Bahia (cruzador)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cruzador Bahia (C-12/C-2)
O Bahia em fotografia anterior à sua modernização feita na década de 1920, como se vê pelas suas duas chaminés.[1]
Carreira   Bandeira da marinha que serviu
Fabricante Armstrong Whitworth
Homônimo Estado da Bahia
Batimento de quilha 1908
Lançamento 20 de janeiro de 1909
Comissionamento 21 de maio de 1910
Indicativo visual 86[2]
Indicativo de chamada PXBB(GBDO)[2]
Fatalidade Afundado por explosão em 04 de julho de 1945[2]
Características gerais
Tipo de navio Cruzador
Classe Classe Bahia
Deslocamento 2 885 t (6 360 000 lb)[2]
Comprimento 122,37 m (401 ft)[2]
Boca 11,88 m (39,0 ft)[2]
Calado 4,15 m (13,6 ft)[2]
Propulsão 5 turbinas a vapor Parsons
10 caldeiras Yarrow
Carvão normal 148 t (326 000 lb)
Máximo de carvão 610 t (1 340 000 lb)
Velocidade 27.02 nós (50.04 km/h) em testes
26.5 nós (46 km/h) em uso[2]
Autonomia 20 600 km (11 100 m.n.) à 23.5 nós
6 500 km (3 510 m.n.) à 10 nós
Blindagem Deque 19 mm (0,75 in)
Passadiço 76 mm (3,0 in)[2]
Armamento 10 x canhões Vickers Armstrong de 120 mm (4,7 in)
6 x canhões de 47 mm (1,9 in)
2 x tubos duplos de torpedos de 457 mm (18 in)[2]
Sensores Direção de tiro consistia num tubo de voz que ligava as estações de controle, o passadiço e a sala de plotagem no segundo convés e as baterias.[2]
Tripulação 340 homens[2]

Bahia irmão do Rio Grande do Sul eram os navio líder da classe de cruzadores construídos para o Brasil por Armstrong Whitworth, no Reino Unido. Seis meses após ter sido comissionado, em maio de 1910, seus tripulantes, juntamente com os do Minas Geraes e do São Paulo, entraram em motim, iniciando a Revolta da Chibata. Durante a rebelião, que durou quatro dias, o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, ficou sob a ameaça de um bombardeio naval, o que levou o governo a ceder às exigências dos rebeldes, que incluíam a abolição dos chicoteamentos como forma de punição na marinha. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Bahia e seu navio-irmão, o Rio Grande do Sul, foram designados para a Divisão Naval em Operações de Guerra, principal contribuição da Marinha do Brasil naquele conflito. Sediada em Serra Leoa e no Senegal, a esquadra escoltou comboios por uma região fortemente patrulhada por U-Boots, esses dois cruzadores tinham a bordo hidro-aviões preparados para o combate aero-naval, bem como para as operações de minagem e torpedeamento, sendo caças - bombardeiros, vide Princípios de Defesa Militar dos irmãos J. S. Vasconcellos.

Em meados da década de 1920, o Bahia foi amplamente modernizado; recebeu três novas turbinas Brown–Curtis e seis novas caldeiras aquatubulares Thornycroft e, no processo, acabou sendo convertido de um navio a carvão para um movido a óleo. As alterações causaram uma significante mudança estética, passando a ter três chaminés no lugar de duas. O armamento também foi modificado; foram adicionadas três metralhadoras Madsen de 20,1 mm, uma metralhadora Hotchkiss de 7 mm, e quatro tubos de torpedo de 533 mm. Na década de 1930 serviu ao lado das forças do governo durante diversas revoltas.

Na Segunda Guerra Mundial o Bahia foi utilizado novamente como escolta de comboios na campanha do atlântico, navegando mais de 100.000 milhas náuticas no decorrer de quase um ano. Em 4 de julho de 1945, durante os preparativos para um exercício com as metralhadoras antiaéreas Oerlikon de 20 mm, o cruzador Bahia parou momentaneamente para lançar ao mar um alvo flutuante para exercício de tiro, mas às 09:10h, foi atingido por uma violenta explosão provocada por um disparo acidental, que acertou as cargas de profundidade na popa.

A violenta explosão ocorreu quando o navio estava próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo. Na catástrofe, perderam a vida o seu comandante, Capitão-de-Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 dos 372 homens que estavam a bordo, inclusive 4 marinheiros norteamericanos. Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo navio mercante inglês S/S “Balfe“. Sua baixa foi oficializada pelo Aviso n.º 1055 de 19 e julho de 1945. A despeito das teorias levantadas a respeito de um suposto envolvimento dos submarinos alemães U-977 e U-530 que à época passavam pela região em direção à Argentina, em busca de Asilo, nada ficou provado a este respeito, sendo mantida a versão de acidente.[3]


Referências

  1. Scheina, "Brazil", 405.
  2. a b c d e f g h i j k l "Navios de Guerra Brasileiros - Cruzador Bahia (C-12/C-2)" NGB.com. Visitada em 21 de abril de 2014.
  3. Paterson, 2009. Págs 27 a 33.
  • Poder Naval [1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre tópicos militares é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.