de setembro de 2017.[3] Já a Estação Campo Belo, onde haverá uma integração com a Linha 17–Ouro, foi inaugurada em 8 de abril de 2019.[4]

Incêndio do Viaduto sobre a Avenida dos Bandeirantes[editar | editar código-fonte]

Em 13 de fevereiro de 2016, a estrutura do viaduto da Avenida Santo Amaro sobre a Avenida dos Bandeirantes, construído em 1969, foi danificada por um incêndio ocorrido após acidente de trânsito envolvendo duas carretas[5]. A Prefeitura chegou a cogitar sua demolição,[6][7] a um custo estimado de quarenta milhões de reais.[8] Doze dias depois, em 25 de fevereiro, o viaduto foi reaberto para o tráfego de ônibus; em 3 de março, para o tráfego de táxis;[9] e em 6 de setembro, para o tráfego geral.[10]

Referências

  1. a b c d e f g «Viagem no corredor». Editora Abril. Veja em São Paulo: págs. 8-9. 9 de abril de 1986 
  2. http://www.centrovivo.com/institucional/detalhes-da-noticia/retrofit-tecnica-que-reforma-imoveis-deteriorados-aumenta-oferta-de-moradias-no-centro-de-sao-paulo
  3. G1 (6 de setembro de 2017). «Metrô de SP inaugura três novas estações após atrasos». Consultado em 8 de abril de 2019 
  4. Governo de São Paulo. «Governo entrega estação Campo Belo e conclui ampliação da Linha 5-Lilás». Consultado em 8 de abril de 2019 
  5. http://noticias.r7.com/sao-paulo/resultado-parcial-de-laudo-do-viaduto-santo-amaro-deve-sair-nesta-sexta-15022016
  6. http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/90110/viaduto-santo-amaro-pode-ser-demolido-apos-colisao
  7. «Viaduto Santo Amaro vai ser demolido após acidente comprometer estrutura». Grupo MG Com. Jornal Estação (546). 6 páginas. 19 de fevereiro de 2016 
  8. «Obras de viaduto custarão R$ 40 mi». São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo (44 685): A21. 20 de fevereiro de 2016. ISSN 1516-2931 
  9. «Viaduto Santo Amaro será liberado para táxis a partir desta quinta-feira». G1-Globo. 2 de março de 2016. Consultado em 17 de março de 2016 
  10. «Viaduto Santo Amaro é totalmente liberado para o tráfego». G1 Globo. 6 de setembro de 2016. Consultado em 27 de setembro de 2016