Avianca

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Avianca
IATA AV
ICAO AVA
Indicativo de chamada AVIANCA
Fundada em Barranquilla, 5 de dezembro de 1919 (99 anos)[1]
Principais centros
de operações
Colômbia Aeroporto Internacional El Dorado de Bogotá
Outros centros
de operações
Aeroporto Internacional José María Córdova de Rionegro
Aeroporto Internacional Alfonso Bonilla Aragón de Palmira
Programa de milhagem LifeMiles
Aliança comercial Star Alliance
Frota 160
Destinos 113
Companhia
administradora
Avianca Holdings
Lounge Salas VIP
Subsidiária(s) Peru Avianca Perú
Equador Avianca Ecuador
El Salvador Avianca El Salvador
Costa Rica Avianca Costa Rica
Guatemala Avianca Guatemala
Honduras Avianca Honduras
Nicarágua Avianca Nicaragua
Colômbia Avianca Cargo
Colômbia Helicol
Slogan Membro de Alliance
Sede Bogotá,  Colômbia
Pessoas importantes
Sítio oficial Avianca

Avianca é uma companhia aérea da Colômbia. Foi a primeira linha aérea comercial de passageiros fundada na América e a segunda no mundo, depois da KLM. É terceira maior companhia na América do Sul. Pertence ao grupo Avianca Holdings, antiga AviancaTaca — deste grupo, por sua vez, o Synergy Group é sócio, como também controla a brasileira Avianca Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Sociedad Colombo-Alemana de Transporte Aéreo (SCADTA)[editar | editar código-fonte]

Junkers W 34 da SCADTA.

Avianca é a primeira companhia aérea comercial fundada nas Américas e a segunda no mundo. A sua criação ocorreu graças ao talento e ao espírito aventureiro dos alemães Werner Kaemmerer,[2] Stuart Hosie, Alberto Tietjen e dos colombianos Ernesto Cortizzos (o primeiro presidente da companhia aérea), Rafael Palacio, Cristóbal Restrepo, Jacobo Correa e Aristides Noguera.

Estes visionários e sonhadores fundaram em 5 de dezembro de 1919, na cidade de Barranquilla (Colômbia), a Sociedade colombo-alemã de Transporte Aéreo - SCADTA, em lingua espanhola: Sociedad Colombo Alemana de Transporte Aéreo. A companhia realizou o primeiro voo entre Barranquilla e a população próxima de Puerto Colômbia, a bordo de um Junkers F-13 no qual foram transportadas 57 cartas. O voo foi comandado pelo piloto alemão Helmuth von Krohn. Este avião Junker F-13 e outro do mesmo tipo fizeram parte da primeira frota da companhia aérea, monoplanos de asa baixa e de construção completamente metálica cujos motores tiveram que ser modificados para poder operar eficientemente nas condições climáticas do país. Tinham 9,50 metros de comprimento e 3,50 metros de altura. A sua capacidade de voo era de 850 quilómetros e podiam levar até quatro passageiros, além dos dois tripulantes.

Devido às características topográficas do país, foram adaptados dois flutuadores aos Junkers com o objetivo de poder realizar pousos nos rios de diferentes cidades. Assim, em 20 de outubro de 1919 e seguindo o curso do rio Magdalena, Helmuth Von Krohn realizou o primeiro voo para o interior da Colômbia. Foram oito horas com quatro aterrizagens de emergência incluídas. Com a mesma visão do grupo de fundadores, Peter von Bauer, um científico e filantropo alemão, interessou-se pela SCADTA e contribuiu com conhecimentos, dinheiro e outro avião para a companhia. Igualmente obteve para a SCADTA, a concessão do governo colombiano para o transporte do correio aéreo do país, com que a SCADTA desenvolveu-se definitivamente.

Já na metade da década de 1920, superando muitos tropeços naturais, a SCADTA inaugurou as rotas internacionais que cobriam inicialmente destinos na Venezuela e nos Estados Unidos.

Lamentavelmente, na mesma década, exatamente em 1924, o avião onde viajavam entre outros Ernesto Cortizzos e von Krohn, precipitou-se a terra na zona que hoje é conhecida como Bocas de Ceniza, acidente que provocou a morte dos seus ocupantes. Dadas as circunstâncias da Segunda Guerra Mundial, von Bauer tinha tido que vender as suas ações da SCADTA à companhia norte-americana Pan American. Em setembro de 1920, com Fritz Hammer como piloto, Wilhem Schnurrbusch como co-piloto e Stuart Hosie como passageiro, a SCADTA realizou o primeiro voo entre Barranquilla e Puerto Berrio.

Em 19 de outubro do mesmo ano, Helmuth von Krohn realizou o primeiro voo entre Barranquilla e Girardot, e já em 1921 foram estabelecidas as rotas entre as cidades de Barranquilla, Girardot e Neiva. Em 1922 a Avianca começou a prestar o serviço de correio aéreo. Em agosto de 1922, o General Pedro Nel Ospina, Presidente da Colômbia naquele momento, utilizou por primeira vez um avião da SCADTA para realizar uma missão oficial. Em 19 de julho de 1923, para salvar o país da bancarrota, a SCADTA transportou um carregamento de ouro e papel moeda desde Puerto Berrio até Girardot. Em 12 de julho de 1928 um Junkers F-13 da SCADTA comandado pelo piloto Herbert Boy cruzou a Linha do Equador. Em 23 de julho de 1929 foram estabelecidas as rotas regulares entre Girardot e Bogotá.

Em 16 de julho de 1931 a SCADTA estabeleceu o primeiro serviço de correio entre Bogotá e Nova York. Em 1937 a primeira companhia aérea das Américas adquiriu 10 Boeing 247 bimotores e graças a eles ampliou as rotas nacionais. Em outubro de 1939, já como Avianca, adquiriu os primeiros aviões Douglas DC-3 que chegaram ao país e voavam a incrível velocidade, para a época, de 200 milhas por hora (cerca de 320 km/h).

Anos 2010[editar | editar código-fonte]

No final de 2011, os últimos Fokker 100 foram aposentados e substituídos pela família A320 da Airbus. De 2013, um novo design corporativo, incluindo um novo logotipo da marca e uma nova pintura, consequentemente, à frota foi introduzida, que inclui apenas vermelho e branco. A nova pintura é usada para todas as companhias aéreas pertencendo ao Avianca Holdings.

Em junho 2012 juntou-se à Star Alliance.

Recuperação judicial da Avianca Brasil[editar | editar código-fonte]

No início de dezembro de 2018 a Constitution Aircraft Leasing, a BOC Aviation e outras empresas entraram na justiça contra a Avianca Brasil exigindo o pagamento por 11 aeronaves arrendadas. A Avianca Brasil, que vinha acumulando prejuízos nos meses anteriores, informou através de nota que tudo era parte das negociações, e negou rumores de um possível pedido de recuperação judicial. A decisão do juiz proibiu a empresa de levantar voo com as aeronaves, que foram alvo de busca e apreensão.[3]

Na semana seguinte, a Avianca Brasil entrou com um pedido de recuperação judicial na na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Em nota, a empresa afirmou que suas operações não seriam afetadas, embora houvesse ameaça de retomada das aeronaves pelos credores, fato que prejudicaria cerca de 77 mil passageiros e implicaria na redução de 30% de sua frota.[4]

Em março de 2019 a Azul fez uma proposta para comprar parte das operações da Avianca, incluindo aeronaves e direitos de pouso e decolagem. A Avianca seria desmembrada em duas partes como parte do plano de recuperação judicial da empresa. Segundo a Avianca, parte de seus ativos serial colocados em leilão, permitindo que outras empresas além da Azul pudessem participar.[5] No início de abril, Latam e Gol também fizeram ofertas. A Avianca informou que o plano de recuperação judicial, revisado e a ser analisado pelos credores, previa a divisão da empresa em 7 áreas de operação a serem leiloadas. A Gol informou que, caso adquirisse uma das unidades, ofereceria oportunidade de contratação aos empregados que lá trabalhassem, mas com novos contratos de trabalho.[6]

Por volta das 20:00 de quinta-feira, 4 de abril, um oficial de justiça retirou passageiros e tripulação do voo 6173 da Avianca que partiria de Brasília com destino a Congonhas. A aeronave havia sido penhorada e um dos credores exigiu judicialmente sua recuperação. A Avianca conseguiu a suspensão da liminar às 21:30, mas a ação já havia sido executada. O voo foi remarcado para 0:30 com pouso desviado para Guarulhos.[7][8] O plano de recuperação da Avianca foi aprovado pelos credores no dia 8, prevendo um leilão dos ativos da empresa e a retomada de 15 aviões pelas empresas de arrendamento.[9][10]

A partir do sábado, 13 de abril, a Avianca deu início ao cancelamento de vários voos pelo Brasil, em virtude da tomada de suas aeronaves pelos credores. Na segunda-feira, a quantidade de voos cancelados para o decorrer da semana chegava a 180.[11] Na quinta-feira, véspera do feriado de Páscoa, a quantidade de voos cancelados chegou a 437, e havia a previsão de devolução de 29 aeronaves para os credores: 10 para a Aircastle, 10 para a Celestial e 9 para Aviation Capital Group. Além disso, a Justiça autorizou a tomada de um motor de avião pela Sumisho. Desta forma, a frota da Avianca Brasil caiu de 25 para 5 aeronaves até o final de semana.[12] Na semana seguinte, a quantidade de voos cancelados chegou a 1.045.[13]

Na sexta-feira, 17 de maio, em meio a mais cancelamentos de voos, funcionários da Avianca Brasil fizeram paralisação e protesto no saguão principal do Aeroporto de Congonhas, e também no Aeroporto Santos Dumont. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, durante a semana haviam sido demitidos 900 funcionários e não havia "condições psicológicas" nem segurança para continuar os voos. Além disso, havia atraso no pagamento de salários.[14]

Na sexta-feira, 24 de maio, a ANAC suspendeu todas as operações da Avianca Brasil, até que a empresa comprovasse a capacidade operacional de executar todos os voos com segurança.[15][16]

Destinos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Destinos Avianca
Mapa de destinos da Avianca.

Frota[editar | editar código-fonte]

Airbus A320 da Avianca.

A frota da Avianca em 24 de Outubro de 2017 é composta por:

Aeronave Quantidade Pedidos Rotas Notas
Airbus A318-100 10 América do Sul
Airbus A319-100 26 América do Sul
Airbus A320-200 62 América do Sul
Airbus A321 11 América do Sul
Airbus A321neo 2 130 América do Sul e Central
Airbus A330-200 9 6 Américas e Europa
Airbus A350-900 -- 10 Américas e Europa
ATR 72-600 18 America do Sul
Boeing 787-8 12 Américas e Europa
Embraer 190 10 3 America do Sul
Total 160 149

Referências

  1. «Nace una historia con alas». Avianca. Consultado em 9 de maio de 2013 
  2. Avianca cumple 90 años aviacol.net, 4 de dezembro 2009 (es)
  3. «Empresas entram na justiça contra Avianca pelo não pagamento do arrendamento de aeronaves». G1. 6 de dezembro de 2018. Consultado em 4 de abril de 2019 
  4. «Avianca Brasil entra com pedido de recuperação judicial». G1. 11 de dezembro de 2018. Consultado em 4 de abril de 2019 
  5. «Azul faz oferta para adquirir ativos da Avianca, em recuperação judicial». Correio Braziliense. 11 de março de 2019. Consultado em 4 de abril de 2019 
  6. «Gol e Latam anunciam intenção de entrar na disputa pela Avianca». Agência Brasil. 3 de abril de 2019. Consultado em 4 de abril de 2019 
  7. «Passageiros deixam avião após oficial de Justiça impedir voo por dívidas da Avianca». Folha de S.Paulo. 4 de abril de 2019. Consultado em 5 de abril de 2019 
  8. «Penhorado pela Justiça, avião da Avianca é impedido de levantar voo». Extra. 5 de abril de 2019. Consultado em 5 de abril de 2019 
  9. «Briga por Avianca está longe de acabar». Jornal Estado de Minas. 8 de abril de 2019. Consultado em 8 de abril de 2019 
  10. «Justiça decide a favor de retomada de 15 aviões da Avianca Brasil». G1. 8 de abril de 2019. Consultado em 9 de abril de 2019 
  11. «Ao todo, Avianca Brasil cancela 180 voos até quarta-feira». Brasil Econômico. 13 de abril de 2019. Consultado em 15 de abril de 2019 
  12. «Avianca Brasil cancela mais 51 voos». Valor Econômico. 17 de abril de 2019. Consultado em 18 de abril de 2019 
  13. «Devolução de 18 aviões leva Avianca Brasil a cancelar 1.045 voos até domingo; veja a lista». G1. 22 de abril de 2019. Consultado em 22 de abril de 2019 
  14. «Funcionários da Avianca fazem protesto no Aeroporto de Congonhas nesta sexta; 16 voos foram cancelados no país». G1. 17 de maio de 2019. Consultado em 17 de maio de 2019 
  15. «Anac anuncia suspensão das operações da Avianca Brasil». G1. 24 de maio de 2019. Consultado em 24 de maio de 2019 
  16. «Anac suspende operações da Avianca Brasil». InfoMoney. 24 de maio de 2019. Consultado em 24 de maio de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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