Bárbara de Alencar

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Bárbara de Alencar
Nome completo Bárbara Pereira de Alencar
Nascimento 11 de fevereiro de 1760
Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, Capitania de Pernambuco,
Brasil Colonial
Morte 18 de agosto de 1832 (72 anos)
Fronteiras, Província do Piauí,
Império do Brasil
Ocupação Comerciante e ativista política

Bárbara Pereira de Alencar (Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, 11 de fevereiro de 1760Fronteiras, 18 de agosto de 1832) foi uma comerciante e ativista política brasileira. Primeira presa política do Brasil, é considerada uma heroína da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador.[1]

Bárbara de Alencar era mãe dos também revolucionários José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves, e avó do escritor José de Alencar.

História[editar | editar código-fonte]

A heroína republicana nasceu na Fazenda Caiçara, pertencente ao patriarca da família Alencar, o português Leonel Alencar Rego, seu avô, e situada na freguesia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, sertão de Pernambuco. Adolescente, Bárbara se mudou para a então vila do Crato, no Ceará, casando-se com o comerciante português José Gonçalves do Santos.

No contexto da Revolução Pernambucana de 1817, foi presa e torturada numa das celas da Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção. É considerada, portanto, a primeira prisioneira política da História do Brasil.[2]

Morreu depois de várias peregrinações em fuga da perseguição política em 1832 na cidade piauiense de Fronteiras, mas foi sepultada em Campos Sales, no Ceará. Seu túmulo está em processo de tombamento.[3]

Na poesia[editar | editar código-fonte]

Selo filatélico comemorativo personalizado que registra a inscrição de Bárbara de Alencar no Livro dos Heróis da Pátria.

Em 1980 o escritor Caetano Ximenes de Aragão publica o épico livro-poema Romanceiro de Bárbara sobre a Confederação do Equador com ênfase na saga desta heroína em 77 poesias. Recentemente reeditado pela secretaria de cultura do Ceará sob a coleção luz do Ceará.[4]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «História apaga rosto de primeira presa política do Brasil». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de maio de 2017 
  2. in: Passeio pela História do Ceará. Rio de Janeiro: O Globo, 30 de agosto de 2001. p. 20.
  3. ARAÚJO, Ariadne. Bárbara de Alencar. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha ISBN 85-7529-082-7
  4. ARAGÃO. Caetano Ximenes de. Romanceiro de Bárbara. série luz do Ceará. Fortaleza, Secretaria de cultura do Ceará, 2010.
  5. Portal da Legislação - Governo Federal (22 de dezembro de 2014). «Lei 13.056 de 22 de Dezembro de 2014». Consultado em 23 de dezembro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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