Back to Black

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Disambig grey.svg Nota: Se procura a canção homônima, veja Back to Black (canção). Se procura a pelo álbum da banda AC/DC, veja Back in Black.
Back to Black
Álbum de estúdio de Amy Winehouse
Lançamento 27 de outubro de 2006 (2006-10-27)
Gravação 2005 – 2006
Allido Studios, Instrument Zoo Records, Daptone Records
(Miami, Flórida)
Sole Channel Studios, Chung King Studios
(Nova Iorque, Estados Unidos)
Metropolis Studios
(Londres, Inglaterra)
Gênero(s) R&B, soul, jazz, blues, ska
Duração 33:23
Gravadora(s) Island
Produção Mark Ronson, Salaam Remi
Cronologia de Amy Winehouse
Frank
(2003)
Lioness: Hidden Treasures
(2011)
Capa alternativa
Singles de Back to Black
  1. "Rehab"
    Lançamento: 23 de outubro de 2006 (2006-10-23)
  2. "You Know I'm No Good"
    Lançamento: 8 de janeiro de 2007 (2007-01-08)
  3. "Back to Black"
    Lançamento: 30 de abril de 2007 (2007-04-30)
  4. "Tears Dry on Their Own"
    Lançamento: 13 de agosto de 2007 (2007-08-13)
  5. "Love Is a Losing Game"
    Lançamento: 10 de dezembro de 2007 (2007-12-10)
  6. "Just Friends"
    Lançamento: 21 de julho de 2008 (2008-07-21)

Back to Black é o segundo álbum de estúdio da cantora e compositora britânica Amy Winehouse, lançado primeiramente na Irlanda em 27 de outubro de 2006 e três dias depois no Reino Unido através da editora discográfica Island Records. As sessões de gravação do projeto iniciaram-se em novembro de 2005, após Winehouse finalizar o seu trabalho com o seu disco de estreia, Frank (2003), sendo interrompidas no mesmo mês, devido aos problemas pessoais da artista, reiniciando-se apenas em março de 2006, estendendo-se, desta vez, por um período de cinco meses, com término em agosto. Durante a elaboração do material, a cantora trabalhou com Mark Ronson e Salaam Remi, creditados nas notas da obra como produtores, e teve grande participação nas composições. A sonoridade do disco difere do seu trabalho anterior, ao incorporar principalmente música soul das décadas de 1950 e 1960, o R&B contemporâneo e os estilos de influência jamaicana, como o ska, tendo como inspiração os grupos femininos dos anos 1960. Liricamente, as faixas abordam temas como o seu envolvimento com álcool, drogas e os seus relacionamentos amorosos.

Back to Black registrou uma recepção positiva por parte da crítica contemporânea especialista após o seu lançamento, que elogiou a maneira "emotiva de cantar" da artista e os variados estilos musicais do álbum, e alcunharam-no ao final de 2007 de "Álbum do Ano".[1] Descrito como um dos melhores registros de soul da música moderna, um clássico de R&B e como sincero e obscuro,[2] o disco também representou um forte impacto no cenário musical mundial, pois fez Winehouse ser considerada a desencadeadora de uma nova Invasão Britânica e, posteriormente, citada como influência musical nos trabalhos de outros artistas, como Adele, Bruno Mars e Lady Gaga. Como parte do reconhecimento do trabalho da cantora, o material também recebeu indicações a várias premiações ao redor do mundo, inclusive ao Grammy Awards na sua 50.ª edição, onde Amy Winehouse igualou o recorde de Alicia Keys, Beyoncé Knowles e Norah Jones para artista feminina com mais Grammys vencidos em apenas uma cerimônia, ao conquistar cinco troféus dos seis em que disputava, convertendo-se ainda na primeira intérprete feminina britânica a vencer cinco categorias em uma mesma noite.

Comercialmente, o álbum também foi bem recebido. No Reino Unido, ele obteve a primeira posição da lista oficial dos mais vendidos seis vezes não-consecutivas e foi o mais comprado do ano. Além disso, culminou nos mercados musicais de outros 22 países, como os do continente europeu e a Nova Zelândia, e alcançou as dez primeiras colocações das tabelas de outros doze. Nos Estados Unidos, conseguiu estabelecer a maior entrada alcançada por uma artista feminina britânica na época, ao debutar no número sete da Billboard 200. Mundialmente, vendeu seis milhões de cópias apenas em 2007 e acabou por se tornar o registro mais vendido do ano, enquanto em 2008 foi o segundo mais bem vendido em nível global, com outras cinco milhões de unidades. Para a divulgação da obra, seis singles foram lançados: "Rehab", "You Know I'm No Good", "Tears Dry on Their Own", "Love Is a Losing Game", "Just Friends" e a faixa homônima.

Back to Black ressurgiu nas tabelas musicais mundiais na semana de 24 de julho de 2011, logo após a divulgação do falecimento da cantora, alcançando o primeiro lugar em vendas no iTunes em quinze países. Nos Estados Unidos, obteve a quarta posição da lista compilada pela Billboard, ao vender mais de 91 mil unidades duas semanas após a morte de Amy Winehouse. Na Europa, reassumiu a primeira colocação nos rankings de vários países, inclusive no Reino Unido, onde obteve o título de álbum mais vendido do século XXI, passando a ocupar em dezembro o segundo lugar, atrás apenas de 21 (2011) da inglesa Adele. Atualmente, as suas vendas ultrapassam a marca de vinte milhões de exemplares faturados em todo o mundo, o que o fez entrar para a lista dos registros mais bem vendidos em nível global. Além disso, também se encontra situado na lista dos mais vendidos em território britânico, com mais de 3.500 milhões de cópias comercializadas.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Amy Winehouse começou a trabalhar em Back to Black em novembro de 2005,[3] após finalizar os seus projetos com o seu álbum de estreia, Frank (2003), e ter passado um período de dezoito meses sem realizar nenhum empreendimento musical,[4] sendo que o fim do seu relacionamento com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil resultou na inspiração para as composições do álbum.[5]

O produtor Mark Ronson foi responsável por mais de metade das faixas do disco e por motivar Winehouse a realizar novas gravações, que não vinham sendo feitas desde 2005.

Inicialmente, a cantora planejava elaborar o CD apenas com Salaam Remi, que produziu todas as canções do seu primeiro disco, mas um executivo da gravadora EMI Music apresentou-a a Mark Ronson, esperando que a dupla pudesse trabalhar junta. Numa entrevista com a revista Rolling Stone, a cantora disse: "Eu mesma componho tudo, mas tenho que ser próxima de alguém para compor na sua presença. Não sabia o que o Mark fazia, e achei que ele era um daqueles velhos que tentam parecer jovens e descolados (...) Logo que o conheci, nos demos bem como dois irmãos".[6] Após conhecê-lo, Winehouse foi ao seu estúdio e tocou algumas faixas de bandas como The Shirelles e Angels. Em entrevista àquela mesma revista, Ronson disse: "Eu me inspirei no que ela estava falando e naquela noite fiz a bateria e o piano de 'Back to Black', além de acrescentar um monte de reverb no pandeiro (...) Quando mostrei para ela no dia seguinte ela falou: 'Está incrível'. Então continuou: 'É assim que quero que meu álbum soe'". Depois disso, a cantora passou a frequentar o estúdio de gravação do produtor todos os dias, a fim de encontrar arranjos diferentes para elaboração de outras canções.[6]

As sessões de gravação ocorreram em estúdios no Reino Unido e nos Estados Unidos. A primeira faixa gravada pela artista foi "Tears Dry on Their Own", nos estúdios Instrument Zoo Records e Sole Channel Studios, em Miami, na Flórida, e em Nova Iorque, sob a produção de Remi, ainda em novembro.[7] No entanto, as sessões foram canceladas nesse mesmo mês, por causa dos problemas que ela estava a enfrentar na época. Amy Winehouse só voltara aos estúdios seis meses mais tarde, em março de 2006, depois de ter conhecido e ter sido motivada por Mark Ronson a elaborar um novo material,[8] sendo "Wake Up Alone" o primeiro registro gravado após o seu regresso.[3] Contudo, nessa mesma época em que desenvolvia o álbum, ela passou por um período de abuso de álcool e drogas pesadas, que resultou em uma perda de peso drástica e, posteriormente, na composição de "Rehab", canção que fala sobre a sua recusa em ser internada em uma clínica de reabilitação, mesmo depois de o seu empresário musical insistir em interná-la.[9] Numa entrevista com o periódico britânico The Sun, Amy Winehouse disse:

De acordo com o pai da cantora, Mitch Winehouse, a faixa, escrita no início de 2006, surgiu de uma conversa de Winehouse com Mark Ronson, quando ela disse: "Você sabe que eles tentaram me fazer ir à reabilitação, mas eu disse não, não, não". Depois de ouvir isso, Ronson teve a ideia da composição e apresentou-a à artista, que escreveu a canção em apenas três horas, gravando-a em seguida, no estúdio do produtor, em Nova Iorque.[11] Previamente, a canção estava planejada para abordar elementos de blues, mas Ronson sugeriu-lhe uma sonoridade diferente, como R&B contemporâneo e que se assemelhasse aos grupos femininos da década de 1960, e Winehouse acabou por concordar.[12] As demais músicas foram gravadas em estúdios como Metropolis Studios, em Londres, Chung King Studios, em Nova Iorque, Allido Studios e Daptone Studios, na Flórida, dentre outros, sendo que toda a produção estendeu-se por um período de cinco meses, terminando em agosto de 2006.[13]

Capa[editar | editar código-fonte]

A sessão de fotos usadas no álbum ocorreu com os fotógrafos Mischa Richter e Harry Benson, sendo que a foto da capa foi tirada pelo primeiro.[14] Segundo Richter, ele foi convidado por Amy Winehouse para tirar algumas fotos suas, para fins de publicidade de um novo material. Inicialmente, ele se reuniu com a cantora no apartamento dela, em Camden Town, para decidir onde seriam tiradas as fotos. As primeiras foram tiradas em um bar em Portobello Road, no bairro londrino Notting Hill. Posteriormente, eles se dirigiram à casa do fotógrafo, em Kensal Rise. Em entrevista ao tabloide britânico The Guardian, Mischa revelou que a foto utilizada na capa de Back to Black foi tirada em um cômodo escuro, que tinha um carpete preto, cuja luz entrava por meio de uma pequena janela no início da noite, horário em que a artista foi fotografada.[15] Amy Winehouse posou para a foto usando um vestido criado pela designer de moda Disaya Sorakraikitikul, da escola de artes britânica Central Saint Martins.[16] O mesmo foi a leilão em novembro de 2011, em benefício da fundação que leva o seu nome, com os organizadores esperando arrecadar até 43 mil libras.[17] Após ver todo o trabalho pronto, a gravadora de Winehouse decidiu que aquela seria a capa do disco e comunicou-o qual seria o título do mesmo.[15]

Música e influências[editar | editar código-fonte]

Shirley Bassey (à esquerda) e as Shangri-Las (à direita) foram citadas por Winehouse como inspiração para as faixas de Back to Black.

Em termos de composição musical, Back to Black é considerado como um afastamento notável do seu trabalho anterior.[18] Em contraste com grande parte de seu álbum de estreia, Frank (2003), que consiste em elementos de jazz, Back to Black incorpora uma ampla gama de elementos de vários gêneros, como soul, jazz, rhythm and blues (R&B), ska e blues.[19] Sobre o estilo musical abordado no disco, a cantora comentou: "Eu não queria tocar esse negócio de jazz outra vez. Estava cansada de estruturas de acordes complicadas, e precisava de alguma coisa mais direta. Andara escutando um monte de grupos femininos dos anos 1950 e 1960. Gostava da simplicidade deles. Vão direto ao assunto. Então comecei a pensar em escrever canções daquele jeito".[20]

Enquanto desenvolvia o álbum, Winehouse escutava algumas canções que a influenciaram; a cantora Shirley Bassey e o grupo The Zutons estavam entre as peças que ela ouvia, juntamente com a banda feminina The Shangri-Las, a qual ela citou ser a sua inspiração. Numa entrevista concedida pela cantora à emissora de televisão BBC Music, gravada no festival Other Voices, na Irlanda, ela revelou que a sua canção preferida das garotas era "I Can Never Go Home Anymore" (1965). "Quando eu e o meu namorado terminamos, eu passei a ouvir aquela canção repetidamente enquanto estava sentada no chão da minha cozinha com uma garrafa de Jack Daniels", disse ela.[21] "Percebi que as Shangri-las têm uma canção para cada estágio de um relacionamento. Quando a gente vê um rapaz e nem sequer sabe o nome dele, quando a gente começa a conversar com ele, quando começa a sair com ele, quando a gente se apaixona por ele, quando ele rompe com a gente — e aí a gente quer se matar. Back to Black é exatamente sobre isso", comentou em uma outra entrevista, desta vez a Chas Newkey-Burden.[22]

Ray Charles, Donny Hathaway e Marvin Gaye também exerceram influência na elaboração do material, sendo que na canção "Rehab" Amy Winehouse menciona "Ray" e "Mr. Hathaway" em referência aos primeiros, enquanto em "Tears Dry on Their Own" foram utilizados trechos de "Ain't No Mountain High Enough" (1967), escritos por Nickolas Ashford e Valerie Simpson, do último citado.[23]

A cantora resolveu impor mudanças em suas composições em relação ao seu álbum anterior após escutar diversos grupos musicais de soul da década de 1960. Sobre a decisão, ela comentou: "Todas as canções que escrevo são sobre dinâmica humana, seja ela de amigos, namorados ou família. Quando fiz o último disco, Frank, eu me sentia uma pessoa muito na defensiva, muito insegura, de modo que quando eu cantava sobre homens era sempre do tipo: 'Foda-se. Quem você acha que é?'. O novo disco é mais do tipo: 'Vou lutar por você'; 'eu faria qualquer coisa por você' ou 'é tão triste que a gente não consiga fazer a coisa funcionar'. Sinto que não sou mais assim, tão adolescente em relação a relacionamentos".[20]

Conteúdo e estrutura musical[editar | editar código-fonte]

"Rehab", a faixa de abertura de Back to Black. Na demonstração, trecho em que Winehouse nega-se a ir à reabilitação, dizendo: "No, no, no".

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O álbum abre com "Rehab", canção que possui como tema lírico a sua recusa em ser internada em um centro de reabilitação. Escrita por Amy Winehouse, é uma gravação de R&B contemporâneo e foi notada pelas suas influências Motown, com uma sonoridade semelhante às músicas dos anos 1950 e 1960.[24] A segunda faixa, "You Know I'm No Good", combina elementos de jazz e R&B e é sustentada pelo saxofone.[25] A letra trata da confissão da infidelidade de Winehouse.[26] "Me & Mr. Jones", a faixa seguinte, é uma canção de jazz e soul, cujo início lembra as músicas gospel dos anos 1940 e 1950, e foi influenciada por Aretha Franklin e Dinah Washington.[27] Na letra, a cantora faz referência ao rapper Nas, repreendendo-o por fazê-la perder a apresentação de Slick Rick.[28] A quarta faixa é "Just Friends". A sua sonoridade difere das anteriores, ao incorporar principalmente os estilos caribenhos, como o ska e o early reggae. Liricamente, possui como tema a sua a relação de amizade com o homem em questão.[27]

Com a Amy não há um momento de tédio, e isso inclui a faixa-título do disco, um maravilho conto, opulento mas amargo, de um caso de amor confuso que deu errado.

— Trecho da análise crítica feita por editores no tabloide britânico Daily Mirror para a faixa-título de Back to Black.[29]

A quinta canção, a faixa homônima, é a mais obscura e sombria do álbum. Acompanhada pelo lúgubre fundo de guitarra com reverberação, pandeiros, pianos, sinos e tambores, relata a mágoa que Amy Winehouse sente com a infidelidade e a perda do amante.[29] Musicalmente, foi comparada a "Baby Love" (1964) da banda The Supremes, a "Jimmy Mack" (1967) das Vandellas e às canções do grupo The Shangri-Las.[27][30] "Love Is a Losing Game" é a sua próxima faixa. Trata-se de uma balada, cuja letra apresenta um sentimento de calma e resignação e fala sobre os fracassos da cantora em seus relacionamentos amorosos.[25] Musicalmente, foi comparada às canções da banda The Isley Brothers e às de Curtis Mayfield.[31] A sétima canção, "Tears Dry on Their Own", é considerada a mais otimista do álbum. Com elementos de soul, combina um tema triste, que fala sobre seguir em frente após o fim de uma relação, com uma melodia animada.[32] Possui trechos de "Ain't No Mountain High Enough" (1967), gravada pelo cantor Marvin Gaye.[23] A sua oitava faixa, "Wake Up Alone", reflete em sua letra as sequelas de um rompimento e combina elementos de blues e soul dos anos 1960.[31] Foi bastante elogiada pelos críticos especialistas, que deram ênfase ao seu refrão e descreveram-na como honesta.[25]

"Some Unholy War" é a próxima faixa. É a melodia mais curta de Back to Black e fala sobre a sua devoção à sua relação com seu então ex-marido, Blake Fielder-Civil, e sobre a sua recusa em desistir do amante.[25] Também aborda elementos de soul e ska.[33] A décima canção do álbum é "He Can Only Hold Her", cuja letra descreve um relacionamento particularmente complicado. As suas origens estilísticas derivam do R&B contemporâneo, com elementos de soul e Motown dos anos 1960 e sua letra faz referência a James Brown.[33] A seguinte faixa é "Addicted", a última do disco. Consiste em elementos de blues e fala do envolvimento de Amy Winehouse com as drogas.[34] Descrita como uma faixa animada, mostra a cantora petulante, desafiadora e espirituosa.[33]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Rehab" foi a primeira canção do álbum divulgada como single. O anúncio de seu lançamento foi feito em setembro de 2006, no site oficial da cantora, sendo liberada oficialmente apenas em 23 de outubro do mesmo ano.[35] O single estreou na 19.ª colocação da parada musical do Reino Unido, a UK Singles Chart, na edição do dia 28 do mesmo mês, com seis mil cópias digitais vendidas,[36] e chegou à sua posição máxima como número sete, em 4 de novembro, após vender catorze mil réplicas,[37] mantendo-se na posição na edição seguinte, com mais treze mil exemplares distribuídos,[38] tornando-se a primeira música de Winehouse a alcançar as dez primeiras posições da tabela musical.[39] Até fevereiro de 2007, havia vendido 128 mil unidades em território britânico.[40] Lançada na América do Norte apenas em 2007, "Rehab" estreou na 91.ª posição da parada oficial dos Estados Unidos, a Billboard Hot 100, em 31 de março.[41] Depois de oito semanas nas posições inferiores da tabela musical, a música saltou do número 48 para o número dez, com 78 mil unidades comercializadas,[42] atingindo, na edição seguinte, a sua posição máxima como número nove.[43] No total, a canção vendeu dois milhões de réplicas no país.[44] No mercado internacional, "Rehab" também obteve um desempenho exitoso, tendo atingido a primeira colocação nas paradas da Hungria e Noruega, o número dois em Israel e três na Espanha.[45][46]

O seu segundo single, "You Know I'm No Good", foi lançado em janeiro de 2007. No Reino Unido, a canção entrou na 40.ª colocação da tabela musical do país, com três mil unidades vendidas,[47] e chegou à sua posição mais elevada como número dezoito,[48] enquanto nos Estados Unidos estreou na 90.ª colocação, na mesma semana que "Rehab", em 31 de março,[41] e chegou à sua posição mais elevada como número 77, vendendo, até 2011, mais de 729 mil cópias digitais no país.[49] Internacionalmente, obteve um desempenho favorável, atingindo o primeiro lugar nas estações de rádio da Polônia.[50]

Aproximadamente três meses depois, Amy Winehouse liberou a faixa homônima como terceira canção de trabalho do álbum. O single entrou na 73.ª colocação da parada britânica e atingiu a sua posição máxima como número 25, em 2007.[51] Nos Estados Unidos, não obteve vendagem o suficiente para entrar na principal tabela musical do país, a Billboard Hot 100, posicionando-se apenas na tabela genérica Digital Songs, no número 55, com 31 mil cópias vendidas.[52] A canção, que descreve o seu relacionamento conturbado com o ex-assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, foi bem elogiada pelos críticos musicais e, embora lançada no início de 2007, obteve êxito ao longo de 2008 e, após a morte da cantora, em 2011, quando ressurgiu nos rankings de vários países, ficando no pódio das paradas da Grécia e Polônia.[50][53] No Reino Unido, obteve a oitava posição na edição de 6 de agosto de 2011, tornando-se a sua melhor enumeração desde o seu lançamento.[54] No Brasil, vendeu mais de oitenta mil cópias e acabou por ser premiada com disco de ouro pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).[55][56]

Os demais singles foram lançados a partir do segundo bimestre de 2007, mas não conseguiram o mesmo destaque comercial dos seus antecessores. O primeiro deles, "Tears Dry on Their Own", foi enviado às rádios britânicas como quarto single do álbum no dia 13 de agosto. A canção estreou no 67.º lugar da tabela do Reino Unido e alcançou a sua posição mais elevada como número dezesseis, no dia 25 do mesmo mês, ao vender mais de oito mil unidades.[57] Assim como o lançamento anterior, não obteve vendas o suficiente para se enumerar na tabela da Billboard. Na Europa, teve um desempenho comercial moderado, alcançado a 24.ª posição na Suécia, a 26.ª na Irlanda e a 39.ª em Portugal.[58] O seu último lançamento do ano foi "Love Is a Losing Game", liberado oficialmente como o seu quinto compacto em 10 de dezembro. Entrou no 46.º lugar, sendo esta a sua posição mais elevada no ano do seu lançamento.[59] No entanto, assim como as suas demais canções, reassumiu posições nas paradas em 2011, quando obteve o número 33, estabelecendo a sua posição máxima na tabela.[54] Por fim, "Just Friends" foi liberado como último single de Back to Black, em 2008, não conseguindo entrar nas tabelas musicais mundiais, mesmo após o falecimento da cantora.[60]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 81/100[61]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 5 de 5 estrelas.[19]
The A.V. Club A−[62]
Entertainment Weekly A−[30]
The Independent 5 de 5 estrelas.[63]
G1 8 de 10 estrelas.[64]
BBC Music 5 de 5 estrelas.[65]
New York Magazine 8 de 10 estrelas.[66]
The Times 4 de 5 estrelas.[67]
The Guardian 4 de 5 estrelas.[68]
Yahoo! Music 9 de 10 estrelas.[69]

Back to Black foi muito bem recebido pela crítica contemporânea após o seu lançamento, que o comparou com a era Motown do R&B e com os grupos femininos dos anos 60.[70] No agregador de resenhas Metacritic, que estabelece uma média de até 100 pontos com base nas avaliações dos críticos musicais, o álbum obteve 81 pontos de aprovação, que foram baseados em 26 resenhas recolhidas, o que indica "aclamação universal".[61]

John Bush, da base de dados AllMusic, deu ao álbum cinco estrelas e elogiou a transição musical desde o seu disco de estreia, dizendo: "Apesar de Back to Black mostrar ela desertando o jazz e totalmente abraçando o R&B contemporâneo, todas as melhores partes de seu caráter musical emergiram intactas".[19] Numa matéria publicada para a revista norte-americana Crawdaddy!, Jake Henneman descreveu as músicas do disco como: "Um sensual neo soul e R&B".[71] Jude Rogers, da publicação britânica New Statesman, chamou-o de: "Um impressionante álbum de soul, absorvendo os sons de Motown e dos grupos femininos da década de 1960 e cuspindo-os de volta com brio, glamour e um toque contemporâneo".[72] Dorian Lynskey, do periódico britânico The Guardian, chamou-o de: "Um soul clássico do século XXI".[68] No jornal estadunidense The Washington Post, Josh Freedom Du Lac escreveu: "Back to Black é absolutamente inebriante (...) Você não poderá escutar um álbum de R&B mais emocionante e recompensante este ano".[73]

Numa matéria publicada pela revista Rolling Stone, em 2007, Christian Hoard deu uma análise mista ao disco, declarando: "As músicas nem sempre se sustentam. Mas as melhores são impossíveis de não gostar";[70] contudo, Douglas Wolk foi mais positivo em uma matéria publicada para a mesma revista, em 2010, descrevendo-o como: "Um disco desesperadamente triste e comovente, cujos ganchos e produção (por Remi e Mark Ronson) são dignos do hall-da-fama do soul".[74] Joshua Klein, numa matéria feita para a publicação Pitchfork Media, escreveu: "Winehouse foi abençoada com uma voz metálica que pode transformar qualquer sentimento mundano em declarações poderosas".[75] Editores da revista Mojo disseram: "Winehouse continua sendo uma das vozes mais originais da música moderna e agora está a emergir indiscutivelmente como a melhor cantora de soul de sua geração".[76]

A voz dela desliza do som melífluo-sinuoso de uma mulher que consegue dois amantes em torno de seu dedinho ao arranhado gutural apaixonado de alguém que foi abandonado e chora no chão da cozinha. Passando com convicção inexperiente pela experiência emocional de cada canção de Back to Black, Amy Winehouse mostra ser uma verdadeira diva urbana.

— Trecho da análise crítica feita por Helen Brown no tabloide inglês The Daily Telegraph.[20]

Ligia Nogueira, crítica do portal brasileiro G1, declarou: "Em seu segundo álbum, Back to Black, a cantora deixa explícita sua relação com a antiga gravadora Motown sem abrir mão de uma leitura atual. Enquanto muita gente peca pelo excesso, Amy consegue dar cara vintage ao som com muito estilo sem exagerar".[64] Analistas do jornal britânico The Independent afirmaram: "Em continuidade ao trabalho de Frank, Amy Winehouse desviou a ênfase do jazz para um comovente R&B. A eficácia desse desvio é uma prova do talento dela".[77] Sasha Frere-Jones alegou em uma revisão para a revista The New Yorker: "Back to Black é um hábil e convincente pastiche dos grupos femininos dos anos 60, dos cantores de jazz dos anos 40, e uma variedade de ritmos dos anos 70 e dos anos 90".[78] No website Yahoo! Music, Jennifer Nine escreveu: "A habilidade sem medo do disco, junto com a capacidade de penetrar cada alma de gênero pop muito imitados, mas raramente igualados, não parecia tão boa desde que Elvis Costello estava em seu auge selvagem. E, francamente, quando a gente acrescenta a voz esmagadora e o marcante delineador, Elvis não chega nem perto".[79] Repórteres da edição brasileira da Rolling Stone, em uma análise feita para a faixa de abertura do álbum, "Rehab", declararam: "Há muito tempo o mundo da música pop não nos atingia com tamanha força subversiva: o contraste entre a produção retrô e o refrão desafiador de fala arrastada é hilário no começo — depois, deixa a gente arrasado. Amy é certamente a artista de 2007".[80]

Lizandra Pronin da página on-line Território da Música atribuiu quatro estrelas de cinco permitidas e declarou: "Back to Black prima pela qualidade elevada, seja de suas composições, arranjos, produção ou simplesmente pela deliciosa interpretação de Amy, cuja voz sexy encanta logo na primeira audição (...) Nas letras, Amy fala do óbvio — amores e perdas — mas de forma bastante pessoal. Com humor refinado, Amy escreve sobre as experiências pessoais de uma mulher madura mas que, como uma adolescente, precisa se expor", comentado ainda sobre a duração do disco: "Um curto álbum para um extenso talento".[81] Analistas da revista Billboard sentiram que Back to Black apresenta uma fusão de soul, jazz e pop dos anos 1960 com uma sensibilidade do século XXI.[82] Jon Pareles escreveu em uma matéria publicada pelo periódico norte-americano The New York Times: "As canções do segundo álbum dela, Back to Black, revivem o som de soul dos anos 1960 e 1970".[83] No tabloide inglês Evening Standard, Chris Elwell-Sutton disse: "Revelar tanto de seu temperamento confuso nesses formatos de música consagrados foi um desafio extraordinário. Por sorte, Amy Winehouse tem a produção, a voz e a força de caráter para levar tudo isso a cabo".[84] Stuart Nicholson, do tabloide inglês The Observer, comentou: "Ele funciona (...) pela força de sua inteligente linha melódica e letras contundentes".[85] Mark Edward Nero, editor do portal About.com, descreveu o disco como: "Forte e poderoso, mas ao mesmo tempo emocional e frágil".[86] Numa revisão publicada pelo portal PopMatters, Christian John Wikane afirmou: "Back to Black encontra uma artista destemida a dizer o que bem lhe apetece. E é bom nós a ouvirmos com atenção".[87] O repórter John Murphy declarou na revista eletrônica MusicOMH que Back to Black foi um soberbo regresso, e um dos melhores álbuns do ano.[27]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Back to Black foi listado por diversos críticos musicais como um dos dez melhores álbuns lançados entre 2006 e 2007 em várias publicações de final de ano. O periódico britânico The Guardian apontou-o como o segundo melhor lançamento de 2006, denominado Winehouse como "Rainha do Soul" e elogiando a produção de Mark Ronson, chamando-o de "gênio",[88] enquanto o jornal The Observer listou-o como o quinto melhor lançamento do ano em questão e Matt Harvey, analista da emissora de rádio BBC Music, disse: "Este é um dos melhores álbuns do Reino Unido do ano".[89][90]

Em 2007, Sal Cinquemani, crítico da publicação Slant Magazine, colocou Back to Black na quarta posição em sua lista dos melhores álbuns do ano em questão,[91] ao passo que a edição norte-americana da revista Rolling Stone posicionou-o na 40.ª colocação da sua lista e a publicação estadunidense The Village Voice elegeu-o como o quarto melhor lançamento do ano referido.[92][93] Josh Tyrangiel, repórter da revista Time, nomeou-o como o melhor disco de 2007, colocando também "Rehab" no número um na lista das melhores canções,[94] e declarou: "O que ela é, é tagarela, divertida, sensual, e possivelmente muito louca (...) É impossível não ser seduzido pela originalidade dela",[95] enquanto Mark Edward Nero, editor do portal About.com, afirmou: "Back to Black é, sem dúvida, um dos melhores lançamentos do ano", descrevendo-o como: "Clássico, porém contemporâneo", dando ênfase, ainda, às faixas "Rehab", "Me & Mr. Jones" e "Wake Up Alone", e Chris Willman, editor da revista Entertainment Weekly, nomeou-o o segundo melhor CD do ano referido.[86][96] Além dessas, o álbum também se destacou nas listas das revistas Billboard (3.ª posição), Blender (8.ª posição) e PopMatters (8.ª posição), no blog Idolator (4.ª posição), nos periódicos The New York Times (3.ª posição) e The A.V. Club (7.ª posição) e no tabloide The Austin Chronicle (4.ª posição).[97] Além disso, nas listas dos "Melhores CDs da Década de 2000", elaboradas pela revista Q Magazine e em outra do jornal The Times, Back to Black ficou no primeiro e segundo lugares, respectivamente,[98] enquanto no catálogo de mesmo título elaborado pela Billboard, posicionou-se no número cinco,[99] ficando no número 451 no dos "500 Melhores Álbuns de Sempre", da Rolling Stone, em 2012.[100]

Além das listagens de fim de ano feitas pelos críticos, Back to Black também foi incluído em diversas premiações musicais ao redor do mundo. Em 2007, o álbum obteve os troféus de "Melhor Álbum" no Q Awards e "Álbum do Ano" no Mercury Prize Awards.[101][102] Além disso, também recebeu indicações às premiações MTV Europe Music Awards na categoria "Álbum do Ano", vindo a perder o prêmio para Loose (2006) de Nelly Furtado,[103] e na mesma categoria ao ECHO Awards de 2009, onde obteve êxito.[104]

A obra também foi indicada em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards: "Canção do Ano", "Gravação do Ano", "Melhor Performance Vocal Pop Feminina", "Artista Revelação", "Melhor Álbum Vocal Pop" e "Álbum do Ano", tendo vencido as cinco primeiras, o que fez com que Amy Winehouse igualasse o recorde de Alicia Keys e outras para artista feminina com mais Grammy Awards vencidos em apenas uma edição, estabelecendo também o recorde de primeira artista feminina britânica a vencer cinco troféus numa única cerimônia.[105]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Back to Black possui onze faixas em suas edições britânica e irlandesa padrões e dez na versão norte-americana, com três faixas bônus: "Addicted" e os remixes de "Rehab", lançado com o rapper Jay-Z, e de "You Know I'm No Good", com Ghostface Killah.[106] Uma edição especial do disco foi lançada na Alemanha, em agosto de 2007. Esta versão contém as faixas da edição original, mais um CD bônus com outras cinco interpretadas por Winehouse em um festival ao vivo no país.[107] O disco também foi reeditado em uma versão deluxe, que contém oito novas faixas, incluindo o single "Valerie".[108]

N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Rehab"   Amy Winehouse Mark Ronson 3:32
2. "You Know I'm No Good"   Winehouse Ronson 4:19
3. "Me & Mr. Jones"   Winehouse Salaam Remi 2:34
4. "Just Friends"   Winehouse Remi 3:11
5. "Back to Black"   Winehouse, Ronson Ronson 4:00
6. "Love Is a Losing Game"   Winehouse Ronson 2:35
7. "Tears Dry on Their Own"   Winehouse, Nickolas Ashford, Valerie Simpson Remi 3:04
8. "Wake Up Alone"   Winehouse, Paul O'Duffy Ronson 3:41
9. "Some Unholy War"   Winehouse Remi 2:21
10. "He Can Only Hold Her"   Winehouse, Richard Poindexter, Robert Poindexter Ronson 2:44
11. "Addicted"   Winehouse Remi 2:42
Duração total:
33:23

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de Back to Black, de acordo com o encarte do CD:[14]

Impacto e influência[editar | editar código-fonte]

Gabriella Cilmi foi bastante comparada a Amy Winehouse, devido ao estilo musical do seu álbum de estreia, Lessons To Be Learned, influenciado pelo estilo de Back to Black.

Com o lançamento de Back to Black, Amy Winehouse causou um forte impacto no mundo musical. Considerada a revolucionária da música soul, devido às origens estilísticas do álbum, a intérprete influenciou vários artistas.[1] A cantora galesa Duffy citou-a como uma de suas influências musicais e recebeu comparações frequentes do seu disco de estreia, Rockferry, ao estilo musical de Back to Black.[109] O mesmo ocorreu com a britânica Adele e o seu álbum 21; em entrevista à revista Billboard, Adele declarou que Winehouse é a sua inspiração.[110] A inglesa Paloma Faith também foi comparada à cantora por ter voz, visual e estilo musical influenciados por ela.[111] Gabriella Cilmi e o seu trabalho de estreia, Lessons To Be Learned, também mostram sinais da influência de Back to Black em seu estilo musical, sendo que a artista chegou a ser denominada pela imprensa como "A Nova Amy Winehouse".[112] Ela também influenciou a cantora norte-americana Lady Gaga, que comentou: "Amy mudou a música pop para sempre. Terei para sempre um amor muito profundo por ela".[113]

Em 2008, o canal Sky News realizou uma pesquisa entre pessoas com menos de 25 anos de idade, onde Amy Winehouse foi eleita a "heroína suprema" dos britânicos.[114] Em 2010, o rapper Jay-Z disse em entrevista à rádio BBC que Winehouse revigorou o cenário musical britânico, afirmando: "Há uma forte pressão vinda de Londres neste momento, o que é ótimo. Ela existe desde a época da Amy Winehouse, acho. Quer dizer, desde sempre, mas eu penso na Amy, que este novo ímpeto teria sido provocado por ela",[115] ao passo que Charles Aaron, editor da revista norte-americana Spin, comentando a influência exercida pela cantora sobre Adele, Corinne Bailey Rae, Eliza Doolittle, dentre outras artistas femininas britânicas, escreveu: "Amy Winehouse foi o momento Nirvana para toda estas mulheres. Todas fazem referência a ela [a Amy Winehouse] em termos de atitude, estilo musical ou moda".[116]

No ano de 2011, Jim Faber, numa matéria publicada pelo jornal americano New York Daily News, declarou que Winehouse foi a desencadeadora da nova Invasão Britânica,[116] enquanto Adrian Thrills, do jornal britânico Daily Mail, disse: "Sem a Amy não haveria Adele, Duffy e nem Lady Gaga", completando: "Mesmo agora, numa época em que o pop feminino domina as tabelas musicais, como Adele, Beyoncé, Katy Perry e Gaga, nada se aproxima da força emocional de Back to Black".[117]

Em 2012, Bruno Mars inspirou-se na sonoridade de Back to Black para desenvolver a da canção "Locked Out of Heaven", recorrendo a Mark Ronson, produtor musical do disco, na elaboração, e disse: "É difícil criar sons com uma instrumentação ao vivo que causem impacto nas baladas, e Mark Ronson conseguiu fazer isso aqui. Desde Back to Black eu quis entrar em sua cabeça e descobrir como ele consegue fazer isso".[118] O cantor inglês Matt Cardle revelou que o seu segundo disco, The Fire, foi influenciado pela artista, cintando faixas de Back to Black, como "Love Is a Losing Game", como inspiração.[119] Em 2013, a cantora portuguesa Aurea, comentando a influência exercida por Amy Winehouse em sua música, declarou: "Amy é uma das minhas maiores influências (...) Foi pela música dela que os jovens conheceram o soul. Aconteceu comigo".[120]

Outros artistas que mencionam Back to Black como influência musical são: Ariana Grande, Caro Emerald, Dionne Bromfield, Florence Welch, Lily Allen, Jessie J, Jesuton, Karise Eden, Nina Zilli, Rebecca Ferguson e Rumer.[121]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Em 2011, Back to Black tornou-se o álbum mais vendido do século no Reino Unido, título que até então pertencia a Back to Bedlam (2005), trabalho de estreia do inglês James Blunt (à esquerda), passando a ocupar o segundo lugar em dezembro, atrás apenas de 21 de Adele (à direita).

Back to Black fez a sua primeira aparição em uma tabela musical através da IRMA Albums Chart, em território irlandês, ao atingir a 26.ª colocação na edição de 2 de novembro de 2006.[122] Três dias depois, entrou na parada de álbuns do Reino Unido, a UK Albums Chart, na terceira posição, com 43 mil cópias comercializadas na sua primeira semana de distribuição.[38] Posteriormente, caiu para o número dez, com apenas 27 mil réplicas faturadas.[123] Após onze semanas na tabela, conquistou a primeira colocação, com vendas de 35 mil cópias,[124] mantendo-se no número um na edição seguinte, ao registrar mais 48 mil unidades vendidas — trinta mil a mais que o segundo colocado.[125] Obteve novamente a liderança apenas em 3 de março de 2007, quando outros 47 mil exemplares foram distribuídos.[40] Ao final de abril, havia sido declarado o CD mais vendido do primeiro trimestre do ano, com 467 mil unidades comercializadas — acumulando um total de 827 mil réplicas desde o seu lançamento, em 2006.[126]

Nos meses seguintes, o disco oscilou entre as dez primeiras posições da tabela musical, tornando-se o primeiro disco a vender um milhão de cópias em 2007 no Reino Unido e, com dois milhões de unidades vendidas até dezembro, o álbum mais vendido do ano.[127][128] No total, o material manteve-se 119 semanas na parada musical, 72 delas no top dez, o maior número de edições registrado por um álbum de uma artista feminina no país, recorde este que apenas Back to Black e The Fame Monster (2009), de Lady Gaga, alcançaram.[129] Além da edição original, a versão-especial do disco também se enumerou no topo da lista britânica por uma semana, na contagem de 1.º de março de 2008, o que fez de Amy Winehouse a primeira intérprete a conseguir colocar uma reedição de um álbum no primeiro lugar do Reino Unido.[130]

Em 12 de março de 2008, o disco apareceu pela primeira vez dentre os dez primeiros lugares na lista dos álbuns mais vendidos do século XXI no país,[131] enquanto em 2009 foi classificado no 18.º lugar pela empresa Official Charts Company (OCC) na lista dos mais vendidos da história do Reino Unido.[132] Em agosto de 2011, Back to Black tornou-se o mais vendido do século em solo britânico, com mais de 3.500 milhões de réplicas distribuídas, passando a ocupar o segundo lugar em dezembro, após 21 (2011), da inglesa Adele, alcançar o feito.[133] Em 9 de agosto de 2013, foi premiado com treze discos de platina pela British Phonographic Industry (BPI), ocupando atualmente o nono lugar na lista dos CDs mais vendidos do país e o quarto dentre os mais certificados pela organização.[134]

Na América do Norte, Back to Black obteve o quarto posto no Canadá, através da Canadian Albums Chart, e o número seis no México, enquanto nos Estados Unidos conseguiu debutar na sétima posição da Billboard 200, com mais de 51 mil cópias faturadas na sua primeira semana de distribuição,[135] estabelecendo o recorde de maior entrada alcançada por uma artista feminina britânica na época,[136] vindo a estrear na liderança do periódico genérico Digital Albums. Em sua segunda semana de vendas, desceu para o número dez, registrando 48 mil unidades vendidas, uma baixa de 6% nas comercializações.[137] Nas edições seguintes, classificou-se entre os vinte discos mais vendidos da Billboard 200, regressando ao top dez na sua décima segunda semana, quando saltou do número onze ao seis, com cinquenta mil cópias comercializadas.[138] Sete dias depois, caiu para a décima colocação, apesar de ter exportado outras 67 mil réplicas — um aumento de 33% nas vendas em relação à semana anterior —,[139] mantendo-se na posição na semana seguinte, ao vender 74 mil cópias — um acréscimo de 11%.[140] Retornou à sua posição máxima, o número seis, na sua décima sexta semana na tabela, quando mais 63 mil exemplares foram transportados,[141] descendo novamente para o oitavo lugar depois de apresentar uma queda de 9% em suas vendas, que chegaram a 57 mil réplicas.[142] Nas três edições seguintes, Back to Black vendeu um total de 134 mil cópias, mas continuou a regredir no ranking devido a um declínio de 18% em suas distribuições.[143][144][145] A sua última aparição no top dez em 2007 foi em 22 de setembro, quando subiu da 13.ª posição para a nona, depois de apenas 29 mil cópias serem faturadas.[146] Ao final do ano, havia exportado mais de 1.500 milhão de unidades, tornando-se o décimo nono trabalho mais vendido de 2007 e recebendo o certificado de platina da Recording Industry Association of America (RIAA).[147][148]

Após obter sucesso em nível crítico e comercial, o álbum foi indicado em seis categorias à 50.ª edição dos Grammy Awards, das quais venceu cinco. Na cerimônia, Amy Winehouse interpretou duas canções: "Rehab" e "You Know I'm No Good". A sua apresentação foi fundamental para que Back to Black conseguisse saltar da 24.ª colocação para a segunda na Billboard 200, na edição de 1.º de março de 2008, por denotar embarques de mais de 115 mil exemplares — apresentando um aumento de 370% nas vendas em relação à semana anterior —, perdendo a liderança apenas para Sleep Through the Static (2008) de Jack Johnson, que vendera 180 mil cópias.[149] Na edição seguinte, caiu para o número três, ao faturar apenas 52 mil réplicas — patenteando uma queda de 55% —,[150] descendo novamente para o número dez no dia 15 do mesmo mês, ao subtrair 27% de suas exportações em comparação aos sete dias antecedentes, com vendas de 37 mil exemplares,[151] permanecendo na posição até o dia 22, quando outras 31 mil réplicas foram compradas — reduzindo em 16% as suas distribuições.[152] Mais tarde, a RIAA atribuiu ao disco outros três certificados de platina, por ultrapassar a marca de três milhões de unidades comercializadas.[153]

Back to Black obteve um bom desempenho comercial em todo o mundo, alcançando a primeira posição nos mercados musicais de 23 países, incluindo Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Grécia, Noruega e Polônia. Na França, atingiu o primeiro lugar apenas em 7 de novembro de 2007, quando vendeu um total de dezesseis mil exemplares.[154] No ano de 2007, liderou a lista dos mais vendidos em nível global, com mais de seis milhões de réplicas vendidas em todo o mundo, e foi o segundo mais vendido em nível digital na loja virtal iTunes Store,[155] enquanto em 2008 foi o segundo mais vendido do mundo, com outras 5.100 milhões de unidades.[156] Em 2008, foi décimo-primeiro mais vendido no Brasil.[157] O álbum ressurgiu nos rankings ao redor do mundo após a divulgação da morte da cantora, disparando para o primeiro lugar no iTunes em mais de quinze países; no Reino Unido, reentrou na 59.ª posição, saltando para a primeira na semana seguinte.[158] Nos Estados Unidos, obteve a nona colocação na Billboard 200, com mais de 37 mil réplicas vendidas após o anúncio do falecimento da cantora,[159] subindo para o número quatro na edição de 3 de agosto de 2011, quando outros 54 mil exemplares foram distribuídos.[160] No Canadá, Back to Black ressurgiu no sexto lugar, após vender aproximadamente oito mil cópias no país — cerca de 2.172% a mais que as semanas antecedentes.[161] Na Europa Continental, o material enumerou-se na primeira colocação em quase todos os países, como na França, onde reassumiu o primeiro posto em 2 de agosto, ao registrar treze mil unidades vendidas.[162]

No final de 2011, o álbum foi certificado com oito discos de platina pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica pela comercialização de mais de oito milhões de exemplares no continente europeu. Além disso, o trabalho também bateu recordes de vendas na Alemanha, onde se tornou o quinto com mais downloads pagos, de acordo com dados da empresa Media Control Charts.[163] No Reino Unido, foi o terceiro mais vendido da década de 2000,[164] enquanto na Áustria ocupou o quarto lugar e nos Países Baixos ficou no número seis.[165][166] Além disso, Back to Black é o sétimo CD mais vendido da história da loja virtual Amazon.com.[167] Mundialmente, o disco vendeu mais de vinte milhões de cópias, o que o fez entrar para a lista dos álbuns mais vendidos em nível global.[168]

Tabelas de fim-de-ano[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Notas de rodapé[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]