Baby do Brasil

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Baby do Brasil
25o Premio da Musica Brasileira (14003567137).jpg
Baby em 2014, no 25º Premio da Musica Brasileira
Informação geral
Nome completo Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade
Também conhecido(a) como Baby Consuelo
Nascimento 18 de julho de 1952 (66 anos)
Origem Niterói, RJ
Nacionalidade Brasileira
Gênero(s)
Ocupação(ões)
Cônjuge Pepeu Gomes (c. 1969–88)
Instrumento(s)
Período em atividade 1970–presente
Gravadora(s) Warner
Afiliação(ões)
Influência(s)
Página oficial www.BabydoBrasil.com

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade (Niterói, 18 de julho de 1952), mais conhecida como Baby do Brasil e também como Baby Consuelo, é uma cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira.

Biografia e Carreira[editar | editar código-fonte]

Nascida em uma família de classe média alta de Niterói, é filha do jurista Luís Carlos Cidade e da jornalista Carmem Menna Barreto de Carvalho Cidade. Ainda na infância mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi criada. A artista sempre foi interessada por música, e escrevia canções, queria fazer aulas de canto e violão. Os pais se opuseram, queriam que seguisse uma carreira tradicional. Por intermédio de parentes, aprendeu a tocar violão ainda na infância, chegando a vencer um festival de música de Niterói, aos 14 anos, no qual interpretou uma música do maestro Eduardo Lages. Os conflitos com os pais se intensificaram no final da adolescência, pois eram controladores e não aceitavam a escolha profissional da filha. Aos 17 anos, deixou uma carta aos pais e fugiu de casa. Decidiu ir para Salvador, onde estava se expandindo o movimento rock no Brasil. Chegando lá, passou muitas necessidades, chegando a dormir nas ruas. Começou a pedir para cantar em bares em troca de comida, e isso agradou os comerciantes, pois cantava muito bem e viram seu estabelecimento lotar. Por uma grande sorte, conheceu Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira, uma banda musical em início de carreira. Juntos, formaram a icônica banda Novos Baianos, nesses mesmo ano de 1969, então, a jovem iniciou sua carreira como cantora no grupo. Bernadete Dinorah precisava escolher um nome artístico bem revolucionário, para combinar com a banda, e optou por Baby Consuelo, em referência ao filme “Meteorango Kid”. Só em 1994, ela trocou de nome artístico e escolheu Baby do Brasil, mas até hoje é conhecida pelos dois nomes.

Através da banda, em 1969, Baby conheceu o guitarrista Pepeu Gomes, que tornou-se seu primeiro namorado. Com poucos meses de namoro, foram morar juntos na casa dele, e no ano seguinte, em 1970, casaram-se oficialmente em Salvador.

Com um ano de formação, a banda Novos Baianos lançou, em 1970, seu primeiro disco, É Ferro na Boneca, pela gravadora RGE Fermata. O trabalho musical colocou a banda na mídia nacional. Pouco tempo depois, a banda se mudou para o Rio de Janeiro, e se estabeleceram em um sítio do bairro carioca de Jacarepaguá, laboratório para criação daquele que viria a ser o LP de maior sucesso da banda, Acabou Chorare, eleito pela revista Rolling Stone Brasil como "o maior álbum de música brasileira de todos os tempos". Baby e Pepeu permaneceram no grupo até 1978, quando foi decidido que cada um iniciaria sua carreira solo.

O primeiro álbum solo de Baby, O Que Vier Eu Traço, atinge grande sucesso de mídia e de vendagem pela gravadora Warner Music. Seu primeiro grande sucesso solo foi a canção Menino do Rio, de Caetano Veloso, composta exclusivamente para Baby e tema da novela Água Viva da Rede Globo. A música fez parte de seu segundo disco solo, Pra Enlouquecer, novo campeão de vendas. Na capa, Baby aparece ao lado de quatro de seus (futuros) seis filhos: 'Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva), Zabelê, Nana Shara e Pedro Baby. Os quatro tornaram-se músicos, e as três garotas viriam a formar a girl band SNZ. Baby ainda daria à luz outros dois meninos: Krishna Baby (que aparece na contracapa do disco que leva o nome da criança, de 1984) e Kriptus Baby (presente na capa do álbum Sem Pecado e Sem Juízo, do ano seguinte).

No fim da década de 1990, Baby batizou-se nas águas, entregando sua vida a Jesus Cristo, tornando-se evangélica, mantendo sua carreira de cantora ao mesmo tempo em que se tornou pastora do Ministério do Espírito Santo de Deus, em Nome do Senhor Jesus Cristo, fundado por ela em 5 de abril de 2000.

Atualmente está em produção o documentário "Apopcalipse segundo Baby", direção de Rafael Saar, uma cinebiografia da artista.

Após uma temporada dedicada à música gospel, em 2012 apresentou-se no Vivo Open Air, no Jockey Club Brasileiro carioca, interpretando clássicos de sua carreira com arranjos do seu filho, o músico Pedro Baby. O show, intitulado "Baby Sucessos", contou com a participação de Caetano Veloso, com quem cantou “Menino do Rio”, de autoria dele.

Em janeiro de 2014, Baby do Brasil e o filho Pedro Baby registraram em formato áudio-visual o show que marca o retorno da cantora aos palcos seculares, realizado no Imperator Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro. O DVD foi lançado em abril de 2015 nas plataformas digitais e vários sites na Internet, e um mês depois, a versão física do CD e DVD foram lançadas.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Foi casada com o guitarrista Pepeu Gomes por dezenove anos, de 1969 a 1988, quando se divorciaram. Após a separação manteve outros relacionamentos, mas não quis casar-se novamente. Juntos, Baby e Pepeu tiveram seis filhos, todos nascidos de parto normal no Rio de Janeiro: Sarah Sheeva (nascida Riroca, em 1973), Zabelê (1975), Nãna Shara (1976), Pedro Baby (1978), Krishna Baby (apelido: Xaxá, em 1984) e Kriptus Baby (apelido: Pitico, em 1985). Em 1991, nasceu sua primeira neta, Rannah Sheeva, filha de Sarah. Também é tia de Gabriel Menna Barreto, vulgo "Medina" e Rannah Sheevah.[1]

O nome de seus filhos sempre causaram curiosidade devido a ser muito exóticos. Em entrevistas, revelou que Riroca (antigo nome de Sarah Sheeva, que o modificou na justiça) era um nome carinhoso, que o marido a apelidou e quis pôr na filha. Zabelê foi dado em homenagem a esta espécie de pássaro que é oriunda da Bahia. Nãna Shara é uma mistura de shara (que quer dizer som) com nana, que era um apelido que Riroca (Sarah Sheeva) chamava a irmã. Pedro Baby foi uma homenagem que Pepeu e Baby fizeram a seus apelidos. Kryshna Baby surgiu como uma homenagem ao Deus Krishna [2]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com os Novos Baianos[editar | editar código-fonte]

  • É Ferro na Boneca (1970)
  • Novos Bahianos + Baby Consuelo ‎– No Final Do Juízo (1971)
  • Acabou Chorare (1972)
  • Novos Baianos F.C. (1973)
  • Novos Baianos (1974)
  • Vamos Pro Mundo (1974)
  • Caia na Estrada e Perigas Ver (1976)
  • Praga de Baiano (1977)
  • Farol da Barra (1978)
  • Infinito Circular (1997, ao vivo)

Solo[editar | editar código-fonte]

Ano Álbum Venda
1978 O Que Vier Eu Traço 400.000
1979 Pra Enlouquecer 1.000.000
1980 Ao vivo em Montreux 450.000
1981 Canceriana Telúrica 1.400.000
1982 Cósmica 950.000
1984 Kryshna Baby 700.000
1985 Sem pecado e sem Juízo 1.100.000
1991 Ora peo nobis 250.000
1997 Um 100.000
1998 Acústico Baby do Brasil 150.000
2000 Exclusivo para Deus 35.000
2011 Geração Guerreiros do Apocalipse -
2015 Baby Sucessos - A menina ainda dança 25.000

Participação em Outros Projetos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]