BR-101

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BR-101
Rodovia Governador Mário Covas
País
Nomes populares Rodovia Translitorânea
Rodovia da Morte
Identificador  BR-101 
Tipo Rodovia Longitudinal
Inauguração 1957 (trecho Curitiba - Florianópolis)
década de 1950 (trecho Florianópolis - Torres)
década de 1960/70 (trecho Torres - Parnamirim)
década de 1980 (Rodovia Rio-Santos)
década de 1950/60 (Trecho Rio - Salvador)
1988(duplicação Curitiba - Florianópolis)
2009(duplicação Florianópolis - Osório)
1958 (Salvador - Touros)
2002 (Duplicação Salvador - Touros)
2011 (Duplicação do Norte Fluminense no trecho Rio Bonito - Campos)
Legislação Lei nº 10.292/2001[1]
Extensão 4 650 km
Extremos
 • norte:
 • sul:

Touros, Rio Grande do Norte
São José do Norte, Rio Grande do Sul
Interseções
Concessionária Autopista Litoral Sul, Eco101, Ecoponte, Autopista Fluminense
Lista de rodovias do Brasil

A BR-101 é uma rodovia longitudinal brasileira que tem início no município de Touros, no estado do Rio Grande do Norte, e termina São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Ao lado da BR-116, é um dos principais eixos rodoviários do país.[2][3] com 4 650 km de extensão.[3]

Construída pelo Exército nos entre os anos de 1950 e 1960, passa por doze estados através do litoral brasileiro, ligando cidades importantes como Florianópolis, Vitória, Maceió, Recife e Natal. A via é duplicada em algumas áreas metropolitanas, além de ter sido totalmente duplicada entre Porto Alegre e Curitiba[4] e em todo o território do estado de Pernambuco.[5] Dentre as denominações regionais que a rodovia recebe estão Rodovia Rio—Santos, Rodovia Rio–Vitória e Rodovia do Contorno.

A BR-101 seria, em tese, a maior rodovia brasileira, mas alguns trechos são interpostos com outras rodovias federais. Ela segue no sentido norte-sul por praticamente todo o litoral leste brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Inicialmente, possuía um trecho não construído entre o município paulista de Peruíbe e Garuva (Santa Catarina). No trecho incompleto entre Peruíbe (SP) e Garuva (SC), a BR-101 é sobreposta às rodovias BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) e BR-376. Esses trechos são computados na quilometragem total da rodovia pelo Ministério dos Transportes.[3][4]

Trechos[editar | editar código-fonte]

Rodovia Rio—Santos[editar | editar código-fonte]

Trecho da rodovia entre Juqueí e Praia Preta, em São Sebastião, São Paulo.

O trecho da BR-101 que recebe o nome de "Rodovia Rio—Santos" interliga os municípios do Rio de Janeiro a Santos (Área Continental) no litoral paulista. O DNIT administra o trecho entre Santa Cruz, no Rio de Janeiro a Praia Grande, em Ubatuba. No trecho entre Ubatuba até o trevo com a Rodovia Cônego Domênico Rangoni integra a malha rodoviária do estado de São Paulo recebendo a denominação de Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego (SP-55), trecho este sob administração do Departamento de Estradas de Rodagem.

A rodovia é famosa por margear os litorais paulista e fluminense correndo a poucos quilômetros do mar e paralelamente a este. Nos entornos da rodovia estão localizadas estâncias balneárias turísticas famosas como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela, Juquei, Bertioga, onde na maioria das vezes passa entre praias desses balneários. Apesar da denominação da rodovia ela não dá acesso à área urbana do município de Santos que fica na parte insular. Para tal acesso é necessário a utilização da Rodovia Anchieta ou das balsas da Travessia Santos—Guarujá. Alguns trechos do projeto original da Rodovia Rio—Santos nunca foram concluídos como o compreendido entre Porto Novo e Camburi, no município paulista de São Sebastião, onde há viadutos abandonados na Serra do Mar. Neste foi incorporado o traçado de uma rodovia já existente.

Em 2009 foi aberta ao público a duplicação de 26 quilômetros entre Santa Cruz e Itacuruçá, trecho localizado no estado do Rio de Janeiro, próximo à capital do estado. A estrada oferece boas condições para acostamento e oferece passarelas no trecho sentido Rio de Janeiro até o município de Mangaratiba, na altura do bairro de Itacuruçá.[6] A maior parte do trecho paulista (SP-55) com 172 km entre Ubatuba e Bertioga poderá ser duplicada até 2017 .[7] e a rodovia está entre as que fazem parte do plano de concessões do governo[8]

Rodovia Rio–Vitória[editar | editar código-fonte]

O trecho da BR-101 denominado "Rodovia Rio–Vitória" faz a ligação entre a cidade do Rio de Janeiro e Vitória, passando por Niterói e Campos dos Goytacazes. Sua inauguração data da década de 1950. A rodovia, que já foi conhecida como rodovia da morte no passado, hoje apresenta um bom estado de conservação, principalmente no trajeto em território capixaba.

Após ser leiloado no dia 18 de março de 2008, quando o grupo empresarial espanhol OHL saiu vencedor, oferecendo o valor de R$ 4,93 para a tarifa de pedágio.[9] Como consequência, melhorias em algumas partes da rodovia. que vai de Niterói até a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo. Tendo cinco praças de pedágio, sendo que a de São Gonçalo, e como contrapartida do pedágio da Ponte Rio-Niterói.[10] Há uma proposta de que a rodovia passe a ter trecho do Arco Metropolitano, como forma de conectar-ló até Maricá.[11]

O trecho da rodovia no estado do Espírito Santo, incluindo o trajeto de Vitória à Bahia foi leiloado, em 18 de janeiro de 2012, para o consórcio Rodovia da Vitória, formado por EcoRodovias Infra-Estrutura e Logística S/A e SBS Engenharia e Construções Ltda. A previsão é de que a metade da BR-101 no Espírito Santo seja duplicada até 2019 e a outra metade até 2023.[12]

Rodovia do Contorno[editar | editar código-fonte]

O trecho denominado "Rodovia do Contorno" (também conhecido como Contorno de Vitória) fica entre Carapina, na Serra, e o entroncamento com a Rodovia BR-262, em Cariacica. Foi criada com o intuito de desviar o fluxo de carros do centro da Grande Vitória.[13]

O crescimento do Estado do Espírito Santo nos últimos 15 anos, principalmente da região metropolitana da Grande Vitória, deixou em colapso nos principais sistemas de transporte. Entre eles, estão as mais importantes ligações rodoviária da capital com o resto do país, as Rodovias BR-101 e também BR-262. O trecho, conhecido como Contorno de Vitória, tinha em 1997 um volume diário médio de aproximadamente 10 mil veículos. Hoje esse índice é cinco vezes maior. E não foi apenas o fluxo de veículos que aumentou. A urbanização da região trouxe o crescimento da população, da demanda por transporte público, do movimento de pedestres, ciclistas, motociclistas. Isso tudo se mistura ao trânsito de veículos locais e de carga, que tem a BR-101 e BR-262 como rota de mercadorias. Dividida em dois lotes, as obras de duplicação da BR-101 no Espírito Santo, no Contorno de Vitória, já teve sua primeira parte concluída e entregue. A empresa Delta Construção foi responsável pela obra entre os municípios de Serra (km 268,8) e Cariacica (km 288,1). Agora, o DNIT concluiu as intervenções entre os quilômetros 288,1 e 294,3, nos trevos de acesso e nos entroncamentos com outras rodovias, como a BR-262, que é coincidente com a BR-101 na altura de Vitória.

De acordo com o superintendente do DNIT no Espírito Santo, Halpher Luiggi, o Contorno de Vitória é hoje o maior empreendimento rodoviário feito pelo governo federal no estado. “É uma obra de grande vulto, foram construídos oito viadutos, 25,5 quilômetros de duplicação, quase 12 quilômetros de ruas laterais, ciclovias, calçadas e uma passagem inferior.” O superintendente explica que foram encontradas muitas dificuldades, justamente por ela estar dentro de uma área de grande fluxo de veículos e pessoas. “O maior desafio foi própria execução, por se tratar de uma obra de grande porte incrustada no meio urbano. São grandes interferências externas envolvendo esse trecho aqui, como a rede de distribuição de energia elétrica, gás, água e esgoto. Tudo isso teve de ser muito bem planejado, porque a obra não poderia impactar e prejudicar a vida da população. As pessoas não podem ficar sem água ou sem energia, as indústrias não podem ficar sem gás. Esse é o grande desafio, fazer uma obra de grande porte dentro de um centro urbano”, explica Luiggi.

Duplicações[editar | editar código-fonte]

Nordeste[editar | editar código-fonte]

Trecho da BR-101 na divisa entre os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Encontra-se em duplicação, desde 2005, o trecho da BR-101 no Nordeste, entre Natal e Salvador. Ainda não concluído, com previsão de término em 2016.[14][15] O trecho entre Natal (RN) e Joaquim Gomes (AL), de 448 km de extensão (sendo que cerca de 70 km que cortam a Região Metropolitana do Recife já eram duplicados antes de 2005) já se encontra duplicado. Os trechos entre Alagoas e Sergipe, encontram-se com obras em ritmo lento, sem previsão de término. No estado do Sergipe, o trecho entre Aracaju e Estância, de 67 km, está com a duplicação concluída e o que liga Maruim até Propriá, encontra-se quase parada, sendo realizado obras apenas pelo Exercito Brasileiro. O trecho baiano da BR-101 teve apenas a ordem de serviço assinada em 2014, com previsão de conclusão em 2016, mas consta ainda hoje 07/15, com trecho que ainda não foram iniciados e outros em ritmo lento. Foram assinadas quatro lotes das obras da BR-101, os quais deverão ser executados simultaneamente. Terá 165,4 quilômetros e parte de Feira de Santana até a divisa com o estado de Sergipe. Outra parte será duplicada de Eunápolis até a divisa com o Espírito Santo.

Sul[editar | editar código-fonte]

Trecho da BR-101 em Santa Catarina.

O trecho entre Curitiba e Florianópolis, de 312 km, foi totalmente duplicado no Governo FHC (Fernando Henrique Cardoso).,[16][17] sendo que o trecho entre a divisa entre Paraná/Santa Catarina e Florianópolis, de aproximadamente 200 km, foi totalmente duplicado no final dos anos 1990; já o trecho complementar (BR-376, entre a divisa Paraná/Santa Catarina (em Garuva/SC e Curitiba), foi duplicado pelo governo do estado do Paraná (administração Roberto Requião) entre 1994 e 1995.

Em 2005 foi iniciada a duplicação do trecho que liga Palhoça/SC a Osório/RS, de 350 km. Os 88,5 quilômetros do trecho gaúcho foram entregues somente em fevereiro de 2011; Grande parte do trecho que cruza o estado de Santa Catarina já foi duplicado, mas em 2018 ainda faltavam duplicar 14,5 quilômetros (10 quilômetros em Laguna e dois quilômetros em Tubarão.[18]

Sudeste[editar | editar código-fonte]

A Ponte Rio-Niterói, trecho da BR-101 sobre a Baía de Guanabara entre as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói (RJ).

Em 2009 foi aberta ao público a duplicação de 26 km entre o bairro Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, ao distrito de Itacuruçá, no município de Mangaratiba, trecho localizado no Estado do Rio de Janeiro, próximo à capital fluminense. O trecho da Rodovia Rio-Santos entre o distrito de Itacuruçá em Mangaratiba até Paraty com promessa de duplicação ainda não saiu do papel por Burocracia dos governos Estadual e Federal, e por questões ambientais, pois a estrada passa por áreas de mata atlântica em uma região espremida entre a Serra do Mar e o Oceano Atlântico. Porém o governo brasileiro incluiu a duplicação de mais 20 quilômetros entre o distrito de Itacuruçá e a região central do município de Mangaratiba no Plano logístico de 2015 assinado pela Presidente da República e o Ministro dos Transportes, além de um contrato entre o estado do Rio de Janeiro com uma Empresa de Concessões Rodoviárias a ser escolhida pelo menor preço do pedágio para a melhorias a partir do trecho entre o início da rodovia em Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense, até o município de Paraty, o último município fluminense antes de entrar no estado de São Paulo.

O trecho Urbano compreendido como Avenida Brasil têm 58 quilômetros e é todo duplicado e é administrado pelo município do Rio de Janeiro e termina próximo ao início da Ponte Rio-Niterói. Seguindo pela Ponte Rio-Niterói que tem um pouco mais de 13 km de extensão sobre a Baía de Guanabara a rodovia tem pilares de até 72 metros de altura sobre o mar e possui pistas duplas com quatro faixas em cada lado. Neste trecho de ponte ela é administrada pelo Grupo EcoRodovias (ECOPONTE). A rodovia continua com pista dupla até o município de Casimiro de Abreu com 130 km desde o fim da Ponte Rio Niterói. O trecho entre Casimiro de Abreu e Macaé está em processo de duplicação e abrangerá 70 km de pistas duplicadas. O Trecho entre o final da Rodovia Amaral Peixoto em Macaé e Ibitioca, em Campos dos Goytacazes já foi duplicado. E o Grupo Arteris, a concessionária que administra a BR-101 dentro do estado do Rio de Janeiro no trecho entre a Ponte Rio-Niterói e a divisa com o estado do Espírito Santo planeja realizar um contorno rodoviário sobre a área metropolitana de Campos dos Goytacazes, além de duplicar um trecho de 58 km até a fronteira com Mimoso do Sul. A BR-101 tem cerca de 599 km de extensão dentro do estado do Rio de Janeiro, entre a divisa com o Espírito Santo ao norte e a Divisa com o Estado de São Paulo ao Sul. É a mais extensa rodovia federal dentro do estado do Rio de Janeiro.

No trecho de 49,1 km entre Ubatuba e a divisa com o estado do Rio de Janeiro ela é denominada de Rodovia Governador Mário Covas sob a Sigla BR-101. Em 17 de abril de 2013 a Justiça liberou o início de obras na BR-101 no estado do Espírito Santo, para ser explorado e duplicado pela EcoRodovias (ECO101) onde até meados de 2018 foram duplicados apenas 1,8km dos 475,9km do trecho sob responsabilidade da concessionária no ES, esquivalente a 0,39% do total a ser duplicado ao logo da concessão. A concessionária alega atraso na liberação das licenças ambientais e problemas com as desapropriações.[19][20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Lei nº 10.292/2001
  2. Fernanda Castello Branco. iG, ed. «As 11 estradas mais incríveis do Brasil». Consultado em 22 de setembro de 2014 
  3. a b c Fernando Eloi (22 de agosto de 2016). Viagem e Turismo, ed. «BR-116 e BR-101: um raio-x sobre duas estradas que cortam o Brasil». Consultado em 27 de julho de 2018 
  4. a b Marcelo Kervalt (2 de fevereiro de 2018). Zero Hora, ed. «Com obra concluída, é possível ir de Porto Alegre ao Rio só por vias duplicadas». Consultado em 27 de julho de 2018 
  5. Edital DNIT
  6. «Rodovia Rio-Santos tem sinalização precária, pistas estreitas e túneis mal iluminados». Consultado em 4 de outubro de 2015 
  7. «DER faz projeto para duplicação da Rio-Santos no trecho do litoral norte». Consultado em 4 de outubro de 2015 
  8. «Governo recebe 27 propostas para concessão da rodovia Rio-Santos». Consultado em 4 de outubro de 2015 
  9. Guilherme Duarte, para o GuiaRB (17 de março de 2008). «Privatizada, BR-101 terá cinco praças de pedágio». 10:20. Consultado em 5 de janeiro de 2012 
  10. G1 (10 de fevereiro de 2009). «Pedágio em São Gonçalo, na BR-101, começa nesta terça-feira». Consultado em 5 de janeiro de 2012 
  11. Carla Rocha-O Globo Arco Metropolitano pode ser esticado em 15 km
  12. «Obras na BR 101: empresas que brigavam na Justiça se unem». A Gazeta. 5 de julho de 2013 
  13. DER ES. «Mapa Rodoviário do ES» (PDF). Consultado em 15 de dezembro de 2012 
  14. Duplicação das BRs 101 e 116, na Bahia, terá início em novembro
  15. Duas rodovias federais que dão acesso a Feira de Santana serão duplicadas
  16. FHC duplicou a BR-101
  17. "a-estrada-da-morte"-mata-sim-gente-mas-o-pedagio-para/ Duplicação da era FHC
  18. Novo trecho duplicado da BR-101 catarinense será liberado neste sábado
  19. Justiça libera início de obras na BR 101
  20. https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2017/12/eco101-duplica-apenas-1-8-km-em-anchieta-mas-diz-que-sao-2-5-km-1014111392.html]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]