Bagavadeguitá

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Bagavadeguitá
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Autor Viasa
Tradutor Vladimír Hubený, Charles Wilkins, Franklin Edgerton, Richard von Garbe, Paul Deussen, Sarvepalli Radhakrishnan, J. A. B. van Buitenen, Eknath Easwaran, R. Raghava Iyengar, Vinoba Bhave, Rambhadracharya
Gênero Ética

Bagavadeguitá[1] (em sânscrito: भगवद्गीता; romaniz.: Bhagavad Gītā: "canção do bem-aventurado" ou "canção divina"[2][3]; IAST: bhagavad-gītā; IPA: ˈbʱaɡəʋəd̪ ɡiːˈt̪aː[4]) é um texto religioso hindu escrito em sânscrito, parte do poema épico indiano Maabárata (escrito em partes e em épocas diferentes),[3] datado do século IV a.C. (próximo ao advento da era de Kali ou era das desavenças), que relata o diálogo de Críxena/Krishna (suprema personalidade de Deus) com o herói Arjuna (discípulo guerreiro) no campo de batalha de Kuruksetra.[3]

Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever e, recebe iluminação diretamente do Senhor Críxena, instruindo na ciência da autorrealização, ao explicar-lhe o sustentáculo do Reto Agir (darma, o carmaioga, o serviço desinteressado). No desenrolar da conversa são colocados pontos importantes da filosofia divina, que incluía já na época elementos das filosofias religiosas bramanismo e sânquia. Onde o primeiro ensinamento: ele é uma alma espiritual eterna que habita e dá vida ao corpo material.[3]

A obra é a essência do conhecimento védico e sagrado da Índia e um dos maiores clássicos de filosofia perene e de espiritualidade do mundo, influenciando inúmeros movimentos espiritualistas.[5][6][7] Compõe a principal obra do vixenuísmo, que envolve várias ramificações de fé em Vixenu ou Críxena, dentre as quais o popularmente conhecido movimento para consciência de Seri Críxena,[8][9] que a difundiu, a partir de 1965, no ocidente, através do líder religioso indiano Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Este traduziu, e comentou, sem adulteração, com bênção de um mestre Parampara (sucessão discipular), dando origem ao livro Bhagavad-Gita: Como Ele É, contendo os principais ensinamentos do "caminho para a verdade superior" Darma, religião Bagavata Purana e instruções a respeito do serviço devocional a Críxena, segundo os preceitos de inúmeros escritos sagrados védicos. Dentre esses preceitos, o livro apresenta a ciência da auto-realização e da consciência em Críxena através do serviço devocional da bactiioga.[10]

Referências

  1. Rego 1953–1954, p. 154.
  2. Martins, Roberto. Bhagavad Gita - A Cançao Divina. [S.l.]: Poloprinter. ISBN 9788555220050 .
  3. a b c d Costa, Ana Paula Ribeiro Dala (2013). «Considerações Iniciais». Adoração ritual a deidades no templo Hare Krishna em Curitiba (PDF) (Tese de graduação). Departamento de Antropologia e Ciências Sociais. Curitiba: Universidade Federal do Paraná. Consultado em 21 de janeiro de 2021 .
  4. Áudio: bhagavad gita
  5. (em inglês) Bhattathiry, M. P. "Bhagavad Gita and management." Eubios Journal of Asian and International Bioethics 14.4 (2004).
  6. (em inglês) Reddy, M. S. "Psychotherapy-insights from bhagavad gita." Indian journal of psychological medicine 34.1 (2012): 100-104.
  7. (em inglês) Bazaz, Prem Nath. The Role of Bhagavad Gita in Indian History. Sterling Publishers, 1975.
  8. (em inglês) Stephen Prothero (2008). Religious Literacy: What Every American Needs to Know. HarperOne, p. 27. ISBN 978-0060859527
  9. (em inglês) Dennis Waite (2014). Sanskrit for Seekers, Mantra Books. ISBN 978-1782792277
  10. Laborde, A. L. P. (2008). Os Sons do Oriente: o conceito de autoconhecimento e sua contribuição para a Educação Ambiental, um estudo sobre a filosofia Hare Krishna (Master's thesis).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rego, A. Silva (1953-1954). «Do conceito da trindade no hinduísmo». Estudos Coloniais: Revista da Escola Superior Colonial. 4: 77-175 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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