Babrak Karmal

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Babrak Karmal (que significa "pequeno tigre") (Kamari (Santorini), próximo à Cabul, 6 de janeiro de 1929 - Moscovo, 1 ou 3 de dezembro de 1996) foi o terceiro presidente do Afeganistão (1979-1986) durante o período comunista da República Democrática do Afeganistão. Ele é o mais conhecido membro fundador do Partido Democrático Popular do Afeganistão, de ideologia marxista-leninista.[1] [2]

Nasceu em uma família afegã rica, filho do Major General Mohammad Hussain, que era um amigo da família real, especialmente do General Mohammad Daoud.

Existem controvérsias sobre sua etnia, mas a maioria sustenta que ele de um tajique ou um qizilbash.

Concluiu o ensino médio em Nejat, e ingressou na Faculdade de Direito e Ciências Políticas em 1951. No ano seguinte, ele foi preso por participar de manifestações apoio a Abdul Rahman Mahmudi. Na prisão Karmal foi fez amizade com Mier Akbar Khybar e com Mier Mohammad Siddiq Farhang, que era um militante socialista pró-Moscou. Em 1955, foi libertado e retomou seus estudos na Universidade de Cabul, onde exerceu uma militância socialista.

Após a formatura, ingressou no Ministério do Planejamento, e continuou a manter estreita relação com Mier Mohammad Siddiq Farhang e Ali Mohammad Zahma, professor na Universidade de Cabul. Na década de 1960 Karmal e Farhang tiveram papel de destaque para recrutar jovens para aderir a causa do socialismo.

Foi um dos fundadores do Partido Democrático do Povo do Afeganistão (PDPA) e foi parlamentar entre 1965 e 1973, na Assembleia Nacional, .

Em 1967, ocorreu uma cisão do PDPA, de um lado passou a existir a facção mais extremista, denominada Khalq, liderada por Nur Muhammad Taraki e Hafizullah Amin, e do outro a facção mais moderada, denominada Parcham, liderada por Karmal.

Em 1977, houve uma reunificação do partido, e em abril de 1978, o PDPA tomou o controle do país (Revolução de Saur) e Karmal assumiu o posto de vice-primeiro-ministro, mas, posteriormente, a facção Khalq afastou os integrantes da Parcham do comando do país, e Karmal foi "exilado", como embaixador para Praga. O PDPA tentou modernizar o país, de acordo com uma agenda socialista, mas houve grande resistência.

Em dezembro de 1979, os soviéticos intervieram no Afeganistão e colocaram Karmal como Presidente da República Democrática do Afeganistão.

Na década de 1980, Karmal foi responsabilizado, pelos soviéticos, por diversos insucessos na luta com os mujahedin. Em 04 de maio de 1986 ele foi substituído como líder do PDPA por Mohammad Najibullah, e seis meses depois, ele foi exonerado da Presidência da República e mudou-se para Moscou.

Posteriormente, voltou ao Afeganistão, onde viveu por vários anos sob a proteção do General Abdul Rashid Dostum. Posteriormente, acometido por grave doença hepática, causada pelo excesso do consumo de bebidas alcoólicas, retornou a Moscou, onde morreu em 06 de dezembro de 1996[2].

Tendo sido restaurado ao poder com o apoio da União Soviética, foi incapaz de consolidar seu poder e, renunciou por causa da falta de apoio interno e externo para a sua gestão e foi sucedido por Haji Muhammad Chamkani em 1986[3], este foi substituído logo depois pelo Dr. Mohammad Najibullah. Deixou o Afeganistão para Moscou, onde morreu em 1996.

Referências

  1. Biografia de Karmal em Biografiasyvidas.com.
  2. a b Babrak Karmal, em inglês, acesso em 02 de novembro de 2014.
  3. Diccionario Enciclopédico Universal, Océano Color, ISBN 84-7764-7393-3.
Precedido por
Hafizullah Amin
Presidente do Afeganistão

1979-1986
Sucedido por
Haji Muhammad Chamkani
Precedido por
Hafizullah Amin
Primeiro-Ministro do Afeganistão
1979-1981
Sucedido por
Sultão Ali Keshtmand
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