Bacillariophyceae

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Diatomáceas.

Diatomáceas.
Classificação científica
Reino: Chromalveolata
Divisão: Chrysophyta
Classes

As Bacillariophyceae ou Diatomophyceae formam uma classe de algas. São microalgas (de três micrometros a um milímetro) unicelulares planctônicas de água doce ou salgada.

Divisão[editar | editar código-fonte]

Trata-se de microorganismos unicelulares de vida livre, podendo aparecer reunidos em filamentos revestidos por uma capa mucilagenosa. A membrana celular é de pectina impregnada de sílica e dividida em duas porções: a epiteca, que se encaixa por cima, e a hipoteca, que fica por baixo. A célula contém de 2 a muitos cromatóforos de cor marrom dourada. Nestes plastos aparece clorofila a e c, betacaroteno e várias xantofilas - principalmente fucoxantina e diatoxantina. A substância de reserva é óleo, leucosina e volutina. A reprodução assexuada é por simples divisão celular, recebendo cada célula filha, como herança, uma epiteca ou uma hipoteca, refazendo depois a outra metade.

A reprodução sexuada é isogâmica ou heterogâmica com gametas capazes de se deslocar com movimentos ameboides. Pode ocorrer também reprodução oogâmica com formação de anterozóides e oosferas. O zigoto formado cresce bastante, tornando-se um auxósporo antes de iniciar a produção da nova membrana. A autogamia é relativamente rara, mas ocorre em certos gêneros. Pode ocorrer também, em alguns gêneros, a formação de estatósporos ou estomatocistos, que são estruturas silicosas internas, globosas, ocas, dotadas de uma única abertura com o exterior e que permitem que a célula entre num estado de repouso (cisto). [1]

As diatomáceas são microorganismos diplóides, ocorrendo a redução cromática na formação dos gametas; são portanto seres haplobiontes diplontes. A porção silicosa das membranas das diatomáceas é praticamente indestrutível porque, uma vez produzida, passa por herança às células filhas. Ao ocorrer a morte desses microrganismos, essas carapaças sedimentam no fundo, constituindo um tipo especial de rocha chamado diatomito (Kieselguhr), formado essencialmente por epitecas e hipotecas vazias de diatomáceas. Entre várias outras utilidades, o diatomito é empregado na a fabricação da dinamite;[2] isto porque, sendo uma rocha muito porosa, absorve a nitroglicerina explosiva, mantendo-a armazenada dentro dessas carapaças fósseis. Existem depósitos de diatomito com centenas de metros de espessura e muitos quilômetros de extensão. No Brasil, tais depósitos aparecem na região nordeste.

  • Locomoção:
    • As formas unicelulares podem ser móveis ou imóveis.
    • Nas formas móveis o movimento é dado por correntes citoplasmáticas ou por batimentos de flagelos.
    • Nas formas imóveis aparecem formas coloniais, formas filamentosas ramificadas ou não.
  • Reserva de energia:
    • Óleo;
    • Leucosina;
    • Volutina;
    • Não há formação de amido
  • Estrutura:
  • Nos gêneros filamentosos, a membrana celular é formada por duas metades que se recobrem de pectina impregnada de sílica.
  • Reprodução:
    • A reprodução assexuada ocorre por simples divisão, formação de zoósporos ou aplanósporos e um esporo especial com a membrana impregnada de sílica ou estatósporo.
    • A reprodução sexuada é em geral isogâmica podendo ocorrer entretanto anisogamia e também, mais raramente, a oogamia.
    • Em certos casos desenvolve-se um tipo especial de zoósporo multiflagelado chamado cenozoósporo.
  • Os gametas zoósporos são biflagelados, e estes flagelos podem ser de diversos tamanhos e tipos de organização:
    • Flagelo curto, tipo chicote
    • Flagelo longo, tipo de filamento axial com uma dupla de fileiras de cílios muitos delicados
  • Ecologia:

São, na grande maioria, microrganismos de vida livre, podendo aparecer em formas coloniais, formas filamentosas ramificados ou não. São predominantemente aquáticos marinhos ou dulcícolas.

Classe Bacillariophyceae[editar | editar código-fonte]

Subclasse 1. Centricae[editar | editar código-fonte]

Nesta subclasse, os microorganismos apresentam simetria radial, possuem vários cromatóforos e se reproduzem por autogamia. Pode ocorrer também conjugação entre um indivíduo e outro. A membrana não possui rafe e são todas imóveis. A maioria das formas é planctônica, ocorrendo tanto em água doce como no mar, sendo um dos principais componentes do fitoplâncton. São reconhecidas três ordens com nove famílias. Gêneros frequentes são: Coscinodiscus no plâncton, Melosira vive sobre algas, é uma epífita, Rhizosolenia ocorre no plâncton, Chaetoceros aparecem como filamentos planctônicos, Biddulphia planctônicas e epífitas, Triceratium ocorre no plâncton.

Subclasse 2. Pennatae[editar | editar código-fonte]

Nesta subclasse são reconhecidas quatro ordens com nove famílias. Os gêneros mais frequentes são: Tabellaria , Licmophora, Diatoma, Synedra, Pinnularia, Navicula, Amphora, Nitzschia, Surirella. São micro-organismos que apresentam simetria bilateral, podendo a carapaça apresentar rafe (sulco longitudinal no centro de cada valva); são dotados de movimentos. Em geral ocorrem apenas dois plastos em cada célula. A reprodução sexuada, em geral é isogâmica ocorrendo conjugação. Existem formas planctônicas pelágicas, como também formas fixas no benton, e nestes casos formam grandes aglomerações que parecem colônias. Existem algumas em água doce mas a maioria são importantes elementos do fitoplâncton marinho.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • F. Oltmanns, Morphologie und Biologie der Algen, 2ª ed., vol. I, 1922;
  • F.E. Fritsch, The structure and reproduction of the algae, vol.I, 1935;
  • F.E. Fritsch, "Crysophyta" in G.M. Smith, Manual of phycology, 1951;
  • Botânica: Introdução à taxonomia vegetal por A.B.Joly, 3ª Edição, São Paulo, Editora Nacional, 1976.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]