Avianca

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Avianca
Aerovías del Continente Americano
IATA
AV
ICAO
AVA
Indicativo de chamada
AVIANCA
Fundada em 14 de Junho de 1940
Iniciou atividades em 5 de dezembro de 1919 (94 anos) (como SCADTA)
Hub Aeroporto Internacional El Dorado
Programa de milhagem LifeMiles
Lounge Quarto VIP
Aliança aérea Star Alliance
Subsidiária(s)
  • Avianca Brasil
  • Avianca Ecuador
  • Helicol
  • OceanAir
  • PAS
  • Senior Táxi Aéreo
  • Tampa Cargo
Frota 178 incluindo subsidiárias
Destinos 41
Slogan
  • The First Airline of the Americas
  • The Airline of Colombia
  • Aqui todo mundo voa bem
Holding Synergy Group
Sede Colômbia Bogotá, Colômbia
Pessoa(s)
chave
  • Germán Efromovich (Chairman)
  • Fabio Villegas Ramírez (CEO)
Website www.avianca.com

Avianca é uma companhia aérea da Colômbia, sendo a mais importante do país. Foi a primeira linha aérea comercial de passageiros fundada na América e a segunda no mundo. É sexta maior companhia na América do Sul. Atualmente pertence ao grupo AviancaTaca que controla a brasileira Avianca Brasil, antiga OceanAir. Todas estas são subsidiárias da holding Synergy Group.

História[editar | editar código-fonte]

Sociedad Colombo Alemana de Transporte Aéreo[editar | editar código-fonte]

A Avianca é a primeira companhia aérea comercial fundada nas Américas e a segunda no mundo. A sua criação ocorreu graças ao talento e ao espírito aventureiro dos alemães Werner Kaemmerer,[1] Stuart Hosie, Alberto Tietjen e dos colombianos Ernesto Cortizzos (o primeiro presidente da companhia aérea), Rafael Palacio, Cristóbal Restrepo, Jacobo Correa e Aristides Noguera.

Estes visionários e sonhadores fundaram em 5 de dezembro de 1919, na cidade de Barranquilla (Colômbia), a Sociedade colombo-alemã de Transporte Aéreo - SCADTA, em lingua espanhola: Sociedad Colombo Alemana de Transporte Aéreo.

A companhia realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e a população próxima de Puerto Colômbia, a bordo de um Junkers F-13 no qual foram transportadas 57 cartas. O vôo foi comandado pelo Piloto alemão Helmuth von Krohn.

Este avião Junker F-13 e outro do mesmo tipo fizeram parte da primeira frota da companhia aérea, monoplanos de asa baixa e de construção completamente metálica cujos motores tiveram que ser modificados para poder operar eficientemente nas condições climáticas do país. Tinham 9,50 metros de comprimento e 3,50 metros de altura. A sua capacidade de vôo era de 850 quilômetros e podiam levar até 4 passageiros, além dos dois tripulantes.

Devido às características topográficas do país, foram adaptados dois flutuadores aos Junkers com o objetivo de poder realizar pousos nos rios de diferentes cidades. Assim, em 20 de outubro de 1919 e seguindo o curso do rio Magdalena, Helmuth Von Krohn realizou o primeiro vôo para o interior da Colômbia. Foram oito horas com quatro aterrizagens de emergência incluídas.

Com a mesma visão do grupo de fundadores, Peter von Bauer, um científico e filantropo alemão, interessou-se pela SCADTA e contribuiu com conhecimentos, dinheiro e outro avião para a companhia. Igualmente obteve para a SCADTA, a concessão do governo colombiano para o transporte do correio aéreo do país, com que a SCADTA desenvolveu-se definitivamente.

Projeção da pintura dos novos aviões da Avianca a partir de 2013.

Já na metade da década de 20, superando muitos tropeços naturais, a SCADTA inaugurou as rotas internacionais que cobriam inicialmente destinos na Venezuela e nos Estados Unidos.

Lamentavelmente, na mesma década, exatamente em 1924, o avião onde viajavam entre outros Ernesto Cortizzos e Von Krohn, precipitou-se a terra na zona que hoje é conhecida como Bocas de Ceniza, acidente que provocou a morte dos seus ocupantes.

Dadas as circunstâncias da Segunda Guerra Mundial, von Bauer tinha tido que vender as suas ações da SCADTA à companhia norte-americana Pan American.

Em setembro de 1920, com Fritz Hammer como piloto, Wilhem Schnurrbusch como co-piloto e Stuart Hosie como passageiro, a SCADTA realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e Puerto Berrio.

Em 19 de outubro do mesmo ano, Helmuth von Krohn realizou o primeiro vôo entre Barranquilla e Girardot, e já em 1921 foram estabelecidas as rotas entre as cidades de Barranquilla, Girardot e Neiva.

Em 1922 a Avianca começou a prestar o serviço de correio aéreo.

Em agosto de 1922, o General Pedro Nel Ospina, Presidente da Colômbia naquele momento, utilizou por primeira vez um avião da SCADTA para realizar uma missão oficial.

Em 19 de julho de 1923, para salvar o país da bancarrota, a SCADTA transportou um carregamento de ouro e papel moeda desde Puerto Berrio até Girardot.

Em 12 de julho de 1928 um Junkers F-13 da SCADTA comandado pelo piloto Herbert Boy cruzou a Linha do Equador.

Em 23 de julho de 1929 foram estabelecidas as rotas regulares entre Girardot e Bogotá.

As primeiras passagens aéreas da SCADTA custavam:

  • De Bogotá a Barranquilla $75.
  • De Bogotá a Cartagena $85.
  • De Bogotá a Cartago $35.
  • De Bogotá a Cali $50.

Em 16 de julho de 1931 a SCADTA estabeleceu o primeiro serviço de correio entre Bogotá e Nova York.

Em 1937 a primeira companhia aérea das Américas adquiriu 10 Boeing 247 bimotores e graças a eles ampliou as rotas nacionais.

Em outubro de 1939, já como Avianca, adquiriu os primeiros aviões Douglas DC-3 que chegaram ao país e voavam a incrível velocidade, para a época, de 200 milhas por hora.

Aerovías Nacionales de Colombia[editar | editar código-fonte]

Avianca Edifício Bogota

Assim, em 14 de junho de 1940 em Barranquilla, ante tabelião público, foi assinada a escritura de constituição da Companhia Aerovias Nacionais da Colômbia S.A. – a Avianca, graças à fusão da SCADTA, já em mãos norte-americanas e do SACO, Serviço Aéreo Colombiano.

Participaram nisso cinco colombianos (Rafael Maria Palacio, Jacobo A. Corea, Cristobal Restrepo, Aristides Noguera e Ernesto Cortissoz) e os cidadãos alemães Alberto Teitjen, Werner Kaemmerer e Stuart Hosie, e assumiu como primeiro presidente da Avianca o Martín del Corral.

Foram décadas de trabalho esforçado e de contribuição para a construção e desenvolvimento da Colômbia mediante ações entre as quais se podem destacar:

Quito, Lima e Panamá, e logo Miami, Nova York e a Europa foram as rotas que em 1946 a Avianca começou a operar em Douglas DC-4 e Douglas C-54.

Os aviões Lockheed Constellation 0749 e o Super Constellation 1049L, os maiores e mais rápidos da época, foram os que a Avianca adquiriu em 1951.

A grande façanha da aviação comercial colombiana também foi obra da Avianca em 1956, quando a companhia aérea se comprometeu a levar a delegação colombiana que devia participar nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália. Foram 61 horas de operação contínua, somente com escalas para abastecer a aeronave. Durante muito tempo foi considerada como a maior façanha da aviação do país.

Quatro anos depois a Avianca alugou dois Boeing 707 para servir rotas internacionais e em 24 de novembro de 1961 adquiriu os seus próprios Boeing 720, batizados com os nomes de Bolívar e Santander.

1976, ano importante para a Avianca, quando se converteu na primeira companhia aérea na América do Sul em operar continuamente um Boeing 747. Três anos mais tarde iniciou operações outro Jumbo, desta vez um 747 Combi, para a área de carga.

Em 1981 as possibilidades de serviço em terra para os passageiros em Bogotá se ampliaram graças ao moderno terminal aéreo que a Avianca pôs em funcionamento. A Ponte Aérea da Avianca serviu inicialmente as rotas para Miami, Nova York, Cali, Medellín, Pasto e Monteria.

Em 1990 a Avianca adquiriu dois dos aviões mais modernos do mundo: Boeing 767-200ER, os quais foram batizados com os nomes de Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio.

Sistema Avianca[editar | editar código-fonte]

Em 1994 estabeleceu-se uma aliança estratégica que vinculou a três das empresas mais importantes do setor aeronáutico: a Avianca, a SAM (Sociedade Aeronáutica de Medellín) e a Helicol (Helicópteros Nacionais da Colômbia), o que deu vida ao Sistema Avianca.

O Sistema Avianca contou com serviços especializados nas áreas de carga (Avianca Carga) e correio (Serviços Postais, logo sob a marca Deprisa), assim como com a frota de aeronaves mais moderna da América do Sul formada por:

Destinos[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Avianca cumple 90 años aviacol.net, 4 de dezembro 2009 (es)

Ligação externa[editar | editar código-fonte]