BASF

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
BASF SE
Societas europae
Slogan "We Create Chemistry"
Indústria Indústria química, petróleo e gás
Fundação 6 de abril de 1865
Fundador(es) Friedrich Engelhorn
Sede Carl-Bosch-Str. 38, 67056 Ludwigshafen am Rhein,  Alemanha
Áreas servidas Química, petróleo, gás
Presidente Kurt Bock (Chairman)
Vice-presidente Martin Brudermüller
Pessoas-chave Jürgen Hambrecht (Presidente do Conselho de Administração)
Empregados 113.292 (2014)
Produtos Químicos, plásticos, fibras, tintas e sintéticos
Subsidiárias Wintershall, Cognis, Engelhard Corporation, BASF Plant Science
Acionistas flutuante
Valor
de mercado
EUR 61,400 mil milhões (2014)
Lucro EUR 7,6 mil milhões (2014)
Faturamento EUR 74,33 mil milhões (2014)
Significado
da sigla
Badische Anilin- & Soda-Fabrik
Página oficial basf.com

BASF SE é uma empresa química alemã global e líder mundial na área química, fundada no dia 6 de abril de 1865 em Mannheim pelo ourives e empresário Friedrich Engelhorn para produzir corantes sintéticos para tecidos. BASF significava inicialmente Badische Anilin & Soda Fabrik (ou seja, Fábrica de Anilina e Soda de Baden). A BASF é a maior empresa da indústria química mundial, com um volume de vendas de 74.3 mil milhões de euros, em 2014, a partir de 113 mil colaboradores da companhia[1], nos mais de 390 unidades de produção em mais de 80 países[2].

História[editar | editar código-fonte]

1865 até 1945[editar | editar código-fonte]

O primeiro produto da empresa foi o corante de anilina. A segurança no trabalho e os cuidados com a saúde, assim como a construção de residências para os funcionários, estabeleceram as bases para uma abrangente tradição de política social. O primeiro médico da empresa foi contratado em 1866. Pouco depois, em 1871, a empresa lançou o corante vermelho alizarina, derivado da raiz da garança e usado principalmente para tingir algodão. Instalações de produção e escritórios de vendas são criados no exterior: em Nova York, em 1873; em Butirki, perto de Moscou, em 1877; e em Neuville-sur-Saône, França, em 1878[3].

Em 1880 o empregado da BASF, Adolf von Baeyer, sintetizou o índigo (corante azul empregado no jeans), possibilitando a produção do tecido em escala industrial, que ocorreria em 1897, após anos de pesquisas. O investimento para desenvolver a técnica de sintetizar o corante azul consumiu 18 milhões de marcos, cifra superior ao capital nominal da empresa na época. Em 1901, ocorreu outra invenção pioneira, a introdução do corante Idanthrene (conhecido como azul indantreno)[4], cujas principais características eram a rápida secagem e aderência. O século XX começou com uma nova etapa de expansão da BASF, a partir da invenção de um processo para a sintetização de nitrogênio destinada a produção de adubos.

Capitalizando em cima das descobertas dos químicos alemãos F. Haber e C. Bosch, a partir do século XX a passou a ser possível produzir amónia em escala industrial, permitindo à BASF expandir o seu portfolio de produtos, que passou a contar, por exemplo, com fertilizantes. Durante a Primeira Guerra Mundial a BASF produziu também explosivos, pólvora, e gases tóxicos para o exército alemão.

No rescaldo da primeira guerra mundial, a BASF vê-se fundida com outras cinco empresas, incluindo a conhecida Bayer, dando origem a uma entidada de nome IG Farben (Associação de Interesses da Indústria de Tintas SA). A IG Farben colaborou com o regime nazi, não só pelo aproveitamento dos prisioneiros dos campos de concentração enquanto operários das suas fábricas, mas também por via do fornecimento do gás utilizado nas câmaras de extermínio usadas pelos nazis. Esse gás fora originalmente produzido com o intuito de servir como insecticida, mas acabou adaptado pelos nazis para a trágica finalidade das câmaras de gás.

A BASF fazia parte da corporação mais poderosa da Alemanha, a IG Farben (Associação de Interesses da Indústria de Tintas SA), um conglomerado de empresas formado em 1925, juntamente com a Bayer, a Hoechst e outras empresas químicas e farmacêuticas alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial. A IG Farben deteve um monopólio quase total da produção química na Alemanha nazista. Farben significa em alemão "tintas", "corantes" ou "cores" e inicialmente muitas destas empresas produziram tinturas, mas em breve começaram a dedicar-se a outros sectores mais avançados da indústria química. Com a contrapartida de apoio para sua expansão e o investimento em uma tecnologia estratégica para suas empresas, o cartel doou 400 mil marcos para a campanha que ajudou a nomear Adolf Hitler chanceler, além de desenvolver uma borracha sintética, combustíveis de alta performance (utilizados pelo exercito alemão), óleo combustível e ainda o famigerado Ziklon-B (gás utilizado nas câmaras de extermínio). Segundo a obra "IG Farben - From Anilin to Forced Labor", as fábricas da corporação utilizava trabalhadores forçados como cobaias em seus experimentos com novos medicamentos e vacinas[5].

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

No ano de 1945, as tropas aliadas tomaram o icónico complexo de Ludwigshafen, o qual já tinha sido previamente bombardeado pela aviação. Os stocks de químicos encontrados foram totalmente confiscados. Nesse mesmo ano a IG Farben foi dissolvida enquanto empresa. Sete anos depois, em 1952, onze empresas foram criadas a partir do legado em ruínas da IG Farben, das quais se destacam nomes atualmente bem conhecidos como a AGFA, a Bayer, a Hoechst AG, e a BASF. No novo arranque a BASF concentrou-se no negócio da produção de plásticos. Porém, as décadas seguintes viriam a ser marcada pelo alargamento das áreas de actividades, acompanhada pela expansão da empresa até atingir o estatuto de empresa global.

Desde 2000, as ações da BASF são cotadas também em Nova York e, desde 2001 a multinacional alemã se tornou o maior investidor estrangeiro do setor químico na China. Em 2002, a BASF reunia 114 empresas, com fábricas em 39 países, empregando quase 90 mil trabalhadores, aproximadamente 10% deles atuavam na área de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias. Em 2008, a BASF lançou a campanha global “Putting Future into Textiles” (Colocando o futuro nos tecidos), tendo como base: consumo consciente, preservação de recursos naturais e proteção climática. Em 2014, ao completar 150 anos, a BASF adotou um novo posicionamento global amparado pelo slogan “We Create Chemistry” (Nós transformamos a química). Além disso, lançou o Creator Space, uma plataforma online para integrar sociedade, empresários e cientistas de todo o mundo em busca de soluções nas áreas de produção de alimentos, urbanização e energia. Em relação à agricultura, o foco a partir de 2015 é melhorar a produção de alimentos para combater a fome no mundo e também otimizar o uso da água, problema que tem despertado preocupação em todos os continentes. Em seus laboratórios centralizados na Alemanha uma grande rede de cientistas em parcerias com universidades testam novas combinações de fungicidas, pesticidas e herbicidas para que as safras se desenvolvam bem em situações limites. Para isso, estudam os impactos ambientais em diversos níveis, tentando caminhar para uma tecnologia cada vez mais sustentável.

Referências

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre BASF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]