Babe (1995)

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Babe
Cartaz do filme
No Brasil Babe - O Porquinho Atrapalhado
Babe, o Porquinho Atrapalhado
Em Portugal Um Porquinho Chamado Babe
 Estados Unidos Austrália
1995 •  cor •  91[1] min 
Direção Chris Noonan
Produção Bill Miller
George Miller
Doug Mitchell
Roteiro George Miller
Chris Noonan
Baseado em The Sheep-Pig, de
Dick King-Smith
Narração Roscoe Lee Browne
Elenco James Cromwell
Magda Szubanski
Christine Cavanaugh
Zoe Burton
Miriam Margolyes
Hugo Weaving
Miriam Flynn
Russi Taylor
Doris Grau
Género comédia · aventura · fantasia
Música Nigel Westlake
Direção de fotografia Andrew Lesnie
Direção de arte Colin Gibson
Efeitos especiais Dave Roberts
Edição Marcus D'Arcy
Jay Friedkin
Companhia(s) produtora(s) Kennedy Miller Productions
Distribuição Universal Pictures
Idioma inglês
Orçamento US$ 30 milhões
Receita US$ 254,1 milhões[2]
Cronologia
Babe: Pig in the City (1998)

Babe (bra: Babe - O Porquinho Atrapalhado[3] ou Babe, o Porquinho Atrapalhado[4]; prt: Um Porquinho Chamado Babe[5][6]) é um filme américo-australiano de 1995, dos gêneros comédia, avantura e fantasia dirigido por Chris Noonan, com roteiro de George Miller e do próprio Noonan baseado no romance The Sheep-Pig, do escritor britânico Dick King-Smith,[7] também conhecido como Babe: The Gallant Pig nos Estados Unidos.

É a história de um porco criado como gado que quer fazer o trabalho de um cão pastor. Os animais centrais do filme são representados por uma combinação de porcos reais com robôs animatrônicos e cães da raça Border collie.[8]

Depois de sete anos de desenvolvimento,[9] Babe foi filmado em Robertson, Nova Gales do Sul, Austrália;[10] os efeitos visuais dos animais falantes foram feitos pela Rhythm & Hues Studios e pela Jim Henson's Creature Shop. O filme se tornou um sucesso de bilheteria e de crítica, sendo indicado para sete prêmios da Academia, incluindo o Óscar de melhor filme, tendo vencido a estatueta de melhores efeitos visuais. O filme ganhou uma continuação chamada Babe: Pig in the City em 1998, com direção de Miller.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Na fazenda do senhor Hoggett, vive Babe, um porquinho excêntrico que pensa ser um cachorro — e consegue convencer a todos, inclusive seu dono, que o inscreve no Campeonato Nacional de Cães Pastores. Confusões à vista![3]

Elenco de vozes[editar | editar código-fonte]

Personagem Ator/atriz
Babe Christine Cavanaugh
Fly, a Border Collie de Arthur Miriam Margolyes
Fernando, o Pato Danny Mann
Rex, o Sheepdog Hugo Weaving
Maa, a Ovelha Miriam Flynn
Duquesa, a Gata Russi Taylor
Narrador Roscoe Lee Browne

Elenco em live-action[editar | editar código-fonte]

Personagem Ator ou Atriz
Arthur Hoggett James Cromwell
Esme Cordelia Hoggett Magda Szubanski

Produção[editar | editar código-fonte]

Segundo o ator James Cromwell, houve uma certa tensão no set entre o produtor George Miller e o diretor Chris Noonan.[11] Noonan depois reclamou: "Eu não quero fazer de George Miller um inimigo vitalício, mas eu penso que ele tentou levar crédito sozinho para produzir Babe, tentou me excluir de qualquer referência sobre o filme, isso me deixou muito inseguro... Era como se o seu guru lhe dissesse que você não é bom e isso é realmente desconcertante". Miller posteriormente respondeu: "Chris disse algo que é difamatório: que eu tirei o nome dele dos créditos em sites da internet, o que é absolutamente falso. [...] Eu tenho coisas mais importantes para me preocupar na vida do que isso... Quando se trata de Babe, entreguei a produção do filme para Chris como um prato cheio".[12]

Há algumas alterações do romance de Dick King-Smith comparado ao filme. Na obra original, Babe nasce com problemas nas patas e precisa da ajuda de seus amigos da fazenda (rato, pato e gato) para praticar as suas travessuras; Babe é mais atrapalhado e burro no livro, enquanto que no filme ele mostra-se mais atento e esperto, embora ainda mantenha um certo tom de inocência.[carece de fontes?]

Durante a produção, quarenta e oito porcos diferentes foram usados para a retratar Babe.[13] Apesar da aparência envelhecida mostrada no filme, a atriz e comediante australiana Magda Szubanski (que interpreta Esme Hoggett, esposa do fazendeiro) tinha apenas trinta e quatro anos na época.

Música[editar | editar código-fonte]

A partitura musical de Babe foi composta por Nigel Westlake e interpretada pela Orquestra Sinfônica de Melbourne. Partes de canções orquestrais clássicas de compositores franceses do século XIX é usada ao longo do filme, mas é disfarçada de várias maneiras e muitas vezes integrada por Westlake em sua trilha sonora.

A música tema "If I Had Words" (letra de Jonathan Hodge), cantada por Hoggett para animar Babe, é uma adaptação da parte final do trecho Maestoso da Sinfonia nº3 de Camille Saint-Saëns, e foi originalmente apresentada em 1977 por Scott Fitzgerald e Yvonne Keeley. Esta música também é repetida ao longo da partitura do filme; nos créditos finais, a versão original da canção de Fitzgerald e Keeley é tocada de forma acelerada para dar a impressão de que são os três ratinhos do filme que estão cantando.[14]

Há também breves trechos usados da partitura "Peer Gynt" de Edvard Grieg. Também são apresentadas trilhas sonoras dos compositores Leo Delibes, Richard Rodgers, Gabriel Fauré e Georges Bizet.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 36,7 milhões nas bilheterias na Austrália,[15] US$ 63,6 milhões nos Estados Unidos e um pouco mais de US$ 254 milhões mundialmente.[2]

Babe recebeu aclamação da crítica e foi indicado para sete estatuetas do Oscar: melhor filme[16] (perdendo para Braveheart), melhor direção e melhor roteiro adaptado, vencendo em melhores efeitos visuais.[17] Também ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme - Musical ou Comédia e o Saturn Award de Melhor Filme de Fantasia. No APRA Music Awards de 1996, ganhou o prêmio de melhor filme pelo trabalho de Westlake.[18] Em 2006, o American Film Institute nomeou Babe como o octogésimo filme mais inspirador da América.[19]

Por conta do personagem central do filme ser um porco, Babe inicialmente teve sua exibição proibida nos cinemas da Malásia pelo fato de o filme não estar de acordo com o Halal da lei islâmica.[20] Contudo, essa decisão acabou sendo anulada quase um ano depois e o filme acabou sendo lançado diretamente em vídeo naquele país.[21]

Quando Babe foi lançado nos Estados Unidos, foi relatado que "ativistas de todo o país permaneciam nas entradas dos cinemas distribuindo panfletos que mostravam os abusos da vida real dos porcos".[22] O filme teve um efeito marcante no crescimento do vegetarianismo, particularmente entre os jovens. O longa também promoveu uma visão mais compreensiva das capacidades intelectuais, emocionais e sociais dos animais.[23] O ator James Cromwell tornou-se um vegetariano ético como resultado de estrelar como o fazendeiro Arthur Hoggett, dizendo: "Eu decidi que, para poder falar sobre este filme com convicção, eu precisava me tornar um vegetariano";[24] em 1996, ele organizou um jantar vegetariano para os desabrigados de Los Angeles visando um "Natal mais compassivo"[25] para "reverter" a visão dos animais do celeiro mostrado no filme que dizia que o "Natal é uma carnificina".

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar (1996)[editar | editar código-fonte]

Globo de Ouro (1996)[editar | editar código-fonte]

BAFTA (1995)[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. «BABE (U)». British Board of Film Classification. 15 de agosto de 1995. Consultado em 28 de janeiro de 2016 
  2. a b «Babe (1995)». Boxofficemojo.com. Consultado em 31 de maio de 2013 
  3. a b «Babe - O Porquinho Atrapalhado». Brasil: CinePlayers. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  4. «Babe, o Porquinho Atrapalhado». Brasil: AdoroCinema. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  5. «Um Porquinho Chamado Babe». Portugal: SapoMag. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  6. «Um Porquinho Chamado Babe». Portugal: CineCartaz. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  7. Folha de S. Paulo. «Morre o escritor britânico Dick King-Smith, que inspirou o filme "Babe"». Folha.com. Consultado em 10 de novembro de 2017 
  8. Chanko, Kenneth M. (18 de agosto de 1995). «This Pig Just Might Fly | Movies». EW.com. Consultado em 31 de maio de 2010 
  9. "Interview with Chris Noonan", 9 September 1999 Arquivado em setembro 28, 2013[Erro data trocada], no Wayback Machine. accessed November 19, 2012
  10. «Robertson – New South Wales – Australia». The Age. Melbourne. 10 de abril de 2008. Consultado em 20 de julho de 2008 
  11. Robinson, Tasha (8 de fevereiro de 2012). «Interview: James Cromwell». AV Film. Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  12. Turner, Brook (21 de setembro de 2007). «Curious George». Kythera-Family.net. Consultado em 31 de dezembro de 2017 
  13. «Data Stream». Next Generation (25). Imagine Media. Janeiro de 1997. p. 28 
  14. Film Score Monthly 53-64, Los Angeles CA 1995, page 70
  15. «Film Victoria – Australian Films at the Australian Box Office» (PDF). Consultado em 9 de outubro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 18 de fevereiro de 2011 
  16. Siskel & Ebert week of February 16, 1996 Part 1 no YouTube Part 2 no YouTube
  17. «Reviews:Babe». Rogerebert.suntimes.com. 4 de agosto de 1995. Consultado em 31 de maio de 2013 
  18. «Winners Prior to 2002». Australasian Performing Right Association (APRA) | Australasian Mechanical Copyright Owners Society (AMCOS). Consultado em 11 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 14 de abril de 2014 
  19. AFI's 100 Years... 100 Cheers. American Film Institute. Retrieved March 20, 2013.
  20. Revista Época. «'Babe' é banido na Malásia». Epoca.globo.com. Consultado em 13 de Julho de 2008 
  21. Gogoi, Pallavi (5 de novembro de 2006). «Banning Borat». Businessweek.com. Consultado em 31 de maio de 2013 
  22. Hudson, Laura Elaine (ed.) The Apocalyptic Animal of Late Capitalism, University of California 2008, p.108 ISBN 9781109061604. Retrieved March 2, 2014
  23. Nobis, Nathan. "The Babe Vegetarians", in Bioethics at the Movies, Johns Hopkins University 2009 pp.56-70. ISBN 9780801890789.Retrieved March 2, 2014
  24. Smith, Scott, A Pig's Best Friend, Vegetarian Times, November 1998, p.20. ISSN 0164-8497.
  25. Vegetarian Times, March 1997 p.24. ISSN 0164-8497.
  26. a b c d e f «68.º Oscar - 1996». CinePlayers. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  27. «53.º Globo de Ouro - 1996». CinePlayers. Consultado em 6 de agosto de 2019 
  28. a b c d «Film in 1996». BAFTA. Consultado em 6 de agosto de 2019 
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